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Principais Notícias da Semana no Mundo Agro

Principais Notícias da Semana no Mundo Agro

GERAIS 

Aprosoja manifesta insatisfação com a manutenção da redução da mistura de biodiesel para 2022

Leia a nota oficial da Aprosoja, publicada no dia  1 de dezembro de 2021:

A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) entendeu e até cumprimentou a posição do governo federal que, em função do cenário de oferta da soja durante a pandemia, no final do ano passado, decidiu pela redução da mistura de biodiesel, por determinados períodos, como forma de procurar minimizar um possível impacto no custo e na oferta.

Acontece que o momento é totalmente diverso, com estoques de passagem elevado, previsão de safra recorde, sem previsão de pressão na cotação. Neste caso, a Associação considera que a decisão de manter a mistura mínima de biodiesel em 10% (B10) para todo o ano de 2022, tomada durante reunião nesta segunda-feira (29/11), pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), está descontextualizada da atual situação de oferta da principal matéria-prima.

A redução da demanda por óleo de soja pode, sim, prejudicar o setor e afetar negativamente os preços. O setor espera que a decisão seja revertida o mais rapidamente possível, retomando-se imediatamente o B13 e a progressividade até o B15 conforme o que está previsto na Resolução CNPE 16/2018, dando a previsibilidade que todo setor necessita”.

Fonte: Aprosoja

União Econômica Eurasiática ampliou cotas para importação de carne com tarifa zero

A União Econômica Eurasiática (UEA) aprovou esta semana a ampliação de cotas para importação, com tarifa zero, de carne bovina e suína destinada ao processamento. Fazem parte do bloco a Rússia, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão e Quirguistão.

A cota russa para carne bovina será válida para todo o ano de 2022, com volume de 200 mil toneladas. Para carne suína, a cota russa será de 100 mil toneladas, com validade entre 1º de janeiro e 30 de junho do próximo ano.

Além da Rússia, a medida prevê cotas que totalizam 38,5 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, das quais 5 mil para a Armênia, 21 mil para o Cazaquistão, 5 mil para o Quirguistão e 7,5 mil para Bielorrússia.

Também há cotas de carne suína congelada com volume de 5 mil toneladas para a Armênia e 7 mil para o Cazaquistão, e de carne suína fresca, refrigerada ou congelada no volume de 20 mil toneladas para Bielorrússia.

As novas cotas de importação constam na Decisão 116/2021 da União Eurasiática. O tema foi tratado com o governo russo durante a visita da ministra Tereza Cristina a Moscou, em novembro.

Plantas habilitadas para Rússia

O governo de Moscou aprovou a retomada da habilitação de um total de 16 plantas frigoríficas brasileiras, instaladas em oito estados (Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo). Desse total, sete são de carne bovina; oito de carne suína e uma de suína e aves.

Nesta terça-feira (1º), mais duas plantas puderam voltar a exportar carne bovina brasileira para aquele país.

Com a retomada das exportações desses frigoríficos o Brasil passa hoje a ter habilitados para o mercado russo 19 estabelecimentos de carne bovina, 14 de carne suína e 29 de carne de aves, além de 26 de lácteos.

Fonte: Mapa

Conab realiza leilão para compra de Milho Balcão

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou, na última quarta-feira (1º), um novo leilão eletrônico para a compra de mais de 6,3 mil toneladas de milho em grãos ensacado. O produto pertence à safra 2020/2021 e será utilizado no abastecimento do Milho Balcão.

O milho será todo entregue na Unidade Armazenadora da Conab no município de Maracanaú, no Ceará.

Podem participar dos leilões os produtores rurais, cooperativas e comerciantes, cadastrados perante a Bolsa de Mercadorias por meio da qual pretendam realizar a operação, e registrados, na data da realização do leilão, no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais da Conab (Sican). É necessário também estar em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e demais exigências dos editais.

Com esta operação a Conab reforça os estoques públicos de milho e apoia os pequenos criadores de animais no estado do Ceará, sobretudo aqueles situados em locais mais distantes dos grandes centros e das zonas de maior produção, e que utilizam o produto para a alimentação dos seus plantéis.

Fonte: Conab

Estabelecido o preço mínimo da uva industrial

A partir do dia 1º de janeiro, o preço mínimo da uva industrial será de R$ 1,31/kg para safra 2021/2022. O novo preço, com alta de 19% sobre o atual (R$ 1,10/kg) é para os estados da região Sul, Sudeste e Nordeste para a uva destinada à fabricação de suco, vinho e outros derivados (com 15° glucométricos).

O reajuste irá vigorar até 31 de dezembro de 2022, conforme a Portaria Nº 345, publicada na última terça-feira (30).

O novo valor fixado leva em conta os custos variáveis de produção das lavouras, além de considerar outros indicadores de mercado. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elabora um estudo e os itens que mais impactaram a formação do preço foram mão de obra (34,58%) e defensivos agrícolas (24,68%).

A safra 2020/2021 de uva no Brasil foi de 1,69 milhão de toneladas. O Rio Grande do Sul concentra 56% da produção nacional, seguido de Pernambuco (23%). Quando se trata de uvas para fins industriais, estima-se que a participação do RS ultrapasse os 90%.

A uva faz parte dos produtos apoiada pela Política de Garantia de Preços Mínimos – PGPM, desta forma garante apoio aos produtores de uva, como mecanismo de garantia de parte da receita do produtor, sobretudo, em caso de crise de preços que comprometa a viabilidade econômica da atividade.

Fonte: Mapa

Brasil avalia exportar algodão ao Irã e fazer permuta por fertilizantes

Representantes dos produtores rurais de algodão do Brasil se reuniram com empresários da indústria têxtil do Irã no dia 25 de novembro para discutir uma possível parceria entre os dois países. Com uma indústria em franca expansão, o país do Oriente Médio pode se tornar um comprador assíduo do produto, que hoje em dia é quase todo exportado para o mercado asiático.

O Brasil é o quarto maior produtor mundial de algodão, atrás da Índia, China e Estados Unidos. Em 2021, ocupou a posição de segundo maior exportador mundial do produto. O Irã, atualmente, compra algodão de países como o Uzbequistão e Índia. Outros grandes produtores de algodão, como a China e os Estados Unidos, não exportam algodão para o Irã.

Permuta entre algodão e item para fertilizante

Segundo a Abrapa, as exportações brasileiras para o Irã hoje atualmente se ancoram, principalmente, em soja em grão, farelo de soja e milho. Esse comércio movimenta, por ano, cerca de US$ 1,05 bilhão e pode ajudar na aproximação dos cotonicultores.

“Isso porque no Brasil, quem cultiva algodão também cultiva soja e milho porque faz uma sucessão de culturas ao longo do ano”, declarou Júlio Cézar Busato, presidente da Abrapa. “O agricultor que está exportando grãos para o Irã [soja e milho] também pode embarcar pluma, principalmente se inserirmos nessa negociação a uréia.”

Desde 2019, o Brasil importa ureia do Irã, insumo que é utilizado na fabricação de fertilizantes. Em 2021, os iranianos forneceram 4,5% do volume total de ureia importada pelo país e, em 2020, foram o quarto maior fornecedor do insumo para o Brasil. “A operação de barter [permuta em que o agricultor adquire um insumo e paga com uma commodity] entre ureia e algodão é uma opção real para ampliarmos o comércio bilateral”, afirmou o embaixador do Brasil em Teerã, Laudemar Gonçalvez de Aguiar Neto.

Fonte: Abrapa

Abrapa finaliza visitas aos laboratórios de classificação do algodão

A Abrapa retomou, em 2021, as visitas técnicas aos laboratórios de análise de classificação credenciados ao programa de qualidade da entidade, o Standard Brasil HVI (SBRHVI). A rodada, iniciada em setembro deste ano, foi concluída este mês.

Os laboratórios de classificação são responsáveis pela análise das características intrínsecas da fibra – micronaire, resistência, comprimento, uniformidade, índice de fibras curtas e cor. Os resultados são fundamentais para a comercialização da pluma nos mercados interno e externo.

O trabalho é monitorado e orientado pelo Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) da Abrapa, como parte do SBRHVI.

A cada safra, a equipe do CBRA visita os laboratórios credenciados, com o objetivo de avaliar se atendem aos requisitos mínimos para garantia da qualidade das análises e confiabilidade dos resultados.

De acordo com o gestor do programa SBRHVI, Edson Mizoguchi, as visitas evidenciaram que as unidades credenciadas estão avançando na implantação de um sistema de gestão de qualidade baseada na norma NBR ISO/IEC 17025, da ABNT.

“Em 2017, quando iniciamos o programa de checagem, a taxa média de confiabilidade dos laboratórios era de 91%. Na safra 2020/21, o índice é de 97%, o que demonstra que estamos no caminho certo”, avalia.

O gestor do programa de qualidade alerta, no entanto, que ainda há uma questão a ser aprimorada. O tamanho inadequado das amostras de algodão enviadas pelas unidades de beneficiamento dificulta uma boa análise. “Não adianta termos equipamentos devidamente calibrados se as amostras não estão chegando com 150 gramas”, afirma.

As dimensões são determinantes para a análise das características intrínsecas da fibra. Cada amostra deve ter, no mínimo, de 25 a 30 cm de comprimento, de 13 a 15 cm de largura, de 8 a 13 cm cm de espessura e 150 gramas de massa. Os parâmetros estão previstos na Instrução Normativa 24, publicada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em 2016.

Fonte: Abrapa

Mapa buscará fortalecer a competitividade da produção e distribuição de fertilizantes no Brasil

Em reunião da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, nesta segunda-feira (29), foi criado o grupo de monitoramento e assessoramento sobre fertilizantes.

O grupo será formado por representantes de agricultores, da indústria de defensivos e fertilizantes e de distribuidores desses insumos com o objetivo de reforçar a atenção sobre o fornecimento de fertilizantes e para regularizar a importação para a próxima safra, 2022/2023. Os encontros do grupo serão semanais com atualização dos cenários e propostas de ação para mitigar riscos ao setor.

A preocupação do mercado em relação ao abastecimento de fertilizantes é reflexo da crise pós-covid e energética vivida por países como a China. Além do país asiático, Rússia, Canadá e Belarus são importantes fornecedores de fertilizantes para o Brasil.

Mesmo assim, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a previsão é de que o Brasil importe, nos próximos meses, mais de 35 milhões de toneladas desses insumos.

A ação prevê incentivos para a ampliação da produção nacional de fertilizantes.

Fonte: Mapa

Conab e Unicamp firmam acordo para gerar inteligência ao setor agropecuário

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) celebraram Acordo de Cooperação Técnica buscando disponibilizar uma visão sistêmica de produção e comercialização, de forma a favorecer a eficiência nos processos, a relação custo/benefício e o negócio competitivo e sustentável.

Entre as ações previstas no acordo está o intercâmbio de dados primários do setor agropecuário elaborados pela Conab e de informações produzidas pelas Faculdades e Institutos ligados à Unicamp, reservando os de conhecimento sensível e que requerem resguardo das instituições, a fim de subsidiar os estudos de interesse das entidades.

O acordo de cooperação técnica terá duração de 5 anos.

Fonte: Conab

Desafios para o setor algodoeiro após a COP 26

O Fórum Planeta Campo reuniu, em São Paulo, lideranças, pesquisadores e executivos, para debater os desafios do setor agropecuário frente aos compromissos assumidos pelo Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas – COP 26. Durante o evento, foram apresentadas oportunidades e práticas que demonstram o protagonismo e as soluções da produção nacional com foco em sustentabilidade, como as iniciativas dos produtores brasileiros de algodão.

A cotonicultura foi um dos casos apresentados em Glasgow como exemplo do comprometimento do agro nacional com práticas responsáveis.

O presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, participou do painel “Baixo carbono: o protagonismo da agricultura” e elogiou a atuação dos dois ministérios.

No caso específico da cotonicultura, a sustentabilidade é atestada pela certificação Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e demonstrada aos consumidores brasileiros e aos países importadores por meio dos programas Sou de Algodão e Cotton Brazil, respectivamente.

Fonte: Abrapa

 PRODUÇÃO

Mapa prorroga o prazo de vacinação contra a febre aftosa em 14 estados

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) prorrogou a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa do ano de 2021 em 14 estados.

A medida foi solicitada pelas entidades representativas dos produtores e chancelada pelo Serviço Veterinário Estadual (SVE). A ampliação do prazo ocorre em função da necessidade de remanejamento de doses de vacinas para algumas regiões.

Nesta etapa, são vacinados bovinos e bubalinos com até 2 anos de idade, para a maioria dos estados brasileiros, conforme o calendário nacional de vacinação. Ao todo, espera-se imunizar cerca de 78 milhões de animais.

Saiba como ficou a agenda para o seu Estado:

  • Para os pecuaristas de Tocantins e Mato Grosso, a prorrogação vale até o dia 10/12.
  • No estado de Goiás, o novo prazo será até o dia 11 de dezembro e em Alagoas e Amapá, até o dia 15.
  • Nos estados de Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro a ampliação do prazo vai até o dia 20 de dezembro.
  • O Ceará tem prazo para o dia 24.
  • A Bahia e o Pará finalizarão no dia 30.
  • Os produtores do Maranhão, Piauí e São Paulo terão até dia 31 de dezembro para realizar a imunização.

O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan) disponibilizou um canal de comunicação direto ([email protected]) para que todas as distribuidoras e revendas de vacina contra a febre aftosa façam contato, no caso de alguma dificuldade de acesso a aquisição da vacina contra a febre aftosa.

As vacinas devem ser adquiridas nas revendas autorizadas e mantidas entre 2°C e 8°C, desde a aquisição até o momento da utilização – incluindo o transporte e a aplicação, já na fazenda. Devem ser usadas agulhas novas para aplicação da dose de 2 ml na tábua do pescoço de cada animal, preferindo as horas mais frescas do dia, para fazer a contenção adequada dos animais e a aplicação da vacina.

Além de vacinar o rebanho, o produtor deve declarar ao órgão de defesa sanitária animal de seu estado. A declaração de vacinação deve ser feita de forma online ou, quando não for possível, presencialmente nos postos designados pelo serviço veterinário estadual nos prazos estipulados.

Em caso de dúvidas, a orientação é que o criador procure o órgão de defesa sanitária animal de seu estado.

Ouça a matéria na Rádio Mapa:

Fonte: Mapa

Manejo das abelhas arapuás

As abelhas arapuás são motivo de preocupação por danificarem as plantas, facilitando a entrada de organismos causadores de doenças, interferindo negativamente na produção. E como essa espécie de abelha-sem-ferrão é também muito importante para a polinização é preciso protegê-las.

Para nos ajudar a compreender essa questão, Patrícia Drumond, pesquisadora da Embrapa Meio-Norte, fala sobre a importância do manejo e conservação das abelhas arapuás. Para saber mais, ouça a entrevista no Prosa Rural, programa de rádio da Embrapa.

Fonte: Embrapa

Embrapa disponibiliza informações em áudio sobre as principais forrageiras

A Embrapa disponibiliza uma Vitrine Virtual de Forrageiras. O novo recurso facilita o acesso rápido a informações sobre pastagens para alimentação animal. A Vitrine utiliza áudio e imagem para informar sobre as características das principais espécies e cultivares recomendadas para cultivo.

Foto divulgação

O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de carne bovina. As forrageiras desenvolvidas e adaptadas para a produção animal em pastagens contribuem para o país manter essa posição no cenário internacional. Atualmente, os principais capins da Embrapa e que são cultivados no país são Marandu e Mombaça. No entanto, há muitos outros, que poderiam ser melhor explorados com indicação de uso de acordo com tipo de clima, solo, resistência a pragas, tolerância à geada, déficit hídrico, etc.

Na vitrine, o produtor terá acesso a diversas informações sobre 19 forrageiras da Embrapa.

Na página, o usuário também encontra um catálogo digital de forrageiras, para leitura, além de link de acesso para o aplicativo Pasto Certo.

Para acessar a vitrine clique aqui.

Fonte: Embrapa

Novas ferramentas tecnológicas para a viticultura

Embrapa Uva e Vinho lança ferramentas para viticultura de precisão: o Crops – Sistema de Monitoramento de Doenças e o Aplicativo Uzum Uva

Um sistema que realiza o monitoramento e alerta os usuários sobre o momento de maior favorabilidade à ocorrência de míldio no parreiral, denominado Crops – Sistema de Monitoramento de Doenças, e um aplicativo que auxilia no rápido diagnóstico de pragas, doenças e distúrbios da videira e opera sem necessidade de internet, o aplicativo Uzum Uva, foram lançados pela Embrapa Uva e Vinho, na última quinta-feira (2).

Os novos sistemas visam auxiliar os produtores na tomada de decisão, servindo como um apoio técnico para a identificação de distúrbios, pragas e doenças nos vinhedos e definir o momento certo para realizar o seu tratamento.

Crops – Sistema de Monitoramento de Doenças – Módulo Míldio da Videira

Desenvolvido numa parceria entre a Embrapa Uva e Vinho e a Jahde Tecnologia, o Crops – Sistema de Monitoramento de Doenças – Módulo Míldio da Videira é um sistema por assinatura que orienta o produtor, através de mensagens matinais diárias, sobre a necessidade ou não de tratamentos com fungicida para o controle do míldio nas cultivares híbridas e americanas. O sistema recebe os dados de uma estação meteorológica instalada na propriedade, a partir da qual as informações são processadas considerando as condições meteorológicas e a suscetibilidade da cultivar de uva e, por mensagem de celular, informa o produtor se ele deve ou não iniciar o tratamento preventivo. Em caso positivo, informa os fungicidas disponíveis indicados para o controle.  Os interessados fazem uma assinatura anual, por safra, que inclui a instalação e manutenção da estação meteorológica e o envio dos boletins informativos diários. O sistema foi validado ao longo de três anos junto aos produtores associados da Cooperativa Aurora.

Aplicativo Uzum Uva

Em 2011, foi lançado o software interativo Uzum WEB Uva. Agora, os produtores, técnicos e estudantes têm à sua disposição o aplicativo Uzum Uva, disponível para smartphones e tablets que utilizam o sistema Android. O sistema é gratuito e, através de técnicas de inteligência artificial, apoia os usuários no diagnóstico rápido de doenças, pragas e outros distúrbios fisiológicos que ocorrem na cultura da videira. Após baixar o aplicativo, que funciona off-line, o usuário responde perguntas-chave e, através de comparação dos sintomas das plantas com as fotos-padrão exibidas pelo software, interage com o sistema a fim de chegar a uma identificação de possíveis causas do problema observado ao terminar o questionário. O sistema também oferece acesso a recomendações específicas em uma página informativa, com detalhes dos sintomas, estratégias de prevenção, controle e manejo e links de publicações que fornecem informações adicionais detalhadas sobre cada um dos distúrbios. Além do diagnóstico em si, o sistema permite consultar diretamente a lista completa de distúrbios e a lista de publicações relacionadas aos problemas.

Fonte: Embrapa

SUSTENTABILIDADE

Cientistas brasileiros e dinamarqueses discutem soluções para sistemas alimentares sustentáveis

Cientistas brasileiros e dinamarqueses discutem e apresentam soluções para sistemas alimentares sustentáveis

O workshop internacional “Ideias para agregação de valor de resíduos para sistemas alimentares saudáveis: do produto ao mercado” ocorreu no dia 23 de novembro.

O evento finaliza as atividades de um projeto financiado pela Agência Dinamarquesa para a Ciência e Educação Superior (Danish Agency for Science and Higher Education), conduzido por pesquisadores dinamarqueses da Universidade da Aarhus (Dinamarca) e pesquisadores brasileiros da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro, RJ).

Ideias para sistemas alimentares sustentáveis

Decorrente das apresentações deste último encontro, novos temas para pesquisa conjunta foram identificados, tais como alimentos proteicos produzidos em laboratório, fontes alternativas de proteína, uso de compostos bioativos de frutas tropicais e produtos veganos. É um sinal de que os pesquisadores estão alinhados e atentos às atuais tendências e demandas do mercado consumidor.

Fonte: Mapa

Estudo gera dados sobre a emissão de metano em arroz irrigado

Pesquisadores da Embrapa avaliaram a emissão de metano em cultivo de arroz irrigado sob sistema pré-germinado em uma das principais áreas produtores do Estado de São Paulo, no município de Tremembé, SP.

Os pesquisadores constataram que o sistema de cultivo pré-germinado, no qual o solo permanece inundado por um período maior em relação aos outros tipos de manejo, pode alcançar um elevado fator de emissão de metano.

Além disso, explica a pesquisadora Magda Lima, da Embrapa Meio Ambiente, “o resultado pode também estar associado a cultivar utilizada, que por ser de ciclo longo pode aumentar o período de inundação do solo, o que propiciaria o processo de metanogênese (etapa final no processo global de degradação anaeróbica da matéria orgânica biodegradável) por microrganismos”. Por isso, enfatiza Magda, é preciso que o agricultor tenha cautela na escolha da variedade a ser cultivada no sentido de contribuir com o decréscimo das emissões de metano.

Os resultados do experimento em relação ao potencial de aquecimento global parcial (PAG) foram superiores aos relatados na literatura nacional.

O metano é um dos principais gases de efeito estufa provenientes de atividades agrícolas, sendo o arroz irrigado por inundação uma importante fonte.

A emissão sazonal de metano registrada neste estudo está entre as mais altas registradas nos experimentos de medição realizados em arrozais no país, correspondendo a um fator de emissão de 6,20 kg CH4 ha-1 dia-1, ou seja, cerca de quatro vezes a média indicada pelo IPCC 2019.

O estudo é de autoria de Magda Aparecida de Lima, Rosana Faria Vieira, Alfredo José Barreto Luiz e José Abrahão Haddad Galvão, da Embrapa Meio Ambiente.

Fonte: Embrapa

MERCADO

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

PRODUTO COTAÇÃO
Soja Os preços internos da soja subiram ao longo da última semana. Segundo pesquisadores do Cepea, os valores foram influenciados pela redução gradual do volume da temporada 2020/21 disponível para negociação e pela alta no mercado externo. No campo, a umidade do solo em algumas regiões produtoras da oleaginosa começa a ficar baixa, mas a ausência de chuvas permitiu que sojicultores avançassem com a semeadura em muitas áreas. Já no Sul do País, foram as precipitações fracas e isoladas que favoreceram a retomada das atividades de campo, que haviam sido interrompidas em algumas praças.
Algodão O Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma se manteve firme em novembro, chegando a operar acima da casa dos R$ 6,30/libra-peso.

No acumulado de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ subiu 5,25%, fechando a R$ 6,2602/lp na terça-feira, dia 30.

Cotonicultores brasileiros têm priorizado os embarques dos contratos a termo aos mercados interno e externo, visto que a maioria desses agentes indica estar com boa parte da produção 2020/21 já comprometida.

Milho Após caírem por oito semanas consecutivas, os preços do milho voltaram a subir na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

No campo, mesmo com a redução das chuvas ao longo de novembro e das consequentes preocupações, o desenvolvimento das lavouras da safra de verão segue satisfatório.

Etanol Mesmo diante do menor número de usinas ainda em operação no estado de São Paulo, os preços dos etanóis hidratado e anidro registraram a terceira semana de queda consecutiva. Entre 22 e 26 de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado fechou em R$ 3,5351/litro, baixa de 3,31% frente ao período anterior. No caso do etanol anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou a R$ 4,1122/litro, forte retração de 5,95%. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão segue vindo do posicionamento recuado de compradores ao longo de novembro.
Açúcar A demanda por açúcar cristal no mercado spot do estado de São Paulo está mais enfraquecida neste final de novembro. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse cenário pode estar atrelado ao fato de muitos compradores se mostrarem abastecidos, especialmente diante das maiores aquisições realizadas em semanas anteriores. Apesar disso, os preços médios se mantêm firmes, acima de R$ 150 desde o início de novembro.

O Indicador CEPEA/ESALQ, registrou mínima de R$ 151,62/saca de 50 kg no dia 3 e máxima de R$ 155,73 no dia 12.

Arroz O cultivo da temporada 2021/22 de arroz em casca está na reta final no Rio Grande do Sul, maior estado produtor. No spot, a demanda interna não tem apresentado sinais de recuperação consistentes, e boa parte das unidades de beneficiamento relata baixa necessidade de aquisição neste momento. Em meio a esse cenário, os preços seguem enfraquecidos. Nessa terça-feira, 30, o Indicador ESALQ/SENAR-RS do arroz, fechou a R$ 62,95 por saca de 50 kg, com queda de 7,83% no acumulado de novembro.
Boi O Indicador do boi gordo CEPEA/B3 subiu com força ao longo de novembro – o avanço no acumulado do mês foi de 25,26% (ou de 65,2 Reais por arroba), fechando a R$ 322,40 no dia 30. Com isso, o Indicador não só recuperou as perdas verificadas nos meses anteriores como também atingiu um novo patamar máximo nominal da série histórica do Cepea.

Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo com os envios da carne à China ainda suspensos, os valores da arroba foram impulsionados pela retração na oferta de boi para abate. Do lado da demanda, parte dos frigoríficos elevou, ainda que pontualmente, as compras de novos lotes, no intuito de formar estoques para as vendas de final de ano.

CLIMA

Previsão de chuva

De acordo com o modelo numérico do INMET, os maiores acumulados ocorrerão no centro-norte do Brasil.

REGIÃO PREVISÃO DE CHUVA
Sul Os maiores acumulados previstos são inferiores aos 50 mm e se concentram no centro e norte do Rio Grande do Sul, entre os dias 05 e 06 de dezembro.
Sudeste Os maiores acumulados de chuva se concentram no sudeste de Minas Gerais, oeste e norte de São Paulo e Rio de Janeiro entre os dias 30 de novembro e 01 de dezembro, com volumes de chuva entre entre 80 mm e 150 mm. Já entre os dias 02 e 04 de dezembro as chuvas irão se concentrar mais para o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Centro-Oeste Os maiores acumulados de chuva se concentram em áreas ao centro-norte mato-grossense e goiano, variando de 80 a 100mm, com possibilidade de tempestades que podem ultrapassar os 150 mm.
Nordeste e MATOPIBA São previstos acumulados chuva acima de 80 mm, exceto na parte norte e leste da região, onde a previsão é de chuva fraca.
Norte Os maiores acumulados de chuva concentram-se nas partes noroeste e centrossul do Amazonas, norte de Rondônia, sudoeste do Pará e sul de Tocantins, com valores entre 80 e 100 mm, podendo alcançar aproximadamente 150 mm em áreas pontuais com ocorrência de chuvas intensas acompanhadas de ventos, principalmente no Baixo Amazonas.

Previsão de tempo entre os dias 30 de novembro a 15 de dezembro.

Figura 1. Previsão de acumulado de chuva entre os dias 30 de novembro e 06 de dezembro de 2021.

Espaço para parceiros do Agro aqui

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