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Principais Notícias da Semana no Mundo Agro

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GERAIS

Exportações do agro chegam a US$ 9,9 bilhões em fevereiro

O valor exportado pelo agronegócio brasileiro alcançou US$ 9,9 bilhões em fevereiro deste ano. O índice de quantum teve redução de cerca de 12% e o índice de preço das exportações subiu quase 7%. Os produtos que tiveram destaques no mês foram milho, celulose, farelo e óleo de soja e carne de frango.

No mês analisado, houve recuo nas exportações em função da redução dos volumes exportados de soja em grãos, influenciado pelo atraso na colheita, apesar da produção recorde estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em 151,4 milhões de toneladas para 2022/2023.

Açúcar e trigo também apresentaram queda nas vendas externas. Houve menor disponibilidade interna para exportação, por causa das preocupações com a safra argentina no caso do trigo, e menor moagem de cana-de-açúcar por questões climáticas.

A carne bovina também teve desempenho desfavorável devido à redução internacional do preço e diminuição do volume exportado. Uma das razões para essa queda no volume é o caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (mal da “vaca louca”) comunicado, em 22 de fevereiro, à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Em função desse caso, as exportações para a China foram temporariamente suspensas a partir de 23 de fevereiro.

No acumulado do ano, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram recorde para o primeiro bimestre: US$ 20,1 bilhões. Destaque para as exportações recordes de farelo e óleo de soja, carnes de frango e suína, milho e celulose.

Milho

Os embarques brasileiros de milho totalizaram mais de 2 milhões de toneladas, com divisas de US$ 689 milhões. De acordo com a análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), o desempenho favorável do cereal deve-se à baixa oferta internacional e à alta produção nacional do grão para a atual safra.

No último levantamento da Conab, a estimativa de colheita é de cerca de 125 milhões de toneladas de milho. Desta forma, o Brasil deverá ser o maior exportador mundial de milho na temporada.

Os principais importadores do grão em fevereiro foram Japão, Coreia do Sul, Colômbia, Argélia e Vietnã.

Celulose

As vendas externas de celulose bateram recorde de valor e volume para os meses de fevereiro, atingindo US$ 766 e 1,6 milhão de toneladas, respectivamente. Os países mais industrializados do mundo são os maiores demandantes da celulose brasileira: China, União Europeia e Estados Unidos.

Farelo e óleo de soja

As vendas externas do farelo de soja, produto do complexo soja, atingiram US$ 710 milhões, devido à elevação do preço médio de exportação, que subiu 23%. Os principais importadores foram Tailândia, Países Baixos, Polônia, França e Indonésia.

Ainda no complexo soja, o óleo de soja teve desempenho recorde em faturamento e no volume para os meses de fevereiro, chegando a US$ 268 milhões, apesar da queda de cerca de 16,8% no preço médio de exportação. Índia e Bangladesh impulsionaram as vendas e importaram 33% (73 mil toneladas) e 25% (57 mil toneladas), respectivamente, de todo o volume exportado.

Carne de frango

Já a carne de frango teve recorde para os meses de fevereiro, com registro de 372 mil toneladas e US$ 726 milhões. Segundo os analistas da SCRI/Mapa, o Brasil por não ter registro de casos de gripe aviária, consegue obter recordes nos embarques desta proteína, diante do cenário mundial. Os principais compradores foram China, Arábia Saudita, Japão e Emirados Árabes Unidos.

 Resumo da Balança Comercial

Fonte: Mapa

Brasil e Alemanha estabelecem parceria para desenvolver agricultura sustentável

Após reunião bilateral entre o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o ministro Federal da Alimentação e Agricultura da Alemanha, Cem Ozdemir, durante a Semana Verde, realizada em Berlim, eles voltaram a se reunir na sede do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na tarde desta segunda-feira (13), para avançar no acordo de cooperação técnica a ser firmado entre os países.

Já em fase final, o memorando de intenções que prevê a parceria entre o Brasil e a Alemanha para o desenvolvimento de pesquisas para o desenvolvimento da agricultura sustentável, segurança alimentar e proteção das florestas, incluirá a participação do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e deve ser assinado nos próximos dias.

“O Agro do Brasil representa o tripé da segurança alimentar, climática e energética. Temos a tecnologia do plantio direto, da inoculação biológica da soja, capacidade de dobrar a nossa produção sem derrubar uma árvore sequer e, com nossos biocombustíveis, gerando energia sustentável para isso. Desta forma, com a ciência e a parceria na área de pesquisa, podemos continuar avançando com eficiência”, ressaltou Fávaro.

De acordo com o ministro alemão, existem algumas semelhanças entre os países que levam ao sucesso da parceria. “Se houvesse um projeto conjunto no futebol, que aliasse as potencialidades das nossas seleções, seríamos imbatíveis. Como isso não é possível, podemos unir forças na agricultura”, comparou.

Além do desenvolvimento científico, a assinatura do memorando de intenções deve fortalecer os acordos entre os blocos do Mercosul e da União Europeia diante da atuação conjunta de Brasil e Alemanha.

Fonte: Mapa

Mudanças na administração da Conab

Nesta segunda foram nomeados, durante a Assembleia Geral Extraordinária, os novos integrantes do Conselho de Administração (Consad) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A atual formação conta com a participação de Adauto Modesto Junior, Iracema Ferreira de Moura, Marcus Vinicius Boente do Nascimento, Silvio Farnese e Lisandro Maia Ussan, dando sequência às mudanças de gestão da nova administração do governo federal.

Na sequência, o Conselho da Companhia elegeu Silvio Isoppo Porto para assumir a Diretoria de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas (Dipai). O Consad também indicou Porto para ocupar, interinamente, a presidência da estatal.

Experiência – Agrônomo, Silvio Porto é professor licenciado da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), doutorando em Meio Ambiente e Sociedade pela Universidade Pablo de Olavide (UPO), em Sevilha na Espanha, e mestre em Agroecologia pelas Universidades Internacional da Andaluzia, de Córdoba, e da UPO.

O atual diretor já ocupou o cargo na Companhia entre os anos de 2003 a 2013, participando da criação e implementação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Em 2001, participou da equipe que contribuiu para a elaboração da proposta do Projeto Fome Zero,  atuou em programas de abastecimento alimentar nos governos municipais de Porto Alegre (1991-1994) e Belo Horizonte (1994-1996), além exercer a presidência das Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (1999-2002).

Clique aqui para acessar as resoluções do Consad.

Fonte: Conab

Previsão para o Valor da Produção Agropecuária é de R$ 1,249 trilhão em 2023

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2023 está estimado em R$ 1,249 trilhão, valor 5 % maior do que o obtido no ano passado. O resultado é o maior de uma série com início há 34 anos.

O VBP é calculado com base nas informações de safras de fevereiro, divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor das lavouras está previsto em R$ 887,7 bilhões (crescimento de 8,9%) e a pecuária, 361,9 bilhões (retração de 3,4%).

Preços acima da média de anos anteriores e expectativas de boa safra em 2023 trazem contribuição positiva para um grupo amplo de lavouras, com destaque para laranja, cana-de-açúcar, milho e soja. Milho e soja representam 62,0% do VBP das lavouras, e têm participação decisiva nesses resultados. Sua influência também têm sido importante na produtividade de grãos que está sendo prevista com acréscimo de 10%.

No caso do café, algodão e trigo, o comportamento dos preços e os níveis de produção obtidos reduziram o faturamento desse importante grupo de produtos.

A pecuária, que vem passando o terceiro ano com taxas de crescimento negativas, ainda passa  por ajustes originados durante a Pandemia do Covid-19, e por redução dos preços internos. Isso tem trazido contrações no VBP de carne bovina e de frango, especialmente.

Os resultados favoráveis principalmente de soja e milho têm contribuído para os ganhos não apenas nos principais estados produtores como os do Centro Oeste e Sul, mas também em vários estados do Nordeste e Norte que também se beneficiam de bons períodos de chuvas.

>> Nota técnica

>> VBP Brasil

>> VBP Regional

>> Dashboard

Fonte: Mapa

Confira os números e os destaques da atuação da Conab em 2022

As principais ações desenvolvidas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no ano passado foram compiladas em uma publicação divulgada nesta segunda-feira (13) pela empresa. A revista Ações da Conab em 2022 destaca os desafios da estatal para atender às necessidades da agropecuária brasileira e ressalta ainda o desempenho contínuo da Companhia, que alcançou novamente o Nível 1 no índice IG-Sest e comprovou sua alta performance em governança corporativa e o compromisso com a transparência na prestação de serviços.

Na parte de levantamentos agropecuários, a publicação ressalta a reorganização realizada pela Conab no trabalho de geração de estatísticas da produção agrícola nacional, a partir da criação de núcleos de informações e o aperfeiçoamento do processo de coleta dos dados. A edição revela que um total de 87 milhões de hectares de área foram monitorados pelos técnicos da estatal para acompanhamento das safras de grãos, cana-de-açúcar e café. Outros estudos também ganham destaque, como o Boletim de Monitoramento Agrícola, as análises do progresso de safra divulgado semanalmente com índices de todas as principais regiões de cultivo, e as análises de custos da produção, que registram mais de 70 painéis efetuados em todo o país para 28 produtos diferentes, desde o milho e soja até algumas culturas da sociobiodiversidade.

Com relação aos estudos de mercado e a elaboração de parâmetros para execução das políticas agrícolas, a revista evidencia a criação de novos modelos econométricos de projeções de preços e de exportações e as atuações nos mercados de laranja, cacau, sisal e borracha, propostas pela Conab. Além das conjunturas mensais sobre os impactos do cenário macroeconômico na agropecuária, a estatal produziu propostas de preços mínimos, quadros de demanda e oferta de grãos e de suprimento de carnes, entre outros.

A agricultura familiar mostra a operacionalização da modalidade Compra com Doação Simultânea e Apoio à Formação de Estoque com um montante de R$ 65,7 milhões, que permitiu o auxílio a mais de 7 mil pequenos agricultores em 295 municípios e a doação de 18 mil toneladas de alimentos para entidades socioassistenciais.

Nas operações de abastecimento, a revista menciona 25,8 mil toneladas de alimentos doados em ações regulares da Conab e por meio de parcerias no contexto do Covid-19. Foram descentralizados R$ 189,27 milhões em recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) para atuação da Companhia na distribuição de cestas de alimentos e combate à fome, especialmente para famílias indígenas e comunidades tradicionais. Já no Programa de Venda em Balcão (ProVB), que apoia pequenos criadores de animais por meio do acesso aos estoques públicos de milho, foram atendidos 6.339 pecuaristas de pequeno porte com a comercialização de 56.881 toneladas do produto.

Outros números também podem ser conferidos nesta edição, incluindo dados sobre a armazenagem no país, os leilões agropecuários realizados pela Conab, as operações de fiscalização, a contratação de fretes para a remoção de estoques, os processos internos e até a atuação internacional da Companhia. Acesse aqui a íntegra da revista.

Fonte: Conab

TECNOLOGIA

Termina hoje o prazo de inscrições para o TechStart Agro Digital, programa de aceleração de startups

Segue até a próxima sexta-feira, 17 de março, o prazo de inscrições para a quarta edição do TechStart Agro Digital, programa de inovação aberta e aceleração de startups correalizado pela Embrapa Agricultura Digital e a Venture Hub. Serão selecionadas startups com soluções digitais para o agronegócio que atendam a quatro grandes temas: transformação digital das cadeias agropecuárias, agrometeorologia e mudanças climáticas, sustentabilidade das cadeias de suprimentos e biotecnologia avançada.

>> Inscreva-se aqui

O programa oferece aos participantes suporte tecnológico e de negócios a partir de um processo estruturado, que conta com treinamentos e mentorias especializadas e conexão com instituições de pesquisa, corporações e investidores, criando oportunidades para captação de parcerias e recursos. Lançado em 2019, o TechStart Agro Digital já graduou 28 startups, sendo que pelo menos 10 delas receberam proposta de investimento durante a participação no programa. Nesta edição, o programa tem o apoio das empresas Bayer e EY.

Como funciona

O programa está estruturado em duas etapas. A partir das informações fornecidas no formulário de aplicação, as startups mais bem classificadas serão convidadas a participar do Warm Up, com início em abril. Ao longo de nove semanas, serão realizadas atividades online e presenciais para introdução das startups ao contexto de formação e evolução, com a utilização de conteúdos e ferramentas focadas em ideação, validação e planejamento do desenvolvimento tecnológico.

Em seguida, as startups passarão por um novo processo de avaliação para seleção daquelas que seguirão para a etapa de aceleração, quando terão acesso a conteúdos e mentorias com profissionais do ecossistema TechStart e pesquisadores da Embrapa. Serão quatro meses e meio com uma programação voltada para o desenvolvimento tecnológico, para a validação de produtos e análise de mercado. Esta etapa do programa será online e também contará com oportunidades de interação em eventos híbridos. Entre os conteúdos abordados, estão ferramentas de tração, escala, desenvolvimento tecnológico e investimento.

Benefícios exclusivos

Durante a etapa de aceleração, as startups vão contar com benefícios exclusivos, como o acesso facilitado ao espaço de coworking da Venture Hub, à plataforma online de conhecimento VH Academy e a serviços jurídicos, de marketing e propriedade intelectual. Além da conexão com a rede de mentores técnicos, os participantes também terão acesso gratuito a recursos e infraestrutura para desenvolvimento de novos produtos, como por exemplo informações e modelos agropecuários disponíveis na Plataforma AgroAPI Embrapa.

A ferramenta contempla dados sobre cultivares e produtividade, zoneamentos agrícolas, índices de vegetação, dados agrometeorológicos, de solos e genômicos, entre outros, que são acessados por meio de APIs (interface de programação de aplicativos, na tradução do inglês) e podem ser úteis, por exemplo, no desenvolvimento de soluções digitais para planejamento, monitoramento e gestão da produção.

> Conheça aqui a Plataforma AgroAPI Embrapa.

Fonte: Embrapa

PRODUÇÃO

Itália e Brasil ampliam acordo de cooperação para o desenvolvimento de modelo sustentável para a agricultura

A Embrapa e o Conselho Nacional de Pesquisa (CNR) da Itália assinaram nesta terça-feira, 14, memorando de entendimento (MoU) com o objetivo de promover e apoiar a cooperação científica entre as duas instituições. O acordo prevê, para os próximos cinco anos, projetos conjuntos de intercâmbio de pesquisas em áreas como recursos naturais, biodiversidade e mudanças climáticas, biotecnologia, nanotecnologia, agricultura de precisão e tecnologias de informação, inteligência artificial aplicada à agricultura, sanidade animal e vegetal, sistemas de produção e blockchain, agroindústria, segurança alimentar e competitividade agrícola.

A iniciativa é mais um passo para reforçar parcerias bilaterais, como a atualmente desenvolvida entre a Embrapa Instrumentação, unidade de São Carlos-SP, e o Instituto de Materiais Nanoestruturados (ISMN), do CNR.  A assinatura ocorreu na sede da Embrapa em Brasília, com a presença do presidente da Empresa, Celso Moretti, da presidente da CNR,  Maria Chiara Carrozza, e do embaixador da Itália,  Francesco Azzarello.

“É uma parceria de importância estratégica para o desenvolvimento de pesquisas e da inovação agropecuária”, explicou Moretti, referindo-se ao incremento do desenvolvimento sustentável e competitivo, a partir de projetos conjuntos e do intercâmbio de pesquisadores.

Para a presidente do CNR, é grande o potencial de possibilidades de cooperação, envolvendo transição ecológica e biodiversidade e áreas protegidas. “São aspectos essenciais para que se desenvolva uma nova agricultura, que tenha circularidade e conectividade com o conceito de sustentabilidade ambiental”, disse. “As tecnologias desenvolvidas na Itália e no Brasil podem ser compartilhadas, e ainda envolver outros países, como os do continente africano e do Oriente Médio”, afirmou.

O embaixador italiano, Francesco Azzarello, destacou a importância da assinatura e a  presença no Brasil da presidente da mais importante instituição de pesquisa do país, que reforçam o potencial de cooperação bilateral. “O Brasil é reconhecidamente líder mundial no setor agropecuário e a Embrapa representa a concretização desse sucesso”, comentou. Ele lembrou o acordo de cooperação assinado em agosto do ano passado, ampliado agora e com maiores possibilidades de intercâmbio.

Estiveram presentes à assinatura do Memorando de Entendimento o ministro conselheiro da Embaixada no Brasil, Fernando Pallini e os adidos agrícola Gianluca Cicchiello, e científico, Fabio Naro. Participaram ainda o assessor internacional da Presidência da Embrapa, Alexandre Amaral, a gerente-geral de Cooperação de Pesquisa e Inovação, Sabrina Castilho Duarte, e o supervisor de Cooperação Internacional, Carlos Henrique Canesin.

Articulação

A assinatura do acordo entre a Embrapa e o CNR é um dos resultados da visita do diretor executivo de Pesquisa e Inovação, Guy de Capdeville, do superintendente de Estratégia, Bruno Brasil, e do coordenador do Labex Europa, Vinícius Guimarães, a quatro países europeus entre os dias 27 de junho e 8 de julho de 2022, quando foram iniciadas e ampliadas as ações de cooperação com instituições de PD&I da França, Reino Unido, Itália e Turquia.

O CNR é o principal órgão de fomento à pesquisa na Itália, similar ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações brasileiro, cujo objetivo é gerar conhecimento de ponta nas áreas de fabricação química e ciência e tecnologia de materiais, voltado às áreas industrial e empresarial.

A cooperação entre a Embrapa Instrumentação e o Instituto de Materiais Nanoestruturados (ISMN), que pertence do CNR, envolve pesquisas para  aplicação de nanotecnologia para o desenvolvimento de tecnologias que reduzam o impacto ambiental. A parceria começou em maio de 2021, com projetos voltados à recuperação de rejeitos de minério e nanomateriais cerâmicos sintéticos. Além disso, estão sendo desenvolvidos nanocompósitos para aplicações no agronegócio na forma de membranas biodegradáveis, bactericidas e com proteção no ultravioleta visível. O interesse da Embrapa em formalizar um acordo geral de cooperação é ampliar a abrangência, para novas áreas de pesquisa e unidades.

Fonte: Embrapa

Safra de algodão deve ultrapassar 3 milhões de toneladas

A Associação dos Produtores de Algodão do Brasil (ABRAPA) divulgou nesta terça-feira (dia 13) relatório de safra com números atualizados já neste início de março.

A entidade projeta que, na safra 2022/2023, o Brasil deve colher um volume superior a 3 milhões de toneladas (atualmente 3,1 milhões) e lembra que, até então, isso ocorreu apenas uma vez, na safra 2019/2020.

Além disso, se a estimativa se confirmar, representará uma variação de 18,2%, ante ciclo passado.

Ainda segundo a publicação, o Brasil finaliza, neste momento, o beneficiamento da safra 2021/2022.

“Deste estoque de passagem, restam, ainda, 34% da projeção de exportação e 42% do consumo doméstico para chegar ao destino final, até julho de 2023, quando tem início a colheita do ciclo 2022/2023”, diz a Abrapa, em nota.

O levantamento estima que, do total colhido no ciclo anterior, cerca de 91% já foram comercializados. “O ritmo das transações, para este montante final, tem sido mais lento do que em 2022, em função da queda nos preços da commodity”, avalia associação.

Também de acordo com a Abrapa, a área plantada com algodão, no Brasil, fechou em, aproximadamente, 1,65 milhão de hectares, na safra 2022/2023, o que representa um incremento de 0,8%, em relação ao ciclo anterior.

Mato Grosso é maior produtor

De acordo com técnicos e associações estaduais, nesta primeira quinzena de março, as lavouras brasileiras de algodão se encontram em muito boas condições de desenvolvimento.

No estado de Mato Grosso, maior produtor nacional da fibra, entretanto, o atraso da colheita da soja atrasou o plantio da segunda safra.

“A semeadura foi mais lenta, na média dos últimos cinco anos, mas, ainda assim, se deu numa janela de baixo risco”, explica a Abrapa.

Ainda assim, a expectativa é de aumento de produtividade no estado, uma vez que, no ano passado, a performance nas lavouras foi comprometida, pela falta de chuvas em abril e maio

Exportação de fevereiro

O Brasil exportou 43,2 mil toneladas em fevereiro de 2023, totalizando uma receita de US$ 81,6 milhões em fevereiro, que é o sétimo mês do calendário de exportação 22/23.

O volume foi 74,1% inferior ao registrado no mesmo mês de 2022, e o preço médio em dólares, por tonelada vendida, caiu 1,7%.

No período, o maior importador do algodão brasileiro foi Bangladesh, com participação de 24% do total embarcado.

Turquia, China, Vietnã e Indonésia completam a lista dos cinco maiores consumidores da pluma nacional, no mês, sendo o destino de 82% do volume exportado.

A informações também são da Abrapa, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Fonte: Abrapa

Soja apresenta potencial para intensificar sistema de produção na região Central de Minas

Mais de 400 pessoas, segundo a organização, compareceram ao Campus da Universidade Federal de São João del-Rei em Sete Lagoas-MG na última sexta-feira, 10 de março, com o objetivo de conhecerem tecnologias para aumentar a produção e a produtividade do milho e da soja na região Central de Minas Gerais. Especialistas em diversas estações montadas no campo apresentaram resultados de pesquisa da Embrapa e de empresas parceiras, como novos híbridos de milho, sorgo e soja; inoculantes – como o BiomaPhos – e o crescente potencial produtivo da região. “O evento apresenta uma nova oportunidade de desenvolvimento para o Centro de Minas”, disse o analista da Embrapa Milho e Sorgo Frederico Botelho.

“Estamos em uma nova fronteira agrícola, com oportunidades concretas de desenvolvimento, em uma região com grande demanda de grãos. Precisa-se de mais investimentos em logística e em infraestrutura, como mais armazéns”, reforçou o engenheiro agrônomo Acácio de Almeida Neto, da Cooperativa Agropecuária e Industrial (Cocari). Em relação a um dos principais problemas que têm afetado a cultura do milho em todo o País – a cigarrinha e o complexo dos enfezamentos – o agrônomo da Cocari cita que a sucessão de culturas é importante para quebrar a incidência de pragas e doenças. “Resultados de pesquisa da Embrapa mostram que a sucessão mais assertiva foi o sistema soja-milho. A soja é uma cultura formidável, que sempre deixa um aporte, como o nitrogênio, para a cultura sucessora”, disse.

Frederico Botelho, da Embrapa, ainda apontou alternativas para viabilizar a segunda safra na região Central de Minas. “O Sistema Antecipe, método de cultivo intercalar que possibilita a redução dos riscos causados pelas incertezas do clima durante a segunda safra, é uma delas. Uma segunda safra de sorgo, se a janela estiver acertada, também é uma ótima opção. Pesquisas estão em andamento para identificar um sistema ideal de produção para as condições edafoclimáticas da região”, adiantou. O chefe do Departamento de Ciências Agrárias do Campus Sete Lagoas da UFSJ, Iran Dias Borges, manifestou a mesma visão, com a necessidade de se intensificar o sistema de produção. “A soja está entrando em sistemas intensivos de cultivo, sendo que a cultura se encaixa perfeitamente para aumento de rentabilidade do produtor”, apresentou.

A Embrapa Milho e Sorgo apresentou a cultivar de milho transgênico BRS 3042 VT Pro2, que está em fase de pré-lançamento, com resistência a lagartas e a herbicidas. A cultivar foi licenciada pela empresa Semeali Sementes e deve chegar ao mercado na segunda safra de 2024. “Apresenta boa estabilidade de produção, com boa inserção de espigas, com potencial produtivo que pode chegar a 12 toneladas por hectare. O material apresenta boa sanidade, podendo ser usado para grãos ou silagem”, explicou o pesquisador Roberto dos Santos Trindade. A cultivar BRS 3046, híbrido indicado para milho-verde, também foi mostrada na estação instalada no campo. Recomendada para as regiões Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e o estado do Paraná, para plantios em safra e safrinha, pode ser também usada na produção de silagem.

Sorgo: opção para segunda safra e cultura livre da cigarrinha

“Com um sistema radicular profundo, com mais de dois metros, o sorgo tolera muito mais a seca que o milho. É uma excelente opção para a segunda safra, já que as condições da região (Centro de Minas) são mais restritivas pela escassez hídrica, além de ter o diferencial de não ser atacado pela cigarrinha”, apresentou o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Cícero Beserra de Menezes. “Uma das indicações para a região é plantar a soja no verão e, na sucessão, o sorgo granífero. Com chuvas entre 300 mm e 350 mm, já se consegue produzir a cultura. Além disso, pode-se fazer palhada com o sorgo, realizar a ciclagem de nutrientes e fornecer matéria orgânica para o solo. O cereal se encaixa muito bem após a soja”, mostrou o pesquisador.

Santa Helena Sementes, do Grupo Agroceres, apresenta BTMAX

O primeiro milho transgênico totalmente desenvolvido no Brasil – o BTMAX – foi um dos destaques da estação da Santa Helena Sementes, empresa do Grupo Agroceres. “Com o BTMAX, duas empresas nacionais, a Embrapa e a Helix, vão fornecer uma tecnologia com alta eficiência contra a lagarta-do-cartucho, considerada a principal praga da cultura do milho, e contra a broca-da-cana”, antecipou o engenheiro agrônomo da Santa Helena Gabriel Henrique Furtado. O evento transgênico BTMAX, obtido com a adição de um gene da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), é resultado de parceria público-privada 100% nacional entre a Embrapa e a Helix e foi aprovado por unanimidade pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) em junho de 2022.

Cultivares de soja em destaque

Recomendações técnicas para a cultura da soja na região Central de Minas Gerais foram apresentadas pelo pesquisador Emerson Borghi e pelo analista Frederico Botelho, da Embrapa Milho e Sorgo. “Para a nossa região, as cultivares de soja mais indicadas são as de ciclo médio (de 115 a 125 dias) e que possuem grupo de maturidade relativa entre 7 e 8”, explicou o pesquisador Emerson Borghi. Em relação ao hábito de crescimento, segundo ele, as mais interessantes são as cultivares de hábito indeterminado, que possuem a fase vegetativa simultânea à fase reprodutiva, ou seja, após o florescimento continuam seu desenvolvimento.

O agrônomo Frederico Botelho ainda destacou o diferencial da cultivar BRS 7380 RR: “um dos materiais mais resistentes a nematoides existentes no mercado”, reforçou. A cultivar, lançada em 2015 pela Embrapa em parceria com a Fundação Cerrados, além de resistente ao herbicida glifosato (RR), apresenta resistência a seis raças do nematoide de cisto (Heterodera glycines) – as raças 3, 4, 6, 9, 10 e 14 –  e aos dois nematoides formadores de galhas (Meloidogyne incognita e o Meloidogyne javanica). Também tem baixo fator de reprodução ao nematoide das lesões radiculares, o Pratylenchus spp, que afeta não apenas a soja, mas também milho, algodão, feijão, sorgo e as pastagens. Na estação da Embrapa também foi apresentada a cultivar BRS 1003IPRO, soja transgênica com tolerância ao herbicida glifosato e com a tecnologia Intacta RR2 PROTM, que controla um grupo de lagartas.

Fonte: Embrapa

Micropropagação permite reprodução em larga escala de bambu

Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) acaba de desenvolver um protocolo que permite a produção de centenas de mudas de bambu a partir de um único propágulo. A técnica para obter esse resultado é a micropropagação vegetativa, que garante não somente a multiplicação em escala, mas também a sobrevivência da nova plantinha na aclimatização, além de outras vantagens.

Por meio da micropropagação vegetativa em laboratório, o produtor pode obter, dependendo da espécie, em apenas seis meses, de 200 a 500 mudas, todas oriundas de um só propágulo (parte da planta capaz de multiplicá-la ou propagá-la vegetativamente).

 

Desse modo, são mantidas as características da planta utilizada como fonte. No sistema convencional, feito a partir do corte de parte da planta para fazer as estacas, a produção é considerada mais onerosa, pela necessidade de maior espaço físico e as taxas de formação de mudas serem mais baixas. Para que a muda seja aproveitada ela deve apresentar as partes aérea e radicular bem desenvolvidas.

Fonte: Embrapa

Monitoramento das lavouras

Arroz – 14,8% colhido

No RS, a colheita avança em todas as regiões produtoras. Nas áreas onde foi possível o manejo de irrigação, o desenvolvimento da cultura está bom. A Fronteira Oeste é a região com perdas mais significativas, seguida da região Central. Em SC, as temperaturas estão elevadas em todas as regiões produtoras, o que favorece a colheita e os tratos culturais.

Nas áreas em fase de floração, as altas temperaturas podem ocasionar abortamento de flores. Contudo, as lavouras se apresentam 95% boas. Em GO, as lavouras estão em diferentes fases e a colheita avança, principalmente na região Norte. No MA, as lavouras encontram-se em boas condições, entre os estágios fenológicos de desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos, com algumas áreas colhidas. Em MT, a maioria das lavouras estão em fase de floração e enchimento de grãos. 

Milho (2ª safra) – 72,5% semeado.

Em MT, a semeadura aproxima-se da conclusão, restando cerca de 4% do total previsto. As lavouras seguem em bom

desenvolvimento. No PR, as chuvas em excesso continuam a limitar o avanço do plantio, principalmente no Oeste. Em MS, as precipitações reduziram, mas o excesso de umidade no solo dificulta o plantio. Nas lavouras já implantadas, houve registros de ataques de percevejos e cigarrinhas, com poucos casos populações acima do nível de controle. Em GO, a semeadura está em andamento sob boas condições. Em MG, o plantio avançou pouco, principalmente em decorrência do atraso na colheita da soja.

No TO, semeadura quase finalizada e lavouras em desenvolvimento vegetativo. No MA, com pouco mais de ¾ da área semeada, as operações de plantio continuam, especialmente na região de Balsas. No PI, o plantio avança normalmente e com boas condições para o desenvolvimento das lavouras. No PA, a semeadura continua nas regiões Oeste e Sul, principalmente em sucessão à colheita da soja. As condições climáticas foram favoráveis.

Feião (2ª safra)

Na BA, o feijão-caupi está com semeadura em andamento, seguindo em sucessão da colheita da soja. O feijãocores ainda não teve o plantio iniciado. Em MG, as condições gerais são boas para o avanço do plantio, que chegou a 2/3 da área prevista semeada.

No PR, as chuvas melhoraram as condições para implantação das lavouras, mesmo que pontualmente tenham dificultado os tratos culturais por excesso de umidade. Cerca de 85% da área está semeada, com destaque para as regiões do Sudoeste e dos Centro-Oriental. As lavouras estão em Desenvolvimento vegetativo e apresentam boas condições. No RS, a semeadura foi finalizada e as lavouras seguem com bom desenvolvimento, tanto as áreas mais a

Leste do estado, que dispuseram de bons volumes pluviométricos, quanto aquelas do Oeste, que mesmo sob menos precipitações, apresentam bom percentual de lavouras irrigadas. Os tratos culturais permanecem intensos, especialmente no controle de pragas e doenças.

Soja – 53,4% colhida

Em MT, segue a colheita nas lavouras mais tardias, restando cerca de 5% da área total. No PR, o ritmo de colheita segue lento em razão das chuvas. Observa-se a incidência de doenças de final de ciclo.

No RS, mesmo com as chuvas recentes, a maioria das lavouras apresenta perdas consolidadas em razão da estiagem. As lavouras em melhores condições estão concentradas no Nordeste do estado.

Em GO, chuvas em algumas regiões paralisaram a colheita por alguns dias, porém as operações já foram retomadas.

Em MS, a última semana foi de clima mais estável, o que permitiu maior avanço na colheita. Em MG, o tempo firme permitiu bom avanço da colheita, ultrapassando metade da área total. Na BA, mesmo com a umidade elevada em algumas regiões, a colheita evoluiu, apresentando grãos com bom rendimento e qualidade.

Em SP, a colheita está atrasada em todas regiões devido ao alongamento do ciclo da cultura. No TO, o clima tem sido estável na maioria das regiões produtoras, mantendo o ritmo da colheita.

No MA, a colheita está em andamento, especialmente no Sul do estado, dispondo de boas condições gerais. No PI, a colheita evolui em ritmo normal, confirmando boas produtividades. Em SC, a grande maioria das lavouras estão em boas condições, apenas com registros pontuais de oídio e de ferrugem, mas sem danos significativos.

MERCADO

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

Soja

Mesmo com os preços da soja em grão em queda, as cotações do farelo e do óleo de soja voltaram a subir no mercado doméstico. Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização dos derivados está atrelada à menor oferta na Argentina – principal abastecedora global de derivados de soja – e às expectativas de maior demanda, sobretudo externa, pelos derivados brasileiros. A produção de soja na Argentina foi projetada neste mês pelo USDA em 33 milhões de toneladas, a menor desde 2008/09. Essa retração se deve às altas temperaturas e ao déficit hídrico em grande parte do desenvolvimento das lavouras da safra 2022/23.

Milho

Apesar dos atrasos na semeadura da segunda safra de milho no Brasil, dados oficias seguem apontando produção nacional recorde. Já na Argentina, novos ajustes negativos nas estimativas levaram à redução na produção mundial – que, ressalta-se, só não caiu com mais intensidade por conta da maior colheita no Brasil e da manutenção na produção dos Estados Unidos. Neste contexto, pesquisadores do Cepea indicam que, enquanto produtores estão focados nos trabalhos de campo, consumidores nacionais adquirem novos lotes apenas quando há necessidade de recompor os estoques. Ainda assim, alguns demandantes acabam tendo dificuldades nas aquisições, por conta de questões logísticas – com o avanço na colheita de soja, o frete da oleaginosa tem certa prioridade.

Algodão

Os valores da pluma estão enfraquecidos no mercado doméstico, de acordo com dados do Cepea. A paridade de exportação, por sua vez, tem sido sustentada pela valorização do dólar. Apesar desse cenário, as cotações domésticas do algodão ainda remuneram mais que as para exportação. Assim, negociar o algodão internamente tem sido mais atrativo do que exportar.

Arroz

Neste ano, as exportações de arroz, que estão firmes, devem seguir influenciando os valores domésticos do cereal. Segundo pesquisadores do Cepea, a demanda interna e, sobretudo, a tendência de redução da oferta no campo também devem ser importantes fundamentos para o comportamento do preço no mercado brasileiro em 2023. Os embarques mensais de arroz, considerando-se o produto em base casca, estão acima de 100 mil toneladas desde junho de 2022 – dados da Secex. MERCADO INTERNO – O Indicador CEPEA/IRGA-RS, 58% de grãos inteiros (média ponderada), esteve na casa dos R$ 85,00/saca de 50 kg nos últimos dias. Produtores estão firmes, demandando que o preço nas principais regiões produtoras do cereal no Rio Grande do Sul esteja alinhado, pelo menos, à paridade de exportação.

Trigo

Estimativas do USDA divulgadas na semana passada indicam que a produção recorde de trigo no Brasil (colhida em 2022) vem compensando a menor disponibilidade do produto na Argentina, que, ressalta-se, é a principal fornecedora do cereal ao País. E a colheita doméstica elevada vem, inclusive, favorecendo as vendas externas de trigo, que devem crescer frente às da safra anterior e colocar o País como o 10º maior exportador mundial do cereal. No Brasil, a safra foi finalizada em 2022, e a Conab consolidou a produção em 10,55 milhões de toneladas, um recorde. A Conab estima que, entre agosto/22 e julho/23, as exportações somem 3,1 milhões de toneladas, o que seria 1,8% acima das da safra anterior. Quanto aos preços do cereal pagos ao produtor, levantamento do Cepea mostra que estão em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo centro de Pesquisas. 

Açúcar

O mercado spot de açúcar cristal branco do estado de São Paulo segue em ritmo lento. Apesar disso, os preços de negociação estão firmes. Desde o início deste mês, o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, vem operando pouco acima de R$ 130/saca de 50 kg. Pesquisadores do Cepea indicam que a oferta de açúcar de melhor qualidade (Icumsa até 180) segue restrita, ao passo que a demanda pelo produto para pronta-entrega está fraca.

Etanol

Os preços do etanol hidratado voltaram a cair no mercado spot do estado de São Paulo. Segundo pesquisadores do Cepea, a proximidade da safra 2023/24 (que se inicia oficialmente em 1º de abril de 2023) e o elevado estoque de passagem de hidratado pressionaram as cotações do biocombustível no mercado paulista. De 6 a 10 de março, o Indicador semanal do hidratado CEPEA/ESALQ fechou a R$ 2,6937/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), recuo de 2,22% frente ao da semana anterior. Já para o anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 3,1468/litro, valor líquido de impostos (PIS/Cofins), pequena queda de 0,33% no mesmo comparativo.

Boi

Os preços da arroba do boi gordo seguem enfraquecidos no mercado nacional, cenário que vem sendo verificado desde o final de fevereiro, quando os embarques de carne à China foram suspensos, seguindo protocolo estabelecido entre o Brasil e a China em casos de registros de “mal da vaca louca”. Já os preços da carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo estão firmes. Assim, na parcial de março (até o dia 14), enquanto o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (mercado paulista) registra média de R$ 274,48/@, a carcaça casada é comercializada no atacado a R$ 284,85/@, ou seja, com vantagem de 10,37 Reais/@ para a proteína. Trata-se da maior diferença de preços entre o boi gordo e a carne desde outubro de 2021, quando justamente o setor pecuário nacional atravessava um cenário de suspensão de envios da proteína à China.

CLIMA

Previsão de chuva

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê, entre os dias 13 e 20 de março deste ano, grandes acumulados de chuva em áreas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (veja figura 1 – tons em vermelho e rosa no mapa). No norte do País, as chuvas devem ser ocasionadas pela Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) no decorrer da semana.

Já em áreas de Roraima, Amapá, Pará, Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, a previsão é de pouca chuva na maioria dos dias (veja figura 1 – tons em branco e azul). Porém, na área que compreende o MATOPIBA (área que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) deverá ocorrer volumes mais significativos de chuva.

Confira a previsão do tempo detalhada para cada região do Brasil nas próximas duas semanas:

Previsão para a semana entre os dias 13/03/2023 e 20/03/2023
Região Norte

São previstos volumes de chuva maiores que 80 milímetros (mm) em grande parte da região. Em áreas do norte do Amazonas, Acre, Roraima, noroeste do Pará e Amapá, a chuva não deve ultrapassar os 40 mm.

Região Nordeste

A previsão indica grandes volumes de chuvas, podendo superar 100 mm em áreas que compreendem parte do MATOPIBA, noroeste do Maranhão e leste de Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Nas demais áreas, podem ocorrer acumulados menores (abaixo de 30 mm).

Região Centro-Oeste

As pancadas de chuvas podem superar os 100 mm, principalmente entre os dias 17 e 20 de março no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, oeste e norte de Goiás. Nas demais áreas, os acumulados de chuva não devem ultrapassar os 40 mm.

Região Sudeste

São previstos baixos acumulados de chuvas no decorrer da semana, com valores menores que 50 mm.

Região Sul

Há previsão de chuvas principalmente no litoral de Santa Catarina e Paraná, além do oeste do Paraná, podendo ultrapassar 50 mm, devido ao transporte de umidade do oceano para o continente, que potencializará a formação de áreas de instabilidade na região, principalmente no início da semana. No Rio Grande do Sul, a previsão indica chuva entre os dias 16 e 17/03 no sudoeste do estado. Nos demais dias, as chuvas diminuem.

Figura 1. Previsão de chuva para 1ª semana (13 a 20/03/2023). Fonte: INMET.

Previsão para a semana entre os dias 21/03/2023 e 29/03/2023
Região Norte

São previstos acumulados maiores que 60 mm em praticamente toda a região, com exceção de áreas centrais do Pará e do Tocantins, onde os volumes devem ficar maiores que 90 mm.

Região Nordeste

Os maiores volumes de chuva se concentrarão e podem ultrapassar os 90 mm nas áreas do Maranhão, Piauí, Ceará, sertão pernambucano e noroeste da Bahia. No agreste paraibano e pernambucano, os totais de chuva serão menores que 30 mm.

Região Centro-Oeste

De maneira geral, os totais de chuva variam entre 60 e 90 mm.

Região Sudeste

Os maiores acumulados de chuva podem ocorrer no centro-sul de Minas Gerais, em São Paulo e no Rio de Janeiro, com valores superiores a 90 mm. Nas demais áreas, a chuva não deve passar de 60 mm.

Região Sul

São previstos baixos acumulados de chuva, entre 10 mm e 30 mm. Nas demais áreas, são previstos para o leste do Paraná e de Santa Catarina, volumes de chuva chegando a 70 mm.

Figura 2. Previsão de chuva para 2ª semana (21/03/2023 a 29/03/2023 de março de 2023). Fonte: GFS.

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