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Principais Notícias da Semana no Mundo Agro

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GERAIS

Crédito rural dolarizado é sucesso entre os produtores

Construída por meio de uma parceria com o Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa), a linha de crédito rural dolarizada do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), teve todos os recursos contratados no primeiro dia da Agrishow, nesta segunda-feira.

Neste primeiro momento foram disponibilizados R$ 2 bilhões para financiamento do setor agropecuário com juros de 7,59% ao ano. “São juros muito abaixo do próprio Plano Safra e recursos que não impactam no Tesouro Nacional”, explicou o ministro.

Além disso, com a participação das montadoras, revendedoras e bancos relacionados a essas empresas, a taxa de juros aplicada aos financiamentos foi reduzida a 6,09% ao ano.

De acordo com Fávaro, o montante inicial desta nova modalidade de crédito foi disponibilizado a fim de averiguar a aptidão do mercado e dos produtores para o financiamento dolarizado. Com o valor total contratado em apenas um dia, o ministro Carlos Fávaro conversou com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, que se comprometeu a alocar mais recursos para esta linha de crédito rural.

Plano Safra

Fávaro informou ainda que está trabalhando para, em breve, anunciar a suplementação do Plano Safra 2022/2023 até que o novo, para o ciclo que vai até 2024, seja lançado.

Fonte: Mapa

Plano Plurianual do Suasa é lançado para o período de 2023-2027

Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou o Plano Plurianual do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (PPA-Suasa) para o período entre 2023 e 2027. O Plano estabelece os objetivos e metas da Defesa Agropecuária no âmbito federal e estadual.

A proposta foi elaborada em forma de projeto piloto, com a participação das Agências de Defesa Agropecuária dos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Paraná e Roraima. O projeto piloto foi voluntário e não se sobrepõe nem substitui os Planos Plurianuais dos governos.

Com o lançamento do Plano, são esperados como principais benefícios uma maior integração e alinhamento intragovernamental, melhoria da gestão por resultados, aumento do reconhecimento da importância do Suasa, maior aderência do planejamento às realidades locais e melhoria na transparência das entregas.

O PPA Suasa é estruturado nas dimensões estratégica, tática e operacional, onde as agências estaduais irão trabalhar em dez áreas temáticas que compõe as atividades da defesa agropecuária – proteção da saúde animal e da sanidade vegetal, a idoneidade dos insumos e qualidade dos serviços agrícolas e pecuários, segurança, qualidade e identidade dos produtos de origem animal e vegetal destinados aos consumidores, gestão da defesa agropecuária e Suasa, suporte laboratorial agropecuário, vigilância agropecuária internacional e gestão corporativa.

Participaram da cerimônia de assinatura de lançamento do PPA Suasa, representantes das agências de Defesa Agropecuária e superintendentes dos seis estados participantes e servidores da SDA.

Fonte: Mapa

Divulgados os novos preços mínimos do trigo

Foi publicada nesta terça-feira (2), no Diário Oficial da União (DOU), a atualização dos preços mínimos calculados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o trigo. Os novos valores têm vigência até 2024 e servirão como referência nas operações ligadas à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), que visa garantir uma remuneração mínima aos produtores rurais e também às ações ligadas a outras políticas agrícolas, incluindo uma referência para o crédito rural.

Para a atualização, a Companhia sugeriu como base de metodologia de cálculo para a formação do preço mínimo para o trigo da Classe Pão Tipo 1 PH 78, a adoção dos custos médios variáveis ponderadas pela área plantada como principal fator de correção. Sobre esse valor proposto, aplicam-se ágios ou deságios para as demais classes e tipos, levando em consideração os fatores como o comportamento dos agentes produtivos e consumidores e os interesses da política agrícola governamental brasileira para o setor. Os valores publicados no DOU para o trigo da Classe Pão Tipo 1 PH 78 foram:  R$ 87,77 por saca de 60kg (Região Sul); R$ 90,45 por saca/60kg (Região Sudeste) e R$ 94,96 por saca/60kg para a Região Centro-Oeste e Bahia.

A recomposição dos custos de produção assegura ao produtor a continuidade da atividade, além de estimular e incentivar o plantio em outras regiões além do Sul do país, como questão estratégica para expandir a produção de trigo no Brasil e para diminuir a dependência de importações do produto.

Políticas públicas – Os preços mínimos são fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de acordo com a proposta enviada pela Conab para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A Companhia é responsável por elaborar as propostas referentes aos produtos da pauta da PGPM e da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio). Conforme artigo 5° do Decreto-lei n.° 79/1966, as propostas de preços mínimos devem considerar os diversos fatores que influem nas cotações dos mercados interno e externo, e os custos de produção.

Os preços mínimos são definidos antes do início da safra seguinte e servem para nortear o produtor quanto à decisão do plantio, além de sinalizar o comprometimento do Governo Federal em adquirir ou subvencionar produtos agrícolas, caso seus preços de mercado encontrem-se abaixo dos preços mínimos estabelecidos.

Fonte: Conab

Embrapa terá, pela primeira vez, uma mulher na presidência

A pesquisadora Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá será a primeira mulher a assumir a presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Seu nome foi confirmado nos Conselhos de Administração (Consad) e de Elegibilidade (Coele) da Empresa. Ela assumirá o cargo no dia 1º de maio, quando a nomeação será oficializada em Boletim de Comunicações Administrativas (BCA) e por meio de Resolução.

Sílvia Massruhá é doutora em Computação Aplicada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), onde apresentou a tese O modelo de inteligência artificial para diagnóstico de doenças de plantas. É mestre em Automação pela Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e graduada em Análise de Sistemas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas).

Mineira de Passos (MG), ingressou na Embrapa em 1989, participando de importantes transformações da área de informática na agropecuária, desde a fábrica de softwares, passando pela década da internet até a presente era digital, em que a computação é transformada no terceiro pilar da pesquisa científica, ao lado da teoria e da experimentação, segundo a pesquisadora.

Entre suas áreas de conhecimento está o desenvolvimento de tecnologias para sistemas complexos ou para soluções interdisciplinares portadoras de futuro, que se materializa no uso de ferramentas como Inteligência Artificial, blockchain e Internet das Coisas (IoT), entre outras.

“É uma honra assumir a direção da Embrapa na ocasião tão especial dos recém-completados 50 anos. É também um marco na gestão da Instituição, que terá uma mulher na Presidência pela primeira vez. Um passo importante da Empresa rumo a gestões cada vez mais igualitárias e inclusivas”, declarou. Ela citou ainda alguns desafios trazidos pelas mudanças no agro. “No setor de alimentos, os consumidores se preocupam em obter produtos mais saudáveis e com transparência de informações. No setor energético, o agro tem muito a contribuir na transição para matrizes mais limpas. A pesquisa tem muito a desenvolver nessas e outras áreas sempre mantendo o foco na sustentabilidade ambiental, social e econômica”, disse.

Durante mais de três décadas na estatal, Sílvia esteve vinculada à Embrapa Informática Agropecuária, em Campinas (SP), que, em de setembro de 2021, passou a se chamar Embrapa Agricultura Digital para melhor refletir seu papel multidisciplinar e transversal. A mudança aconteceu durante a gestão da pesquisadora na Chefia-Geral do centro de pesquisa (2015 a 2022). No período anterior, de agosto de 2009 a março de 2015, exerceu o cargo de chefe de Pesquisa e Desenvolvimento.

Centro em agricultura digital para pequenos produtores

Antes de assumir cargos de gestão, Sílvia atuou por 20 anos na pesquisa, liderando projetos na área de engenharia de software, inteligência artificial e computação científica aplicada à agricultura. A pesquisadora lidera o recém-criado Centro de Ciência para Desenvolvimento em Agricultura Digital (CCD-AD/SemeAr), apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que ajudou a idealizar, com o objetivo de estruturar o processo de transformação digital no agro de modo a reduzir desigualdades no acesso a tecnologias emergentes.

Fonte: Embrapa

PRODUÇÃO

Produtores de algodão certificados pelo ABR, ABR-UBA e licenciados BCI terão crédito especial para compra de tecnologias Fendt

​A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) comemorou, no dia 1º de maio, o anúncio de uma linha de crédito em condições especiais para cotonicultores certificados pelos programas Algodão Brasileiro Responsável (ABR), ABR-UBA (voltado às Unidades de Beneficiamento de Algodão) e licenciados pela Better Cotton Initiative (BCI). A iniciativa veio de uma empresa privada, a marca alemã de tecnologia em máquinas e equipamentos agrícolas Fendt, que, através do AGCO Finance, vai oferecer crédito para a aquisição dos seus produtos em CDC Moeda Estrangeira (euro ou dólar), com prazo máximo de 72 meses, CDC pré-fixado, com prazo de 60 meses, e CDC pós-fixado, com prazo de 84 meses, com taxas até 10% mais baixas que o padrão de mercado. A nova linha foi apresentada na maior feira de tecnologia agrícola do Brasil, a Agrishow, que é realizada em Ribeirão Preto/SP.

Abrapa e Fendt já são parceiras no movimento Sou de Algodão, que valoriza a moda responsável no Brasil, promovendo o uso da fibra natural entre os players e consumidores finais da moda brasileira, tendo como linha-mestra o programa ABR. Para a companhia, a nova linha de crédito tem como propósito valorizar aqueles que adotam os mais altos níveis de sustentabilidade na lavoura. Segundo o diretor da Fendt na América do Sul, José Gali, o objetivo da empresa é contribuir para o desenvolvimento sustentável e a transformação da agricultura, em sua esfera de influência, por meio de ações concretas. “Isso inclui oferecer soluções tecnológicas e inovadoras, que ajudam a reduzir a pegada de carbono, e trazer condições atraentes de acesso aos equipamentos. Estamos empenhados em ser a primeira opção para quem se preocupa com agricultura de baixo carbono”, afirmou.

Fonte: Abrapa

Embrapa lança novas variedades de feijão-caupi

São quatro novas variedades: a BRS Bené, de grãos marrons graúdos; a BRS Guirá, de grãos pretos brilhosos; a BRS Utinga, um feijão branco de grãos também graúdos; e a BRS Natalina, que é a primeira cultivar de feijão do tipo manteiguinha do Brasil.

Fonte: Embrapa

Febre Aftosa: 73 milhões de bovinos e bubalinos devem ser vacinados na primeira etapa da campanha

Começou na última segunda-feira (1º) a primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2023. A campanha segue até o dia 31 de maio e cerca de 73 milhões de bovinos e bubalinos de todas as idades deverão ser vacinados.

A primeira etapa de vacinação ocorrerá em 14 estados brasileiros (Alagoas, parte do Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e São Paulo), conforme o calendário nacional de vacinação.

As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 mL na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.

Além de vacinar o rebanho, o produtor deve também declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração de vacinação deve ser realizada nos prazos estipulados pelo serviço veterinário estadual.

Em caso de dúvidas, a orientação é para que procurem o órgão executor de defesa sanitária animal de seu estado.

Suspensão da vacina

Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e Distrito Federal – pertencentes ao Bloco IV do Plano Estratégico 2017-2026, do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PE-PNEFA) – não vacinarão mais seus animais nesta etapa, conforme a Portaria nº 574, publicada no dia 3 de abril.

A ação faz parte da evolução do projeto de ampliação de zonas livres de febre aftosa sem vacinação no país, previstas no PE-PNEFA.

As sete unidades Federativas, que não precisarão mais vacinar seu rebanho bovino e bubalino contra a febre aftosa, somam aproximadamente 113 milhões de cabeças, representando cerca de 48% do rebanho total do País.

A retirada da vacinação suspende alguns custos, gerando um benefício imediato aos produtores e uma oportunidade para que parte dos recursos seja redirecionado para ajudar no custeio e investimentos necessários à manutenção do status sanitário alcançado.

Neste momento, não haverá restrição na movimentação de animais e de produtos entre esses estados e as demais UFs que ainda praticam a vacinação contra a febre aftosa no país. Isso porque o pleito brasileiro para o reconhecimento internacional de zona livre sem vacinação não será apresentado à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) neste ano de 2023, dando tempo para que outros Estados do Bloco IV executem as ações necessárias para a suspensão da vacinação e o pleito seja apresentado posteriormente, de forma conjunta.

Fonte: Mapa

Monitoramento das lavouras

Arroz – 92,4% colhido

No RS, a colheita atingiu 98% das áreas. Quanto a qualidade do produto, há uma grande variação, principalmente em relação ao grão inteiro, devido às altas temperaturas diurnas e a amplitude térmica durante praticamente todo período de enchimento do grão e maturação, acrescido de deficiência hídrica durante as principais fases de desenvolvimento da cultura. Os melhores rendimentos ocorreram na região Sul e Planície Costeira interna.

Em SC e GO, a operação da colheita foi finalizada. No MA, as lavouras de arroz sequeiro encontram-se em boas condições. A colheita avança, principalmente, no Sul e nas regiões da Baixada Maranhense e do Médio Mearim. Em MT, a colheita avança, atingindo 77%. O clima favorável tem contribuído para a fase de maturação, resultando numa boa produtividade.

Milho (2ª safra) – 100% semeado

Em MT, as chuvas ocorridas colaboraram para a manutenção das boas condições das lavouras, inclusive das semeadas fora do período ideal. No PR, as boas precipitações ocorridas beneficiaram as lavouras, principalmente aquelas em fase reprodutiva.

Em MS, a umidade disponível no solo tem favorecido o desempenho do cereal, inclusive em áreas semeadas tardiamente. Em GO, a maioria das lavouras se encontram em estágios reprodutivos sob condições climáticas favoráveis. Em SP, as lavouras se encontram desde o estágio de emergência até enchimento de grãos. O desenvolvimento da cultura é considerado satisfatório. Em MG, as lavouras apresentam bom desenvolvimento em função das boas precipitações ocorridas e da baixa incidência de pragas.

No TO, verifica-se redução nas precipitações, principalmente nas áreas semeadas tardiamente. No MA, observa-se redução e ausência de chuvas nas áreas produtivas. No PI, as lavouras se estabelecem em boas condições, porém, em algumas áreas verificou-se problemas devido ao deficit hídrico. No PA, a semeadura ainda ocorre na região Oeste, e o clima favorável colabora para o bom desenvolvimento das lavouras.

Feião (2ª safra)

No PR, as lavouras encontram-se em bom desenvolvimento. As primeiras áreas começaram a ser colhidas, com boa qualidade do grão, mas a produtividade foi afetada pelo clima adverso e a ocorrência de doenças, principalmente a antracnose. Na BA, a falta de chuvas regulares nos últimos 30 dias prejudicam o desenvolvimento das lavouras de sequeiro. As lavouras irrigadas

são favorecidas pela alta luminosidade e a redução das temperaturas noturnas, reduzindo a incidência de pragas. As lavouras estão em estágio de desenvolvimento vegetativo e início de floração. Em SC, as lavouras encontram-se em diversas fases de desenvolvimento. A falta de chuva e as doenças fúngicas reduziram o potencial produtivo do feijão preto em algumas regiões. O feijão cores, semeado mais cedo, apresenta melhor desempenho em campo, em razão das condições climáticas favoráveis.

Soja – 93,7% colhida

Em MT, a colheita foi finalizada com boa qualidade dos grãos e produtividade acima do esperado. No RS, a colheita evolui rapidamente, apesar das precipitações. As produtividades continuam com variações relacionadas à restrição hídrica. No PR, faltam poucas áreas a serem colhidas região Sul. As demais áreas foram finalizadas, com bons resultados. Em MS, a colheita foi concluída e se verificou produtividades acima do esperado. Em MG, a colheita está quase finalizada e o clima favorável contribuiu para as boas produtividades. No MA, a colheita está sendo finalizada nas áreas semeadas tardiamente no Sul do estado. Na região de Chapadinha, no Leste, está em andamento. No PI, a colheita atinge 97% e as produtividades são muito boas, com exceção de algumas áreas do Sul do estado que foram afetadas pelo clima. Em SC, a colheita foi encerrada no Extremo-Oeste e avança no Meio-Oeste, com boa qualidade de grãos e produtividade dentro do esperado, na maioria das regiões. No PA, 85% das áreas já foram colhidas.

Algodão – 0,1 % colhido

Em MT, as precipitações foram suficientes para manter a umidade do solo e as lavouras apresentam vigor adequado para a formação de maçãs. O manejo da cultura, atualmente, está concentrado no controle das pragas. Na BA, a maior parte das lavouras encontra-se em boas condições, no Oeste Baiano. As lavouras de sequeiro estão em fase de formação das maçãs, enquanto as lavouras irrigadas estão em floração e formação de maçãs. A redução das chuvas tem favorecido a qualidade da pluma, mas limita a produtividade.

No Centro-Sul, os cultivos em sequeiro estão em colheita antecipada por causa da estiagem. Em GO, as lavouras estão, predominantemente, em formação de maçãs, apresentando boas condições, diferentemente do observado no Sudoeste. No Sul do estado, o clima frio reduziu o desenvolvimento das lavouras. No MA, as lavouras apresentam bom desenvolvimento e estão na fase de formação de maçãs na região Sul. Em MS, o clima chuvoso afetou a evolução da colheita, na região Sul, além de favorecer a ocorrência da pinta-preta em especial nas lavouras do Norte e Nordeste.

Fonte: Conab

MERCADO

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

Soja

Na última semana, os Indicadores da soja ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ – Paraná registram os menores patamares nominais desde agosto de 2020. As médias mensais de abril, em termos reais (deflacionameto pelo IGP-DI, de mar/23), por sua vez, são as mais baixas desde março/20, sinal de que os atuais preços de comercialização são similares a um poder aquisitivo verificado há três anos. De acordo com o Cepea, o impacto desse contexto sobre rentabilidade de sojicultores será expressivo, sobretudo no caso dos que não fizeram vendas antecipadas, optando pela negociação em período de colheita, quando, sazonalmente, as cotações são pressionadas.

Milho

Os preços do milho seguem em queda em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, voltando a operar nos patamares nominais observados em 2020 – em Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa registrou queda diária consecutiva em todo mês de abril. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é resultado do aumento da disponibilidade doméstica do cereal e/ou da flexibilidade nos preços de venda e nos prazos de pagamento e de entregas por parte de produtores. Além disso, compradores estão afastados das aquisições, à espera de novas desvalorizações do cereal, fundamentados na possível colheita recorde na segunda safra deste ano – atualmente, a produção é estimada pela Conab em 95,32 milhões de toneladas, 11% a mais que em 2022.

Algodão

Em abril (de 31 de março a 28 de abril), o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, caiu expressivos 14,59%, encerrando o mês a R$ 3,9776/lp – trata-se do quarto mês seguido de baixa nos preços. De acordo com o Cepea, o que chamou mais a atenção foi a intensidade da desvalorização no mês, que foi a maior desde setembro/22, quando o Indicador recuou 15,7%. Segundo pesquisadores do Cepea, além de preocupações com a economia mundial, a pressão veio do recuo dos valores internacionais, da paridade de exportação, do dólar e da demanda enfraquecida.

Arroz

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Trigo

Os valores internos do trigo caíram em abril. Segundo levantamento do Cepea, as baixas estiveram atreladas às negociações em ritmo bastante lento. Enquanto produtores se atentaram ao campo, muitos compradores se mantiveram afastados das aquisições, indicado estar abastecidos e à espera de novas desvalorizações. Dados do Cepea apontam que as médias mensais do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná foram as menores desde 2020, em termos reais. Em São Paulo, a média, de R$ 1.709,66, foi a mais baixa desde julho de 2021.

 Açúcar

As cotações da saca de açúcar cristal branco subiram no mercado spot paulista em abril – oficialmente, o primeiro mês da safra 2023/24. Segundo colaboradores do Cepea, o impulso veio de chuvas ao longo do mês em regiões paulistas produtoras de cana-de-açúcar, que dificultaram o transporte da cana das lavouras até as unidades de processamento, interromperam a produção e, consequentemente, reduziram a oferta do açúcar cristal branco em São Paulo. O Indicador CEPEA/ESALQ encerrou o mês operando na casa dos R$ 147,00/saca de 50 kg, patamar nominal que era observado em meados de fevereiro/22, período da entressafra 2022/23.

Etanol

Os preços médios mensais dos etanóis hidratado e anidro subiram em São Paulo em abril, primeiro mês oficial da safra 2023/24 na região Centro-Sul. Levantamento do Cepea mostra que, considerando-se as quatro semanas cheias de abril, a média do Indicador CEPEA/ESALQ semanal do hidratado foi de R$ 2,9377/litro, alta de 8,36% na comparação com a do mês anterior. No caso do anidro, no mesmo comparativo e considerando-se somente o mercado spot, a elevação foi de 7,14%, com a média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ semanal a R$ 3,3263/litro. De acordo com colaboradores do Cepea, os três feriados nacionais do mês (Sexta-feira Santa, Páscoa e Tiradentes) levaram agentes de distribuidoras a intensificarem as compras de etanol. Do lado da oferta, os estoques de produto ainda estavam baixos neste primeiro mês de safra.

Boi

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CLIMA

Previsão de chuva

Na primeira, entre os dias 2 e 9 de maio, são previstos maiores volumes de chuva (tons vermelho e rosa na figura 1), com valores superiores a 70 milímetros (mm), em parte das regiões Norte e Nordeste, além de áreas do sul do País.

Na faixa norte do Brasil, as chuvas devem ser ocasionadas pela combinação do calor e a alta umidade com a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), enquanto a chegada de um sistema frontal deve contribuir para chuvas mais expressivas desde o Rio Grande do Sul até o oeste de Santa Catarina.

Já em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo, áreas do Mato Grosso, norte do Paraná e em grande parte do interior da Região Nordeste, a previsão é de  pouca ou nenhuma chuva na maioria dos dias (tons em branco e azul na figura 1).

Confira abaixo a previsão do tempo detalhada para cada região do Brasil nas próximas duas semanas:

Previsão para a 1ª semana (02/05/2023 a 09/05/2023)
Região Norte

São previstos volumes maiores que 50 mm em grande parte da região, podendo ultrapassar 80 mm em áreas centrais e no noroeste do Amazonas, sudeste do Amapá e em boa parte do Pará. Por outro lado, o acumulado de chuva deve ser inferior a 50 mm no centro-sul de Roraima, Acre, Rondônia e sul do Tocantins e do Pará. Já no norte de Roraima, a previsão é de tempo seco.

Região Nordeste

Chuvas expressivas podem atingir o centro-norte do Maranhão e o norte do Piauí, com volumes que podem ultrapassar 50 mm. Já em áreas do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), os valores devem ser inferiores a 30 mm. Desde o litoral de Alagoas até o litoral sul da Bahia e, também, no sul do Ceará e sertão pernambucano, a previsão indica baixos acumulados de chuva, entre 20 e 30 mm.

Região Centro-Oeste

O volume total pode ultrapassar 70 mm em áreas do noroeste de Mato Grosso. Já no sul de Mato Grosso do Sul, há possibilidade de pancadas de chuva, com valores inferiores a 30 mm. Nas demais áreas, o tempo ficará seco.

Região Sudeste

A previsão é de tempo quente e seco em grande parte da região. Em áreas do Espírito Santo e no Vale do Mucuri, em Minas Gerais, podem ocorrer pancadas de chuva no início da semana.

Região Sul

Volumes significativos (maiores que 60 mm) podem atingir áreas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além do oeste do Paraná.

Figura 1. Previsão de chuva acumulada para a 1ª semana (02/05 a 09/05). Fonte: INMET.

Na segunda semana, entre os dias 10 e 18 de maio de 2023, a previsão do Inmet indica acumulados de chuva significativos, podendo superar 80 mm, no noroeste do País. Veja figura 2.

Além disso, são previstos volumes de até 70 mm no sul da Região Norte, sul do Maranhão e do Piauí, noroeste do Ceará, oeste do Rio Grande do sul, sul de Santa Catarina, Mato Grosso e oeste de São Paulo.

Em parte do interior do Nordeste e na área central do País, a previsão é de baixos acumulados (inferiores a 40 mm).

Previsão para a 2ª semana (10/05/2023 a 18/05/2023)
Região Norte

São previstos acumulados maiores que 60 mm em praticamente toda a região, com volumes que podem ultrapassar 90 mm no noroeste. Já em áreas do sul do Acre, Rondônia, Tocantins e Pará, os valores deverão ser inferiores a 50 mm.

Região Nordeste

Os acumulados de chuva podem ser inferiores a 80 mm no extremo norte da região e no litoral da Bahia. Nas demais áreas, inclusive no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), os volumes serão menores que 40 mm. Já no interior da região, a previsão é de tempo quente e seco.

Região Centro-Oeste

São previstos baixos acumulados de chuva em praticamente toda a região, com volumes menores que 60 mm.

Região Sudeste

A previsão é de pouca chuva em praticamente toda a região, com volumes menores que 40 mm.

Região Sul

Baixos acumulados de chuva (menores que 50 mm) devem atingir o oeste do Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina.

Figura 2. Previsão de chuva para a 2ª semana (10/05 a 18/05). Fonte: GFS.

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