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Principais Notícias da Semana no Mundo Agro

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GERAIS

 Lucro Social da Embrapa em 25 anos é de R$ 1,2 Trilhão

A Embrapa acaba de publicar uma edição especial de 25 anos de seu Balanço Social, que demonstra o resultado das contribuições da Empresa à sociedade nesse período, incluindo dados de 2021. De acordo com essa publicação, a Empresa, que no ano que vem completa 50 anos, gerou, praticamente, na segunda metade de sua existência, um lucro social de R$ 1,2 Trilhão.

Esse número é resultante da consolidação dos indicadores sociais, laborais e de aproximadamente 3.000 estudos de avaliação de impactos econômicos e de estimativa de adoção das cultivares da Embrapa. Ele representa, majoritariamente, a renda adicional obtida pelo setor produtivo ao adotar as soluções tecnológicas da instituição. Os valores foram atualizados pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de dezembro de 2021.

Para acessar o Balanço Social 2021 clique aqui

Fonte: Embrapa

 Serviço Nacional de Proteção de Cultivares completa 25 anos

Criada para garantir os direitos dos obtentores de novas variedades vegetais, a Lei nº 9.456/1997 sobre proteção de cultivares completou 25 anos neste mês de abril. A Lei também criou o Serviço Nacional de Proteção de Cultivares (SNPC) que é o órgão competente por aprovar e disponibilizar os instrumentos necessários à solicitação ou protocolização dos pedidos de proteção junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A Proteção de Cultivares é uma forma de propriedade intelectual pela qual os melhoristas de plantas podem proteger suas novas cultivares, adquirindo determinados direitos exclusivos sobre elas. A proteção é concedida por um período de 18 anos para cultivares de espécies arbóreas e videiras e por 15 anos para as demais espécies, contados a partir da concessão do Certificado Provisório de Proteção.

Número de pedidos de proteção entre 1997 e 2021

Desde o surgimento do SNPC, o Brasil tem registrado um número crescente de pedidos de proteção de novas variedades vegetais dos mais diferentes gêneros e espécies. Nos últimos 10 anos, o número de pedidos de proteção tem variado entre 300 e 350 ao ano, mantendo o Brasil entre os países com mais pedidos de proteção de cultivares na União Internacional para Proteção das Obtenções Vegetais (UPOV).

Títulos concedidos entre 1997 e 2021

Outro número crescente é o de títulos de proteção concedidos ao longo desses anos, superando a marca de 250 títulos ao ano desde 2015. Ou seja, são 250 novas variedades introduzidas na agricultura brasileira anualmente, estimulando a produção agrícola e promovendo a segurança alimentar.

Os benefícios do trabalho desenvolvido pelo SNPC são observados desde o campo à mesa, com o aumento expressivo da produtividade na lavoura, a diversificação da produção agrícola, o investimento na agricultura, o estímulo à inovação e a maior oferta e qualidade dos alimentos.

Fonte: Mapa

Algodão brasileiro está na faixa premium para o índice micronaire

No período, foram monitorados 11.993.790 fardos de algodão provenientes de cinco regiões produtoras: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais e Goiás.

As análises apontaram que 95% do algodão brasileiro apresentou o índice de micronaire na faixa de 3,50 a 4,90, sendo que 56% ficaram na faixa premium (3,5 a 4,2), característica que determina a boa qualidade do produto e melhor valor de mercado,  83% apresentaram uma resistência superior a 28 gramas por tex; 84% com comprimento UHML superior a 1,11 polegada; 81% com índice de uniformidade superior a 80%; 72% com índice de fibra curta menor que 10%; 98% com grau de reflexão superior a 75% e 81% com grau de amarelamento menor que 9%.

Apesar dos fatores climáticas terem prejudicado a safra 2020/21, o algodão brasileiro apresentou resultados positivos considerando a série histórica de cinco safras. Além disso, 96,5% do algodão brasileiro, na safra 2020/21, apresentou um CG (HVI) nos tipos 11, 21,31,41 e 51 (padrões de cor do tipo Branco).

Fonte: Abrapa

Embrapa lança curso on-line sobre Controle Biológico de lagartas

No atual cenário, em que a produção de alimentos seguros é cada vez mais valorizada, a Embrapa lança seu primeiro curso on-line sobre Controle Biológico. A capacitação tem enfoque no manejo de lagartas com bioinseticidas.

Os inseticidas biológicos reduzem a exposição dos trabalhadores, dos consumidores e do meio ambiente a resíduos químicos. Para garantir os benefícios e a eficácia dos biodefensivos, é preciso que técnicos e produtores conheçam o funcionamento do Controle Biológico e façam o uso adequado da tecnologia.

As pessoas precisam saber identificar os insetos considerados pragas, que causam danos às lavouras, e seus inimigos naturais, que podem ser outros insetos ou microrganismos, como vírus e bactérias. “Para usufruir bem da ação dos agentes benéficos no campo é importante reconhecê-los”, ressalta a pesquisadora Simone Mendes, da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG).

Também é fundamental que os trabalhadores, ao utilizarem biodefensivos, façam o manejo adequado da tecnologia para garantir sua eficácia. Essa é a proposta da capacitação “Controle Biológico: enfoque em manejo de lagartas com bioinseticidas”.

O curso tem o objetivo de capacitar agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural, profissionais da área de Ciências Agrárias e demais interessados a identificar estratégias para controle biológico dos principais lepidópteros-praga dos sistemas intensificados de produção com uso de bioinseticidas.

A capacitação está estruturada em quatro módulos:

– Controle Biológico de pragas: conceito e tipos;

– Identificação de lepidópteros-praga dos sistemas intensificados de produção;

– Estratégias e ferramentas para monitoramento de lepidópteros-praga dos sistemas intensificados de produção com foco em Controle Biológico;

– Controle de lagartas de sistemas intensificados de produção utilizando bioinseticidas.

A capacitação “Controle Biológico: enfoque em manejo de lagartas com bioinseticidas” é gratuita, totalmente on-line e autoinstrucional. Dessa forma, permite que o aluno siga seu próprio ritmo e oferece flexibilidade nos estudos.

As informações completas e inscrições estão disponíveis no link: https://www.embrapa.br/web/portal/e-campo/controle-biologico-enfoque-em-manejo-de-lagartas-com-bioinseticidas

Fonte: Embrapa

Mapa e Embrapa criam o Cadastro Vitícola Nacional

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Embrapa Uva e Vinho firmaram Termo de Execução Descentralizada (TED) para a implantação do Cadastro Vitícola Nacional, no âmbito do Sistema Nacional de Vinhos e Bebidas (Sivibe). Com a implantação do Cadastro Vitícola Nacional, o Brasil terá uma base de dados com o perfil da viticultura nacional, o que possibilitará o desenvolvimento de políticas focadas nas prioridades e demanda da cadeia produtiva.

Também integram a proposta a revisão e atualização do banco de dados de cultivares e porta-enxertos, bem como análises temáticas quanto às condições da safra, dos dados para emissão de relatórios para a Organização Internacional da Vinha e do Vinho. A partir da base de dados do Cadastro Nacional, serão, periodicamente, divulgados informativos analíticos conjunturais da vitivinicultura nacional, além do acompanhamento e levantamento de necessidades de melhorias no sistema.

Pontos prioritários da parceria entre Mapa e Embrapa:

– Estabelecer uma rede de parceiros qualificada a partir de ações de internalização conceitual e operacional do processo associado com o Cadastro Vitícola Nacional.

– Planejamento e realização de visitas nas principais regiões vitivinícolas brasileiras.

–  Estruturação de bancos de dados do Sivibe, com atualização dos dados de cultivares e de porta-enxertos de videira.

– Monitoramento e caracterização do perfil da vitivinicultura brasileira, através da elaboração de relatórios.

Principais polos de produção de uvas do Brasil:

  • Rio Grande do Sul: Serra Gaúcha, Serra do Sudeste, Campanha, Campos de Cima da Serra e Alto Uruguai
  • Santa Catarina: Vale do Rio do Peixe, Vale do Rio Tijucas, Urussanga, Altitude (São Joaquim, Campos Novos e Caçador) e Alto Uruguai.
  • Paraná: Norte (Marialva), Sudoeste (Francisco Beltrão) e Grande Curitiba
  • São Paulo:  São Roque/Jundiaí/São Miguel Arcanjo, Jales e Norte (Espírito Santo do Pinhal)
  • Minas Gerais: Sul de Minas e Pirapora
  • Goiás: Paraúna, Itaberaí e Pirenópolis
  • Brasília: Projeto Vinibrasilia
  • Espírito Santo: Santa Tereza, Vendas Nova do Imigrante e Floriano Peixoto.
  • Bahia: Vale do São Francisco e Chapada Diamantina
  • Pernambuco: Vale do São Francisco

Fonte: Mapa

PRODUÇÃO

Primeira etapa da campanha de vacinação da Febre Aftosa começa na próxima semana

No dia 1º de maio, inicia a primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2022. Nesta fase, deverão ser vacinados bovinos e bubalinos de todas as idades, para a maioria dos estados, conforme o calendário nacional de vacinação.

A exceção fica apenas para 11 unidades da Federação – Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal.

Para essa etapa, a expectativa é imunizar cerca de 107 milhões de animais em todo território brasileiro.

 As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.

Além de vacinar o rebanho, o produtor deve também declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração de vacinação deve ser realizada de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados.

Inversão nas etapas

Em abril, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou uma inversão da estratégia de vacinação para os estados que compõem o Bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE-PNEFA), com exceção do Espírito Santo, onde a vacinação já é invertida.

Desta forma, para 10 estados e o Distrito Federal (BA, ES, GO, MG, MT, MS, RJ, SE, SP e TO) a 1ª etapa a ser realizada em maio será destinada aos bovinos e bubalinos até 24 meses, enquanto a 2ª etapa, em novembro, para todo o rebanho.

A medida adotada visa equacionar a demanda de vacinas contra febre aftosa com o cronograma previsto de produção da indústria.

Os estados que compõem o Bloco IV do PE-PNEFA totalizam aproximadamente 61,3 milhões de bovinos e bubalinos de zero a 24 meses que deverão ser imunizados no mês de maio de 2022.

Fonte: Mapa

Embrapa destaca bioinsumo para resistência à seca

Imagine um produto capaz de mitigar os efeitos causados pela seca e também de conferir às lavouras propriedades que auxiliam no combate as altas temperaturas.

Trata-se do AURAS ®, tecnologia da Embrapa em parceria com a NOOA Ciência e Tecnologia Agrícola, que tem como base uma rizobactéria isolada da raiz do mandacaru. De acordo com o pesquisador da Embrapa Itamar Soares de Melo, o isolado CMAA 1363, que é a única cepa de Bacillus aryabhattai validada pela Embrapa, apresenta propriedades que contribuem para o sólido desenvolvimento dos cultivos em momentos de estresse abióticos. “Os resultados, após 12 anos de pesquisas, comprovaram a eficácia da rizobactéria como base de um bioinsumo para aumentar a resiliência das lavouras e a capacidade de tolerar longos períodos de estiagem e altas temperaturas”, destaca.

Sistema radicular mais ativo

Com o AURAS ®, o aproveitamento da água e sua absorção são maximizados, possibilitando a planta um melhor controle da temperatura foliar e, consequentemente, uma redução do estresse térmico, em comparação com as lavouras que não utilizam a solução da NOOA”, pontua Bahia.

O diretor de Desenvolvimento de Produtos da NOOA acrescenta que o AURAS ® propicia a produção de substâncias que reduzem o acúmulo de estresse nas células. Se acumulados, esses compostos interferem em diversos processos, como, por exemplo, na atividade da fotossíntese da planta que, consequentemente, impacta a produtividade da lavoura.

Fonte: Embrapa

Importância da rastreabilidade para a cultura do caju

A rastreabilidade vegetal consiste em conhecer a origem de todo o processo dos alimentos vegetais frescos ao longo da cadeia logística até a chegada ao consumidor final. Com a rastreabilidade, toda a trajetória feita pelo alimento, do campo à mesa, é resguardada de modo a possibilitar a identificação de todas essas etapas.

O assunto foi tema de um curso promovido pela Embrapa Agroindústria Tropical em parceria com a empresa Sisagri na última quinta-feira.

A medida contribui para a manutenção da segurança alimentar, dificultando a chegada de alimentos fora da conformidade ao consumidor. Também possibilita o conhecimento da origem dos produtos. Dessa forma, é possível distinguir e valorizar os agricultores que aplicam as boas práticas de produção.

O processo é realizado através de um sistema de rastreabilidade, em que o produtor consegue ter acesso às informações de maneira simples, rápida e acessível. Cada elo da cadeia (produtores, distribuidores, varejistas) deve manter registros das informações do elo anterior e posterior. Neste caso, são exigidas informações básicas de identificação, como nome da empresa ou pessoa física, datas de recebimento e entrega, identificação do lote, entre outros dados.

Fonte: Embrapa

Portarias de Zarc do feijão caupi estão disponíveis para a safra 2022/2023

Foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (27) as portarias de Nº 51 a 72, que aprovam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2022/2023, para o cultivo do feijão caupi.

O feijão caupi (Vigna unguiculata (L.) Walp), conhecido também como feijão-de-corda ou feijão macassar, é uma cultura de grande importância socioeconômica, principalmente, para a população do semiárido.

No Brasil, é cultivado na região semiárida do Nordeste, em pequenas áreas da Amazônia e tem se expandido rapidamente na região Centro-Oeste, onde o cultivo de larga escala está sendo realizado, na maioria, por médios e grandes produtores com uso de tecnologias devido às características favoráveis ao cultivo mecanizado.

O déficit hídrico é o principal fator responsável pelas perdas nas lavouras. A cultura exige um mínimo de 300 mm de precipitação ao longo do ciclo. O feijão-caupi tem dois períodos bem definidos com relação à falta d’água: da semeadura à emergência e no florescimento/enchimento de vagens.

Fonte: Mapa

BRS Integra é apresentada em dia de campo

Lançada em abril, a BRS Integra é tema do primeiro de Dia de Campo presencial da Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande-MS, na retomada das atividades de transferência de tecnologia. Produtores e técnicos terão a oportunidade de conhecer a nova cultivar de Urochloa ruziziensis ou Brachiaria ruziziensis na vitrine tecnológica da instituição, no dia 6 de maio.

Desenvolvida em parceria com a Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto), a BRS Integra, primeira cultivar desse programa de melhoramento genético conduzido pela Empresa, é indicada para os sistemas integrados de produção, em solos de média a alta fertilidade. Antes dela, a cv. Kennedy era a cultivar de ruziziensis existente no mercado, mas ela não foi desenvolvida para as condições edafoclimáticas brasileiras.

A cultivar apresenta maior produção de forragem na entressafra, elevada quantidade de folhas com qualidade nutricional e expressiva produção de palhada.

Fonte: Embrapa

MERCADO

Cenário positivo para o preço dos etanóis na safra nordestina 2021/2022

Com a safra nordestina 2021/22 praticamente finalizada, levantamentos do Cepea mostram que os valores médios dos etanóis anidro e hidratado nos estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba tiveram forte avanço, em termos reais, frente aos do mesmo período da temporada anterior (2020/21).

Diversos fatores podem ser citados para justificar tais aumentos. Mesmo com o menor consumo do biocombustível nos postos destes estados, as altas foram reflexo do comportamento dos preços nos estados do Centro-Sul – aqui ressalta-se que o mercado nordestino geralmente acompanha a tendência observada nos valores do biocombustível no Centro-Sul brasileiro, que é o maior ofertante e demandante de etanol. Além disso, as valorizações internacionais do petróleo e a sequência de reajustes positivos nos preços da gasolina nas refinarias por parte da Petrobras reforçaram a elevação dos preços dos biocombustíveis na região nordestina.

Para o etanol hidratado, o preço médio da safra 2021/22 (considerando-se os Indicadores CEPEA/ESALQ mensais de agosto/21 a março/22) foi de R$ 3,2221/litro em Alagoas, forte alta de 21,62% frente ao do mesmo período da temporada 2020/21, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-M de março/22). Em Pernambuco, a média fechou a R$ 3,2152/litro, avanço de 19,83%, e na Paraíba, a R$ 3,2786/litro, elevação de 23,59%, em termos reais.

No caso do etanol anidro, as valorizações foram ainda mais intensas. As médias da safra atual foram de R$ 4,0816/litro, de R$ 4,1034/litro e de R$ 4,1625/litro, respectivamente, para Alagoas, Pernambuco e Paraíba (também considerando-se os Indicadores CEPEA/ESALQ mensais de agosto/21 a março/22). Em relação às médias da temporada anterior, os aumentos foram de 22,7% em Alagoas, de 23,97% em Pernambuco e de 24,67% na Paraíba, também em termos reais.

No campo, o clima favoreceu o desenvolvimento da cana-de-açúcar do ano safra 2021/22, e as expectativas positivas do setor e de recuperação foram confirmadas.

Fonte: Cepea

Conjuntura do mercado do milho

Mercado de milho no Brasil segue em queda, divergindo do movimento internacional de preços, com referência na Bolsa de Chicago. Ressalta-se que internamente há um clara tendência dos prêmios de porto, como uma redução de 170,00 cents/bu para 27,00 cents/bu ao longo das últimas quatro semanas. Este menor prêmio de porto está condicionado a boa expectativa dos agentes de mercado em relação à segunda safra brasileira de milho e do elevado atual estoque de soja, o que tenderá a refletir em uma possível oferta de milho mais intensa com os avanços da colheita. Ademais, é importante pontuar o fortalecimento do real nas últimas semanas, o que reforça o cenário de redução dos prêmios.

No mercado internacional, com os estoques menores e a demanda aquecida, observa-se uma antecipação, por parte dos agentes de mercado, acerca das projeções da safra norte-americana.

Cabe destacar, entretanto, que ainda é muito cedo para poder ter qualquer avaliação segura sobre o clima e a produção de milho nos Estados Unidos, sendo que até o atual momento não há indicativos claros de quebra produtiva. Porém, com a mercado operando com menor disponibilidade de oferta, em virtude da menor disponibilização de grão ucraniano e da quebra da safra da América do Sul em 2021, há muito apreensão entre os operadores de mercado.

Fonte: Conab

Conjuntura do mercado da soja

Mercado Internacional

Forte demanda exportadora nos Estados Unidos eleva preços internacionais. Cotações na Bolsa de Valores de Chicago (CBOT) com alta de 3,30% na semana.

Mercado Nacional

Com alta dos preços internacionais e dos prêmios de porto preços nacionais têm alta média ponderada de aproximada de 1,32%.

A expectativa é de que:

1Preços Internacionais: Preços internacionais com tendencia de baixa, após forte alta da semana anterior.

2Dólar: Dólar com tendencia de baixa.

3Preços Nacionais: Preços nacionais com tendencia de baixa, motivada pela baixa dos preços internacionais.

Fonte: Conab

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

PRODUTO
COTAÇÃO
Soja A firme demanda mundial por óleo de soja tem elevado os preços domésticos do grão. Entre 14 e 22 de abril, os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ – Paraná avançaram 3,16% e 3,39%, com respectivos fechamentos de R$ 192,57 e de R$ 186,62/saca de 60 kg na sexta-feira, 22.

Segundo informações do Cepea, indústrias brasileiras estiveram mais ativas nas aquisições do grão na semana passada, cenário que elevou a liquidez no mercado brasileiro. No entanto, uma parte dos produtores esteve retraída nas negociações, mostrando interesse em armazenar o grão em detrimento de vender no mercado spot.

Milho As cotações do cereal estavam em forte queda nas principais regiões brasileiras desde o início de abril; no entanto, já houve pequena reação em algumas regiões, especialmente as consumidoras.

Entre 14 e 22 de abril, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (base Campinas-SP) avançou 0,72%, a R$ 87,93/saca de 60 kg nessa sexta-feira, 22. A recuperação veio após os futuros atingirem os maiores valores em 10 anos na Bolsa de Chicago (CME Group) na semana passada, cenário que animou produtores, que voltaram a reduzir a quantidade de ofertas.

Algodão O Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma vem oscilando no mercado brasileiro, diante da forte disparidade entre os valores de compra e de venda no spot. Ao longo da semana passada, essa “queda de braço” e o feriado da quinta-feira, 21, mantiveram baixa a liquidez doméstica.

Atentos às volatilidades dos preços externos e do dólar frente ao Real, vendedores brasileiros ora estão mais flexíveis em seus pedidos ora elevam os preços, sobretudo algumas tradings que disponibilizam lotes no mercado interno. Ainda assim, vendedores estão mais ativos que compradores, uma vez que indústrias apontam dificuldades no repasse de novos reajustes da matéria-prima aos seus produtos. Dessa forma, parte das empresas pressiona os valores no spot e/ou se mantém fora do mercado, usando estoques e/ou a pluma de contratos a termo. Entre 19 e 26 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ subiu 0,4%, fechando a R$ 7,2172/lp nessa terça-feira, 26. Já no acumulado parcial de abril, o Indicador registra baixa de 0,57%.

Arroz O avanço da colheita pressionou as cotações do arroz em casca por mais uma semana no mercado spot do Rio Grande do Sul. Com um bom volume já colhido, compradores têm optado por adquirir os lotes que estão mais próximos das unidades de beneficiamento, que têm preços e custo mais atrativos. Ainda assim, no geral, muitos agentes seguem afastados do spot, mantendo o ritmo dos negócios bastante lento.

Entre 19 e 26 de abril, a média ponderada do estado do Rio Grande do Sul, representada pelo Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros e pagamento à vista), recuou 2,16%, retornando à casa dos R$ 71/sc e fechando a R$ 71,07/saca de 50 kg nessa terça-feira, 26. No acumulado parcial do mês (até o dia 26), a queda é de 7,4%.

Etanol Após registrar elevações expressivas por três semanas, o preço do etanol hidratado comercializado no estado de São Paulo permaneceu praticamente estável entre 18 e 22 de abril. Já para o anidro, os valores avançaram pela nona semana consecutiva.

Os negócios iniciaram a última semana em ritmo lento, o que manteve os valores dos etanóis estáveis; já no meio do período, algumas distribuidoras voltaram ao mercado para realizar novas compras, visando repor o etanol vendido nos feriados, o que impulsionou os valores. Entre 18 e 22 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado fechou a R$ 3,8401/litro, pequena elevação de 0,09% frente ao período anterior.

No caso do anidro, o comportamento ainda foi de avanço, de 3,57%, com o Indicador CEPEA/ESALQ fechando em R$ 4,2295/litro. Quanto ao Indicador ESALQ/BM&FBovespa, a média da semana foi de R$ 3.927,00/m³, elevação de 0,66% frente à da anterior.

Açúcar Algumas usinas do estado de São Paulo iniciaram na semana passada a venda de alguns lotes do cristal Icumsa 180 da nova safra 2022/23 no mercado spot. Apesar de a oferta ainda ser baixa, a entrada dos primeiros lotes já exerceu certa pressão sobre os valores.

Na quarta-feira, 20, o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, caiu para a casa dos R$ 139,00/saca de 50 kg; já na sexta-feira, 22, pós-feriado (Dia de Tiradentes, em 21/4), o Indicador CEPEA/ESALQ foi arbitrado, visto que não houve negócios suficientes para gerar uma média. De 18 a 22 de abril, a média do Indicador foi de R$ 140,65/saca de 50 kg, queda de 1,07% em relação à da semana anterior (de R$ 142,17/sc).

Boi Apesar do enfraquecimento da arroba do boi gordo nesta parcial de abril, o poder de compra dos pecuaristas terminadores do estado de São Paulo frente ao milho cresceu na comparação com os registrados em março e em abri/21. Inclusive, o volume de milho possível de se adquirir com a venda do boi gordo ficou acima da média histórica.

Esse cenário é reflexo da queda dos preços do cereal, que vêm sendo pressionados por expectativas de que a produção nacional da segunda safra fique acima das estimativas iniciais, podendo ser recorde. Na parcial deste mês, a média mensal do Indicador do boi gordo CEPEA/B3 está em R$ 335,15, 2,77% inferior à de mar/22 e 6,21% abaixo da de abr/21, em termos reais (as médias foram deflacionadas pelo IGP-DI). Para o milho, o preço médio do cereal negociado na região de Campinas é de R$ 89,80/saca de 60 kg, fortes recuos de 10,05% frente ao mês anterior e de 18,2% em relação a abr/21, em termos reais.

Assim, com a venda de um quilo de boi gordo em SP, o pecuarista conseguiu adquirir quase 15 quilos de milho na região de Campinas, 8% a mais que em março e quantidade 14,66% maior que a de abr/21, em termos reais. A média histórica do poder de compra dos pecuaristas terminadores de SP em relação ao milho (a série foi iniciada em agosto de 2004) é de 14,84 quilos. Ou seja, o volume do cereal possível de se adquirir na parcial de abril está 0,6% acima da média dos últimos 18 anos.


CLIMA 

Previsão de chuva

Previsão de chuva – 25/04/2022 – 11/05/2022

De acordo com o modelo numérico do INMET, os maiores acumulados são previstos para os estados do Amazonas e Pará e em grande parte do Maranhão e centrossul do Rio Grande do Sul.

REGIÃO PREVISÃO DE CHUVA
Sul Os maiores volumes de chuva são previstos no sul da região, entre 50 e 200 mm, com destaque para o centrossul do Rio Grande do Sul em decorrência de uma massa de ar quente e úmida entre os dias 25 e 26/04. Nas demais áreas, não estão previstos grandes acumulados de chuva que ultrapassem os 40 mm.
Sudeste Não são previstos acumulados de chuva que ultrapassem os 10 mm. Porém, assim como na região Centro-Oeste, a ocorrência de chuvas em pontos isolados devido à convergência local de umidade não será descartada.
Centro-Oeste São previstos menores volumes de chuva na região, que não deverão passar de 20 mm. Porém, não se descarta a ocorrência de chuvas em pontos isolados ocasionadas por convergência local de umidade.
Nordeste São previstos acumulados abaixo de 10 mm em grande parte da Bahia, com exceção do extremo sul baiano que deve chegar a 30 mm. Destaques de maiores acumulados de chuva são previstos para o norte do Maranhão e do Piauí, podendo chegar a 150 mm nos próximos dias.
MATOPIBA Os acumulados de chuva previstos, poderão variar entre 10 e 30 mm em grande parte da região.
Norte São previstos maiores acumulados de chuva no oeste do Amazonas com acumulados ficando entre 80 e 150 mm. Para áreas do centro-norte do Pará, Roraima e leste do Amazonas, os acumulados de chuva previstos, não ultrapassarão os 100 mm. Nas demais áreas, são previstos acumulados de chuva abaixo de 50 mm.

Figura 1. Previsão de chuva para o período entre 25/04/ e 11/05/2022.

Previsão de chuva – 03/05/2022 – 11/05/2022

De acordo com o modelo de previsão numérica GFS, a semana poderá apresentar grandes acumulados de chuva no extremo norte do país, além de áreas do leste das regiões sul e sudeste.

REGIÃO PREVISÃO DE CHUVA
Sul Os volumes de chuva previstos em praticamente toda a região ficarão entre 20 e 40 mm. Destaque para o leste de Santa Catarina, onde os acumulados de chuva previstos poderão variar entre 60 e 90 mm.
Sudeste Os maiores acumulados previstos serão na faixa de 50 a 100 mm no litoral de São Paulo, o que não descarta a possibilidade de maiores acumulados em pontos isolados. No Espírito Santo e no Rio de Janeiro, os acumulados devem ficar entre 30 e 50 mm. Em áreas do centrossul de Minas Gerais e extremo norte de São Paulo, os volumes previstos não devem exceder os 40 mm.
Centro-Oeste As chuvas no Mato Grosso poderão chegar a 60 mm. Enquanto acumulados de chuvas na faixa de 30 e 50 mm são previstos para os demais estados.
Nordeste São previstos menores acumulados de chuva que não deverão ultrapassar os 30 mm em grande parte do estado baiano. No leste da região, os volumes de chuva poderão ser entre 50 e 100 mm, enquanto em grande parte do norte da região, principalmente no norte do Maranhão, Piauí e Ceará, os acumulados previstos poderão chegar a 125 mm.
MATOPIBA Os acumulados de chuva previstos poderão variar entre 25 mm em partes da Bahia e valores maiores que 70 mm no Piauí, Tocantins e Maranhão.
Norte São previstos acumulados entre 60 e 200 mm nos estados do Amazonas, Roraima, Amapá e Pará. Nas demais áreas, principalmente no leste do Acre, Rondônia e sul do Tocantins, os acumulados de chuva previstos não deverão ultrapassar os 60 mm.

Figura 2. Previsão de chuva para o período de 03/05/22 a 11/05/2022.

Espaço para parceiros do Agro aqui

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