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Principais Notícias da Semana no Mundo Agro

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GERAIS

Governo sanciona liberação de recursos para o Plano Safra 2021/2022

Foi sancionada a Lei 14.336, de 2022, que abre ao orçamento da União crédito suplementar no valor de R$ 2,57 bilhões.  Desse total, RS 868,5 milhões são para equalização de juros do atual Plano-safra (2021/2022).

A norma é derivada do Projeto de Lei (PLN) 1/2022, aprovado pelo Congresso Nacional em 28 de abril. Os recursos irão atender programas do Ministério da Agricultura, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e operações de custeio agropecuário, de comercialização de produtos agropecuários e de investimento rural e agroindustrial voltadas ao atendimento do Plano Safra 2021/2022.

A medida permitirá a reabertura das contratações de financiamentos rurais com recursos equalizáveis, suspensas desde 7 de fevereiro de 2022, possibilitando que o montante de R$ 24 bilhões represados nesse período seja destinado à contratação e liberação de novos financiamentos.

Fonte: Embrapa

Maior grupo produtor de algodão no mundo visita programa de melhoramento da Embrapa

Uma comitiva do grupo Bom Futuro, maior produtor individual de algodão no mundo, com uma área de 168 mil hectares na safra atual, visitou o programa de melhoramento do algodoeiro da Embrapa, sediado em Santo Antônio de Goiás, no último dia 5 de maio.

O objetivo do grupo, composto pelo gerente de produção Inácio Modesto e cinco responsáveis por núcleos de produção, foi entender a dinâmica do programa e conhecer os avanços recentes em qualidade de fibra, além de checar in loco as vertentes do programa e algumas linhagens em pré-lançamento.

No campo, o interesse dos visitantes foi entender detalhes das cultivares BRS 500 B2RF e BRS 370 RF. “Essas cultivares já foram plantadas pelo grupo e tiveram desempenho muito bom na safra anterior, principalmente nas fazendas localizadas no Vale do Araguaia”, conta o pesquisador.

Dentre os materiais de qualidade de fibra superior (fibra média-longa) demonstrados, uma linhagem chamou a atenção pelo potencial produtivo. “Ainda no âmbito da qualidade da fibra, foram demonstradas linhagens em fase final de melhoramento com fibra extra-longa, característica que foi muito elogiada e que abre novas perspectivas para exploração desse segmento do mercado de fibras especiais”, vislumbra.

Também foram demonstradas plantas de algodoeiro que não produzem a toxina gossipol, característica que ainda não está disponível nas cultivares comerciais do país. “O gossipol, presente em todas as partes da planta de algodoeiro, impede o uso das sementes na alimentação de animais não ruminantes. A eliminação dessa toxina abre a possibilidade do uso da semente tanto para a extração de óleo sem a necessidade de posteriores purificações, bem como uso do caroço ou torta na alimentação de aves e peixes”, exemplifica Suassuna.

Fonte: Mapa

Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar divulga lista de maio

Já está disponível a relação dos produtos que receberão o bônus do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF). A lista entrou em vigor em 10 de maio e tem validade até o dia 9 de junho. Foi incluído na atual lista de bonificação: a borracha no Maranhão.

A lista manteve o bônus para o feijão caupi no Amapá, em Mato Grosso e no Tocantins, para o açaí no Acre. No caso da banana, permanece o bônus para Alagoas e Pernambuco. Já a juta/malva continua com bônus no Amazonas, e o maracujá, no Ceará. O cacau cultivado também segue com o bônus no Amazonas.

O maior bônus concedido foi de 31,55%, para o maracujá, no Ceará, e o segundo maior foi concedido para o açaí (27,89%) no Acre, seguido do feijão caupi no Amapá, com 22,8%.

Dois estados deixarão de bonificar: o Amapá, para o produto açaí, e o Maranhão, para o feijão caupi.

O agricultor beneficiado pelo PGPAF utiliza o bônus como desconto nas parcelas de financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Para acessar a lista completa, clique aqui.

Fonte: Mapa

Brasil e Egito querem ampliar o comércio bilateral de produtos agropecuários

Representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estiveram nesta terça-feira (10) reunida com representantes dos Ministérios da Agricultura e do Abastecimento do Egito.

O fornecimento de fertilizantes pelo Egito e os temas sanitários estiveram na pauta da reunião. O Ministro egípcio se comprometeu em manter os temas brasileiros em alta prioridade, como as análises das listas de estabelecimentos brasileiros habilitados a serem atualizadas até outubro de 2022, além de solicitar ao Brasil atenção às demandas de exportação de frutas egípcias.

 Mercado

O Egito é o principal destino das exportações brasileiras para a África, sendo que mais de 70% desse total é de produtos agrícolas. As exportações brasileiras do agronegócio para o Egito foram de cerca de US$ 1,6 bilhão, em média, nos últimos 10 anos.

Quatro produtos concentram quase 90% da pauta exportadora para o Egito: carne bovina in natura, carne de frango in natura, açúcar bruto e milho.

As exportações do Egito ao Brasil somaram cerca de US$ 50 milhões em 2021, sendo que azeitonas em conserva e plantas para medicina ou perfumaria representaram 65% do total.

Fonte: Mapa

Mapa lança programas para controle das cadeias produtivas dos produtos de origem vegetal

O Mapa lançou, na última terça-feira (10), quatro programas que visam instruir as ações do ministério no controle das cadeias produtivas dos produtos de origem vegetal, buscando a qualidade, autenticidade e segurança dos produtos.

Os controles são aplicados desde a rastreabilidade e certificação, cujas ações são relacionadas ao Programa Nacional de Monitoramento, Rastreabilidade e Certificação (PNMonitor), passando pelas ações rotineiras, relacionadas ao Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC Vegetal) e ao Programa Nacional de Qualidade de Produtos de Origem Vegetal (PNQualipov), até às ações focadas no combate à fraude, relacionadas ao Programa de Prevenção e Combate à Fraude e Clandestinidade (PNFRaude).

PNCRC Vegetal

O Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC Vegetal) é executado pelo Mapa desde 2008. Em 2019, o PNCRC passou a ter caráter fiscalizatório, além de monitoramento dos resíduos de defensivos agrícolas e de contaminantes químicos e biológicos em produtos de origem vegetal.

Os resultados do PNCRC são divulgados anualmente por meio de Portaria no Diário Oficial da União. Será também disponibilizado um painel para consultas dos resultados anteriores (2015 a 2020).

PNQualipov

Ter um panorama geral da qualidade dos produtos de origem vegetal fiscalizados no país é a proposta do Programa Nacional de Qualidade de Produtos de Origem Vegetal (PNQualipov). O objetivo é promover a conformidade dos produtos ofertados no mercado nacional e exportados pelo Brasil.

Os resultados serão divulgados em um período de dois anos, reunindo informações relacionadas ao número de coletas, quais tipos de produtos foram coletados e quais conformidades e não conformidades detectadas por produto.

PNMonitor

O Programa Nacional de Monitoramento, Rastreabilidade e Certificação (PNMonitor) irá monitorar as cadeias produtivas para verificação do atendimento da legislação nacional ou internacional. Neste programa, o Mapa busca incentivar as cadeias a adotar a rastreabilidade dos produtos e até mesmo a certificação sanitária oficial.

O PNMonitor utilizará as informações geradas pelos outros programas como o PNCRC e o PNQualipov. Neste momento, como projeto piloto, já estão sendo monitoradas as cadeias do algodão e a do feijão.

PNFraude

O Programa de Prevenção e Combate à Fraude e Clandestinidade (PNFRaude) visa implementar ações para diminuir a ocorrência de fraudes e promover a regularidade de estabelecimentos produtores de produtos de origem vegetal.

O objetivo é dar continuidade no combate à fraude como já feito com produtos como o azeite de oliva, sucos, vinagres, vinhos e água de coco. O PNfraude também irá buscar identificar métodos laboratoriais e a sua implementação junto aos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária para atuação em mais produtos.

O PNFraude tem como meta o ciclo de dois anos para execução e divulgação das ações realizadas. Ao final de cada ciclo, espera-se ter redução da clandestinidade de estabelecimentos produtores de produtos de origem vegetal.

Para acessar a apresentação dos programas, clique aqui.

Fonte: Mapa

Abertas inscrições para startups participarem do Expocitros Tech Mapa Conecta

Estão abertas as inscrições para startups que queiram participar do Expocitros Tech Mapa Conecta, que tem como objetivo conectar startups a investidores e aceleradoras para escalarem seus negócios com soluções para a cadeia produtiva da citricultura.

A inscrição é gratuita, e pode ser feita neste link até o dia 27 de maio de 2022. As startups pré-selecionadas terão um espaço gratuito, compartilhado no lounge da 47ª Expocitros, e as três finalistas serão contempladas com prêmio em dinheiro.

O Expocitros Tech Mapa acontecerá em formato virtual e faz parte da programação do 47ª Expocitros e 43ª Semana da Citricultura, evento que acontece de 6 a 9 de junho de 2022, em Cordeirópolis – SP.

Entre os desafios da cadeia produtiva estão a busca de soluções e tecnologias digitais e de comunicação voltadas à informação e promoção do consumo de frutas e sucos; o desenvolvimento de ferramentas de inteligência digital para gestão de pomares e estratégias de avaliação da qualidade e colheita da fruta que apoiem tomadas de decisão para aumento da eficiência de produção no campo; o desenvolvimento de bioinsumos de eficiência aumentada para o suprimento de nutrientes para o aumento da produção e qualidade das frutas e proteção de plantas contra estresses bióticos e abióticos; e a redução de açúcar em suco e desenvolvimento de Upcycling Products na indústria do suco de laranja.

Para mais informações, visite o site expocitros.com.br.

Fonte: Mapa

PRODUÇÃO

Safra Brasileira de Grãos

A atual estimativa para a produção de grãos no país da Companhia Nacional de Abastecimento projeta uma colheita de 271,8 milhões de toneladas para a safra 2021/22, volume que representa um aumento de 6,4% sobre o ciclo anterior. Os dados estão publicados no 8º Levantamento da Safra de Grãos 2021/22, divulgado nesta quinta-feira (12).O resultado também apresenta um ligeiro ganho de 2,5 milhões de toneladas quando comparado com a estimativa publicada no mês anterior. Essa melhora na produção é explicada pela maior área plantada de milho segunda safra, além do melhor desenvolvimento no final do ciclo das lavouras, sobretudo de arroz, milho e soja.

Para o milho é esperada uma produção total 116,19 milhões de toneladas, elevação de 33,4% em comparação com a safra 2020/21. A janela mais alongada para plantio da segunda safra somada às condições de mercado favoreceram o crescimento de área do cereal. “Durante as viagens de campo, os técnicos da Companhia identificaram áreas semeadas, inclusive, fora da janela ideal, o que demonstra que a rentabilidade esperada para cultura ainda é atrativa para os produtores”, ressalta o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro.

Esse aumento, inclusive, reduziu o impacto negativo verificado pelas condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras para a segunda safra do grão, como Goiás e parte de Mato Grosso. Mesmo com a estiagem registrada, a produtividade no estado goiano deve ser elevada em 31,7% em relação ao ciclo anterior. “A atual safra não irá atingir a produtividade potencial, mas ainda tende a ser uma boa produção principalmente pelas lavouras implantadas mais cedo. No entanto, ainda precisamos ter atenção com o desenvolvimento da cultura. A maior parte do milho semeado se encontra em estágios de desenvolvimento em que o clima é preponderante. Para Mato Grosso e Goiás há uma tendência de déficit hídrico. Já em Mato Grosso do Sul e no Paraná, a maior preocupação é com o risco de geadas”, pondera o diretor de Informações Agropecuárias e Políticas Agrícolas, Sergio De Zen.

Outra importante cultura de segunda safra, as lavouras de algodão têm apresentado clima favorável para o desenvolvimento da fibra que, aliada ao ganho de área, resulta numa produção de 2,82 milhões de toneladas de pluma. Se confirmado, o volume estimado será o segundo maior já registrado na série histórica, sendo 19,5% superior à safra passada e menos apenas que o registrado no ciclo 2019/20.

Para o feijão, a expectativa de uma boa segunda safra da leguminosa vem se confirmando. O clima mais favorável contribui para um maior rendimento dos grãos, na maioria das regiões produtoras, o que traz uma expectativa de colheita em 1,4 milhão de toneladas, um incremento de 23,3% em relação ao mesmo período da safra 2020/21.

Entre as culturas de primeira safra, a soja já apresenta cerca de 95% da área colhida. A estimativa de produção da oleaginosa está em 123,8 milhões de toneladas, redução de 10,4% em relação à safra anterior. No caso do arroz, a colheita atinge 91% da área. A expectativa da Conab é que o Brasil produza 10,7 milhões de toneladas, queda de 9,1% em relação ao volume produzido na safra passada. A redução registrada para estes grãos neste ciclo é explicada pela estiagem registrada nos estados do Sul do país e em parte do Mato Grosso do Sul entre o fim de 2021 e início deste ano.

Dentre as culturas de inverno, o panorama de mercado de trigo estimula os produtores. A expectativa de área plantada do grão no país teve uma elevação de 3% neste levantamento. Destaque para o Rio Grande do Sul, onde a intenção de plantio mostra uma elevação de 9,7%, saindo de 1,16 milhão de hectares para 1,27 milhão de hectares.

Mercado

Neste 8º levantamento, a Companhia não alterou as estimativas de importação de nenhum produto em relação ao levantamento anterior. Já as exportações de milho para 2022 foram aumentadas, passando de 37 milhões de toneladas para 38 milhões de toneladas. Se confirmado, os embarques para o mercado externo terão um incremento de 82,6% em relação à safra anterior. Essa elevação é explicada pelo crescimento da produção brasileira alinhada à demanda internacional aquecida.

Para os demais produtos, as estimativas de exportação foram mantidas: algodão em 2,05 milhões de toneladas, arroz em 1,3 milhão de toneladas, feijão em 200 mil toneladas e soja em 77 milhões de toneladas. No caso do trigo, as informações ainda são referentes à safra 2021,  que possui o ano comercial de agosto de 2021 a julho de 2022. Para o cereal, a expectativa de venda para o mercado internacional segue em 3 milhões de toneladas.

No que se refere aos estoques, os dados indicam recomposição da disponibilidade interna para o milho, que deverá ser de 10,4 milhões de toneladas, aumento de 34,7% comparado à safra 2020/21. Já para o feijão, o estoque de passagem deverá ser da ordem de 304,1 mil toneladas, volume que deverá contribuir para a manutenção da normalidade do abastecimento interno. Para a soja, os esmagamentos deverão aumentar em 345 mil toneladas, passando para 46,85 milhões de toneladas. Com o aumento de produção e de esmagamentos, os estoques de passagem para a safra 2021/22 de soja em grãos estão estimados em 3,56 milhões de toneladas. No caso do arroz, o cenário é de diminuição em 16,1% dos estoques finais, com um montante de 2,1 milhões de toneladas em dezembro de 2022.

Em relação aos preços médios mensais dos produtos nas principais praças, observou-se, no mês de abril em comparação com o mês de março, desvalorização de 14,26% no preço do milho no PR, de 4,92% no preço do trigo no PR, de 3% no do arroz no RS e de 8,5% da soja no MT. Por outro lado, o preço do algodão elevou em 2,7% no MT e do feijão cores em 6,56% em SP.

Fonte: Conab

Uso da gliricídia na produção agropecuária

Uma das principais vantagens da gliricídia com relação a outras plantas ricas em proteína é a facilidade com que pode ser estabelecida e por ser menos susceptível ao ataque de formigas cortadeiras.

O termo GliriTEC se refere ao conjunto de ativos que utilizam a gliricídia como principal componente da solução tecnológica. O objetivo é concentrar diversos conhecimentos e resultados de pesquisas sobre o uso dessa leguminosa para fins agropecuários.

Saiba todos os detalhes sobre o GliriTEC, ouvindo o Prosa Rural, o programa de rádio da Embrapa.

Fonte: Embrapa

Implantado o “Programa Uvas de Pernambuco”

O “Programa Uvas de Pernambuco” está sendo formado com parcerias de prefeituras municipais. O estado está sendo mobilizado e tem total interesse no desenvolvimento econômico dos municípios.  A agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe), também é uma parceira em potencial na mobilização da sustentabilidade de arranjos produtivos locais agrícolas.

Com base no Zoneamento Agroecológico do Estado de Pernambuco (ZAPE) e do Zoneamento de Risco Climático (ZARC), a Embrapa recomenda os municípios mais favoráveis à videira e cruza fronteiras, levando a cultura da uva para a agricultura e para o desenvolvimento econômico dos municípios e das famílias agricultoras, passando por regiões semiáridas, mata e agreste de Pernambuco.

A experiência com uva, na região da Zona da Mata, bem-sucedida no município de São Vicente Férrer-PE, apresentou surpreendente resultado de produtividade de até 32 toneladas safra/ha, passando o município de 8 toneladas/ha/ano, para até 64 toneladas/ha/ano com duas safras/colheitas na mesma planta. O estudo foi realizado pela pesquisadora Selma Tavares, da Embrapa Solos, entre 2005 e 2010, que, levando a sua experiência de conhecimento de 15 anos, trabalhando com uvas na Embrapa Semiárido (Petrolina-PE), estudou a “otimização do sistema de produção da uva” na região da Zona da Mata de Pernambuco. O projeto da Embrapa foi financiado pelo governo do Estado de Pernambuco – PROMATA, e foi desenvolvido, in loco, no município, adotando-se a tecnologia de indução da produção com duas colheitas ao ano por planta.

Fica evidente a alta capacidade de adaptação da cultura da uva, antes restrita a regiões de clima temperado no sul do País. Hoje introduzida também com sucesso em regiões semiáridas, a exemplo dos municípios exportadores de uva de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA). Mais recentemente, a região Agreste também vem apresentando resultados muito promissores. Os municípios de Garanhuns, Bonito e Gravatá fazem parte do “Programa Uvas de Pernambuco”, e outros municípios terão a mesma oportunidade, relata a pesquisadora Selma Tavares. O município de Garanhuns também é um exemplo de sucesso com uvas vinícolas e na produção de vinhos.

Os 17 municípios com uvas, até então, no estado, são: Afrânio; Belém de Maria; Belém do São Francisco; Bonito; Feira Nova; Floresta; Garanhuns; Gravatá; Jurema; Lagoa Grande; Macaparana; Petrolândia; Petrolina; Santa Maria da Boa Vista; São Vicente Férrer; Timbauba e Vicência.

Fonte: Embrapa

Publicado o Zoneamento Agrícola do girassol para a safra 2022/2023

O Mapa publicou na última quarta-feira (11) as portarias 127 a 153, que aprovam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2022/2023, para o cultivo do girassol no Brasil.

O girassol é pouco influenciado pelas variações de latitude e de altitude, apresenta tolerância a baixas temperaturas e é relativamente resistente à seca, portanto é uma cultura que se desenvolve bem em diversas regiões do país. As fases mais sensíveis ao déficit hídrico ocorrem durante a semeadura e a emergência das plantas e, principalmente, do início da formação do capítulo ao começo da floração seguida da formação e enchimento de grãos.

A planta desenvolve-se bem em temperaturas variando entre 20ºC e 25ºC, embora a temperatura ótima para seu desenvolvimento, situa-se na faixa de 27ºC a 28ºC. Para a obtenção de boas produtividades o girassol necessita de precipitação entre 500 a 700 mm de água, bem distribuídos durante o ciclo. O consumo de água pela cultura do girassol varia em função das condições climáticas, da duração do seu ciclo e do manejo do solo e da cultura.

Também foi considerado no estudo de Zarc do girassol a associação das condições climáticas ao risco fitossanitário, uma vez que o clima pode ou não favorecer o desenvolvimento de importantes doenças que afetam a cultura.

Fonte: Mapa

Jordânia planeja aumentar exportações de potássio para o Brasil

Uma comitiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), visitou a fábrica da Arab Potash Company (APC), na Jordânia, e recebeu a notícia de que a empresa poderá aumentar as exportações de potássio para o Brasil. Segundo o CEO da empresa, Maen Nsour, em cinco anos o total enviado ao Brasil poderá chegar a 1,2 milhão de toneladas.

A visita do Mapa à Jordânia foi decisiva para a decisão da empresa em aumentar a oferta de potássio ao Brasil. A APC produz mais de 2,4 milhões de toneladas de potássio por ano. A Jordânia é o 7º maior produtor mundial de potássio.

O Brasil importa cerca de 85% de todo o fertilizante usado na produção agrícola nacional. No caso do potássio, o percentual importado é de cerca de 95%. Atualmente, o Brasil é o quarto consumidor e em 2021, as importações brasileiras de fertilizantes foram superiores a 41 milhões de toneladas, o que equivale a mais de US$ 14 bilhões.

Fonte: Mapa

Testados novos fungicidas contra a vassoura de bruxa do cacaueiro

A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), em parceria com o Senar-BA, está testando cinco fungicidas contra a vassoura de bruxa, praga que mais prejudica as lavouras de cacau no Brasil.

Os produtos foram desenvolvidos pela Syngenta e apresentam bons resultados contra a monilíase em outros países. Agora, os testes irão avaliar se podem ser usados também no combate à vassoura de bruxa.

A Bahia é o estado que mais sofre com a praga, por apresentar condições climáticas favoráveis para a disseminação do fungo. Os efeitos da praga na região foram devastadores, provocando queda de 75% da produção, gerando desemprego e êxodo rural.

Atualmente, as recomendações para o controle da vassoura de bruxa incluem uso racional de fungicidas, remoção de tecidos infectados, uso de variedades clonais resistentes e controle biológico (biofungicida Tricovab®).

O Brasil é o hoje o sexto produtor mundial de cacau, com produção de cerca de 220 mil toneladas por ano. Pará e Bahia respondem por 95% da produção nacional. De acordo com dados da Associação das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), a Bahia entregou, em 2021, aproximadamente 140 mil toneladas de amêndoas de cacau.

Fonte: Mapa

Conjuntura do mercado do milho

No mercado ao produtor, nota-se baixa liquidez, com os compradores aguardando a entrada da segunda safra para voltarem de forma mais ativa ao mercado. Em meio à boa expectativa produtiva da safra brasileira, a perspectiva é que as paridades de exportação sejam o principal parâmetro de definição das cotações no segundo semestre. Com isso, a projeção de real desvalorizado para o decorrer do ano, em meio às indefinições do cenário eleitoral brasileiro e ao cenário de elevação da taxa de juros dos países desenvolvidos, deverá dar sustentação aos preços nacionais do milho, mesmo diante de uma boa produção interna.

No mercado internacional, segue o comportamento, já identificado nas últimas semanas, de forte movimento especulativo de alta nos preços. Cabe pontuar, entretanto, que apesar do ameno atraso do plantio da safra norteamericana, ainda é muito cedo para de fato se estimar um futuro impacto sobre a produção de milho de nos Estados Unidos, pois ainda há muito tempo para a efetivação do plantio no país e as previsões climáticas até junho são muito favoráveis para a cultura.

Fonte: Conab

Conjuntura do mercado do algodão

O mercado brasileiro do algodão apresentou alta nos preços ao produtor no Mato Grosso (MT) e no atacado em São Paulo (SP). O cenário continua com baixa liquidez, e deve continuar assim até a entrada da safra. A média do dólar volta a ultrapassar os R$5,00, fator altista. Em relação ao mercado internacional, os preços voltaram a flertar com o patamar de US$150,00 cents de dólar, mas cedeu logo em seguido, por investidores acharem que o mercado estava sobre comprado.

O dólar subiu 2,84% na semana mesmo com o aumento de juros no Brasil, pois nesse período houve um forte aumento de juros em muitos países do mundo, além de EUA e Europa indicarem mais altas nessa taxa, o que atrai capital para essas regiões, consideradas como um porto seguro de investimentos. Outro problema foi a volatilidade criada por um “flash crash”, causado por um erro de um operador do CitiGroup, que teve poder de derrubar as bolsas na Europa entre 2% e 8%, apesar da rápida correção. Já os indicadores de dólar futuro mostram que a tendência segue de alta, tendo como referência os contratos futuros com vencimento em junho, tendência reforçada pelos dados de emprego na economia americana, que mostram economia muito aquecida e pode mostrar que os juros precisem subir mais rápido nos EUA.

Fonte: Conab

Conjuntura do mercado da soja

Preços primeira entrega na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT) tem elevada volatilidade esta semana e fecharam em forte baixa de 2,49%.

Clima frio e chuvoso na época de plantio da safra (2022/23) de soja e milho dos Estados Unidos, traz atraso no plantio destas culturas. Caso, o milho não seja plantado na janela ideal, há chances de aumento de área de soja. Porém, mercado já trabalha com perspectiva de clima mais favorável à semeadura nas próximas semanas.

Apesar da baixa dos preços internacionais, e dos prêmios de porto, pouco produto comercializado e alta do dólar matem preços nacionais estáveis.

Fonte: Conab

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

Soja

Os preços da soja registraram baixa nos últimos dias. Entre 29 de abril e 6 de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná caiu 0,9%, fechando a R$ 189,44/saca de 60 kg na sexta-feira, 6. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) recuou 0,7%, a R$ 193,91/sc de 60 kg no dia 6. A pressão veio da menor demanda externa, sobretudo da China, e da evolução na colheita na América do Sul. Além disso, o baixo volume negociado de oleaginosa da safra 2021/22 do Brasil e a falta de espaço nos armazéns em grandes regiões produtoras do País vêm gerando expectativas de maior oferta no curto prazo.

Algodão

O movimento de alta nos preços do algodão em pluma segue firme no Brasil, e o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, vem renovando as máximas nominais de forma consecutiva. Diante disso, o Indicador já se aproxima dos R$ 8/libra-peso – nessa terça-feira, 10, fechou a R$ 7,8677/lp. O suporte vem da postura firme de vendedores, que continuam pedindo preços acima dos ofertados por compradores. Estes vendedores estão atentos à valorização do dólar frente ao Real e ao atual patamar da paridade de exportação. Além disso, a oferta de algodão – sobretudo de qualidade – da safra 2020/21 vem se reduzindo, o que leva compradores com necessidade imediata a ceder e pagar valores maiores em novas aquisições pontuais no spot.

Milho

Os preços do milho estão em queda em parte das regiões brasileiras, influenciados pela menor demanda. Na parcial deste mês (entre 29 de abril e 6 de maio), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) caiu 1,84%, a R$ 86,63/sc de 60 kg na sexta-feira, 6, o menor patamar nominal deste ano. Compradores se mostram abastecidos e atentos às boas perspectivas quanto à segunda safra brasileira. Nem mesmo as altas nos preços externos e do dólar foram suficientes para interromper o movimento de queda no spot nacional. Além disso, produtores também têm interesse em negociar, seja para “fazer caixa” ou para liberar espaços nos armazéns.

Arroz

A liquidez envolvendo arroz no mercado do Rio Grande do Sul esteve um pouco maior ao longo da semana passada. Apesar de parte dos demandantes seguir retraída, as efetivações de negócios para exportação movimentaram o mercado. Entretanto, no geral, os valores seguiram em queda, pressionados pela disparidade entre os valores de compra e de venda. Nessa segunda-feira, 9, o Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros e pagamento à vista) fechou a R$ 70,31/saca de 50 kg, recuo de 0,66% na parcial de maio. No dia 5 deste mês, o Indicador chegou a fechar abaixo de R$ 70/sc, o menor patamar nominal desde meados de fevereiro deste ano.

Etanol

Os preços dos etanóis hidratado e anidro caíram no mercado spot do estado de São Paulo. Entre 2 e 6 de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado fechou a R$ 3,3198/litro, baixa de 5,05% frente ao da semana anterior. No caso do etanol anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou em R$ 3,9039/litro, recuo de 3,99% no mesmo comparativo. Segundo pesquisadores do Cepea, esta foi a segunda semana consecutiva de queda, e o movimento esteve atrelado ao maior número de usinas moendo a cana-de-açúcar da safra 2022/23.

Açúcar

Os valores do açúcar cristal iniciaram o mês de maio em queda. Nessa segunda-feira, 9, o Indicador do açúcar cristal CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, fechou a R$ 133,32/saca de 50 kg, baixa de 1,56% no acumulado da parcial deste mês. Ainda que de forma não volumosa, a entrada do cristal da nova temporada 2022/23 é o principal motivo para o recuo dos valores no mercado doméstico. Ressalta-se que algumas usinas continuam priorizando a produção do etanol e do açúcar VHP para atender aos contratos de exportação.

Boi

A diferença média entre os preços das arrobas dos animais machos e fêmeas prontos para abate, ambos comercializados no mercado paulista, está em patamar recorde, de acordo com a série histórica mensal do Cepea. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário se deve à sustentação dos preços do animal macho e à queda nos valores da vaca. Na parcial deste ano (de dezembro/21 a maio/22), enquanto a arroba do boi gordo no mercado paulista apresenta ligeira desvalorização nominal de 0,55%, o preço da vaca registra queda de fortes 8,48%. Pesquisadores do Cepea indicam que, no caso do boi, os valores são sustentados pela forte demanda internacional pela carne, sobretudo chinesa, e pela oferta enxuta. Já no caso da vaca, a proteína da fêmea geralmente é destinada ao mercado brasileiro, que, vale lembrar, atravessa um período de demanda enfraquecida, tendo em vista o fragilizado poder de compra de grande parte da população.

CLIMA

Inmet alerta para impacto da estiagem na segunda safra de milho na região Central do Brasil

Os meses de maio até setembro são marcados pelo período seco na região central do País, quando massas de ar seco impedem a formação de nuvens de chuva. Os acumulados de chuva variam normalmente entre 10 mm e 80 mm, sendo que em junho e julho são os mais críticos, com volumes de chuva inferiores a 40 mm. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta que, neste ano, a falta de chuva pode afetar a produção de milho na região.

O estado do Mato Grosso, maior produtor da cultura do milho segunda safra, já vem sofrendo com a estiagem desde abril. Algumas localidades estão com mais de 25 dias sem chuvas (veja Tabela 1), o que pode impactar no desenvolvimento da cultura do milho segunda safra e, consequentemente, causar possíveis quebras na produtividade.

Tabela 1: Dias sem chuvas registrados nas Estações Convencionais e Automáticas do Inmet em 09/05/2022

A previsão climática do Inmet indica chuvas dentro da média climatológica em grande parte do estado nos meses de maio, junho e julho, com acumulados previstos entre 40mm e 100 mm, enquanto para o norte do estado, as chuvas podem ficar ligeiramente acima da média.

O agrometeorologista Cleverson Freitas explica que, como a falta de chuva pode prejudicar o desenvolvimento do milho, as altas temperaturas, acima de 35°C, podem também impactar severamente a fenologia e consequentemente a produtividade.

O instituto ressalta a importância de o produtor considerar as previsões meteorológicas para diminuir os riscos e ter maior produção e lucro na plantação.

Fonte: Mapa

Previsão de chuva

Previsão de chuva – 09/05/2022 – 24/05/2022

Conforme o modelo numérico do INMET, os maiores acumulados são previstos para os estados do Amazonas, Roraima, Amapá e Pará e no centrossul do Rio Grande do Sul.

Região Norte

São previstos acumulados de chuva significativos em grande parte da região, com acumulados ficando entre 30 mm, podendo superar os 100 mm em algumas áreas do norte do Pará, noroeste do Amazonas e Amapá. Para os estados do Acre, Rondônia, Tocantins e norte de Roraima, os acumulados de chuva previstos não irão ultrapassar os 50 mm.

Região Nordeste

São previstos maiores volumes de chuva no norte do Maranhão e do Piauí, podendo ultrapassar 80 mm. Nas demais áreas da região, não estão previstos acumulados que sejam maiores que 10 mm.

MATOPIBA

Os acumulados de chuva previstos, poderão ser menores que 10 mm em grande parte da região.

Centro-Oeste

No Sudeste não estão previstos acumulados de chuva significativos em praticamente todos os estados, chegando a no máximo 40 mm no extremo norte do Mato Grosso, sul de Mato Grosso do Sul, sul de Minas Gerais e oeste de São Paulo. Porém, não se descarta a ocorrência de chuvas em pontos isolados ocasionadas por convergência local de umidade.

Região Sul

Também são previstos baixos volumes de chuva, chegando a 40 mm no norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e oeste do Paraná que poderão ocorrer principalmente entre os dias 15 e 16/05.

Figura 1. Previsão de chuva para o período entre 09 e 24 de maio de 2022.

CURSOS E EVENTOS

Data Evento Instituição promotora Link de acesso
Contínuo Controle biológico: enfoque em manejo de lagartas com bioinseticidas Embrapa Clique aqui
9 – 13/05/22 14ª Semana de Integração Tecnológica (14ª SIT), debate empreendedorismo e inovação na agricultura Embrapa, Emater-MG, Epamig, UFSJ Clique aqui
Contínuo Qualifica Mulher Embrapa Clique aqui
Contínuo Medidas de Prevenção, Monitoramento e Controle da Vespa-da-Madeira Embrapa Clique aqui
Contínuo RENIVA – Introdução às estratégias de produção de materiais de plantio de mandioca Embrapa Clique aqui
Contínuo Apicultura para Iniciantes Embrapa Clique aqui
Contínuo Curso de Viticultura Tropical no Semiárido Embrapa Clique aqui
17/02/22

a

31/12/22

Produção e Tecnologia de Sementes e Mudas Embrapa Clique aqui
Contínuo Produção de mudas de cajueiro – enxertia Embrapa Clique aqui
Contínuo Viticultura Tropical no Semiárido Embrapa Clique aqui
Contínuo Apicultura para Iniciantes Embrapa Clique aqui

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