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Principais Notícias da Semana no Mundo Agro

Principais Notícias da Semana no Mundo Agro

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 GERAIS

Valor da Produção Agropecuária cai em 2022

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) atingiu R$ 1,188 trilhão neste ano, pouco abaixo do obtido em 2021, que foi de R$ 1,196 trilhão. As lavouras, com crescimento real de 0,9%, representam R$ 821,2 bilhões, e a pecuária R$ 367,6 bilhões, com recuo de -3,8%. Para ambas as atividades, o resultado deste ano mostrou-se abaixo do observado em 2021.

O resultado foi determinado por problemas climáticos no Sul, que afetaram a produção de soja e outras lavouras, além da queda do VBP da pecuária, principalmente em carne bovina, carne suína e de frango. A retração dos preços dos principais itens da pecuária foi o principal fator que afetou esse setor. Como exceção, o leite vem atingindo média de preço não obtida nos últimos 17 anos.

Entre um grupo relevante de produtos com bom desempenho neste ano destacam-se o algodão, com aumento de 26,2% no VBP, o café, com 31,3%, o feijão, com 7,8%, o milho, com 12,9%, e o trigo, com 37,8%. Esses produtos, têm neste ano o maior valor de faturamento numa série desde 1989.

As exportações do agronegócio, com destaque para algodão, café e carnes, têm gerado valores superiores em relação a 2021, principalmente nas exportações de carne e café. O valor das exportações de carne, entre 2021 e 2022 (entre janeiro e agosto) aumentou 30,4% em dólares, e no café, o aumento foi de 54,3%.

O ranking dos produtos no VBP mostra as primeiras posições para soja, milho, cana de açúcar, café e algodão. Estes são responsáveis neste ano por 83,7% do VBP das lavouras.

Entre as regiões, o destaque é para o Centro-Oeste e Sul, e os estados são Mato Grosso, Paraná e São Paulo.

Fonte: Mapa

Divulgada lista dos produtos que terão bônus de desconto do PGPAF em outubro

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou, nesta segunda-feira (10), a relação dos produtos agrícolas que terão bônus de desconto do Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF).

O produtor recebe o bônus quando o valor do seu cultivo fica inferior ao preço de referência, permitindo desconto no pagamento ou amortização das parcelas de financiamento no Pronaf.

Os alimentos com bônus de desconto nas operações e parcelas de crédito rural são: abacaxi, banana, borracha natural cultivada, cacau cultivado (amêndoa), castanha de caju, feijão caupi, laranja e mamona (baga).

O destaque de outubro é a banana que recebeu tanto o maior quanto o menor bônus concedido: de 47,02% em Pernambuco e de 0,47% no Ceará.

Na comparação com o mês de setembro, foram incluídos na lista de bonificação o feijão caupi, no Amapá; e a mamona, no Ceará. Já o açaí no Acre teve preços mais altos em setembro e, por isso, não consta na lista de bonificação deste mês. Não houve alterações quanto aos demais produtos e localidades.

Os preços são válidos no período de 10 de outubro de 2022 a 9 de novembro de 2022, conforme a Portaria Nº 37, da Secretaria de Política Agrícola. A portaria entra em vigor no dia 10 de outubro.

Dezesseis estados integram a lista deste mês, são eles: Sergipe, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Amazonas, Pará, Roraima, Espírito Santo, Piauí, Amapá, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Rio Grande do Sul.

Os descontos de todos os cultivos são calculados mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgados pelo Mapa. O desconto é automático, ou seja, o agricultor não precisa solicitar.

Dentre os principais responsáveis pela variação de preços, na ocorrência de elevação ou queda das safras, estão o clima e a época do ano. A concorrência de produtos de outros estados também pode contribuir para a oscilação de preços.

Fonte: Mapa

Áreas do Proagro serão vistoriadas

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizará vistorias em áreas beneficiadas pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) nos estados do Paraná, de Sergipe e da Bahia. Os técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ligada ao Mapa, irão percorrer as lavouras checando os dados declarados pelos profissionais encarregados da comprovação de perdas do Proagro.

Durante o trabalho de supervisão, são realizadas visitas aos produtores, agentes financeiros, cooperativas, empresas de assistência técnica dos municípios entre outros agentes de interesse envolvidos no processo de verificação de perdas.

Até o final do ano, pelo menos 250 propriedades serão vistoriadas pelos profissionais, que poderão ainda incluir monitoramentos em outros estados. Em casos de irregularidades identificadas pelos técnicos, as instituições financeiras poderão sofrer sanções, por parte do Banco Central, como os peritos, por parte do Mapa.

O Banco Central também pode impugnar as coberturas pagas indevidamente com base na comprovação de perdas em que for detectada irregularidade. As punições são aplicadas somente após esgotados todos os procedimentos legais de direito à ampla defesa.

Proagro

O Programa é custeado com recursos alocados pela União, além de recursos provenientes da taxa paga pelo produtor rural para aderir ao Proagro. O objetivo do Programa é garantir a amortização ou a liquidação de custeios agrícolas de financiamento, quando no caso de ocorrência de sinistro na lavoura e na proporção das perdas apuradas, e permitir o recebimento dos recursos próprios comprovadamente aplicados na lavoura.

Fonte: Mapa

Crédito desembolsado pelo Plano Safra

O volume de crédito rural desembolsado nos três primeiros meses do atual Plano Safra (julho a setembro) totalizou R$ 115,96 bilhões, representando um aumento de 23% em relação a igual período da safra passada (R$ 94,54 bilhões).

Do total, R$ 80,26 bilhões foram liberados para operações de custeio (aumento de 55%), R$ 23,09 bilhões para investimento, R$ 6,99 bilhões para comercialização e R$ 5,62 bilhões para industrialização.

O diretor do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário do Mapa, Wilson Vaz de Araújo, destacou, entre os recursos a taxas controladas, o aumento de 52% dos financiamentos concedidos ao amparo da poupança rural. Entre os recursos livres, o destaque fica para a fonte LCA, com aumento de 164%, indicando a sua crescente contribuição para o crédito rural, respondendo por 28% (R$ 32,39 bilhões) do total das contratações neste início de safra.

Do total de recursos controlados, foram aplicados R$ 72,44 bilhões, correspondendo a 38%.

Em relação aos recursos livres, num total programado de R$ 145,18 bilhões, foram aplicados R$ 43,52 bilhões, o que corresponde a 30%.

Os valores são provisórios e foram extraídos, no dia 5 deste mês, do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor/BCB), que registra as operações de crédito informadas pelas instituições financeiras autorizadas a operar em crédito rural. Dependendo da data da consulta no sistema, podem ser observadas variações nos valores.

A equipe irá analisar as movimentações referentes aos valores liberados até o fim de setembro, sobretudo de investimentos, já que existem muitas operações contratadas, ainda não liberadas e em processo de análise.

Após os remanejamentos de recursos realizados em agosto, o Plano Safra 2022/2023 conta com R$ 336,51 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional até junho do próximo ano. Desse total, R$ 251,63 bilhões são destinados ao custeio e comercialização. Outros R$ 84,89 bilhões são para investimentos.

A programação de recursos com juros controlados somam R$ 191,34 bilhões e com juros livres R$ 145,18 bilhões. O montante de recursos equalizados soma R$ 111,44 bilhões na atual safra.

Fonte: Mapa

PRODUÇÃO

Embrapa estabelece parâmetros de qualidade do fruto de caju para consumo in natura

No Brasil, o aproveitamento do pedúnculo do caju para processamento ou consumo in natura iniciou-se com o lançamento, em 1983, dos primeiros clones de cajueiro-anão pela Embrapa Agroindústria Tropical: o CCP 06 e CCP 76. Anteriormente, o pedúnculo, que representa 90% do fruto, era amplamente considerado apenas um subproduto da produção da castanha.

O estudo “Atributos da Qualidade de Pedúnculos de Cajueiro para Consumo in Natura”, da Embrapa Agroindústria Tropical, apresenta a avaliação do pedúnculo dos principais clones de cajueiro desenvolvidos pela Unidade, buscando identificar os que apresentam características desejáveis para o consumo in natura.

Foram avaliadas as características físicas, químicas e sensoriais de nove clones já registrados: CCP 09, CCP 76, CCP 1001, BRS 189, BRS 226, BRS 265, BRS 274, BRS 275 e Embrapa 50. Na análise físico-química, os pesquisadores consideraram as seguintes características do pedúnculo de cada clone: massa, dimensão, firmeza, cor, potencial hidrogeniônico, sólidos solúveis (Brix), acidez titulável e polifenóis extraíveis totais.

A análise sensorial compreendeu, por sua vez, a aceitação da aparência dos cajus e a avaliação de 12 descritores, sendo eles: aroma, sabor, textura, sensações bucais e sensações residuais, a saber: aroma de caju, aroma doce, aroma sulfuroso, sabor de caju, gosto doce, gosto ácido, maciez, suculência, fibrosidade, adstringência, aspereza residual na boca e irritação residual na garganta.

Por fim, o estudo apresentou as seguintes conclusões: os clones BRS 189, BRS 226, BRS 275 e BRS 76, que têm tamanho médio a grande e formato periforme, foram os mais aceitos quanto à aparência, além de apresentarem outras características desejáveis para o consumo in natura, como sabor de caju, doçura, maciez e suculência mais intensos. O Embrapa 50 também obteve boa aceitação de aparência, mas juntamente com o CCP 09 e BRS 274, foram considerados mais ácidos e adstringentes.

Fonte: Embrapa

 Embrapa quer compreender principais fatores de risco para carrapato e Tristeza Parasitária

A Embrapa Pecuária Sul disponibiliza, a partir do dia 13 de outubro, um questionário que busca melhor compreender os fatores de risco para a ocorrência do carrapato-dos-bovinos (Rhipicephalus microplus) e da Tristeza Parasitária Bovina (TPB) nas propriedades rurais de todo o Brasil. A TPB é um dos principais problemas decorrentes da infestação pelo parasita e consiste em um complexo de doenças causadas pelos protozoários Babesia bovis e Babesia bigemina (babesiose), e pela rickettsia Anaplasma marginale (anaplasmose).

Conforme a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul, Emanuelle Baldo Gaspar, os resultados da pesquisa darão suporte a uma ferramenta para uso a campo que vai permitir a realização do diagnóstico da babesiose de forma precisa e rápida. “Vamos utilizar essas informações para o modelo de negócios do teste de diagnóstico da babesiose que estamos desenvolvendo, mas principalmente para conhecer a percepção dos técnicos e produtores rurais sobre a doença”, disse a pesquisadora.

O questionário busca compor um panorama sobre os problemas que o setor pecuário enfrenta em relação aos carrapatos e à Tristeza Parasitária Bovina. A enquete aborda itens como níveis de infestação, produtos, formas, frequência de controles e tratamentos realizados para o carrapato, maneiras de identificação, diagnóstico e notificação da TPB, dados gerais das propriedades, entre outras informações.

A pesquisa é direcionada a produtores rurais e técnicos, como médicos veterinários ou outros profissionais que atuam diretamente no controle do carrapato e da TPB. Para acessar o questionário basta clicar aqui.

Fonte: Embrapa

Monitoramento das lavouras de trigo

25,5% colhido. No RS, ampliaram-se as áreas em maturação e a colheita foi iniciada no Noroeste do estado, com rendimentos dentro do esperado. No PR, nas regiões Norte e Oeste, as chuvas interromperam a colheita. A continuidade das chuvas tem dificultado os tratos culturais adequados nas lavouras. Em SC, os dias nublados favoreceram a permanência de orvalho sobre as plantas e dificultou a aplicação de defensivos. Em SP, as chuvas que atingiram a região Sudoeste do estado paralisaram a colheita.

Nas lavouras ao Sul, o trigo que ainda está no campo está germinando na espiga. Foi observado o acamamento de lavouras.

Fonte: Conab

Monitoramento das lavouras de arroz

14,0% semeado. No RS, 10% das lavouras foram semeadas. O plantio está mais adiantado na região Sul. O clima menos úmido na semana que passou contribuiu para o avanço das operações.

Em SC, 68% da área foi semeada. As baixas temperaturas ainda dificultam a semeadura e o desenvolvimento inicial das lavouras já implantadas. No MA, as lavouras de arroz irrigado estão em desenvolvimento vegetativo e em menor proporção em início de floração. O plantio do arroz de sequeiro nas regiões Centro e Norte maranhenses ainda não teve início. Em SP, o plantio foi interrompido devido ao excesso de chuvas.

Fonte: Conab

Monitoramento das lavouras de soja

11,0% semeada. Em MT, as chuvas ocorridas favoreceram o avanço do plantio que já alcança 22,2% da área. No Nordeste do estado, houve redução no ritmo da semeadura devido ao deficit hídrico. No PR, a semeadura avançou devido ao tempo menos chuvoso durante a semana. As baixas temperaturas atrasaram a emergência e o desenvolvimento inicial das lavouras. Em MS, a semeadura avançou, mas as precipitações frequentes no Centro-Sul e a falta delas no Centro-Norte suspenderam parcialmente o plantio.

Em GO, o plantio continua no Sudoeste do estado, onde ocorreram boas precipitações, e em áreas irrigadas. Em SP, as chuvas frequentes atrapalharam o plantio, que está atrasado em relação ao da safra passada. Na BA, o plantio teve seu início apenas em áreas irrigadas.

Fonte: Conab

Monitoramento das lavouras de milho 1ª safra

Aa áreas encontram-se 27,0% semeadas. No RS, as boas condições de umidade no solo favoreceram a semeadura, que alcança 71% da área. As lavouras estão com bom estabelecimento, porém as baixas temperaturas atrasaram seu desenvolvimento. Em MG, a semeadura ocorreu apenas em áreas irrigadas. A maioria das lavouras está em fase de emergência. No PR, as precipitações frequentes atrasaram o plantio, em relação à safra passada, que alcança 67% da área. As lavouras estão, em sua maioria, apresentando bom desenvolvimento. Em SC, as lavouras encontram-se em emergência e desenvolvimento vegetativo. A qualidade é considerada boa. Em GO, o ritmo do plantio é lento devido a priorização da semeadura da soja.

Fonte: Conab

Monitoramento das lavouras da 1ª safra de feijão

17,7% semeado. No PR, o clima esteve mais estável, sem registros de chuvas em excesso e com aumento na temperatura. Isso favoreceu a implantação e o desenvolvimento das lavouras em diversas regiões. Estima-se que 49% das áreas estejam semeadas, com 12% das lavouras estabelecidas em condições regulares e 88% em boas condições. Em SC, apenas o feijão preto vem sendo cultivado no momento. O plantio do feijão cores é mais tardio. O frio tem limitado o desenvolvimento inicial das lavouras. No RS, a semeadura chega a 37% da área prevista, mas ainda em ritmo lento em razão das baixas temperaturas, que dificultam a germinação e a emergência. As lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo. Há preocupação referente à ocorrência de antracnose, que se beneficia do frio e de umidade.

Fonte: Conab

Algodão com certificação socioambiental

O algodão é uma cultura que tem raízes no seio da civilização humana. Em todos os níveis da cadeia de valor, o setor representa uma forma de abordar questões de desenvolvimento mais amplas para aumentar o emprego, garantindo trabalho e renda decentes para todos. Tecnologias e recursos inovadores são vitais para que o setor se mantenha viável e sustentável e a mobilização e o empenho para isso não nos faltam. Em agosto de 2021, a Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu esses benefícios únicos da pluma ao proclamar o dia 7 de outubro de cada ano como o Dia Mundial do Algodão. Sim, o objetivo desta celebração global é aumentar a visibilidade do setor algodoeiro e a conscientização sobre o papel que desempenha no desenvolvimento econômico, comércio internacional e redução da pobreza. A fibra é produzida em mais de 70 países, em todos os continentes, onde são plantados, anualmente, 32 milhões de hectares, movimentando 10 trilhões de dólares por ano. Nesse cenário, o Brasil tem peso expressivo, é o quarto maior produtor do mundo, segundo maior exportador e o sétimo maior consumidor. O Valor Bruto da Produção (VBP) de algodão no Brasil, em 2022, é de R$ 41 bilhões, sendo a quarta cultura mais importante da agricultura nacional, depois da soja, cana-de-açúcar e milho.

O movimento Sou de Algodão nasce em 2016 para estimular a moda responsável. Para isso, unimos em uma só voz todos os agentes da cadeia produtiva e da indústria têxtil dessa fibra, desde o homem do campo até o consumidor final, passando por tecelões, artesãos, fiadores, designers de moda brasileiros, estilistas e estudantes, para disseminar os benefícios da fibra natural. Hoje, nos orgulhamos em afirmar que o Brasil é o maior fornecedor de algodão responsável do mundo. E comunicamos isso para o mercado externo, que busca qualidade, relações transparentes e sustentabilidade, por meio do programa Cotton Brazil. Iniciativa que projeta a nossa pluma para parceiros das fiações, tecelagens e confecções ao redor do mundo.

Após quase 20 anos de constante inovação, pesquisa e investimentos em aprimoramentos, capitaneados pela Abrapa, suas associadas e parceiros, é hora de oferecer uma matéria-prima que busca incessantemente pela evolução da produção responsável, com qualidade e rastreabilidade. Passo a passo estamos produzindo e, ao mesmo tempo, cuidando do Planeta.

Fonte: Abrapa/Júlio Cézar Busato (Presidente Abrapa)

 Sustentabilidade do algodão brasileiro é internacional

Em busca de mais sustentabilidade na produção de algodão, o Brasil profissionalizou sua cotonicultura e passou de segundo maior importador para segundo maior exportador, em 20 anos. Os detalhes dessa história estiveram no tema central da participação da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em dois eventos internacionais, nesta semana, dirigidos aos mercados indiano e paquistanês.

No dia 04/10, industriais, investidores e técnicos do setor têxtil indiano se reuniram em evento do Conselho de Promoção da Exportação de Têxteis de Algodão da Índia (Texprocil). Convidado para palestrar, o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, mostrou o histórico da cotonicultura brasileira e como o empenho em aumentar a certificação socioambiental acabou levando à profissionalização dos cotonicultores.

Após um ano de queda nas importações do Brasil, no ano comercial 2021/22 a Índia ampliou em 138% o volume de algodão brasileiro. Foram 22 mil toneladas embarcadas, o que posicionou o país como o 9º maior importador da pluma nacional.

O programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) é o principal impulsionador de boas práticas entre cotonicultores.

O ABR é um protocolo brasileiro de certificação socioambiental, que avalia o cumprimento das leis brasileiras ambiental e trabalhista, além do uso racional de insumos pelas fazendas participantes. A adesão por parte dos produtores é grande: 84% da produção cultivada na safra 2021/22 tiveram certificação ABR.

Fonte: Abrapa

MERCADO

Conjuntura do mercado internacional do algodão

Semana com muita volatilidade na Bolsa de Nova Iorque. Preços da pluma oscilaram bastante devido à valorização do dólar perante outras moedas, alta do petróleo, fraco desempenho das exportações norte-americanas e piora da condição das suas lavouras. As incertezas da economia mundial tornaram o mercado averso ao risco, derrubando os preços.

Fonte: Conab

Conjuntura do mercado internacional da soja

Preços na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT) fecham com a média semanal em forte baixa de -2,16%. Chicago despenca após confirmação de um estoque trimestral norte-americano, para a safra 2021/22, maior que o esperado. Preços internacionais, iniciam a semana em alta motivada pela inversão de posição, alta do petróleo e óleo de soja também contribuíram na elevação. Mas fundamento de maior oferta mundial e receio de uma menor demanda, puxam novamente os preços para baixo. A tendência é que os preços internacionais continuem baixos na próxima semana

Fonte: Conab

Conjuntura do mercado internacional do milho

Cenário externo do mercado do milho será determinante nas cotações nacionais ao longo do segundo semestre de 2022. Perspectiva de intensificação da recessão nos EUA será contrabalanceada com o cenário de menor oferta de milho no mercado mundial.

Fonte: Conab

Conjuntura do mercado internacional do trigo

No mercado internacional, as indefinições que persistem no Mar Negro, que comprometem a oferta da Ucrânia; a produção abaixo do esperado nos EUA; o corte nos estoques finais globais pelo USDA; e os problemas climáticos em algumas regiões produtoras mundiais, como na Argentina, atuaram como fatores altistas. A média semanal fechou em US$ 442,78/ton, apresentando valorização semanal de 2,27%.

Fonte: Conab

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

Soja

Os preços da soja vêm caindo de forma intensa no Brasil neste começo de outubro, influenciados sobretudo pela menor demanda externa – as exportações nacionais de 2022 são as menores em três anos. Além disso, pesquisadores do Cepea destacam que a desvalorização do dólar frente ao Real, estimativas indicando produção recorde no Brasil e o avanço da colheita nos Estados Unidos reforçaram o movimento de baixa das cotações. Ainda, muitos vendedores buscaram liquidar parte do remanescente da safra 2021/22, no intuito de “fazer caixa”. Do lado das exportações, dados da Secex apontam que, em setembro, foram escoadas 4,29 milhões de toneladas de soja em grão, 27,8% a menos que em agosto e 11% abaixo do volume de setembro/21. Na parcial de 2022 (de janeiro a setembro), saíram dos portos brasileiros 70,76 milhões de toneladas do grão, a menor quantidade desde 2019, quando considerados os nove primeiros meses do ano. Segundo pesquisadores do Cepea, a queda nas exportações brasileiras se deve, sobretudo, à menor demanda da China.

Milho

Os valores internos e externos do milho encerraram a última semana em direções opostas. Segundo pesquisadores do Cepea, no Brasil, o baixo interesse de consumidores e a maior flexibilidade de vendedores – alguns precisam “fazer caixa” – têm resultado em recuo nas cotações. Esses agentes estão atentos a estimativas indicando boa produção na safra de verão e aos estoques confortáveis. Já nos Estados Unidos, os futuros avançaram, impulsionados pela valorização do petróleo, pelo menor ritmo de colheita e por dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostrando estoque abaixo do aguardado por agentes.

 

Algodão

As cotações do algodão em pluma estão em queda neste início de outubro, conforme indicam informações do Cepea. O Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, recuou 7,11% nesta parcial do mês (de 30 de setembro a 11 de outubro), fechando a R$ 5,2558/lp nessa terça-feira, 11. Com esse consistente movimento de desvalorização da pluma no mercado interno, além da oscilação nos preços externos e da disparidade entre as ofertas de compradores e os pedidos de vendedores no Brasil, os negócios no mercado doméstico estão lentos.

Trigo

Levantamento do Cepea mostra que os preços do trigo estiveram em direções opostas nos mercados de balcão (preço ao produtor) e no de lote (negociação entre empresas) na semana passada. Enquanto os valores ao produtor foram influenciados por expectativa de colheita recorde, os entre empresas apresentaram leves altas, devido às chuvas que limitaram os trabalhos de campo em algumas regiões. Quanto à colheita, mesmo com as precipitações em muitas regiões produtoras, no geral, as atividades estão avançando. As expectativas ainda são de produção recorde no País: a Conab indicou produção nacional na safra 2022/23 em 9,35 milhões de toneladas (baixa de apenas 0,1% em comparação aos dados de setembro/22), mas 21,9% acima da de 2021/22 e um recorde.

Etanol

Os preços dos etanóis hidratado e anidro subiram nos primeiros dias de outubro no estado de São Paulo. Segundo pesquisadores do Cepea, a sustentação veio da maior atuação de demandantes e também do menor ritmo de moagem nas usinas, devido às chuvas. Entre 3 e 7 de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ semanal do etanol hidratado do estado de São Paulo fechou a R$ 2,5975/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins – alíquota zerada), elevação de 3,9% frente ao do período anterior. Para o anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou a R$ 2,9131/litro, valor líquido de impostos (PIS/Cofins – alíquota zerada), avanço 1,17%.

Açúcar

Os preços externos do açúcar demerara subiram com força na Bolsa de Nova York (ICE Futures) ao longo da semana passada. Pesquisadores do Cepea indicam que o impulso veio da valorização do barril de petróleo, depois que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) anunciaram a redução da produção de petróleo. Agentes do mercado do açúcar entendem que essa medida pode resultar em um aumento do mix de produção do etanol em detrimento do açúcar. Por outro lado, esse avanço dos valores do açúcar pode encontrar um limite no aumento da produção global do adoçante na atual temporada mundial 2022/23. A Organização Internacional do Açúcar (OIA) prevê um superávit de 5,571 milhões de toneladas na oferta do alimento no atual ciclo, contra déficit de 1,34 milhão de toneladas em 2021/22. No Brasil, os preços do açúcar cristal branco seguem firmes no mercado spot do estado de São Paulo. Segundo pesquisadores do Cepea, a oferta está restrita, devido às chuvas, que limitam a produção e a qualidade. Do lado comprador, a demanda esteve um pouco mais aquecida, outro fator que contribuiu para a sustentação dos preços domésticos.

CLIMA

Previsão de chuva

Previsão de chuva – De 11 a 17 de outubro de 2022

De acordo com o modelo numérico do Instituto Nacional Meteorologia (Inmet), os maiores acumulados são previstos em áreas das regiões Norte, Centro-Oeste e Sul do País.

Região Norte

São previstos acumulados de chuva entre 20 e 60 milímetros (mm) no noroeste da região, com destaque para áreas do Amazonas, nordeste do Pará e sudeste do Acre, onde os totais de chuva poderão ultrapassar 80 mm. Em grande parte do estado do Tocantins, sul do Amapá e nordeste do Pará, são esperados acumulados inferiores a 10 mm.

Região Nordeste

Não são previstos volumes de chuva devido ao predomínio de uma massa de ar quente e seco. Entretanto, poderá ocorrer pancadas de chuva de forma isolada, com valores abaixo de 10 mm, na costa leste.

Região Centro-Oeste

Há previsão de chuva em grande parte da região, com acumulados acima de 70 mm no sul do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, causados por áreas de instabilidade associadas ao calor e à umidade. Já no sul de Goiás e norte do Mato Grosso, os totais de chuva podem ficar entre 20 e 50 mm. Nas demais áreas, o volume deve ser inferior a 10 mm.

Região Sudeste

São previstos acumulados entre 40 e 60 mm no sudeste de São Paulo, enquanto, no sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, a previsão é de chuva entre 10 e 30 mm. Nas demais áreas, também são esperados volumes inferiores a 10 mm.

Região Sul

São previstos acumulados significativos, podendo ultrapassar 80 mm no estado de Santa Catarina e no centro-sul do Paraná, provocados pela combinação de uma frente fria e áreas de instabilidade do Centro-Oeste que irão se deslocar em direção ao sul do País, principalmente, no dia 12/10. Porém, nas demais áreas, são esperados volumes inferiores a 50 mm, como no centro-sul do Rio Grande do Sul e norte do Paraná.

Figura 1. Previsão de chuva para 1ª semana (11 e 17/10/2022). Fonte: INMET.

Previsão de chuva – De 18 a 26 de outubro de 2022

De acordo com o modelo de previsão numérica GFS, a semana deve apresentar volumes significativos em parte das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do País, enquanto, no Nordeste, a previsão continua indicando tempo seco e sem chuva.

Região Norte

São previstos acumulados entre 40 e 60 mm no sudeste do Amazonas e sul do Pará, podendo ultrapassar 80 mm no sudeste de Rondônia. Nas demais áreas, os totais de chuva não deverão ultrapassar 25 mm.

Região Nordeste

Por sua vez, não há previsão de chuva em grande parte da região devido ao predomínio do tempo seco. Porém, podem ocorrer baixos volumes na costa leste.

Regiões Centro-Oeste e Sudeste

a previsão indica volumes de chuva superiores a 80 mm no centro-sul do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. No entanto, no sudeste de Minas Gerais, norte de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, estão previstas pancadas de chuva acima de 50 mm. Nas demais áreas, a previsão é de chuvas isoladas com acumulados abaixo de 40 mm.

Região Sul

Em grande parte da região, são previstos acumulados de chuva significativos, podendo ultrapassar 70 mm, principalmente, no Paraná. Nas demais áreas, são esperados acumulados entre 30 e 50 mm.

Figura 2. Previsão de chuva para 2ª semana (18 a 26/10/2022). Fonte: GFS.

CURSOS E EVENTOS

Selecionamos uma série de eventos importantes no mundo Agro e que podem interessar você. Todos online!

Batata-doce: da produção de mudas à pós-colheita

Instituição promotora: Embrapa

Data: Contínuo

Inscrição: Clique aqui

 

Produção Integrada de Folhosas

Instituição promotora: Embrapa

Data: Contínuo

Inscrição: Clique aqui

 

Biogás: da produção à viabilidade econômica

Instituição promotora: Embrapa

Data: Contínuo

Inscrição: Clique aqui

 

Cultivo do algodoeiro em sistemas orgânicos no semiárido

Instituição promotora: Embrapa

Data: Contínuo

Inscrição: Clique aqui

 

IrrigaFácil: uso e manejo de irrigação

Instituição promotora: Embrapa

Data: 11/07 a 19/08/22

Inscrição: Clique aqui

 

Controle biológico: enfoque em manejo de lagartas com bioinseticidas

Instituição promotora: Embrapa

Data: Contínuo

Inscrição: Clique aqui

 

Qualifica Mulher

Instituição promotora: Embrapa

Data: Contínuo

Inscrição: Clique aqui

 

Medidas de Prevenção, Monitoramento e Controle da Vespa-da-Madeira

Instituição promotora: Embrapa

Data: Contínuo

Inscrição:Clique aqui

 

RENIVA – Introdução às estratégias de produção de materiais de plantio de mandioca

Instituição promotora: Embrapa

Data: Contínuo

Inscrição:Clique aqui

 

Apicultura para Iniciantes

Instituição promotora: Embrapa

Data: Contínuo

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Produção e Tecnologia de Sementes e Mudas

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