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Principais Notícias da Semana no Mundo Agro

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GERAIS

Fim da suspensão do embargo à carne bovina brasileira

Após reunião com a delegação brasileira, nesta quinta-feira (23), em Pequim, o governo chines decidiu levantar o embargo à carne bovina brasileira. As importações do Brasil estavam suspensas desde fevereiro após a confirmação de um caso de Encefalopatia Espongiforme Bovina (mal da “vaca louca”) em um animal macho de 9 anos em uma pequena propriedade no município de Marabá (PA).

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com o Ministro da Administração Geral da Aduana Chinesa (GACC), Yu Jianhua, para tratar do assunto. A liberação das exportações é para as carnes de animais abatidos a partir do dia 24 de março.

Fonte: Mapa

Abramilho solicita ao Mapa que aborde temas importantes ao setor do milho durante missão à China

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) protocolou na última semana (16), um ofício para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, solicitando que durante a missão presidencial à China, três temas sejam abordados com as autoridades do país: a sincronia na aprovação de eventos de Organismo Geneticamente Modificado (OGM), a abertura do mercado chinês para a exportação de sorgo e também do farelo de milho (DDG).

Fonte: Abramilho

Dia Mundial da Agricultura!

A agricultura é uma atividade, talvez a mais antiga, praticada pelo homem. A importância da agricultura para o ser humano é algo indiscutível. O homem necessita da agricultura para sua alimentação, suas vestimentas, produção de energia e medicamentos, para o descanso, dentre outras necessidades. Por ser ela capaz de prover diversos produtos para atender às necessidades humanas, já justifica a sua importância. No entanto, não é somente isso. Para que a agricultura produza aquilo que o homem necessita, se faz necessário o trabalho do homem.

No início da civilização, cada agricultor cultivava aquilo que era necessário ao seu sustento e de sua família. Também trocava com os vizinhos os produtos que ele necessitava, mas que não produzia. A troca é uma das primeiras relações de comercio. A forma inicial da agricultura era nômade, ou seja, o homem preparava a terra, plantava, cultivava, colhia e depois migrava para outro lugar. À medida que a agricultura se tornou uma atividade capaz de atender às necessidades do homem e gerar renda, ela deixou de ser nômade e se fixou.

No Brasil, durante os séculos 19 e 20, principalmente, houve forte migração interna na busca de terras para desenvolver a agricultura. Mineiros e paulistas foram para Goiás e para o Paraná; gaúchos foram para o Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Maranhão e Piaui. Também houve grandes migrações de agricultores do Nordeste do Brasil para os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, especialmente em épocas de grandes secas no Nordeste.

Toda essa migração, por meio da agricultura, promoveu a ocupação das várias regiões brasileiras. Regiões que eram verdadeiros vazios demográficos hoje são prósperas cidades, como Londrina, Maringá, Ribeirão Preto, Uberaba, Uberlândia, Patos de Minas, Rio Verde, Jataí, Dourados, Maracaju, São Gabriel do Oeste, Chapadão do Sul, Balsas, Luiz Eduardo Magalhães, Sorriso, Sinop, Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, dentre outras. Essas cidades, além de terem a sua economia fundamentada na agricultura, apresentam índices espetaculares de desenvolvimento humano. Tornando-se também referência tanto na produção de grãos, carnes, fibras e biocombustível, como no que se refere à inovação na agricultura.

O Brasil é grande produtor de soja, de carnes, de algodão, de suco de laranja, dentre outros produtos cuja importância para a balança comercial é espetacular. O PIB Agrícola do Brasil, em 2022, foi de 25,5 % do total, o que é um percentual altamente significativo. Do total exportado pelo Brasil, em 2022, 47,6 % foi de produtos agrícolas. A participação da agricultura na geração de empregos é da ordem de 20% de todos os empregos. A agricultura também teve o seu escopo aumentado, sendo também hoje uma atividade importante para o turismo. Com isso, aparece o conceito de multifuncionalidade da agricultura.

No Dia Mundial da Agricultura, o grande homenageado é o Agricultor, que possui uma capacidade empreendedora espetacular, independentemente da área cultivada e das espécies com as quais trabalha. Para o agricultor, que é aquele que desenvolve uma atividade com muitos riscos, o nosso reconhecimento por tudo àquilo que ele produz para atender às nossas necessidades diárias, seja enquanto descansamos, nos alimentamos, nos vestimos, nos locomovendo ou nos distraímos.

Fonte: Embrapa

Comitiva do Mapa leva diversidade do agro brasileiro à China

Mais de 100 pequenos, médios e grandes empresários, produtores, representantes de associações e cooperativas dos mais diversos segmentos do agronegócio brasileiro integram a comitiva organizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que embarcou em missão oficial para a China.

Junto com o ministro Carlos Fávaro e a equipe técnica do Mapa, que trabalha nos acordos comerciais, simplificação de processos por meio da digitalização, abertura de mercados para novos produtos brasileiros junto às autoridades chinesas, os empresários terão a oportunidade de discutir com o setor privado as demandas de importação e exportação entre os dois países.

“É uma comitiva bastante eclética, contemplando a diversidade do nosso agronegócio, não só daqueles que estão interessados em vender seus produtos, mas também comprar para que possamos avançar na agroindústria. É um sinal do prestígio do presidente Lula junto ao setor, que fez questão de participar da missão, e também da importância que o governo federal destaca ao agro”, explica Fávaro.

Maior parceiro comercial do Brasil, a China recebe a visita do presidente Lula. No dia 28 de março o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, passa a integrar a comitiva presidencial que cumpre agenda oficial com as autoridades chinesas e, no dia 29, participa do Seminário Empresarial Brasil-China.

Fonte: Mapa

Conselho Agropecuário do Sul debate cooperação entre países

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou, em Colônia do Sacramento, no Uruguai, da XIII Reunião Extraordinária do Conselho Agropecuário do Sul (CAS). No encontro, ministros e secretários da Agricultura dos seis países que compõem o grupo debateram as medidas coletivas que podem ser tomadas para fortalecer a prevenção da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, também conhecida como gripe aviária, diante dos casos recentes registrados na região.

Os representantes de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai relataram as ações que estão sendo realizadas para o fortalecimento dos sistemas de vigilância, diagnóstico e controle da doença, bem como a cooperação horizontal entre países, blocos e organizações de referência tanto para a prevenção como para o enfrentamento dos casos, caso eles ocorram.

Na reunião, presidida pelo ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Fernando Mattos, os ministros também debateram ações para o enfrentamento da estiagem que afeta os países da região na safra atual, com grandes efeitos sobre a produção agropecuária. Fávaro apresentou as medidas adotadas pelo governo brasileiro para ajudar produtores das regiões afetadas, especialmente no Rio Grande do Sul, com a liberação de R$ 430 milhões para auxiliar pequenos e médios produtores a enfrentar a estiagem.

Outro tema tratado pelos ministros foi a adoção da certificação fitossanitária eletrônica para dar mais eficiência e agilidade no comércio entre os países da região. Os países do CAS manifestaram seu interesse em incorporar a tecnologia aos seus sistemas sanitários na busca de uma maior transparência e segurança do comércio, além de menor impacto ao meio ambiente.

Reuniões bilaterais

Em Buenos Aires, o ministro Fávaro teve uma reunião bilateral com o Secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina, Juan José Bahillo, com a participação do ministro da Economia, Sergio Massa. Os ministros concordaram com a realização de uma nova rodada de reuniões técnicas para destravar temas sanitários e fitossanitários pendentes na agenda comercial entre os dois países.

O acordo Mercosul-União Europeia também esteve na pauta do encontro. Os ministros falaram sobre a importância do empenho dos países do bloco sul-americano nas discussões e nas consultas com a Comissão Europeia para a conclusão do acordo.

Fávaro também teve encontro bilateral com o ministro da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Fernando Mattos. Os países acordaram o estabelecimento de uma mesa técnica para discussão de temas sanitários e fitossanitários e o destravamento da agenda comercial bilateral.

Eles também discutiram a importância de dinamizar o comércio bilateral entre Brasil e Uruguai, com medidas de facilitação de trâmites comerciais, como a redução de burocracia na emissão de certificados sanitários e fitossanitários.  O ministro uruguaio também pediu apoio do Brasil na campanha de erradicação da mosca da bicheira.

Fonte: Mapa

Segundo relatório do Cepea, PIB do agro cai 4,22% em 2022

O PIB do agronegócio brasileiro, calculado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), caiu 4,22% em 2022. Esse cenário foi registado após o PIB ter atingido sucessivos recordes em 2020 e em 2021, com esse biênio se caracterizando como um dos melhores da história recente do agronegócio brasileiro.

Segundo pesquisadores do Cepea, o principal fundamento para o cenário de baixa em 2022 é a forte alta dos custos com insumos no setor, tanto na agropecuária quanto nas agroindústrias, que tem corroído o PIB ao longo das cadeias. Considerando-se os desempenhos da economia brasileira e do agronegócio, a participação do setor no total alcançou 24,8% em 2022, abaixo dos 26,6% registrados em 2021.

Enquanto o PIB do ramo agrícola recuou expressivos 6,39%, o do pecuário avançou 2,11%. Pesquisadores do Cepea indicam que o resultado negativo do PIB do ramo agrícola esteve atrelado à forte alta dos custos com insumos para a produção agrícola dentro da porteira, como fertilizantes, defensivos, combustíveis, sementes e outros. Esse aumento dos custos superou em grande medida o crescimento do faturamento: considerando-se a média ponderada das diversas culturas acompanhadas, houve elevação real de 6,44% do faturamento e crescimento real de 37,4% dos custos com insumos. Ademais, o PIB agrícola também foi pressionado pela redução da produção em culturas importantes, especialmente soja, que detém peso expressivo no PIB.

Quanto ao ramo pecuário, o crescimento do PIB em 2022 esteve atrelado aos avanços nos segmentos primário e de agrosserviços. No segmento primário, a alta decorreu de algum aumento do valor bruto da produção (produção maior, haja vista os menores preços frente a 2021), somado à redução dos custos com insumos; neste último caso, em relação ao patamar expressivamente elevado alcançado em 2021.

Fonte: Cepea

PRODUÇÃO

Área plantada com açaizeiros de terra firme cresce 675% no Brasil

A área plantada das cultivares de açaizeiro (Euterpe oleracea) para terra firme desenvolvidas pela pesquisa agropecuária aumentou 675% nos últimos 12 anos, indica estudo conduzido pela Embrapa. Com sementes de qualidade genética superior e práticas de manejo adequadas, o cultivo do açaizeiro fora das áreas de várzea se expande na Amazônia e em outras regiões do Brasil e aumenta a oferta de frutos ao mercado. Efeitos positivos sobre a geração de renda nas propriedades agrícolas, na qualidade do solo e na conservação da biodiversidade também são registrados.

O monitoramento da adoção de tecnologias analisou as cultivares BRS Pará e BRS Pai d’Égua, lançadas, respectivamente, em 2005 e 2019. Essas cultivares são únicas no mundo para o plantio do açaizeiro em terra firme, uma vez que a palmeira é natural das áreas de várzea. O trabalho mostra que em 2010 havia no Brasil, principalmente no estado do Pará, 6.886 hectares de açaizeiro plantados com a cultivar BRS Pará. Em 2022, com as duas cultivares disponíveis no mercado, a área saltou para 53.374 hectares (39.800 hectares da BRS Pará e 13.574 hectares da BRS Pai d’Égua).

Pará, Amazonas, Maranhão, Rondônia, Bahia, Amapá e Roraima são os estados que mais se destacaram na adoção das tecnologias, de acordo com o monitoramento. “A estimativa de adoção é calculada a partir da comercialização de sementes e mudas pela empresa licenciada pela Embrapa”, explica o economista Aldecy Moraes, analista da Embrapa Amazônia Oriental. A conta considera plantios de 400 plantas por hectare em espaçamento de 5 por 5 metros, de acordo com as recomendações da pesquisa. O trabalho considera, ainda, uma porcentagem de perdas (50% para 1 quilograma de sementes e 20% a 30% para mudas para 1 hectare plantado) e os resultados são validados junto a produtores da região.

O monitoramento da adoção de tecnologias, segundo o analista Renato Castro, da área da Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Oriental, além de verificar o grau de sucesso das soluções desenvolvidas pela pesquisa, “traz um olhar mais rico, através dos diversos indicadores analisados, dos motivos pelos quais a tecnologia está sendo ou não adotada pelo produtor. Quando esses dados são tratados, consolidados e analisados, retroalimentam o sistema de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Empresa”, acrescenta.

O trabalho complementa a Avaliação de Impacto de Tecnologias, metodologia consolidada pela Embrapa e que avalia os impactos econômicos, sociais e ambientais das tecnologias desenvolvidas pela pesquisa. Profissionais de quatro Unidades da Embrapa na região Norte (Amazônia Oriental, Amazônia Ocidental, Amapá e Roraima) participaram da avaliação.

Fonte: Embrapa

Caju e do coco são temas de podcast do G1

A Embrapa Agroindústria Tropical trabalha para o desenvolvimento da fruticultura tropical. A cajucultura e a coconicultura são cadeias produtivas de relevância para o Brasil, em especial para a região Nordeste. Evidenciando esse protagonismo, dois episódios do podcast “De onde vem o que eu como”, apresentado por Carol Lorenzetti e Lu Oliveira, do G1, tratam das origens dos frutos, benefícios, formas de consumo e desafios presentes nas cadeias produtivas de caju e de coco. Confira um resumo dos episódios.

No terceiro episódio de “Onde vem o que eu como”, Carol Lorenzetti e Lu Oliveira discutem os benefícios e as curiosidades do caju. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022 a produção nacional de castanha de caju ficou em 146.603 toneladas. No Brasil, o Estado do Ceará lidera a produção de castanha. O município de Beberibe, no litoral leste, é um dos principais polos produtores de cajucultura.

Em entrevista ao podcast, Sonayra Monteiro, produtora local, mencionou a importância da cajucultura para a região. “Cem por cento da receita da área agrícola de Beberibe é caju. Pra onde você vira, você vai ver um pé de caju, e não vai ser somente um pé, vão ser inúmeros pés, porque, de propriedade em propriedade, o foco principal é o caju”, comentou.

O projeto Inova Caju, coordenado pela Embrapa Agroindústria Tropical, é mencionado no podcast. Desde 2021, a Unidade atua no sentido de fortalecer os agricultores da região de Beberibe, bem como diversificar produtos derivados do caju, como doces, cajuína e alimentos salgados elaborados a partir da fibra.

A produtividade dos pomares de cajueiro estão diretamente relacionados com a substituição do cajueiro tradicional, conhecido como gigante, pelo cajueiro-anão, desenvolvido por meio de tecnologias da Embrapa. Os clones são o resultado do cruzamento entre plantas selecionadas que possuem características ideais para cada região.

Ouça aqui

No 29º episódio do podcast “De onde vem o que eu como”, Carol Lorenzetti e Lu Oliveira discutem os benefícios e as curiosidades do coco. Atualmente, o Brasil é o quinto maior produtor do fruto do mundo, produzindo 1,6 milhão de toneladas do fruto. A região Nordeste é responsável por 80% dessa produção, sendo o Ceará o maior polo da cadeia produtiva do coco em nível nacional. De acordo com o Instituto IBGE, o Estado produziu 386.112 toneladas na safra de 2021.

Em entrevista ao podcast, Fernando Abreu, doutor em Engenharia de Alimentos e analista da Embrapa Agroindústria Tropical, destaca o fruto como fonte energética: “O coco é uma forma de estocar energia. Tem muita gordura, água e uma casca bem dura. É um projeto da natureza muito bem feito”.

No episódio, as narradoras abordam a versatilidade do coco, utilizado não somente como alimento, mas também como matéria-prima para fabricação de combustíveis, a exemplo do biodiesel. A Embrapa Agroindústria Tropical desenvolve tecnologias que visam fomentar a rede da cocoicultura do campo à indústria. No cultivo em campo, a irrigação e o controle de pragas e doenças são o foco.

Na indústria, as inovações estão voltadas ao processamento da água de coco e à transformação do fruto em novos co-produtos. Além disso, o aproveitamento integral dessa matéria-prima também é uma preocupação: a casca pode ser utilizada em peças de artesanato e em compostos orgânicos.

Acesse aqui

Sobre o Podcast “Onde vem o que eu como”

Episódios semanais explicam o caminho dos alimentos desde a produção até a mesa do brasileiro – sempre contando curiosidades de comidas e bebidas que estão no nosso dia a dia. Os episódios são publicados às segundas-feiras, no começo da manhã.

Fonte: Embrapa

 Nova cultivar de amendoim forrageiro é apresentada

Fruto de uma pesquisa de 15 anos, a BRS Oquira é resultado de avaliação e seleção de materiais genéticos, testada nas condições de clima e solo dos três biomas. Rica em proteína e com alta produção de forragem, a tecnologia é alternativa para intensificar a produção de carne e leite e viabilizar uma pecuária a pasto mais sustentável. Os estudos mostraram que, em cultivos adubados e irrigados, o teor de proteína bruta na planta chega a 29%, valor que garante alimento de qualidade para o rebanho e melhora a produtividade animal.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Acre e coordenadora do Programa de Melhoramento Genético do Amendoim Forrageiro, Giselle de Assis, diferente de outras leguminosas que concentram a proteína nas folhas, o amendoim forrageiro possui elevado teor proteico também nos talos, característica que possibilita uma forragem de alta qualidade. Em experimentos sem adubação e irrigação, a cultivar BRS Oquira apresenta 22% de proteína bruta, teor de fibra em torno de 43% e 68% de digestibilidade de matéria seca (forragem).

Resistente e tolerante

A nova cultivar confere perenidade a pastos consorciados, mesmo associada com gramíneas de maior porte em condições de sombreamento. Além disso, por ser uma espécie estolonífera (possui caule com diversos pontos de enraizamento), consegue se multiplicar rapidamente na pastagem e cobrir totalmente o solo, aspecto que evita processos erosivos e permite persistência quanto ao pastejo e pisoteio do gado.

Os resultados das pesquisas mostraram, ainda, que é tolerante a solos encharcados. Essa característica possibilita o consórcio com gramíneas adaptadas a essa condição, em áreas afetadas pela síndrome da morte do braquiarão, doença associada ao encharcamento do solo e ataques de fungos, considerada o principal fator de degradação de pastagens na Amazônia.

Onde encontrar

A cultivar BRS Oquira está registrada no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e os interessados podem adquirir o produto em viveiristas de quatro estados (Acre, Ceará, Minas Gerais e São Paulo), licenciados pela Embrapa. No Acre, a estimativa de produção de mudas da cultivar é de 16 toneladas por ano, com colheita a cada quatro meses.

Clique aqui e confira mais informações sobre a cultivar, com os contatos dos viveiristas e material sobre a produção de viveiro e estabelecimento do amendoim forrageiro.

Fonte: Embrapa

Campanha destaca produtores de trigo no RS

A campanha “Trigo – Cultive a rentabilidade” entra no segundo ano mostrando a história de produtores rurais que apostam no trigo no Rio Grande do Sul. A campanha é uma iniciativa que reúne as principais empresas de genética de trigo com o objetivo de valorizar a cultura no Brasil.

“Ao longo da última safra de trigo, selecionamos alguns produtores que apostaram na cultura em diferentes regiões do RS. O resultado foi a produção de 6 vídeos, com depoimentos que contam como o trigo tem gerado renda e melhorias no sistema de produção de grãos”, conta o diretor da Associação de Produtores de Sementes e Mudas do RS (Apassul), Jean Carlos Cirino.

Fonte: Embrapa

Aumenta para 12% a mistura de biodiesel ao diesel

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou hoje (17), durante a primeira reunião do colegiado na atual gestão, o aumento para 12% da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel vendido no Brasil, a partir de abril deste ano.

A proposta aprovada pelo CNPE estabelece que a adição de biodiesel na composição do diesel cresça dois pontos percentuais a partir de abril deste ano, passando do atual patamar de 10% (mistura B10) para 12% (mistura B12). O teor será elevado para 13% (mistura B13) em abril de 2024, para 14% (mistura B14) em abril de 2025 e para 15% (mistura B15) em abril de 2026.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a mudança significa um novo momento da política energética brasileira. “Voltaremos a valorizar os biocombustíveis no Brasil. O biodiesel gera empregos, gera oportunidades, gera renda aos brasileiros. Essa mudança ficou muito clara a partir de agora”, disse Fávaro.

Ele explica que a data para entrada em vigor dos teores definidos pode ser antecipada pelo Conselho. “Se a conjuntura momentânea permitir, tanto econômica como a produção de óleo seja suficiente para a indústria implementar, imediatamente reuniremos novamente o CNPE e restabeleceremos um aumento, para que possamos dar uma sinalização clara ao mundo e aos brasileiros que a produção de biocombustíveis será reforçada no Brasil”, disse Fávaro.

A reunião contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e do presidente do Conselho, o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira, além de outros ministros integrantes do CNPE.

A estimativa do MME é que a produção nacional de biodiesel passe dos atuais 6,3 bilhões para mais de 10 bilhões de litros anuais, entre 2023 e 2026. Além disso, está prevista a redução da importação de 1,3 bilhão de litros de óleo diesel em 2023 e de 4 bilhões de litros em 2025. A data para entrada em vigor dos teores definidos hoje poderá ser antecipada com base em avaliação pelo CNPE dos aspectos relacionados à oferta e demanda de biodiesel, bem como de seus impactos econômicos.

Fonte: Embrapa

Monitoramento das lavouras

Algodão – 100% semeado.

Em MT, o clima tem sido propício para o desenvolvimento das lavouras. A adubação de cobertura tem ocorrido dentro da normalidade e as aplicações de defensivos está focada no controle de pulgão, ácaro rajado e bicudo. Na BA, as lavouras apresentam bom desenvolvimento. Há um atraso fenológico quando comparado à safra anterior em virtude do aumento de áreas irrigadas, que são semeadas apenas após a colheita da soja. Em MS, os cultivos apresentam bom desenvolvimento devido à boa umidade do solo em todo o estado.

No MA, as lavouras se encontram em boas condições e estão entre as fases de desenvolvimento vegetativo e floração. Em GO, devido à

persistência das das chuvas e à baixa luminosidade, as lavouras apresentam desenvolvimento aquém do esperado.

Em MG, destaca-se as condições superiores das lavouras quando comparada à safra anterior, devido à boa umidade no solo, diferentemente ao ocorrido nesse mesmo período há um ano. 

Milho (2ª safra) – 85,1% semeado.

Em MT, falta apenas 1% da área prevista a ser plantada. As condições climáticas são favoráveis às lavouras, resultando em bom desenvolvimento. No PR, a última semana foi de clima mais seco, permitindo bom avanço da área semeada. Ainda assim, observa-se atraso na semeadura em relação a janela ideal de plantio. Em GO, a semeadura está praticamente finalizada. Mesmo com o encerramento da janela ideal, a semeadura persistiu, motivada pelo bom clima.

Em MG, continuam as operações de plantio, chegando a 80% da área esperada. Observa-se atraso na semeadura em relação ao período ideal. No TO, o plantio está concluído, mesmo com certo atraso em relação à janela ideal. As lavouras estão em desenvolvimento e apresentam boas condições.

No MA, a semeadura avança rapidamente, especialmente no Sul. No PI, as boas condições climáticas e os resultados satisfatórios na última safra tem motivado o aumento na área plantada. A semeadura se aproxima da conclusão e as lavouras apresentam boas condições. No PA, a semeadura continua nas regiões Oeste e Sul, principalmente em sucessão à colheita da soja. As condições climáticas permanecem favoráveis.

Feijão (2ª safra)

Na BA, as chuvas tem favorecido a continuidade do plantio do feijão-caupi. O feijão-cores, que é irrigado, ainda não teve a semeadura iniciada. Em MG, as primeiras lavouras semeadas iniciaram a fase reprodutiva, apresentando boas condições gerais na maioria das regiões produtoras.

No PR, devido à condição climática favorável na última semana, houve avanço no plantio, chegando a 93% da área prevista. As condições das lavouras são predominantemente boas, especialmente devido aos níveis satisfatórios de umidade nos solos.

No RS, as lavouras mais a Leste do Planalto Médio, que são majoritariamente irrigadas, estão apresentando boas condições, registrando, inclusive, as primeiras áreas em enchimento de grãos.

Já as áreas mais a Oeste, que não recebem irrigação e enfrentaram estresse hídrico e altas temperaturas, demonstram redução de potencial produtivo. Em SC, a semeadura foi concluída e as lavouras apresentam no geral bom desenvolvimento. As áreas mais precoces estão em enchimento de grãos.

Soja – 62,5% colhida

Em MT, a colheita está em fase final, restando as lavouras mais tardias, semeadas em regiões mais arenosas. O rendimento e a qualidade dos grãos são considerados ótimos. No PR, pouco mais da metade da área foi colhida. A chuva ocorreu em menor intensidade na última semana e favoreceu a colheita, mas há registro de danos nos grãos por excesso de umidade.

No RS, a colheita foi iniciada, porém de forma bem incipiente. O deficit hídrico durante o ciclo limitou o potencial produtivo, mas ainda com expectativa melhor que na safra passada. Houve registro de ferrugem asiática na região da Campanha. Em GO, a colheita está praticamente concluída na região Sudoeste. Em MS, a colheita evolui,

porém em ritmo oscilante. As chuvas na última semana limitaram as operações em alguns pontos.

Em MG, 2/3 da área foi colhida. As condições gerais são boas. Em SP, os intervalos sem chuvas permitiu intensificar a colheita, principalmente nas áreas onde ocorre o plantio de segunda safra.

No TO, as chuvas dos últimos dias impactaram o avanço da colheita, mas sem registros de avarias por excesso de umidade. As operações seguem em ritmo mais lento. No MA, há grande variação na evolução da colheita entre as regiões. O Sul está em fase final de colheita, enquanto na região Central foi recém iniciada. As condições gerais da cultura são boas. No PI, algumas regiões apresentam redução de potencial produtivo em razão de deficit hídrico, mas as condições gerais permanecem boas.

Arroz – 19,9% colhido

No RS, persiste o baixo volume de chuvas e as temperaturas altas, favorecendo a colheita em todas as regiões produtoras. A qualidade dos grãos tem sido satisfatória. Em SC, a produtividade é variável, condicionada principalmente pela irrigação ocorrida ao longo do ciclo produtivo. As lavouras se apresentam 95% boas, 4% médias e 1% ruins.

Em GO, cerca de 50% das lavouras estão nas fases eprodutivas, com bom desenvolvimento. No MA, as lavouras do arroz sequeiro encontram-se em boas condições, entre os estágios fenológicos de desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos. Em MT, a maioria das lavouras estão em fase de floração e enchimento de grãos. A colheita está avançando em ritmo inferior à safra passada devido ao atraso na semeadura.

MERCADO

Preços das hortaliças estão em queda no mercado atacadista

O mês de fevereiro foi marcado pelo movimento preponderante de preços mais baixos para a batata, cebola e tomate na maioria das Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. Os dados são do 3º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nesta quinta-feira (16). De acordo com o estudo, apenas a cenoura teve alta nos preços em quase todas as Ceasas analisadas.

No caso da cebola e do tomate, o movimento de queda nas cotações já vinha ocorrendo desde os meses anteriores. A cebola teve um pico de preços em novembro de 2022 mas, a partir daí, houve quedas intensas, mesmo com a menor oferta em alguns períodos. Para o tomate, a diminuição não foi unânime, refletindo-se nos percentuais da média ponderada que, no mês em análise, teve queda de -5,08%, em comparação com a média de janeiro. Já a batata passou por altas consecutivas de setembro/22 a janeiro deste ano, mas em fevereiro os preços cederam na maioria das Ceasas, com exceção da Ceasa/DF – Brasília, que registrou alta de 6,69%. A oferta vem se mantendo quase estável e sua queda nos dois primeiros meses do ano não foi suficiente para pressionar os preços para cima.

Quanto à cenoura, o Boletim Prohort mostra que os percentuais de alta foram bastante significativos. A média ponderada das Ceasas ficou 44,22% superior à registrada em janeiro, mês em que a média havia subido 36,43% em relação a dezembro de 2022. A principal razão para isso foram as chuvas acima da média nas regiões produtoras do sudeste, o que ocasionou a pouca oferta desta cultura nas Centrais, que ocorreu desde janeiro em relação a dezembro, quando os preços sofreram reversão. A maior alta nas cotações foi no Distrito Federal, onde o aumento de 113,62% fez o produto custar em média R$ 4,11 o quilo. Os preços da cenoura também subiram destacadamente na Ceasa de Rio Branco/AC, que com o aumento de 89,60% passou a custar R$ 6,56/Kg, e na Ceasa de Curitiba/PR, com percentual de 65,33% e custo de R$ 2,59/Kg.

Frutas

No mês de fevereiro, com relação às frutas, apenas a banana deu alguns sinais de preços baixos em mercados de grande comercialização, sobretudo nas Ceasas localizadas em Goiânia/GO (-11,69%) e Belo Horizonte/MG (-11,62%), onde a fruta chegou a ser vendida por R$ 4,88/kg e R$ 3,55/Kg, respectivamente. Mesmo assim, nas Centrais de Rio Branco/AC e São José/SC, houve aumentos significativos. Isso porque a quantidade ofertada caiu e houve movimento ligado à diminuição da produção da banana nanica, que estava com oferta elevada nos meses anteriores. Já o mercado da banana prata, em período de entressafra, continuou com preços elevados, mas estáveis. As exportações também caíram, principalmente por conta das menores compras da Argentina.

A laranja passou por uma diminuição moderada na oferta, ocasionada pela redução na colheita no campo por causa das chuvas que causaram problemas logísticos, e aumento das cotações influenciado pela elevação da demanda no varejo por causa do calor, entre outros fatores. A demanda da indústria produtora de suco continuou alta. As exportações também subiram e a perspectiva anual para as vendas externas é positiva. O mamão manteve a tendência de alta, permanecendo em patamares elevados de preços. A oferta do papaya continuou baixa e as exportações diminuíram justamente por conta da menor disponibilidade interna do produto. Quanto à melancia, houve queda da produção gaúcha e aumento no sul baiano, com a presença de frutas de qualidade. Os empresários do ramo nessas regiões tiveram boa rentabilidade. Já as exportações diminuíram devido ao menor volume potiguar produzido e à elevação dos preços do frete marítimo.

A maçã teve movimento diferente, uma vez que os preços caíram e a comercialização subiu na maioria das Ceasas, com a chegada da safra da maçã gala aos mercados, atrasada em um mês pela estiagem no Rio Grande do Sul. A colheita da safra da fuji se intensificará em fins de março e início de abril. A temporada de exportações começará efetivamente a partir deste mês, com o aumento do volume colhido. Por outro lado, as importações devem diminuir com a chegada da nova safra.

Ainda de acordo com o Boletim Prohort, o volume exportado de frutas, considerando janeiro e fevereiro de 2023, foi de 158,5 mil toneladas, sendo 9,4% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com valor auferido de mais de US$ 155,4 milhões, 5,7% mais elevado. Destaque para as reduções consideráveis na exportação de melões (-12,8%), bananas (-20,1%), mamões (-17,5%) e pêssegos (-55%), frente ao ano passado. As mangas tiveram aumento de 4,8% na quantidade exportada pelo Brasil: foram 16,8 mil toneladas nos dois primeiros meses deste ano.

Os dados estatísticos do Boletim Prohort da Conab foram levantados em onze Centrais de Abastecimento localizadas em São Paulo/SP, Belo Horizonte/MG, Rio de Janeiro/RJ, Vitória/ES, Curitiba/PR, São José/SC, Goiânia/GO, Brasília/DF, Recife/PE, Fortaleza/CE e Rio Branco/AC. As análises completas podem ser acessadas no 3º Boletim Hortigranjeiro Fevereiro 2023, disponível no Portal da Conab.

Fonte: Cepea

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

Soja

O volume de chuva se reduziu nos últimos dias, e a colheita de soja foi intensificada, com as atividades já entrando na reta final em Mato Grosso (principal produtor nacional da oleaginosa). De acordo com a Conab, até o dia 11, o Brasil colheu 53,4% das 151,41 milhões de toneladas previstas para a temporada 2022/23, e, em Mato Grosso, o percentual chegou a 94,7%. Segundo agentes de mercado consultados pelo Cepea, a produtividade e a qualidade da safra 2022/23 estão excelentes na maior parte do País, o que reforça as estimativas de colheita recorde.

Milho

A colheita do milho da safra de verão e a semeadura da segunda temporada estão avançando com a melhora das condições climáticas. Compradores, por sua vez, se mantêm afastados das aquisições no mercado spot nacional, à espera de melhores oportunidades para negociar novos lotes, o que mantém os preços do cereal em queda, conforme apontam dados do Cepea.

Algodão

As cotações do algodão em pluma vêm registrando quedas um pouco mais intensas nesta segunda quinzena de março. Segundo colaboradores do Cepea, as baixas se devem à maior flexibilidade de parte dos vendedores, que, por sua vez, está atenta à retração nos valores internacionais. Além disso, as disparidades de preço e de qualidade entre os compradores e vendedores ativos limitam uma maior liquidez no spot. De acordo com o Cepea, alguns produtores capitalizados e/ou que fazem caixa com a comercialização de soja estão resistentes em negociar a pluma nos atuais patamares de preços. Do lado comprador, as aquisições seguem “da mão para a boca”, visto que agentes apostam na continuidade da pressão sobre os preços, enquanto outros seguem preocupados com as vendas enfraquecidas dos manufaturados.

Arroz

As médias mensais dos preços do arroz em casca caíram em fevereiro e nesta parcial de março, mas, ainda assim, registram alta de 24,3% no comparativo com os mesmos meses de 2022. De acordo com o Cepea, as altas anuais são reflexo da baixa disponibilidade interna do cereal em 2023 – devido às condições climáticas adversas à taxa de câmbio e aos preços internacionais mais elevados, que aumentam as paridades de importação e exportação. Esse cenário atraiu vendedores para negócios externos ao longo dos últimos meses, mantendo as exportações nacionais em volumes acima das médias históricas.

Trigo

Triticultores brasileiros estão focados na colheita e negociação da safra verão e na preparação para o cultivo da temporada de inverno. Do lado da demanda, colaboradores do Cepea indicam que segue fraca, sendo que apenas compradores do Paraná que vêm buscando adquirir novos lotes do cereal, sobretudo no Rio Grande do Sul. Diante disso, a liquidez está baixa, e os preços do cereal, enfraquecidos. Já no mercado internacional, o valor do trigo subiu com certa força ao longo da semana passada, influenciado por incertezas relacionadas às exportações de grãos por meio do Mar Negro – de fato, no sábado, 18, a Rússia e a Ucrânia renovaram o acordo de exportações, mas o prazo não foi divulgado. 

Açúcar

Faltando poucas semanas para o início oficial da moagem da safra 2023/24 da região Centro-Sul do País, os preços da saca do açúcar cristal têm oscilado no mercado spot do estado de São Paulo. De acordo com pesquisadores do Cepea, este cenário é resultado da estratégia de mercado que vem sendo utilizada por parte dos agentes de usinas, em resposta à demanda reduzida. Enquanto algumas unidades ofereceram lotes de cristal branco a preços mais baixos para liquidar seus estoques, outras estão priorizando a entrega dos contratos.

Etanol

Os preços dos etanóis hidratado e anidro caíram no spot paulista na semana passada. De acordo com pesquisadores do Cepea, diante da proximidade do encerramento da safra 2022/23, parte dos vendedores se mantém firme, mas outros cedem nos valores de negociação. Compradores, por sua vez, apenas retiraram o produto adquirido anteriormente, mostrando dificuldades no repasse dos preços para a ponta varejista. Assim, de 13 a 17 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ semanal do etanol hidratado fechou a R$ 2,6906/litro, ligeiro recuo de 0,12% frente ao do período anterior. Para o anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou a R$ 3,0941/litro, queda de 1,67% no mesmo comparativo.

Boi

A suspensão dos envios da carne bovina brasileira à China completa um mês nesta quinta-feira, 23. Agentes do setor pecuário nacional esperam que a retomada dos embarques de proteína ao país asiático seja anunciada em breve – uma comitiva de representantes brasileiros chegou à China nesta semana. Segundo pesquisadores do Cepea, a suspensão mantém lento o ritmo de negócios e os preços da arroba, enfraquecidos. Nesta parcial de março (até o dia 21), o Indicador CEPEA/B3 do boi gordo (estado de São Paulo) tem média de R$ 275,73, queda de 4,82% frente à de fevereiro/23 e expressivos 19,34% inferior à de março/22, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro/23). Trata-se, também, da menor média real desde outubro de 2019, quando o Indicador foi de R$ 254,88.

CLIMA

Outono começou na segunda-feira

Confira abaixo a previsão do tempo detalhada para cada região do Brasil nas próximas duas semanas:

O outono no Hemisfério Sul começa às 18h25 (horário de Brasília) da próxima segunda-feira (20) e termina às 11h58 (horário de Brasília) do dia 21 de junho. Estação de transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco, principalmente no Brasil Central, o outono se caracteriza pelas chuvas mais escassas no interior do país, especialmente no semiárido nordestino, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Já na parte norte das regiões Nordeste e Norte, ainda é época de muita chuva, principalmente, se houver a persistência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) ao sul de sua posição climatológica.

O outono também é caracterizado por incursões de massas de ar frio vindas do sul do continente, que provocam a queda das temperaturas do ar, principalmente, na Região Sul e em parte da Região Sudeste.

Durante a estação, é possível observar as primeiras formações de fenômenos adversos, como nevoeiros nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; geadas nas regiões Sul e Sudeste e no Mato Grosso do Sul; neve nas áreas serranas e nos planaltos da Região Sul, e friagem no sul da Região Norte e nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e até no sul de Goiás.

Mapa

Previsão de anomalias de (a) precipitação (chuva) e (b) temperatura média do ar do modelo estatístico do INMET para o trimestre abril, maio e junho/2023.

 Previsão de chuva para todo Brasil

Confira abaixo a previsão do tempo detalhada para cada região do Brasil nas próximas duas semanas:

Previsão para a 1ª semana (20/03/2023 a 27/03/2023)

Região Norte

São previstos volumes de chuva maiores que 80 milímetros (mm) em áreas do centro-sul do Amazonas, além do sul e nordeste do Pará, e podem ultrapassar 150 mm em grande parte de Rondônia. Nas áreas do extremo norte da região, principalmente no leste de Roraima e Amapá, o tempo fica seco em praticamente toda a semana.

Região Nordeste

A previsão indica chuvas intensas, principalmente em grande parte da faixa norte, com volumes que podem superar os 80 mm no Maranhão, centro e norte do Piauí, oeste do Ceará e áreas pontuais de Pernambuco e norte da Bahia. Já nas áreas centrais e do sul da Bahia, haverá predomínio de tempo seco. Nas demais áreas da costa leste e do MATOPIBA (área que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), podem ocorrer acumulados menores que 80 mm.

Região Centro-Oeste

A previsão é de volumes de chuva significativos que podem ultrapassar 100 mm, em grande parte do Mato Grosso e em áreas mais ao norte do estado, devido principalmente ao calor e umidade. Nos demais estados, os acumulados de chuva não devem ultrapassar os 50 mm.

Região Sudeste

Com exceção de áreas do oeste de São Paulo, Triângulo e sul de Minas Gerais onde podem ocorrer baixos acumulados de chuva no início da semana, há previsão de tempo seco em grande parte da região em praticamente toda a semana. Entretanto, não se descartam chuvas isoladas, por conta do calor e umidade.

Região Sul

A passagem rápida de uma frente fria na costa da região pode provocar acumulados de chuva maiores que 80 mm no extremo leste do Paraná e de Santa Catarina, além do extremo sul do Rio Grande do Sul no início da semana. O tempo ficará seco e quente em praticamente toda a semana em grande parte do Paraná e oeste do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas são previstos baixos acumulados de chuva com valores menores que 50 mm.

Figura 1. Previsão de chuva para 1ª semana (20 a 27/03/2023). Fonte: INMET.

Entre os dias 28 de março e 4 de abril de 2023, a previsão do Inmet indica grandes volumes de chuva, maiores que 70 mm, em grande parte do centro e norte do País, chegando a valores maiores que 100 mm em áreas da Região Norte e leste da Região Sudeste.

Nas áreas do centro-sul do País, costa leste do Nordeste e entre os estados do Pará e Amapá, são previstos baixos volumes (menores que 40 mm).

Previsão para a 1ª semana (28/03/2023 a 04/04/2023)

Região Norte

São previstos acumulados maiores que 70 mm em praticamente toda a região, com volumes maiores que 100 mm no Acre e nordeste do Pará. Já entre os estados do Amapá e Pará, estão previstos volumes de chuva menores que 50 mm.

Região Nordeste

Os acumulados de chuva podem ultrapassar 60 mm em áreas do MATOPIBA e no norte da região. Já na costa leste, os volumes de chuva podem ser menores que 50 mm.

Região Centro-Oeste

A previsão indica muita chuva, com volumes de chuva maiores que 60 mm em praticamente toda a região, com exceção de áreas do norte de Goiás e oeste de Mato Grosso do Sul, onde os volumes previstos são menores que 50 mm).

Região Sudeste

Os maiores acumulados de chuva podem ocorrer em áreas do leste da região, principalmente no Espírito Santo, Rio de Janeiro e leste de Minas Gerais, com valores que podem ultrapassar 100 mm. Nas demais áreas, a chuva não deve passar de 50 mm.

Região Sul

São previstos baixos volumes de chuva, menores que 50 mm em grande parte da região, com exceção de Santa Catarina e sul do Paraná, onde os volumes podem ser maiores que 50 mm.

Figura 2. Previsão de chuva para 2ª semana (28/03/2023 e 04/04/2023). Fonte: GFS.

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