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Principais Notícias da Semana no Mundo Agro

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GERAIS

Desembolso do crédito rural chegou a R$ 239,4 bilhões no Plano Safra 2022/23

O desembolso do crédito rural chegou a R$ 239,4 bilhões no Plano Safra 2022/23, no período de julho/2022 até fevereiro/2023. Os financiamentos de custeio tiveram aplicação de R$ 145,8 bilhões. Já as contratações das linhas de investimentos totalizaram quase R$ 65 bilhões. As operações de comercialização atingiram R$ 17,2 bilhões e as de industrialização, R$ 11,4 bilhões.

De acordo com a análise da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram realizados 1.341.573 contratos no período de oito meses, sendo 974.424 no Pronaf e 159.125 no Pronamp.

Os valores contratados pelos pequenos e pelos médios produtores foram, respectivamente, de R$ 39,6 bilhões no Pronaf e de R$ 38,1 bilhões no Pronamp, em todas as finalidades (custeio, investimento, comercialização e industrialização).

Os demais produtores formalizaram 208.024 contratos, correspondendo a R$ 161,7 bilhões de financiamentos contraídos nas instituições financeiras.

Dentro dos programas de financiamento agropecuário, um dos mais demandados foi o Programa ABC+, também conhecido como Programa para a Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária, com aplicação de R$ 3,4 bilhões. Moderfrota, que financia aquisição de tratores, colheitadeiras, plataformas de corte, pulverizadores, plantadeiras, semeadoras e equipamentos para beneficiamento de café, entre outros – teve desembolso de R$ 5,1 bilhões e o Moderagro – Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Recursos Naturais, somou R$ 1,3 bilhão.

Em relação às fontes de recursos do crédito rural, a participação dos recursos obrigatórios, no total das contratações, ficou perto de R$ 57,4 bilhões, e a de recursos da poupança rural controlada atingiu R$ 50,9 bilhões. As duas fontes somam 45% do total dos financiamentos (R$ 108,3 bilhões).

A demanda por recursos não controlados somou R$ 91,5 bilhões, com destaque para os recursos da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) com R$ 53 bilhões ou 22% do crédito rural.

A região Sul continua com o destaque nos financiamentos do plano safra com R$ 80,7 bilhões. Na região Sul, o estado do Rio Grande do Sul lidera o ranking das contratações com 44% das contratações da região, seguido pelo Paraná, com 41%.

O Centro-Oeste está em segundo lugar no desempenho do crédito, com R$ 62 bilhões. Nas contratações desta região, Mato Grosso detém a maior parte das contratações (40%). Goiás soma 37% das aplicações da região.

Os valores apresentados são provisórios e foram extraídos, no dia 3 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), que registra as operações de crédito informadas pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural.

Dependendo da data de consulta no Sicor ou no Painel Temático de Crédito Rural do Observatório da Agropecuária Brasileira, podem ser observadas variações dos dados disponibilizados ao longo dos trinta dias seguintes ao último mês do período considerado.

Confira aqui a programação dos recursos equalizáveis, por programas e por instituição financeira.

Brasil poderá exportar carne bovina para o México

A carne bovina produzida no Brasil pode ser comercializada para o México a partir desta semana. O país já abre o mercado para o produto brasileiro com a habilitação de 34 plantas frigoríficas.

“É um momento histórico para as relações comerciais brasileiras, especialmente para a carne bovina. O Brasil mostra a potência e a grandiosidade da sua pecuária e a expansão de mercados está se tornando uma grande oportunidade para a retomada do crescimento desta atividade econômica. Habilitar 34 plantas frigoríficas para o México é um sonho de mais de uma década que o Brasil tinha e conseguimos realizar”, detalhou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Com a publicação dos requisitos zoosanitários para a importação da carne bovina brasileira na noite desta segunda-feira (06) pelo governo mexicano, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) conclui a negociação iniciada há mais de 12 anos para a comercialização do produto entre os países. Ainda neste ano, o México ampliou o mercado para a carne suína.

Poderão ser exportadas a carne bovina proveniente de Santa Catarina, que conta com o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) de zona livre de febre aftosa e também a carne maturada e desossada de outros 14 estados brasileiros.

Fonte: Mapa

Brasil tem produção recorde de etanol de milho

Com foco no fortalecimento da cadeia de biocombustíveis, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com a União Nacional do Etanol do Milho (Unem) nessa terça-feira (7), oportunidade em que o setor apresentou a projeção de nova safra recorde para o ciclo 2023/2024.

São estimados 6 bilhões de litros de etanol de milho, o que representa cerca de 19% de todo o etanol consumido no Brasil. O crescimento na produção em relação ao ciclo atual é de 36,7%.

“Os números positivos do setor caminham no sentido da sustentabilidade e da geração de empregos pela qual estamos trabalhando”, comentou o ministro. Isto porque uma das vantagens do etanol de milho brasileiro na comparação com o combustível produzido pelos Estados Unidos são as características da agricultura tropical que permitem a produção de alimentos, biocombustíveis e fibras em sistema de rotação de culturas e plantio direto, viabilizando de duas a três safras em um mesmo ano, segregando insumos, compartilhando operações e otimizando a rota e o uso do solo.

De acordo com o presidente-executivo da Unem, Guilherme Nolasco, o etanol de milho de segunda safra trouxe renda e previsibilidade ao produtor rural , possibilitando o aumento na área plantada e produtividade sem a necessidade de incorporar novas áreas de fronteiras para a exploração.

Além disso, o setor investe nas florestas plantadas, utilizando o eucalipto para a geração de vapor e energia na produção de etanol e cogeração para o sistema nacional, diferentemente de outros países que se utilizam de matriz fóssil.

Para a produção recorde, três novas indústrias devem atuar na produção, totalizando 21 autorizadas até meados do ciclo 2023/2024.

Entre as propostas para fortalecimento do setor, está o desenvolvimento e a consolidação de programas como o Renovabio, que tem como objetivo o aprimoramento das políticas e aspectos regulatórios dos biocombustíveis.

Fonte: Mapa

PRODUÇÃO

No Dia da Mulher, Embrapa destaca a importância da perspectiva de gênero na pesquisa

As mulheres rurais estão nas lavouras de café, na cultura do algodão, no plantio do tomate, nas fazendas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e em várias outras atividades agropecuárias do País. No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Embrapa lança o primeiro vídeo de uma série, produzido pelo Observatório das Mulheres Rurais do Brasil, contando algumas histórias de sucesso dessas mulheres, e também anuncia esforços com instituições de pesquisa de países-membros do Procisur (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile) para fortalecer a perspectiva de gênero nos sistemas de ciência e tecnologia do Cone Sul, no âmbito das pesquisas em agricultura.

Fonte: Embrapa

Brasil pode liderar exportações de milho em 2023

A Embrapa apresentou durante a 43ª Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Milho e Sorgo, do Ministério da Agricultura e Pecuária, análise sobre genética e genômica de milho e inovações tecnológicas para o mercado de sementes do cereal.

Allan Silveira dos Santos, superintendente de Estudos de Mercado e Gestão da Oferta da Conab, apresentou as perspectivas da primeira e da segunda safra de milho 2022/2023. Segundo ele, a safra de verão do cereal deve ter incremento de produção de 5,7% em relação ao último ciclo, com aumento de produtividade de 9,5% e redução de 0,4% em área. A segunda safra acompanha a mesma eficiência produtiva, com aumento de 6,6% em produtividade e incremento de 10,6% na produção.

“Em relação à oferta, temos perspectiva de boa produção no Brasil e recuperação da produção nos Estados Unidos. A Argentina já apresenta perdas consolidadas e a Ucrânia apresenta produção bem abaixo do potencial. Sobre a demanda, o consumo se mantém firme no Brasil e apresenta estimativa de queda no mundo em função dos preços altos. Entretanto, a demanda pelo milho brasileiro deve se manter alta devido à baixa disponibilidade do produto no mercado internacional”, prevê.

O engenheiro agrônomo Wallas Ferreira, da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), apresentou um panorama das exportações de milho no período 2022/2023. De acordo com ele, o Brasil poderá ocupar a posição de líder mundial nas exportações do cereal em 2023, ultrapassando os Estados Unidos, atingindo a marca de 50 milhões de toneladas destinadas ao mercado externo. A estimativa do Departamento de Agricultura do país americano é de 48,897 milhões de toneladas exportadas, com queda também na produção neste ano: 349 milhões de toneladas contra 383 milhões de toneladas em 2022.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, enfatizou a necessidade de o Brasil produzir mais milho, atendendo todas as cadeias produtivas, que devem trabalhar de forma conjunta para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro. “O Brasil precisa e tem condições de produzir mais milho, tanto na primeira quanto na segunda safra, para os mercados mundial e doméstico”, disse.

Visão similar foi externada por Guilherme Nolasco, presidente-executivo da União Nacional do Etanol de Milho (Unem). A expectativa é que o Brasil produza seis bilhões de litros de etanol de milho na safra 2023/2024, com aumento de 36,7% em relação ao último período produtivo. Atualmente, o setor de bioetanol de milho consome aproximadamente 14 milhões de toneladas do cereal e a meta para 2030, segundo ele, é de chegar a cerca de 26 milhões de toneladas.

Fonte: Embrapa

Kit clonal garante sanidade e produtividade para cupuaçuzeiros

O Cupuaçu 5.0 é um kit clonal que reúne cinco cultivares de cupuaçuzeiro, que garantem alta produtividade e boa resistência à principal doença que destrói as plantações, a vassoura-de-bruxa.

O pesquisador Rafael Alves vai explicar as principais vantagens e características dessas novas cultivares e dá orientações para a composição da área de plantio, com uso conjunto dos cinco clones, e da enxertia, o método que é utilizado para a propagação desses cupuaçuzeiros.

Fonte: Embrapa

Sistema de restauração produtiva agroflorestal

A Restauração Produtiva Agroflorestal é uma solução para o passivo ambiental em propriedades rurais onde a restauração ambiental deixa ser um ônus ao produtor rural, tornando-se uma fonte de renda ambiental.

Fonte: Embrapa

Cotonicultura brasileira supera adversidades do clima tropical através do MIP

Há mais de duas décadas, a produção de algodão no cerrado brasileiro e o conceito de Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIP) andam juntos e evoluem a cada ano, na dinâmica do agro nacional. O conceito não é novo. Vem desde os anos de 1960, e consiste em integrar, numa matriz, diversas ferramentas de proteção de cultivos, como os defensivos químicos, agentes biológicos e outras tecnologias, assim como práticas agronômicas, num sistema que otimiza o efeito de cada uma delas. Esse “mix” é fundamental para a sustentabilidade da produção.

Foi para tratar de MIP que a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Better Cotton Initiative (BCI) reuniram-se, ao longo dos dias 28 de fevereiro e 02 de março. O objetivo comum foi entender os desafios à produção responsável de algodão, na perspectiva das agendas do novo milênio, dentre elas, a redução no uso de pesticidas. O workshop aconteceu na sede da Abrapa, em Brasília, e a programação incluiu ainda uma visita à fazenda Pamplona, do grupo SLC Agrícola, situada no município de Cristalina/GO. Cerca de 20 pessoas participaram do evento, oriundas das regiões produtoras do país. Além delas, pesquisadores nacionais e internacionais, representantes da Abrapa e da Better Cotton, inclusive o seu CEO, Alan McCLay, que visitou o país pela primeira vez.

A BCI é uma Organização Não Governamental com sede na Suíça e atuação em 26 países. Ela é a referência internacional em licenciamento de algodão responsável, e o Brasil responde por 42% de todo o montante do chamado algodão BC no mundo. Há dez anos, a Abrapa e a BCI firmaram um benchmark, estabelecendo a equivalência entre os protocolos dos programas Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e BCI. A busca e propagação de melhores práticas agrícolas é parte fundamental dos requisitos destas iniciativas.

“Quando a Abrapa e a BCI oficializaram a parceria, demonstraram confiança e desejo mútuo de aprimorar a produção de algodão, no que tange à sustentabilidade. Não há como falar de sustentabilidade na cotonicultura sem colocar em evidência o trabalho dos produtores brasileiros. Chegamos ao segundo lugar na exportação mundial, mas entregamos muito mais do que volume. Temos sustentabilidade, índices impressionantes de produtividade, rastreabilidade fardo a fardo e dados que comprovam a seriedade deste trabalho. Com o workshop, pudemos apresentar, in loco, à BCI este recorte de uma história de sucesso, que já existe e que precisa ser contada, com orgulho, aqui, em nosso território, e pelo globo afora”, disse o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel.

Na teoria, em Brasília, e na prática, na fazenda Pamplona, os visitantes puderam ver como a cotonicultura brasileira, através da tecnologia e do MIP, conseguiu galgar patamares de produtividade, em sequeiro, únicos no mundo. Desta forma, reduziu sobremaneira a demanda por terras para o plantio. O feito se torna ainda mais relevante, quando se considera o fato de que se trata de um país tropical. Assim como para as lavouras e rebanhos, o clima é favorável aos patógenos e parasitas, que atacam o ano inteiro, na falta de eventos naturais que interrompam seu ciclo reprodutivo.

As condições específicas e as dimensões continentais do país, na opinião do chefe-geral da Embrapa Algodão, Alderi Araújo, invalidam qualquer tentativa de fazer paralelos com outros países. “Precisamos comparar volumes e ingredientes ativos em relação a nós mesmos, à nossa evolução. As condições que enfrentamos são muito mais adversas”, pondera.

De acordo com um estudo recente da Embrapa, mencionado pelo pesquisador, que contrapôs a tecnologia embarcada na cotonicultura brasileira atual com a dos anos de 1970, se o mesmo pacote tecnológico daquela época fosse aplicado hoje, seriam necessários 18,5 milhões de hectares para obter a mesma produção atual. “Isso corresponde ao território de Portugal e Hungria; nós chamamos esse estudo de tecnologia poupa-terra. Reduzir o volume implicaria em abrir muito mais áreas”, disse.

Fonte: ABRAPA

Monitoramento das lavouras

Algodão – 100% semeado

Em MT, as chuvas regulares e o alto pacote tecnológico adotado têm proporcionado bom desenvolvimento e boa sanidade às lavouras. Os tratos culturais foram voltados ao controle do bicudo, mosca branca, pulgões e lagartas. Na BA, as lavouras apresentam boas condições. As pragas e doenças estão sob controle, sem danos significativos às lavouras.

Em MG, as condições climáticas estão favoráveis ao desenvolvimento, floração e formação de maçãs. As lavouras estão adiantadas no ciclo em relação à safra anterior pois o plantio para esta safra ficou concentrado em novembro e dezembro, diferente da safra passada que se estendeu até janeiro.

Em MS, houve chuva de granizo durante a semana que causou prejuízo numa área considerável. Continua sendo realizado o controle do bicudo, mosca branca e pulgões. No MA, as lavouras continuam em boas condições. Em GO, não há relato de problemas fitossanitários e as condições climáticas estão favoráveis à cultura.

Arroz – 7% colhido

No RS, a colheita avança em todas as regiões produtoras. O volume de chuvas pouco contribuiu para o aumento do nível dos reservatórios, contudo, a precipitação na região Nordeste reduziu a salinização da água. Nas áreas onde foi possível o manejo de irrigação o desenvolvimento da cultura está muito bom, devido à insolação adequada e pouca umidade no ar.

Já nas áreas onde a estiagem foi severa, há relatos de perdas irreversíveis nas lavouras. Em SC, 17% da área foi colhida e está mais adiantada na região do Litoral Norte, onde atinge 50%. Nas áreas em floração, as altas temperaturas podem ocasionar abortamento de flores. Contudo, as lavouras se apresentam 95% boas, 4% médias e 1% ruins. Em GO, a colheita continua, principalmente na região Norte.

No MA, as lavouras do arroz de sequeiro encontram-se em boas condições, entre os estágios fenológicos de desenvolvimento vegetativo e enchimento de grãos. Em MT, a maioria das lavouras estão no estágio vegetativo com áreas em floração e algumas já inicia a colheita.

Milho (1ª safra) – 22,6% colhido

Em MG, a maioria das lavouras se encontra em maturação e a condição atual é de tempo seco. No RS, a colheita evolui e as perdas devido ao deficit hídrico e as altas temperaturas se consolidam. Na BA, as lavouras do Extremo Oeste apresentam ótima qualidade, enquanto as localizadas no Centro Norte e Sul foram afetadas pela redução nas precipitações e apresentam perdas consolidadas. No PI, as lavouras mantém-se em boas condições. No PR, o alto volume de chuvas dificultou o maior avanço na colheita, porém beneficiou as lavouras que se encontram em fase reprodutiva.

Em SC, as lavouras do Oeste estão com produtividades abaixo da esperada. Nas demais regiões, as precipitações mais regulares favoreceram o desenvolvimento das lavouras. Em SP, o clima mais frio alongou o ciclo das lavouras, no entanto ainda é mantida a expectativa de boas produtividades. No MA, o bom regime de chuvas tem favorecido o desenvolvimento das lavouras. Em GO, a maioria das áreas se encontra em enchimento de grãos e maturação, e foram beneficiadas pelas condições climáticas favoráveis.

Milho (2ª safra) – 63,6% semeado

Em MT, o período ideal de semeadura foi encerrado, entretanto, cerca de 8% da área ainda não foi semeada. As lavouras implantadas apresentam bom desenvolvimento inicial.

No PR, a semeadura apresenta lenta evolução devido à persistência das chuvas da última semana. As lavouras apresentam bom desenvolvimento. Em MS, o excesso de umidade no solo continua

a interromper o plantio, mesmo com disponibilidade de áreas para a semeadura. Aproxima-se o final da janela ideal de plantio e registra-se ataque de cigarrinhas.

Em GO, a maioria das áreas já foi semeada, com previsão de término até a próxima semana. Em MG, o ritmo de semeadura está semelhante ao da safra passada, favorecido pelo clima mais seco dos últimos dias.

No TO, o plantio deve encerrar na primeira quinzena de março. Na sequência deve-se iniciar a semeadura de outras culturas mais resistentes ao deficit hídrico. No MA, o plantio tem acompanhado a colheita da soja, porém num ritmo mais lento devido às chuvas frequentes. No PI, o plantio avança normalmente e com boas condições de desenvolvimento das lavouras. No PA, o plantio foi concluído na região Sudoeste, e no Sul já alcança 50% da área prevista.

Soja – 43,9% colhida.

Em MT, a colheita aproxima-se da conclusão e os desempenhos continuam satisfatórios. No PR, as chuvas contínuas reduziram novamente o ritmo da colheita e tem favorecido o avanço das doenças de final de ciclo. No RS, o cenário de perdas devido à estiagem segue mantido. As chuvas ocorridas favoreceram as poucas lavouras que estão em desenvolvimento vegetativo.

Em GO, a colheita avança em todas as regiões, favorecida pelo clima seco. Em MS, a alta umidade continua prejudicando a evolução da colheita, principalmente no Sudoeste e Leste do estado. Em MG, a colheita alcançou o patamar da safra passada, e o tempo seco tem favorecido a qualidade dos grãos.

Na BA, a cultura apresenta boas condições fisiológicas, e a colheita avança nas áreas irrigadas. Em SP, a colheita está atrasada em todas regiões devido ao alongamento do ciclo da cultura. No TO, as produtividades obtidas têm superado as expectativas na maioria do estado. No MA, as precipitações frequentes têm reduzido o ritmo da colheita, principalmente no Sul.

No PI, a colheita evolui em ritmo normal, confirmando boas produtividades. Em SC, a colheita está em fase inicial nas regiões que tiveram seu plantio antecipado. No PA, a colheita já terminou no Sudoeste do estado. Nas demais regiões as lavouras continuam em ótima condição.

MERCADO

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

Soja

A baixa demanda externa, sobretudo da China, vem mantendo os preços da soja em grão em baixa no spot nacional. De acordo com pesquisadores do Cepea, além disso, as expectativas de colheita recorde no Brasil na safra 2022/23 e de maior área nos Estados Unidos em 2023/24, e as desvalorizações externas e dos prêmios de exportação, também influenciaram as quedas nos preços domésticos. Por outro lado, o avanço do dólar e o reaquecimento na liquidez doméstica na última semana limitaram a desvalorização da soja.

Milho

As constantes chuvas em partes do Sudeste, do Centro-Oeste e do Sul do País continuam limitando a colheita das safras de verão de soja e de milho e, consequentemente, a semeadura da segunda temporada. De um lado, vendedores seguem negociando apenas quando têm necessidade de “fazer caixa” e/ou liberar espaço nos armazéns. De outro, compradores se mantêm afastados das aquisições. Neste cenário, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa vem se mantendo estável.

Algodão

A demanda enfraquecida tem pressionado os valores internos do algodão em pluma neste início de março. De acordo com o Cepea, os atuais preços já são os menores, em termos nominais, desde o começo de novembro de 2022 e estão mais próximos da paridade de exportação. Do lado vendedor, parte dos cotonicultores está capitalizada, sem interesse em novas negociações. Além disso, alguns deles estão focados na comercialização e/ou na entrega dos contratos de soja. Já os vendedores com necessidade imediata de comercialização têm sido mais flexíveis nos valores, o que permite um avanço nas negociações envolvendo a pluma a preços menores.

Arroz

Os preços do arroz em casca registraram pequenas variações nos últimos dias. Apesar de certa estabilidade nos preços, colaboradores do Cepea reportaram a necessidade de conceder descontos para efetivar novas negociações ao longo dos elos da cadeia produtiva. De modo geral, a comercialização do arroz em casca teve bom ritmo no Rio Grande do Sul na última semana. De acordo com o Cepea, parte dos orizicultores se mantém atenta aos trabalhos de campo, negociando apenas quando há necessidade de “fazer caixa” e/ou liberar espaço nos armazéns. Para outros vendedores, a pressão observada nas últimas semanas os deixou mais retraídos para novos negócios, especialmente para grandes volumes.

Trigo

Os preços do trigo estão em queda neste começo de março no mercado interno, de acordo com dados do Cepea. Quanto às negociações, estão lentas no Paraná, tendo em vista que produtores estão focados na colheita da soja e do milho da safra verão. Já no Rio Grande do Sul, a comercialização do trigo está mais aquecida, devido à maior disponibilidade do cereal no spot – vale lembrar que a colheita de trigo nesse estado foi recorde em 2022. 

Açúcar

Os preços médios do açúcar cristal branco praticados no mercado spot do estado de São Paulo iniciaram março em queda. De acordo com dados do Cepea, a oferta do cristal de melhor qualidade (Icumsa até 180) seguiu baixa, mas a demanda não mostrou sinais de aquecimento. Compradores se programaram para o período da entressafra com o açúcar contratado antecipadamente e/ou por meio de estoques. De 27 de fevereiro a 3 de fevereiro, a média do Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 131,56/saca de 50 kg, queda de 0,62% em relação à da semana anterior (de R$ 132,38/sc).

Etanol

A semana foi marcada por ligeira melhora na liquidez, com mais compradores ativos no mercado, de acordo com pesquisadores do Cepea. Do lado do etanol anidro, a procura seguiu aquecida, em função das vendas de gasolina C. Houve redução do preço em algumas usinas pela posição logística, pelo prazo de pagamento e de retirada, mas, ainda assim, a média semanal CEPEA/ESALQ fechou com variação positiva. Entre 27 de fevereiro e 3 de março, o Indicador CEPEA/ESALQ semanal do etanol hidratado segmento produtor do estado de São Paulo fechou a R$ 2,7548/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), avanço de 1,56% frente ao do período anterior. Para o anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou a R$ 3,1572/litro, valor líquido de impostos (PIS/Cofins), elevação de 1,28%.

Boi

O ritmo de negócios envolvendo boi gordo segue bastante lento no mercado brasileiro, contexto que vem mantendo enfraquecidos os preços da arroba. Segundo pesquisadores do Cepea, o setor pecuário nacional trabalha com cautela, à espera do retorno dos envios de carne bovina à China – os embarques ao país asiático estão suspensos desde o dia 23 de fevereiro, conforme pede protocolo estabelecido entre o Brasil e a China em casos de registros de “mal da vaca louca”. Ressalta-se que o Ministério da Agricultura já confirmou, no início deste mês, que o caso, verificado no Pará no dia 22 de fevereiro, foi “atípico”, ou seja, foi gerado de forma espontânea no organismo do animal, sem trazer riscos ao rebanho brasileiro e à saúde dos consumidores da carne bovina. Diante disso, agentes do setor consultados pelo Cepea esperam que a retomada das vendas ocorra o mais breve possível.

CLIMA

Previsão de chuva

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê, entre os dias 6 e 13 de março deste ano, grandes acumulados de chuva em áreas da Região Norte, oeste do Nordeste, extremo leste do Sul e entre os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo e Minas Gerais (veja figura 1 – tons em vermelho e rosa no mapa).

Já em grande parte do leste do Nordeste, em Roraima e norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, assim como em áreas do oeste da Região Sul, o tempo ficará seco na maioria dos dias (veja figura 1 – tons em branco e azul no mapa).

Previsão para a 1ª semana (06/03/2023 a 13/03/2023)

Região Norte

São previstos volumes de chuva maiores que 60 milímetros (mm) em grande parte da região. Em áreas do centro-sul do Pará, sudeste do Amazonas e no oeste do Acre e do Amazonas, os acumulados podem ultrapassar 100 mm. Já em Roraima, o tempo ficará seco durante a semana.

Região Nordeste

O tempo também continuará seco em grande parte do leste da região. No entanto, no Maranhão, são previstos volumes de chuva maiores que 60 mm e, no centro-norte do Piauí, maiores que 80 mm. Já em áreas do extremo oeste da Bahia e extremo norte do Ceará, a chuva não deve ultrapassar 50 mm.

Região Centro-Oeste

A previsão indica volumes significativos, podendo superar 70 mm no norte de Mato Grosso, grande parte de Mato Grosso do Sul e áreas do sul e extremo norte de Goiás. Nas demais áreas, podem ocorrer acumulados menores (abaixo de 50 mm).

Região Sudeste

Os maiores volumes de chuva deverão atingir áreas do sul de Minas Gerais e grande parte de São Paulo, com volumes maiores que 80 mm. No Triângulo Mineiro, em áreas centrais de Minas Gerais e no sul do Rio de Janeiro, os acumulados podem ficar entre 20 mm e 50 mm, enquanto no leste e norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, o tempo continuará seco.

Região Sul

Uma área de baixa pressão associada ao calor e à umidade pode provocar, no início da semana, grandes acumulados de chuva, ultrapassando 80 mm no noroeste do Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina e áreas do leste e norte do Paraná. Nas demais áreas do Rio Grande do Sul e oeste de Santa Catarina, não há previsão de chuva, predominando o tempo quente e seco.

Figura 1. Previsão de chuva para a 1ª semana (06/03/2023 a 13/03/2023). Fonte: INMET.

Entre os dias 14 e 21 de março, a previsão do Inmet indica grandes volumes de chuva, maiores que 70 mm, em grande parte do centro-norte do Brasil, chegando a valores maiores que 100 mm em áreas das regiões Norte e Nordeste e oeste do Centro-Oeste. Já em grande parte de Roraima, nas regiões Sul e Sudeste e sul da Bahia, estão previstos baixos volumes (menores que 40 mm). Veja figura 2.

Previsão para a 2ª semana (14/03/2023 a 21/03/2023)

Região Norte

São previstos acumulados maiores que 80 mm em praticamente toda a região, com exceção de Roraima e noroeste do Amazonas e do Pará, onde os volumes devem ficar abaixo de 40 mm.

Região Nordeste

Com exceção de áreas do sul da Bahia, os acumulados de chuva podem ultrapassar 70 mm, principalmente, no MATOPIBA (área que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e no norte da região.

Região Centro-Oeste

Há previsão de grandes volumes de chuva, maiores que 70 mm, em praticamente toda a região.

Região Sudeste

Os maiores acumulados de chuva podem ocorrer em parte do Triângulo Mineiro e sul de Minas Gerais, além de áreas do oeste de São Paulo, com valores superiores a 50 mm. Nas demais áreas, a chuva não deve passar de 50 mm.

Região Sul

São previstos baixos acumulados de chuva, entre 10 mm e 30 mm, em grande parte do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, podem ocorrer volumes maiores, ultrapassando 50 mm, principalmente, em áreas do oeste do Paraná e Santa Catarina.

Figura 2. Previsão de chuva para a 2ª semana (14/03/2023 a 21/03/2023). Fonte: GFS.

Previsão indica muita chuva no Nordeste nos próximos dias

A partir do próximo sábado (11) até, pelo menos, a sexta-feira (17), a previsão indica uma tendência de período mais úmido e com chuvas intensas e melhor distribuídas no Nordeste do Brasil, principalmente, no centro-norte da região.

A configuração dos ventos em altos níveis da atmosfera, com a presença do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) ou de um Cavado sobre o Nordeste, não está favorecendo a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Nos próximos dias, tal configuração mudará e, com isso, a ZCIT começará a atuar mais ao sul, atingindo a região semiárida e posicionada próximo à climatologia (média histórica).

Entre os dias 15 e 16, a ZCIT poderá ficar mais ativa sobre grande parte da região, desde o litoral até o semiárido. Com isso, haverá a formação de instabilidades, aumento de nuvens convectivas do tipo Cumulonimbus (nuvens de tempestade) e, consequentemente, a ocorrência de chuvas torrenciais, acompanhadas de rajadas de vento, trovoadas/raios e volumes que, pontualmente, podem ultrapassar 100 milímetros (mm) em 24h.

As figuras 1a e 1b abaixo mostram o incremento de água precipitável na Região Nordeste entre os dias 8 e 15, de acordo a última atualização do modelo numérico COSMO 7km.

As análises feitas do perfil atmosférico, desde a baixa a até a alta troposfera, do modelo Cosmo e, também, de vários modelos numéricos de previsão do tempo, convergem para condições meteorológicas favoráveis à ocorrência de pancadas de chuva, acompanhadas de trovoadas/raios e rajadas de vento, principalmente, no setor centro-norte da região (desde o litoral até o interior).

Devido às atualizações diárias dos diversos modelos meteorológicos e a dinâmica da própria atmosfera, se faz necessário o acompanhamento da atualização da previsão do tempo, bem como dos avisos meteorológicos especiais emitidos no decorrer dos próximos dias.

Figura 1. Previsão do modelo numérico Cosmo 7 km para a variável água precipitável nos dias: (a) 08/03, às 18 UTC (15 horas, horário local), e (b) 15/03/2023, às 18 UTC (15 horas, horário local).

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