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Principais Notícias da Semana no Mundo Agro

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GERAIS

Exportações do agronegócio fecham 2022 com US$ 159 bilhões em vendas

As exportações do agronegócio somaram US$ 159,09 bilhões em 2022, com alta de 32% em relação ao ano anterior. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Ministério da Agricultura e Pecuária, os preços internacionais das commodities agrícolas influenciaram o desempenho.

O índice de preços dos produtos exportados pelo agronegócio teve um incremento de 22,1% relativo a 2021 e o volume embarcado cresceu 8,1%. Com esses aumentos, as vendas externas do agronegócio representaram 47,6% do total exportado pelo Brasil em 2022.

O crescimento dos volumes exportados dos produtos agropecuários foi reforçado pelo aumento da produção da safra de grãos 2021/2022, que alcançou 271,4 milhões de toneladas. Milho e soja foram as principais culturas, com quase 113 milhões de toneladas e 126 milhões de toneladas, respectivamente.

Os setores exportadores que se destacaram entre janeiro e dezembro de 2022 foram: complexo soja (US$ 60,95 bilhões, 38,3% do total); carnes (US$ 25,67 bilhões, 16,1% do total); produtos florestais (US$ 16,49 bilhões, 10,4% do total); cereais, farinhas e preparações (US$ 14,46 bilhões, 9,1% do total) e complexo sucroalcooleiro (US$ 12,79 bilhões, 8% do total).

As importações de produtos do agronegócio no ano passado registraram US$ 17,24 bilhões. O resultado é explicado pela alta dos preços médios (+13,8%), já que o volume importado caiu no período analisado (-2,4%).

Os cinco principais setores exportadores foram: cereais, farinhas e preparações (participação de 19,3%); complexo soja (participação de 19,2%); carnes (participação de 16,7%); produtos florestais (participação de 10,5%); e complexo sucroalcooleiro (participação de 10,4%).

O setor com mais exportações foi o de cereais, farinhas e preparações, com US$ 2,19 bilhões (+117,9%). O principal produto deste setor foi o milho. As vendas externas do grão cresceram de 3,4 milhões de toneladas em dezembro/2021 para 6,4 milhões de toneladas em dezembro/2022 (+88%).

Somente a China foi responsável por um terço do incremento do volume exportado de milho. As vendas ao país asiático foram autorizadas em novembro último e, já em dezembro de 2022, atingiram 1,10 milhão de toneladas, colocando o país como o maior importador do milho brasileiro. Outros quatro países também importaram o cereal: Irã (750,9 mil toneladas; +41,1%); Espanha (778,3 mil toneladas; +268,9%); Japão (472,9 mil toneladas; +551,6%); e Coreia do Sul (406,4 mil toneladas; +15,6%).

Fonte: Mapa

Mapa faz consulta pública sobre rastreabilidade na cadeia produtiva de carnes de bovinos e de búfalos

O Ministério da Agricultura e Pecuária abriu uma Tomada Pública de Subsídios sobre a proposta de regulamentação de controles aplicados à rastreabilidade na cadeia produtiva das carnes de bovinos e de búfalos no Brasil.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e o Codex Alimentarius reconhecem que a rastreabilidade na cadeia produtiva de carne bovina é uma ferramenta essencial para assegurar tanto a inocuidade dos alimentos, a saúde dos rebanhos e viabilizar a promoção do comércio seguro desses produtos.

Atualmente, a rastreabilidade em vigor no país, definida na Lei nº 12.097/2009, baseia-se no cadastro de propriedades rurais feito pelos próprios produtores nos serviços veterinários estaduais (SVEs); identificação coletiva dos animais (quando é informada a propriedade de procedência dos animais); e expedição da Guia de Trânsito Animal (GTA) pelos SVEs para fins de controle da movimentação do lote de animais entre a propriedade de procedência e o estabelecimento de destino.

“O sistema de rastreabilidade baseado na identificação animal coletiva é de grande valia e, até o momento, atende satisfatoriamente o mercado interno e os programas sanitários. Porém, não possibilita ao Serviço Veterinário Oficial conhecer as informações pormenorizadas referentes ao histórico de vida de cada animal movimentado entre distintas propriedades rurais situadas no território nacional. Por este motivo, vários países na América do Sul e outras regiões do mundo já adotaram a identificação animal individual como forma de aperfeiçoamento dos seus sistemas de rastreabilidade”, explica a auditora fiscal federal agropecuária Andréa Perez.

A decisão de adotar o sistema de rastreabilidade bovina individual no país é considerada complexa e carece de ampla discussão com a sociedade devido à vasta dimensão do território brasileiro com graus distintos de tecnificação, de qualificação da mão-de-obra e de capacidade de investimento.

A consulta ficará disponível até o dia 16 de fevereiro de 2023. O questionário para participação encontra-se no sistema SISMAN da Secretaria de Defesa Agropecuária. Para ter acesso ao SISMAN, o usuário deverá fazer cadastro prévio no Sistema de Solicitação de Acesso – SOLICITA, por meio do link https://sistemasweb.agricultura.gov.br/solicita/

Fonte: Mapa

Mapa busca simplificar processos para aumentar exportações

Com o propósito de aumentar as exportações dos produtos brasileiros, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, propôs que seja trabalhada a simplificação do procedimento de habilitação de estabelecimentos para a exportação de produtos de origem animal. A intenção é que as empresas contem com um processo predefinido que permita uma tramitação mais célere.

A proposta foi apresentada pelo ministro após reunião com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) na busca de ampliar o comércio exterior de estados com menor participação no mercado internacional.

Para comercializar seus produtos para outros países, a empresa deve estar devidamente habilitada, seguindo os procedimentos de trânsito e certificação sanitária estabelecidos na Portaria SDA Nº 431/2021.

É importante que os departamentos de Gerência e Qualidade ou os setores responsáveis dos estabelecimentos interessados em se habilitar cumpram rigorosamente os critérios definidos na norma além de observarem atentamente as exigências do país para onde desejam exportar, que podem ser verificadas junto à Divisão de Habilitação e Certificação (DHC) por meio deste link.

Desta forma, a tramitação ocorre de forma mais célere. Atualmente, inconsistências evitáveis, como erros de tradução, por exemplo, geram pendências, aumentando as etapas para conclusão do procedimento.

Fonte: Mapa

Valor da Produção Agropecuária fecha 2022 em R$ 1,189 trilhão

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2022 fechou em R$ 1,189 trilhão. O valor é o segundo maior em uma série de 34 anos de cálculo desse indicador. O faturamento das lavouras foi de R$ 814,77 bilhões e o da pecuária de R$ 374,27 bilhões.

O VBP de 2022 foi marcado por resultados positivos para diversos produtos, crescimento das exportações do agronegócio e dos preços agrícolas. O fator que mais prejudicou o desempenho foi a seca, especialmente na região Sul e parte do Centro-Oeste, que resultou em prejuízos aos agricultores causados por perdas de produção de soja, milho e feijão. A pecuária também foi afetada devido às perdas de suprimento.

Os produtos que mais se destacaram em 2022 foram o algodão, café, milho, trigo e leite. Esses cinco produtos atingiram, nesse ano, o maior valor do VBP em todo o período histórico. Preços e quantidades produzidas foram os principais fatores que promoveram esses produtos.

 Estimativa para 2023

O VBP estimado para 2023 é 6,3% maior que o de 2022, podendo atingir R$ 1,263 trilhão. As lavouras devem ter um aumento real de 8,3%, e a pecuária de 1,9%.

Até o momento, os pontos mais relevantes deste ano são de recuperação do VBP da soja que deve atingir R$ 406,4 bilhões. Em segundo lugar, observa-se um melhor desempenho para a pecuária, pois os preços situam-se em melhor nível do que em 2022. Isso pode fazer com que a pecuária traga este ano uma boa contribuição para a formação da renda da agropecuária.

Os cinco primeiros produtos de destaque no VBP de 2023 são soja, milho, cana, café e algodão, que representam 83,7% do VBP das lavouras. Espera-se um desempenho menos favorável em café, algodão e trigo.

O que é o VBP – O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária no decorrer do ano, correspondente ao faturamento dentro do estabelecimento. É calculado com base na produção agrícola e pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país dos 26 maiores produtos agropecuários nacionais.

O valor real da produção é obtido, descontada da inflação, pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

Fonte: Mapa

PRODUÇÃO

Estudo aborda cultivo in vitro de meloeiro

O desenvolvimento de tecnologias agrícolas é imprescindível para o fortalecimento das cadeias produtivas. O programa de melhoramento genético de cultivares de meloeiro amarelo promove uma série de esforços visando ao crescimento dessa atividade. O estudo “Estabelecimento in Vitro de Meloeiro Amarelo Híbrido Goldex” aborda a aplicação de técnicas biotecnológicas no programa de melhoramento genético do meloeiro amarelo. Nesse processo, é indispensável o desenvolvimento de protocolos de regeneração de plantas por cultura de tecidos, sendo a primeira etapa o estabelecimento in vitro, que consiste no cultivo de células, tecidos ou órgãos vegetais. São utilizados nesse modelo de produção recipientes semi-herméticos, com condições de assepsia e controle de luminosidade, temperatura, umidade e pH.

Na pesquisa de estabelecimento in vitro do Meloeiro Amarelo Híbrido Goldex, os pesquisadores buscaram definir o tipo de explante e o procedimento de desinfestação mais adequado. Para a multiplicação in vitro, o estudo aferiu que o recomendado é a utilização de explantes obtidos diretamente da planta matriz. Assim, quando se faz o uso de explantes excisados a partir de plantas mantidas em campo ou em casa de vegetação, a desinfestação, ou seja, a remoção de contaminantes existentes na superfície do próprio explante, é um passo indispensável no processo de micropropagação.

O processo de desinfestação é a primeira etapa para o estabelecimento in vitro de uma cultura, implicando a eliminação dos microrganismos superficiais do explante, a fim de evitar contaminações extremamente prejudiciais na introdução, incubação e manipulação do material. Os danos causados pela contaminação microbiana são inúmeros pelo fato desses organismos competirem com os explantes pelos nutrientes do meio de cultivo, além de liberarem metabólitos tóxicos que podem ocasionar a morte do explante.

Uso do cloro – A pesquisa concluiu que o aumento da concentração de cloro ativo na solução desinfetante e o maior tempo de exposição ao etanol 70% resultam em menor porcentagem de contaminação e maior índice de oxidação dos explantes de gema apical e folha jovem. O explante de gavinha – utilizando-se o procedimento de desinfestação com imersão em etanol 70% durante 1 minuto, com posterior submersão em solução de hipoclorito de sódio (NaClO) com 0,1% de cloro ativo por 7,5 minutos, seguido de três enxágues com água destilada e autoclavada – é o mais adequado para o estabelecimento da cultura in vitro do meloeiro amarelo híbrido Goldex. O percentual de contaminação é inversamente proporcional ao percentual de oxidação.

Determinar os métodos que aprimoram o uso da cultura de tecidos é de grande importância, uma que vez que estes visam reduzir a taxa de contaminação, suavizar os índices de oxidação no meio de cultivo e nos tecidos vegetais e, consequentemente, elevar o sucesso do estabelecimento in vitro de explantes de meloeiro.

Fonte: Embrapa

Milho: conheça o levantamento de cultivares para safra 2022/2023

A Embrapa Milho e Sorgo todo o ano faz um levantamento e uma análise das cultivares de milho lançadas no mercado a cada safra. Para a safra 2022/2023, o estudo se repetiu, evidenciando que o cultivo do milho requer na atualidade uma continuada dinâmica do melhoramento genético, e necessita de revisões para os diferentes sistemas de produção desenvolvidos para cada propósito e região de cultivo no Brasil.

A análise foi realizada pelos pesquisadores Emerson Borghi e Israel Alexandre Pereira Filho. Eles relatam que o levantamento analítico e sistematizado de cultivares coloca o produtor em contato com os novos e disponíveis híbridos de milho.

Segundo eles, novos eventos transgênicos são lançados a cada ano no Brasil, demonstrando que as empresas estão buscando soluções como resistência às principais lagartas que atacam a cultura do milho, cultivares com tolerância ao déficit hídrico e tolerância às doenças, visando assim proporcionar maiores índices de produtividades para os agricultores.

Eles avaliam que “informações relevantes para o mercado consumidor, tais como coloração e textura do grão, ajustes no estande de plantas e o nível tecnológico das sementes dentre outras, estão cada vez mais evidentes e são levadas em consideração para o posicionamento correto das cultivares, em função das características das regiões produtoras e das oportunidades mercadológicas que estão surgindo”.

Para os pesquisadores, fica evidente que as empresas levam em consideração fatores além das características agronômicas para colocarem à disposição dos produtores seu portfólio de novas cultivares.  “As reações sobre as principais doenças que atacam a cultura, a expansão da área cultivada de milho, em especial em segunda safra, e questões de mercado, principalmente as que visam potenciais parceiros comerciais, são informações relevantes para o posicionamento de materiais que possam apresentar, ao mesmo tempo, as exigências de mercado e a dos compradores. Podemos citar como exemplo a coloração e a densidade dos grãos, importantes para a indústria alimentícia animal”, explicam.

Para acessar a publicação, clique no link: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/doc/1150188/1/Documentos-272-Cultivares-de-milho-para-safra-2022-2023.pdf

Fonte: Embrapa

Agricultores de Macapá foram capacitados em produção agroecológica de hortaliças

Técnicos de extensão rural da Secretaria de Agricultura de Macapá e agricultores, que farão parte de uma Organização de Controle Social para agricultura orgânica e agroecológica de Macapá, foram capacitados nesta temática durante o Curso Intensivo de Produção Agroecológica de Hortaliças Tropicais. A programação constou de palestras técnicas no auditório da Embrapa Amapá e aprendizado prático de tecnologias inovadoras, no Horto Agroecológico Jardim Fazendinha, localizado no distrito de Fazendinha (Macapá-AP). Neste horto funciona uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) instalada pela Embrapa, com manutenção do produtor Walter Cunha da Silva.

O objetivo do curso, que teve como instrutor o pesquisador Jorge Segovia, foi a formação de multiplicadores em inovações tecnológicas voltadas às práticas da agricultura convencional, mas associadas às tecnologias agroecológicas geradas pelas pesquisas na Embrapa. A finalidade é contribuir para a produção e oferta de alimentos saudáveis no mercado local.

Durante a capacitação, foram repassadas técnicas sobre manejo agroecológico de solos tropicais – interpretação de análise físico química de solos, nutrição de plantas cultivadas, adubação orgânico-mineral; inovações no manejo integrado de pragas em horticultura agroecológica; e produção agroecológica de hortaliças tropicais.

A oferta deste curso faz parte de um convênio de cooperação técnica entre a Embrapa, Sebrae e Prefeitura de Macapá. O projeto visa desenvolver ações de intervenções de base agroecológica para utilizar soluções que possibilitem o aumento da competitividade dos empreendimentos rurais de agricultores familiares que atuam em horticultura, mandiocultura, pecuária e piscicultura.

Fonte: Embrapa

Benefícios dos Bioinsumos para as lavouras de arroz e feijão

Em linhas gerais, bioinsumo é todo produto, processo ou tecnologia de origem vegetal, animal ou microbiana, que interfere positivamente no desenvolvimento e na produção agropecuária e nos sistemas de produção aquáticos ou florestais.  Estudos realizados pela Embrapa demonstram que os bioinsumos promovem maior resiliência das plantas e contribuem para a redução de perdas de produtividade do arroz e do feijão.

Fonte: Embrapa

Prevenção da raça 4 do mal do panamá da bananeira

A doença é uma das mais letais da cultura da banana e já chegou aos países vizinhos: Colômbia e Peru. E para proteger as lavouras brasileiras, a Embrapa vem atuando na identificação da doença, na disseminação de informações e no desenvolvimento de cultivares resistentes ao mal.

Fonte: Embrapa

Monitoramento das lavouras

Algodão – 36,2% semeado

Em MT, a semeadura de sucessão reduziu o ritmo devido ao alto volume de chuvas. As lavouras apresentam bom desenvolvimento vegetativo. Na BA, precipitações ideais permitiram o avanço da semeadura e o bom Desenvolvimento inicial das lavouras. Em MS, as lavouras apresentam bom Desenvolvimento inicial. No MA, a região dos Gerais de Balsas finalizou a semeadura e as lavouras se encontram em boas condições.

Em GO, o município de Chapadão do Céu e a região Leste do estado finalizaram a semeadura e as lavouras estão com bom desenvolvimento. No PI, a semeadura está finalizada e lavouras estão se desenvolvendo sob boas condições.

Fonte: Conab

Soja – 99,2% semeado

Em MT, as precipitações atrasaram a colheita, mas favoreceram o desenvolvimento das lavouras. No RS, a irregularidade das chuvas em algumas regiões, impediu a finalização do plantio e comprometeu o bom desenvolvimento das lavouras. No PR e MS, as chuvas favoreceram as lavouras, principalmente nas áreas que estavam com déficit hídrico. Em GO, as chuvas e períodos regulares de insolação favoreceram o crescimento das lavouras. Na BA, foi iniciada a colheita em algumas áreas irrigadas. As demais lavouras apresentam bom desenvolvimento. Em SP, a maioria das áreas estão em enchimento de grãos. O frio atrasou a maturação das lavouras mais precoces. No MA, o plantio está atrasado devido à falta de chuvas regulares. No PI, o plantio está quase finalizado e as lavouras apresentam bom desenvolvimento.

Fonte: Conab

Arroz – 93,0% semeado

No RS, os níveis dos reservatórios estão em declínio. As irrigações intermitentes tem sido adotadas para evitar o abandono das lavouras. As áreas com irrigação adequada estão sob boas condições, favorecidas pela alta radiação solar.

Em SC, 92% das lavouras estão boas e 57% das áreas estão em florescimento. Algumas áreas no Norte podem ser replantadas. Em GO, o excesso de chuvas impediu a conclusão da semeadura. No TO, a semeadura foi concluída e as lavouras apresentam bom desenvolvimento vegetativo. No MA, o plantio de sequeiro está avançando de forma lenta e atinge 45%. Enquanto, 80% do irrigado foi colhido. No MT, a semeadura avança e atinge 62,3%e o desenvolvimento vegetativo está em boas condições.

Fonte: Conab

Milho (1ª safra) – 91,9% semeado

No RS, a colheita avança nas áreas atingidas pela estiagem. Em MG, iniciou-se a colheita em áreas irrigadas. As demais áreas se encontram, em sua maioria, em período reprodutivo e com bom desenvolvimento. Na BA, o crescimento das lavouras é satisfatório em todas as regiões. No PI, o plantio avança dentro da normalidade. No PR, as precipitações melhoraram as condições das lavouras no Sudeste e Oeste, que estavam sob déficit hídrico. Em SC, foi observado chuvas irregulares e em baixo volume no Oeste. Nas demais regiões, as lavouras apresentam bom desenvolvimento. No MA, o plantio foi finalizado no Sul do estado. Em GO, as lavouras estão em boas condições fitossanitárias e de desenvolvimento.

Fonte: Conab

Feijão (1ª safra) – 92,4% semeado e 13,5% colhido.

No PR, cerca de 25% da área foi colhida. As chuvas nos últimos dias foram benéficas em regiões que estavam sob restrição hídrica. Em MG, a colheita foi iniciada. No geral, lavouras estão em boas condições e os grãos colhidos apresentam rendimento satisfatório. Registram-se perdas pontuais por incidência de mofo-branco, principalmente no Sul do estado. Em GO, a colheita alcança quase ¼ da área total. No Sudoeste, as operações estão bem adiantadas. No Leste, principal região produtora, as chuvas e o plantio mais tardio postergam a colheita. No RS, mesmo com a escassez de chuvas, o plantio do feijão cores está em conclusão, restando poucas áreas a serem semeadas. Em SC, as chuvas melhoraram as condições das lavouras, que estão em boas condições. Apesar da incidência de doenças e pragas, não há perdas significativas.

Fonte: Conab

 

MERCADO

Conjuntura internacional

Algodão

Apesar da queda no desempenho das exportações americanas e do relatório do USDA apontar aumento da produção norte-americana e queda no consumo mundial, a cotação média da pluma de algodão teve uma valorização nessa semana em virtude da alta do petróleo e a queda do dólar diante das demais moedas mundiais. Também há uma boa expectativa diante da reabertura das fronteiras chinesa.

Fonte: Conab

Trigo

No mercado internacional, agentes de mercado aguardavam a divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) no dia 12 que, em relação ao relatório anterior, apontaram redução na produção mundial e incremento nos estoques finais. Por mais uma semana, as cotações apresentaram desvalorizações em um contexto de oferta abundante russa, perspectivas de safra recorde australiana, fraca demanda por trigo dos EUA e dólar valorizado em relação às demais moedas. A média semanal Fob Golfo fechou em US$ 371,81/ton, apresentando desvalorização semanal de 3,67%.

Fonte: Conab

Milho

Conforme publicação do Ministério do Desenvolvimento, Industria, Comércio e Serviços – MDIC, na primeira semana de janeiro/2023, a média diária das exportações de milho do Brasil alcançou 375,3 mil toneladas, ante ao volume de 130,1 mil toneladas/dia do primeiro mês do ano passado. Considerando os números de exportação apresentados no início da safra 2022/2023, a demanda do grão brasileiro, pelo mercado internacional, tende a se manter elevada.

No decorrer da semana, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou o relatório mensal de oferta e demanda, sendo que o documento apresenta revisão da expectativa de produção da safra brasileira de milho de 126 milhões de toneladas para 125 milhões de toneladas, ficando em linha com a Conab. Em relação às exportações, aquele departamento aponta uma estimativa de 47 milhões de toneladas. Com relação ao estoque final, houve uma redução de 8,25 milhões de toneladas para 7,25 milhões de toneladas, número que também fica alinhado com as previsões da Conab.

Fonte: Conab

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

 Soja

Os preços da soja caíram no mercado brasileiro na semana passada, pressionados pela desvalorização do dólar, pelo enfraquecimento do prêmio de exportação e por estimativas indicando safra 2022/23 recorde no Brasil – prevista em 152,71 milhões de toneladas pela Conab e em 153 milhões de toneladas pelo USDA. Diante disso, a liquidez segue baixa no mercado brasileiro. As quedas, entretanto, foram limitadas pela ausência de vendedores no mercado spot. Isso porque, segundo colaboradores do Cepea, sojicultores estão com as atenções voltadas às atividades de campo e não mostram interesse em negociar o remanescente da safra 2021/22.

Trigo

As projeções sobre a produção de trigo, tanto internacional quanto no Brasil, foram novamente elevadas em relatórios divulgados pela Conab e pelo USDA na última semana, devendo ser recordes. Apesar de a colheita já ter sido finalizada, a Conab aumentou a estimativa da safra de 2022 no Brasil para 9,76 milhões de toneladas, alta de 27,2% frente à temporada de 2021, um recorde nacional. Quanto à safra mundial, o USDA elevou a produção mundial e os estoques finais da safra 2022/23 na comparação entre os relatórios de janeiro e de dezembro. Segundo dados do USDA, a produção mundial está estimada em 781,31 milhões de toneladas, um recorde, 0,1% maior que os dados indicados em dezembro/22 e, ainda, 0,3% acima dos da temporada passada.

Arroz

Os preços do arroz em casca seguem com tendência altista no mercado interno, segundo dados do Cepea. As recentes altas dos preços refletem a presença mais ativa de compradores e o menor número de vendedores no mercado, o que também resulta em disparidade entre as propostas no spot, limitando a liquidez. Dificuldades na compra do cereal depositado – que elevam as ofertas para os lotes “a retirar” – também têm sido reportadas.

Algodão

A liquidez está enfraquecida no mercado de algodão em pluma. De modo geral, segundo informações do Cepea, agentes têm encontrado dificuldade principalmente em acordar os valores, acentuando a “queda de braço” entre comprador e vendedor. Houve maior presença compradora nos últimos dias, que buscou o produto a preços menores. Vendedores, por sua vez, seguem firmes em suas posições, sem apresentar necessidade urgente de negociar. Quanto aos preços, têm oscilado nos últimos dias, mas, na parcial de janeiro, a média continua sendo superior à registrada no mês anterior e a maior em quatro meses.

Milho

As cotações do milho nos portos recuaram de forma expressiva na segunda semana do ano, ignorando o ritmo intenso das exportações neste início de janeiro e a expectativa de continuidade de embarques aquecidos. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão ocorreu devido à queda do dólar, que limitou a paridade de exportação. As baixas nos portos foram transmitidas, em parte, às cotações no interior do País. Além disso, agentes consultados pelo Cepea também se atentam ao início da colheita no Sul do Brasil, que terá produção maior que a da temporada anterior, apesar de a produtividade ter sido afetada por adversidades climáticas. Considerando-se os dados de exportação de janeiro e as altas dos preços internacionais, os valores internos poderiam estar firmes.

Açúcar

Os preços do açúcar cristal branco registraram queda por mais uma semana, apesar do atual período de entressafra 2022/23. De 9 a 13 de janeiro, a média do Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, foi de R$ 134,38/saca de 50 kg, baixa de 0,96% em relação à da semana anterior.  Segundo pesquisadores do Cepea, a maior parte dos compradores está abastecida e também conta com o recebimento do açúcar contratado anteriormente. Nos últimos dias, a liquidez captada pelo Cepea até aumentou, devido a negociações pontuais que envolveram maiores quantidades.

Etanol

Os preços dos etanóis anidro e hidratado recuaram de forma significativa na semana passada no estado de São Paulo, de acordo com dados do Cepea. Entre 9 e 13 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ semanal do etanol hidratado no estado paulista fechou a R$ 2,5896/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins – alíquota zerada), forte queda de 7,82% frente ao do período anterior. Para o anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou a R$ 3,0829/litro, valor líquido de impostos (PIS/Cofins – alíquota zerada), baixa de 4,51%. Segundo pesquisadores do Cepea, a perda de competitividade do etanol frente à gasolina na ponta varejista segue gerando pouco interesse de compradores em adquirirem novos volumes do biocombustível no mercado spot. Além disso, a expectativa de que os impostos federais sobre o combustível voltassem a ser considerados no começo de janeiro (o que não ocorreu) fez com que algumas distribuidoras intensificassem as compras no final de dezembro. Assim, o mercado segue com estoques do produto que foi adquirido a valores mais altos. Algumas usinas, por outro lado, ficaram firmes nos preços ofertados ou estiveram fora do mercado, na expectativa de uma possível volta da cobrança dos impostos federais.

Boi

Os custos de produção da pecuária de corte nacional apresentaram em 2022 movimentos distintos dentre as fazendas típicas que representam o sistema de cria e as de recria-engorda, com aumento de 10,15% para o primeiro caso e queda de 12,56% para o segundo, conforme pesquisas realizadas pelo Cepea em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). O fator determinante para esse resultado foi a desvalorização do bezerro, que é o principal insumo do pecuarista que trabalha com a recria-engorda. Já os demais insumos utilizados na produção do gado de corte de ambos os sistemas registraram valorização significativa ao longo de 2022. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, por enquanto, o cenário que se desenha para 2023 é de incremento nos custos de produção, sobretudo por conta do dólar ainda alto, que mantém encarecidos os insumos importados, e ao contexto externo, como a guerra na Ucrânia e a possibilidade de recessão global.

CLIMA

Previsão de chuva

Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê, entre os dias 16 e 23 deste mês, grandes volumes de chuva para áreas das regiões Norte e Centro-Oeste, além dos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Veja figura 1 (tons em vermelho e rosa no mapa). Já em grande parte do leste do Nordeste e, também, em Roraima e no Rio Grande do Sul, o tempo ficará seco na maioria dos dias (tons em branco e azul no mapa da mesma figura).

Previsão para a 1ª semana (16/01/2023 até 23/01/2023)

Norte

Os volumes de chuva devem ser maiores que 60 milímetros (mm) em grande parte da região, com acumulados que podem ultrapassar 100 mm em áreas centrais do Amazonas e Pará, além do sul do Tocantins. Já em Roraima, a previsão é de pancadas de chuva no início da semana, com tempo seco nos demais dias.

Região Nordeste

A concentração de chuva deve ser maior em áreas do Maranhão e centro-norte do Piauí, com volumes maiores que 60 mm. Já no sudoeste do Piauí e oeste da Bahia, a previsão é de chuva em torno de 30 mm, enquanto nas demais localidades, o tempo seguirá seco, principalmente, na costa leste da região.

Centro-Oeste

Poderá registrar acumulados superiores a 60 mm no norte do Mato Grosso, noroeste de Goiás e centro-norte do Mato Grosso do Sul, podendo ultrapassar 80 mm em algumas áreas pontuais. Nas demais localidades, a chuva ficará em torno de 30 mm.

Sudeste

Os maiores volumes devem atingir o sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro, grande parte de São Paulo e áreas centrais do Rio de Janeiro, com acumulados que podem ultrapassar 100 mm devido ao calor e à umidade. Já no norte de Minas Gerais, a previsão é de tempo seco, enquanto nas demais áreas da região, a chuva vai se manter em torno de 30 mm.

Sul

O Paraná deve registrar volumes de chuva em torno de 50 mm, podendo ultrapassar 80 mm no noroeste do estado. Já em Santa Catarina e no nordeste do Rio Grande do Sul, os acumulados podem ficar em torno de 30 mm e 40 mm. Nas demais localidades do estado gaúcho, o tempo permanecerá seco, com altas temperaturas e baixa umidade.

Figura 1. Mapa da previsão de chuva para a 1ª semana (16/01/2023 e 23/01/2023). Fonte: INMET.

Para os dias 24 a 31 de janeiro, a previsão do Inmet indica grandes volumes de chuva (maiores que 50 mm) em grande parte do Brasil, podendo superar 100 mm em áreas das regiões Sudeste e Centro-Oeste. Já no Sul do País, costa leste do Nordeste e, também, em Roraima, os acumulados devem se manter inferiores a 30 mm. Veja figura 2.

Previsão para a 2ª semana (24/01/2023 até 31/01/2023)

Norte

São previstos acumulados maiores que 50 mm em praticamente toda a região, com exceção de Roraima, onde os volumes devem ser inferiores a 20 mm.

Nordeste

As chuvas volumosas devem se concentrar em áreas do Maranhão, Piauí e, também, no oeste da Bahia, com possibilidade de acumulados superiores a 50 mm. No entanto, nas demais localidades, a chuva não deve passar de 30 mm.

Região Centro-Oeste

A previsão é de grandes volumes (maiores que 50 mm) em grande parte da região, podendo ultrapassar 90 mm no leste do Mato Grosso do Sul e sul de Goiás.

Sudeste

Os acumulados mais expressivos devem atingir grande parte de São Paulo, centro-sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo, com valores superiores a 90 mm. Já no norte de Minas Gerais, a chuva não deve ultrapassar os 50 mm.

Região Sul

São previstos baixos acumulados de chuva, em torno de 30 mm, no Paraná e Santa Catarina, podendo ultrapassar 50 mm em áreas do norte da região. No Rio Grande do Sul, a chuva deve ser menor que 20 mm.

Figura 2. Mapa da previsão de chuva para a 2ª semana (24/01/2023 e 31/01/2023). Fonte: GFS.

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