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Principais Notícias da Semana no Mundo Agro

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GERAIS

Valor da Produção Agropecuária de 2022 deve chegar a R$ 1,227 trilhão

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2022 deve alcançar R$ 1,227 trilhão, 2,4% acima do obtido em 2021, que foi de R$ 1,199 trilhão, conforme dados de março.

A estimativa de janeiro indicou um crescimento real do VBP de 4,3%, quase o dobro do crescimento observado em março. A estiagem no Sul do país durante os meses de plantio foi o que mais impactou os resultados.

O valor das lavouras cresceu 7,5%, e o da pecuária, sofreu uma retração de -8,5%.

Os produtos com bom desempenho do VBP são: algodão em pluma, aumento real de 42,2%; banana, 17,7%; batata inglesa, 11,4%; café, 55,7% (conillon e arábica); cana-de -açúcar, 28,4%; feijão, 8,7%; laranja, 10%; milho, 24,1%; tomate, 32,6%; e trigo, 4,8%.

“Esses resultados podem ser atribuídos, em geral, aos aumentos de produção e aos preços. Nesse grupo, destacamos a contribuição de produtos relevantes, como cana-de-açúcar, café, algodão e laranja, que deram grande impulso ao VBP. Entre os produtos que têm apresentado pior desempenho estão soja e arroz, afetados por redução de preços e por menor produção”, informa nota da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Em relação à pecuária, houve retração, motivada pela queda de preço, redução das exportações (quantidade) no primeiro trimestre e os preços dos insumos para as rações, especialmente para suínos e frangos, e leite. “Além da redução da quantidade exportada de carne de frango, houve redução de 42,6% nas exportações de carne suína em relação ao trimestre de 2021, e redução de 18,0% na quantidade de carne bovina”.

Já a Região Sul foi a mais afetada pela seca, apesar de todo o impacto ainda não ter sido registrado. “Produtos importantes ainda encontram-se em campo, como o milho de segunda safra, e o trigo cujo plantio ainda está iniciando. A retração da produção de soja e milho foi acentuada, como mostraram os levantamentos divulgados em março pelo IBGE e Conab”.

A quebra na safra de soja no Rio Grande do Sul é estimada em 50,8%; a do milho, 32%, e a do arroz irrigado, 11,1%. Para toda região, a perda de safra de soja foi de 44,2%, equivalente a 19 milhões de toneladas de grãos.

Fonte: Mapa

 Kafta vegetal na Anufood 2022

A Kafta Amazonika, novo produto feito de plantas, promete movimentar a Anufood 2022. Desenvolvida pela parceria da Embrapa com a Sottile Alimentos, conhecida pela marca Amazonika Mundi, a kafta tem características similares à análoga de origem animal. O produto foi desenvolvido por meio de um contrato de cooperação técnica e financeira entre as empresas, o que permitiu que os resultados do projeto fossem diretamente aos mercados, possibilitando à sociedade o acesso a essa inovação na área da alimentação.

A kafta vegetal faz parte de um grupo de alimentos conhecidos como plant-based, com aparência, textura e sabor que se assemelham aos feitos com proteína animal. São produtos que visam suprir a memória afetiva de quem está reduzindo o consumo de proteína animal, mas atendem também aos consumidores vegetarianos e veganos. Segundo o The Good Food Institute (GFI), o setor de proteínas alternativas recebeu investimento recorde de US$ 5 bilhões em 2021, 60% a mais que em 2020.

Um dos ingredientes da nova kafta vegetal é a fibra de caju, um coproduto obtido no processamento do suco, tratada de modo a ficar com características neutras de sabor e odor. Seu uso atende a duas tendências do mercado: a sustentabilidade por ajudar na utilização integral do fruto e diminuir os resíduos na indústria, e a saudabilidade por acrescentar, a um produto análogo à carne, um ingrediente que não está presente em sua composição e que contribui para a saúde gastrointestinal. Além disso, são utilizados, também, ingredientes provenientes da Amazônia, como o cogumelo Yanomami desidratado, a farinha de babaçu e a pimenta indígena assîsî. O uso desses ingredientes, produzidos por pequenos produtores da região Norte do Brasil, impacta positivamente famílias indígenas da Amazônia.

Mas a grande questão é: a Kafta Amazonika é boa? Bem, se você pretende reduzir o consumo de produtos de origem animal, mas sente falta de seus sabores, provavelmente vai gostar. Se você é vegetariano ou vegano e guarda uma memória afetiva de alguns produtos de origem animal, provavelmente também vai gostar. Nosso conselho: prove sem preconceitos, você vai se surpreender.

Autores: Janice Ribeiro Lima (pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Rio de Janeiro) e André de Souza Dutra (chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agroindústria de Alimentos)

Fonte: Mapa

Mapa prorroga prazo de consulta pública sobre carbono verde

O prazo para o recebimento de propostas à minuta de Instrução Normativa que estabelece os critérios para produção, contabilização e remuneração de carbono verde foi prorrogado até o dia 15 de maio.

O crédito de carbono é um instrumento que permite remunerar iniciativas de descarbonização da economia, como projetos de restauração florestal e uso de energia limpa entre outras medidas para reduzir emissões de gases do efeito estufa na atmosfera. Esses créditos podem ser transformados em títulos e comercializados para outros agentes que emitem mais gases poluentes do que o permitido, por exemplo.

Agentes voluntários também podem comprar os créditos para ter acesso a fontes de financiamento verdes ou por outra decisão estratégica. A coordenadora-Geral de Produção Animal do Mapa, Marcella Teixeira, explica que o objetivo é estimular o desenvolvimento de um mercado voluntário de créditos de carbono verdes no Brasil com critérios referendados para as peculiaridades da produção agropecuária nacional.

Serão publicadas normas técnicas a partir de metodologias e princípios descarbonizantes validados nacionalmente, como os definidos pelo Plano ABC+.

O que ocorre atualmente é uma proliferação de marcas que utilizam os conceitos carbono zero, baixo carbono, carbono neutro, sem uma regulamentação que garanta ao consumidor esses critérios.

Por isso, o Mapa criará portarias para estabelecer as condições mínimas para atender essa demanda e de comercialização de créditos de carbono no mercado voluntário. A consulta pública está aberta para receber contribuição da sociedade para estabelecer critérios para a produção, contabilização e comercialização de carbono verde de forma voluntária, seguindo diretrizes da Política Nacional de Carbono Verde na Agropecuária.

Podem participar órgãos, entidades representativas, pessoas físicas e jurídicas interessadas no tema a partir do envio de sugestões de alteração ou inclusão. O conteúdo deve ser apresentado no formato de planilha editável, conforme exemplo abaixo, devendo ser enviadas para o e-mail: [email protected].

Os critérios para aceitação das sugestões de alteração, inclusão ou exclusão nos textos levarão em conta a observância aos demais ditames legais e acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário.

A inobservância do formato proposta implicará na recusa automática das sugestões encaminhadas. Ao término do prazo de contribuições, a Coordenação-Geral de Produção Animal do Mapa avaliará as sugestões recebidas.

Fonte: Mapa

PRODUÇÃO

Seminário debate importância da conservação do solo na produção agropecuária

Para aprofundar os debates sobre a necessidade de uso e manejo sustentáveis do solo como um dos fatores básicos da produção agropecuária, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou nesta segunda-feira (11) um seminário em comemoração ao Dia Nacional da Conservação do Solo, a ser celebrado hoje (15).

Técnicos e pesquisadores do tema discutiram os principais desafios e as políticas públicas para o desenvolvimento rural sustentável. O seminário foi transmitido pelo canal do Youtube do Mapa.

A conservação do solo diz respeito a um conjunto de princípios e tecnologias agrícolas que visam o manejo correto das terras cultiváveis, mantendo sua qualidade física, química e biológica, para evitar a degradação. Quando o solo é utilizado adequadamente, além de garantir a produção de alimentos, fibra e energia, fornece serviços ambientais essenciais, como preservação de água, regulação do clima, conservação da biodiversidade, sequestro de carbono, entre outros, beneficiando toda a sociedade.

“O solo é, sem dúvida alguma, um dos recursos naturais mais importantes da humanidade, é base para a garantia da segurança alimentar e conservação da biodiversidade, além de grande reservatório de carbono. O Brasil lidera as políticas públicas estratégicas para promover, fomentar o manejo sustentável do solo”, destacou o ministro Marcos Montes, ao citar programas do Mapa como Pronasolos, Águas do Agro e ABC+.

A adoção de práticas ambientalmente adequadas contribui para a melhoria da sustentabilidade e resiliência dos sistemas de produção, pois diminui os riscos de perdas de solo por erosão, a lixiviação de nutrientes, e o consequente assoreamento e contaminação dos rios e cursos d’água. Entre as principais práticas agropecuárias voltadas à conservação do solo estão o Sistema de Plantio Direto, o Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), a rotação de culturas, a adubação orgânica, a adubação verde, a construção de terraços e curvas de nível e o plantio em faixas.

O Dia Nacional da Conservação do Solo foi instituído em 1989, por iniciativa do Mapa. A data é uma homenagem ao pioneiro da conservação do solo, Hugh Hammond Bennett, e tem como objetivo promover a reflexão sobre a importância do solo para nossa sociedade, e a necessidade de sua conservação.

Organismos internacionais

Segundo o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Rafael Zavala, dada a sofisticação do setor agrícola, o Brasil deve ter as boas práticas para agricultura tropical promovidas e valorizadas.

Dentre os temas debatidos, destacam-se a necessidade de gerar oportunidades valorativas de ativos estratégicos como solos produtivos, mitigação da emissão de carbono e preservação dos recursos hídricos como forma de beneficiar países que preservam seus recursos e as oportunidades para a atuação conjunta em fóruns internacionais dos países praticantes da agricultura tropical, especialmente junto ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC); além da necessidade de aprimorar as parcerias público-privadas para projetos agrícolas sustentáveis.

Fonte: Mapa

Cultivares de arroz para o Maranhão

Os pesquisadores Paulo Hideo Rangel, da Embrapa Arroz e Feijão, e Guilherme Abreu, da Embrapa Cocais, detalharam as características agronômicas das cultivares.

Segundo Carlos Santiago, a genética Embrapa causou uma revolução na cadeia produtiva do arroz no Maranhão. A título de exemplificação, no ano de 2015, a área de arroz irrigado e sequeiro favorecido utilizava apenas algo em torno de 25 % de cultivares com genética Embrapa, hoje, na safra 2021/2022, são 80% da área ocupada com cultivares da Embrapa. “Esse é um salto significativo em produtividade e qualidade de grãos. Temos produtores colhendo uma média de 7.500 kg por hectare em grandes áreas de cultivares, como BRS PAMPEIRA E BRS A704, sendo que todas essas cultivares têm um potencial muito superior a ser explorado.

Saiba mais sobre as cultivares:

BRS Catiana: é uma cultivar de arroz irrigado de ampla adaptação e alta produtividade; excelência em qualidade de grãos e senescência tardia (stay green), o que reduz o risco de acamamento. Possui ainda resistência moderada às principais doenças encontradas nas lavouras de arroz irrigado. É recomendada para o Maranhão e, nesse estado, já apresentou produtividade de 12.760 kg ha-1, com ciclo médio de 120 dias.

BRS Pampeira: A cultivar apresenta ciclo médio (118 dias no Maranhão), com qualidade de grãos e elevado potencial produtivo. Não apresenta problema de acamamento e possui moderada resistência a enfermidades da cultura. A BRS Pampeira originou-se de cruzamento simples, envolvendo a variedade IR 22 (genitor feminino), introduzida do Instituto Internacional de Pesquisa em Arroz (IRRI), e a linhagem CNA 8502, que visava reunir maior resistência à brusone, rusticidade, qualidade de grãos e potencial produtivo, alcançando patamares de.15.360 kg ha-1 no Maranhão

BRS A704: cultivar de arroz irrigado de ciclo médio, com rusticidade e ampla adaptabilidade às regiões tropical e subtropical. Possui elevado potencial produtivo, tolerância ao acamamento, presença de “stay green” e base genética ampla para resistência à brusone, principal doença da cultura. No Maranhão apresentou potencial produtivi de 13.260 kg ha-1 e ciclo médio de 120 dias.

BRS A502: As principais características são a elevada resistência ao acamamento, ciclo médio, alto potencial produtivo e grãos de excelente qualidade industrial e culinária. É uma cultivar para o sistema de terras altas (sequeiro) que pode ser utilizada em diversas condições de cultivo, incluindo a rotação e a sucessão de culturas em áreas sob agricultura intensiva (terras velhas) nas principais regiões produtoras do Brasil. No Maranhão,  essa cultivar apresentou potencial produtivo de 7.000 kg ha-1 e ciclo médio de 100 dias.

BRS A705: Essa cultivar tem elevada produtividade (potencial produtivo de 12.000 kg ha-1 no Maranhão), resistência às principais doenças da cultura, ciclo precoce (105 dias no Maranhão, o que proporciona economia de água de irrigação), estatura baixa e boa resistência ao acamamento, mesmo em condições elevadas de adubação. Além disso, a nova cultivar apresenta ótima qualidade de grãos do tipo longo-fino, padrão de preferência nacional.

BRS A706: lançada este ano, a CL A cultivar BRS A706 CL foi desenvolvida pelo método de retrocruzamentos com uso da BRS Catiana como parental recorrente, e da PUITÁ INTA-CL, como parental doador do gene de resistência a herbicidas do grupo químico das imidazolinonas (IMI) do Sistema de Produção Clearfield®️ (BASF). O objetivo foi desenvolver uma nova cultivar derivada de BRS Catiana, agregando resistência a herbicidas IMI às ótimas características agronômicas dessa cultivar: elevado potencial produtivo, tolerância ao acamamento, presença de stay green e boa resistência às principais doenças da cultura. Apresenta um potencial produtivo de 11.883 Kg ha-1 e ciclo médio de 110 dias no Maranhão.

Fonte: Embrapa

Alternativas para combate ao capim-annoni

O Instituto Desenvolve Pecuária e a Embrapa Pecuária Sul promovem no dia 19 de abril mais uma edição em conjunto do evento virtual Prosa de Pecuária. Desta vez, o tema central será o Método Integrado de Recuperação de Pastagens (Mirapasto), desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Pecuária Sul, para controle do capim-annoni.

Conforme os agrônomos da Embrapa Naylor Bastiani Perez e Fabiane Lamego, que desenvolveram a pesquisa, o método baseia-se em quatro pilares de manejo: controle de plantas indesejáveis adultas, correção e manutenção da fertilidade do solo, introdução de espécies forrageiras de inverno e de verão e controle da oferta de pasto. Trata-se de uma série de práticas agropecuárias que visam melhorar o potencial produtivo e reverter a degradação das pastagens sem a necessidade de mobilização do solo ou da dessecação total da vegetação.

Um evento virtual sobre o tema, será realizado no dia 19/04, às 19h e poderá ser acompanhado pelo canal da Embrapa no YouTube, no endereço www.youtube.com/embrapa.

Fonte: Embrapa

Zoneamentos Agrícolas do amendoim e do arroz de sequeiro

Na última quarta-feira (13), foram publicadas as portarias de n° 15 a 30, que trazem o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2022/2022, para o cultivo do arroz de sequeiro; e as portarias n° 31 a 50, para o amendoim.

O plantio do arroz pode ser feito em todas as regiões do Brasil, em variadas condições climáticas. O cereal exige umidade do solo e se desenvolve normalmente quando é sujeito a longos períodos de luz e temperaturas adequadas, que variam entre 20°C e 35°C para se obter um bom desenvolvimento. O modelo agroclimático aplicado ao estudo de Zarc permitiu a identificação de datas de plantio mais favoráveis, por níveis de riscos, a partir de análises térmicas e hídricas.

O amendoinzeiro desenvolve-se melhor, com produtividade mais elevada, em climas quentes. Temperaturas de 30°C ou ligeiramente superiores são as mais benéficas para a germinação, desenvolvimento inicial das plantas e formação do óleo. O cultivo não é indicado para regiões muito úmidas ou com períodos chuvosos que propiciam o aparecimento de doenças, além de prejudicar a colheita e a qualidade do produto.

iStock

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos a sofrer impactos com os riscos climáticos e poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só permitem o acesso ao crédito rural para cultivos em áreas zoneadas e para o plantio de cultivares indicadas nas portarias de zoneamento, por exemplo, as recomendações do plantio do arroz e do cultivo do amendoinzeiro.

Fonte: Mapa

Portaria possibilita dispensa de testes com animais para fabricação de produtos biológicos veterinários

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a Portaria nº 560, que possibilita dispensar as empresas fabricantes de produtos biológicos de uso veterinário, como as vacinas veterinárias, da realização de testes com o uso de animais para a liberação de lotes comerciais. Com o novo regulamento, o Brasil se iguala a outros países como os Estados Unidos, Europa, Japão e outras grandes economias que também já haviam aderido a essa dispensa por meio de regulamentos próprios.

A medida está alinhada com as mais modernas diretrizes regulatórias mundiais. Além de preservar o bem-estar animal, evitando o sofrimento e sacrifício na realização dos testes, a norma reduz custos e burocracia para empresas e autoridades, e garante um alto padrão de qualidade e segurança de medicamentos veterinários no Brasil.

Os testes em animais impactados pela nova regulamentação brasileira são conhecidos como teste de inocuidade, em inglês TABST e LABST (Target and Laboratory Animal Batch Safety Tests), e foram desenvolvidos há quase um século. Esses testes utilizam uma grande quantidade de camundongos, cobaias, aves e animais de grande porte.

A dispensa desses testes em animais para controle de qualidade de produtos veterinários se dá pela melhoria do processo de fabricação desses produtos, que percorreu um longo caminho nas últimas décadas, introduzindo controles rígidos sobre os materiais de partida e a implementação de Boas Práticas de Fabricação (BPF), de garantia e controle de qualidade e sistemas de farmacovigilância..

Fonte: Embrapa

Relatório da Safra de algodão – Abril/2022

A estimativa de produção de algodão na safra 21/22 subiu para 2,82 milhões de toneladas, crescimento de 19,6% em relação ao ciclo anterior. Em dezembro/21, a previsão era de 2,71 milhões de toneladas. O aumento da produção é resultado da recuperação de 15,2% na área plantada, que chegou a 1,579 milhão de hectares, e da alta produtividade.

O algodão brasileiro foi 100% semeado e o último mês foi marcado pelo início da formação das maçãs em grande parte das regiões produtoras – período decisivo para a definição do potencial produtivo. As condições climáticas têm sido favoráveis, até o momento, para o desenvolvimento em campo e a expectativa é de boas produtividades.

Confira o relatório completo: Relatorio_safra_Abrapa.08Abr2022_.pdf

Fonte: Abrapa

Suspensão do crédito subsidiado gera preocupação para o financiamento da temporada 2022/23

Suspensas desde fevereiro, as linhas de crédito subsidiadas do Plano Safra 2021/22 continuam bloqueadas, no mínimo até o dia 15 de abril. O motivo é a falta de orçamento do Tesouro Nacional para equalização das taxas de juros.

A retomada passa por votação de Projeto no Congresso Nacional, ainda sem data marcada, que liberaria cerca de R$ 868 milhões para subvencionar os juros. Estima-se que aproximadamente R$ 24 bilhões em recursos para custeio e investimentos estejam represados.

A situação, claro, gera preocupação no setor produtivo rural, tanto para o fechamento do ciclo em vigor, quanto para as condições de financiamentos da temporada 2022/23, sobretudo porque o custo de produção agrícola e dos juros apresenta expressiva trajetória ascendente.

A safra de milho deve alcançar cerca de 110 milhões de toneladas nesta temporada (2021/2022), mas que poderia ser de 200 milhões de toneladas caso houvesse boas linhas de financiamento agrícola e o aprimoramento da logística.

“A suspensão das linhas de equalização afeta investimentos em armazenagem, um grande problema do Brasil que não consegue guardar nem 50% de sua produção enquanto que países como os Estados Unidos são capazes de estocar 100%.”

Fonte: Abramilho

98% das lavouras da segunda safra de milho estão na fase de desenvolvimento vegetativo

A Céleres® estima que o desenvolvimento vegetativo do milho está em 98% e a floração em 58% na primeira semana de abril/2022. No momento, o cereal está iniciando um dos estágios produtivos de maior importância na definição de massa de grãos por espiga, que é o enchimento de grãos.

Com uma queda intensa dos preços do Dólar de 13% em relação ao Real nessas últimas semanas, os preços dos grãos sofreram forte desvalorização. De acordo com as pesquisas diárias da Céleres(R), na segunda semana do mês de março/22, o milho chegou a bater R$ 109/sc em Campinas-SP – maior preço alcançado desde o início de 2022, e após a baixa do dólar, a saca teve seu valor diminuído para R$ 93,0/sc na primeira semana de abril/2022. Neste período, a valorização do Real esteve atrelado aos altos preços internacionais das commodities e à alta taxa de juros brasileira que tornam os títulos brasileiros mais atrativos.

Fonte: Abramilho/Céleres

MERCADO

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

PRODUTO COTAÇÃO
Soja As cotações da soja registraram baixa nesta parcial de abril, conforme indicam dados do Cepea. Entre 31 de março e 8 de abril, os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ – Paraná cederam 1,14% e 0,78%, com respectivos fechamentos de R$ 184,13 e de R$ 180,90/saca de 60 kg na sexta-feira, 8.

O recuo esteve atrelado à oscilação cambial, à finalização da colheita no País e à menor demanda pela oleaginosa brasileira. No entanto, as baixas foram limitadas pelas recentes chuvas no Sul do Brasil (que estão prejudicando a colheita), pelos reajustes de oferta e demanda realizados pela Conab e pela retração vendedora.

Algodão Os preços internos do algodão pluma vêm registrando pequenas oscilações diárias, influenciados por variações do dólar e dos valores internacionais. Ainda assim, há mais de uma semana, o Indicador CEPEA/ESALQ opera na casa dos R$ 7,10/libra-peso. Entre 5 e 12 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ permaneceu praticamente estável (+0,01%), fechando a R$ 7,1715/lp na terça-feira, 12.

A liquidez no spot nacional tem sido limitada pela “queda de braço” entre os agentes ativos quanto aos preços e à qualidade dos lotes disponibilizados. Boa parte dos compradores, sobretudo as indústrias, está fora do mercado, trabalhando com estoques e/ou com a matéria-prima de programações de contratos a termo. Esses demandantes consideram altos os preços praticados no spot e relatam dificuldades no repasse dos valores aos seus manufaturados.

Apenas os compradores com necessidade imediata é que têm adquirido a pluma. Já a maioria dos comerciantes busca efetivar negócios “casados” e/ou para cumprir programações. Do lado vendedor, os agentes estão ligeiramente mais flexíveis para realização de novos contratos, especialmente cotonicultores. Muitos produtores também não têm necessidades de vendas imediatas e seguem atentos aos tratos culturais das lavouras em desenvolvimento.

Milho A produção nacional da segunda safra de milho deve ficar acima das expectativas iniciais, podendo ser recorde. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse cenário tem afastado compradores do spot brasileiro, mantendo os preços do cereal em queda.

Entre 31 de março e 8 de abril, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) recuou 4,37%, fechando a R$ 89,02/sc de 60 kg na sexta-feira, 8. Muitos consumidores paulistas sinalizam ter estoques confortáveis para o curto prazo. Segundo os dados divulgados pela Conab na quinta-feira, 7, a segunda safra brasileira 2021/22 de milho está estimada em 88,53 milhões de toneladas, que, se confirmada, será um recorde e 45,8% maior que a da temporada 2020/21. O incremento está relacionado ao aumento da área e ao clima favorável até o momento.

Arroz Os preços do arroz em casca recuaram neste início de abril no Rio Grande do Sul, refletindo o avanço da colheita, que ultrapassou 3/4 da área semeada, e o consequente aumento da oferta.  Segundo colaboradores do Cepea, a liquidez esteve mais elevada no início do mês, mas a movimentação se enfraqueceu no decorrer dos dias devido à certa restrição vendedora, diante das desvalorizações. Assim, entre 1° e 12 de abril, a média ponderada do estado do Rio Grande do Sul, representada pelo Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros e pagamento à vista), registrou queda de 3,9%, fechando a R$ 73,73/saca de 50 kg nessa terça-feira, 12.
Etanol Depois de um longo período com o comprador adquirindo apenas pequenos volumes de etanol no spot do estado de São Paulo, as negociações envolvendo anidro e hidratado cresceram com força na primeira semana da temporada 2022/23. Segundo levantamento do Cepea, o volume de etanol anidro negociado entre 4 e 8 de abril foi quase o triplo do registrado na semana anterior. Para o hidratado, a quantidade comercializada aumentou 22,1% na mesma comparação. Esse comportamento está atrelado à valorização quase que diária do biocombustível em todas as regiões produtoras do estado de São Paulo e também do Centro-Sul.

A proximidade de dois feriados (Paixão de Cristo, 15, e Tiradentes, 21) estimulou novas compras em meio à boa vantagem do biocombustível frente à gasolina C nas bombas. Além do fator demanda, a oferta está enxuta, tendo em vista que poucas usinas ainda detêm o etanol da safra passada e que a moagem da nova temporada deve começar com força apenas na segunda quinzena deste mês. Em São Paulo, motivadas a participar do mercado spot em meio aos preços mais altos dos últimos dias, algumas usinas já ofertaram o etanol da nova temporada. Com isso, entre 4 e 8 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ semanal do hidratado fechou a R$ 3,5500/litro, alta de 4% (14 centavos/litro) frente ao período anterior. No caso do anidro, o aumento foi de 3,88%, com o Indicador CEPEA/ESALQ a R$ 3,9774/litro. A média semanal dos valores diários do Indicador ESALQ/BM&FBovespa foi de R$ 3.632,00/m³, elevação de 4,18% frente à anterior.

Açúcar Ainda que o preço médio do açúcar cristal tenha caído para a casa dos R$ 141,00/saca de 50 kg na sexta-feira, 8, a média semanal, que foi a primeira oficial da safra 2022/23, registrou alta sobre a do período anterior. De 4 a 8 de abril, a média do Indicador do cristal CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, foi de R$ 142,70/sc, avanço de 0,79% em relação à da semana anterior.

A sustentação continua vindo da menor oferta do cristal Icumsa até 180. Segundo colaboradores do Cepea, ainda são poucas as usinas de São Paulo que iniciaram a moagem da temporada 2022/23 – é possível que algumas unidades comecem a produzir açúcar cristal a partir da segunda quinzena deste mês, mas o mercado espera um aumento significativo na oferta somente a partir de maio. Vale ressaltar que, geralmente, as usinas produzem açúcar VHP e etanol em começo de safra.

Boi Com a média mensal da arroba do boi gordo paulista (Indicador CEPEA/B3) apresentando, de março para abril, queda mais intensa que a da carne negociada no atacado da Grande São Paulo (carcaça casada), o Cepea registrou aproximação entre os valores destes produtos. Em abril (até o dia 12), a diferença entre o boi para abate e a da proteína no atacado foi de 11,67 Reais/arroba (com vantagem para o animal), contra 19,06 Reais/arroba em março e 12,39 Reais/arroba em abril de 2021. Trata-se, também, da menor diferença desde novembro do ano passado. Para esse resultado, foram consideradas as médias mensais deflacionadas pelo IGP-DI março/22. Em novembro de 2021, a diferença foi de apenas 7,15 Reais/@, com a carcaça casada cotada a R$ 312,30/@ no atacado da Grande São Paulo e o boi gordo, a R$ 319,44/@ no mercado paulista, em termos reais. Vale lembrar que, em novembro do ano passado, a média mensal da arroba registrava menor patamar, devido à suspensão dos envios de carne bovina à China, maior destino da proteína brasileira.

CLIMA

Previsão de chuva

Previsão de chuva – 11/04/2022 – 18/04/2022

Conforme o modelo numérico do INMET, os maiores acumulados são previstos no oeste da Região Sul, faixa norte da Região Nordeste e em grande parte da Região Norte.

REGIÃO PREVISÃO DE CHUVA
Sul Os maiores volumes de chuva, entre 60 e 150 mm, são previstos para o centro-oeste de Santa Catarina e do Paraná, além do noroeste do Rio Grande do Sul em decorrência da passagem de uma frente fria entre os dias 12 e 13/04. Nas demais áreas da região, não estão previstos grandes acumulados de chuva que ultrapassem os 50 mm.
Sudeste A previsão indica volumes de chuva menores que 60 mm na parte sul e leste de São Paulo. Áreas de instabilidade com acumulados chegando a 80 mm podem ocorrer no leste de Minas Gerais e sul do Espírito Santo. Em grande parte do este de Minas Gerais e São Paulo, são previstos acumulados abaixo de 20 mm.
Centro-Oeste Os volumes de chuva poderão ocorrer entre 50 e 100 mm em áreas do norte do Mato Grosso e de Goiás, além do sul do Mato Grosso do Sul. Nas demais áreas, os acumulados de chuva previstos não devem passar de 40 mm.
Nordeste São previstos acumulados abaixo de 10 mm em grande parte do estado da Bahia, além de baixos acumulados, menores que 30 mm no leste da região. Os destaques de maiores acumulados de chuva são previstos para os estados do Ceará, norte do Piauí, grande parte do Maranhão e oeste da Bahia, podendo chegar a 100 mm.
MATOPIBA Os acumulados de chuva previstos, poderão variar entre 20 e 60 mm em grande parte da região, porém no oeste da Bahia e norte do Piauí, são previstos acumulados de chuva de até 100 mm nos próximos dias.
Norte São previstos maiores acumulados de chuva no oeste do Amazonas e grande parte de Rondônia, com acumulados ficando entre 50 e 150 mm. Para os estados do Amapá, Pará, Tocantins e Acre, os acumulados de chuva previstos, não ultrapassam os 50 mm e em Roraima, é previsto acumulado de chuva abaixo de 40 mm em grande parte do estado.

Figura 1. Previsão de chuva para o período entre 11/04/ e 18/04/2022.

Previsão de chuva – 19/04/2022 – 27/04/2022

De acordo com o modelo de previsão numérica GFS, a semana poderá apresentar grandes acumulados de chuva em grande parte da Região Norte e no norte da Região Nordeste do país.

REGIÃO PREVISÃO DE CHUVA
Sul Os maiores acumulados de chuva previstos se concentrarão no oeste da região, podendo chegar a 70 mm no oeste do Paraná. Nas demais áreas, os acumulados deverão ser inferiores a 30 mm.
Sudeste Os maiores acumulados previstos serão inferiores a 20 mm em toda a região, o que não descarta a possibilidade de maiores acumulados em pontos isolados, principalmente no litoral.
Centro-Oeste As chuvas deverão ser inferiores a 50 mm em praticamente toda a região, com os maiores acumulados concentrados em áreas do centro-norte de Mato Grosso, podendo chegar a 70 mm.
Nordeste Por sua vez, os acumulados de chuva previstos não deverão ultrapassar os 20 mm na divisa entre os estados da Bahia, Piauí e Pernambuco. No leste da região, os volumes de chuva poderão ser inferiores a 50 mm, enquanto em grande parte do norte, principalmente no norte do Maranhão e Piauí, os acumulados previstos poderão chegar a 125 mm.
Norte São previstos acumulados entre 80 e 150 mm para o leste do Amazonas, sul de Roraima, norte do Pará e Amapá. Nas demais áreas, os acumulados de chuva previstos não deverão ultrapassar os 100 mm.

Figura 2. Previsão de chuva para o período de 19/04/22 a 27/04/2022.

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Reunião discute a produção sustentável

“A produção sustentável é a mais simples do mundo”, afirma o pesquisador Sérgio Raposo de Medeiros, da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP). Para ele, é a produção que pode durar no tempo. “Temos que usar os recursos naturais de forma a não comprometer o futuro. No caso da pecuária, isso é sinônimo de fazer bem feito. E fazendo bem feito, você produz mais, com eficiência e de forma mais rentável. Então, produção sustentável é uma necessidade e, ao mesmo tempo, é a solução para termos alimentos na mesa”, explica Raposo. O assunto será discutido em um dos painéis da edição de 2022 da Reunião da Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ), que ocorre de 25 a 29 de julho, em Campinas (SP).

Com o tema “Zootecnia tropical: ciência e prática para alimentar o Planeta”, o evento será um espaço para discussões científicas e práticas sobre a necessidade de impulsionar a produtividade animal no Brasil e atender mercados cada vez mais exigentes e competitivos. A intenção também é estimular o networking entre empresas, profissionais, produtores, acadêmicos e entidades científicas.

A pecuária sustentável e o uso de tecnologias e da precisão estarão em foco. Raposo, um dos moderadores, conta que os especialistas que farão parte do Painel de Produção Sustentável vão trazer dados gerados na pesquisa, apresentar métricas para emissões de gases de efeito estufa, sistemas sustentáveis e políticas públicas destinadas à agropecuária.

Além disso, os participantes terão a oportunidade de atualizar seus conhecimentos nos painéis de Bem-estar e Comportamento, Automação e Pecuária de Precisão, Transferência de Tecnologia, Metabolismo Ruminal, Ovinos e Caprinos, Aves e Suínos, Aquicultura, além de Equinos, Asininos e Muares.

A data limite para quem quiser participar, com apresentação de resumos, é 25 de abril.

O evento é realizado pela SBZ e organizado pela Embrapa Pecuária Sudeste.

Mais informações sobre a programação, inscrições e como enviar os resumos acesse o site: http://sbz.org.br/reuniao2022/

Fonte: Mapa

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