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GERAIS

Rússia garante o fornecimento de fertilizantes ao Brasil

No médio prazo, a garantia de entrega de fertilizantes, assegurada tanto pelo governo como pelas empresas russas, traz segurança para a manutenção da boa produtividade nas próximas safras brasileiras. Esta é a análise do diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sergio De Zen.

O cumprimento dos contratos de fornecimento de fertilizantes para o Brasil foi ratificado em reunião realizada, nesta semana, entre a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, e autoridades do governo russo, além de representantes de empresas dos insumos daquele país.

“O Brasil depende de insumos importados para manter a produtividade. Então, o principal objetivo foi o pacto dos fornecedores de que eles irão cumprir os contratos, e a garantia de que farão novos acordos assegurando o fornecimento nas próximas safras. Um compromisso com o principal fornecedor desses fertilizantes é importante para termos segurança de que vamos ter o insumo para poder manter a produtividade, e isso é fundamental para a segurança alimentar do Brasil e dos países que dependem do alimento brasileiro”, destaca De Zen.

A Rússia representa cerca de 20% do total de fertilizantes importados pelo Brasil. Recentemente, o governo russo anunciou restrições às exportações dos produtos nitrogenados por meio de cotas de exportação pelo período de seis meses a partir de 1º de dezembro, com o objetivo de evitar escassez no mercado interno. Segundo o diretor da Conab, mesmo que haja atraso nas entregas dos insumos o impacto na safra pode ser mitigado. “Desde que seja planejado isso não deve influenciar na produção. Vale destacar que esse impacto poderia acontecer não na 2ª safra de milho 2021/22, e sim na safra 2022/23, pois o grão, embora seja plantando com fertilizantes, aproveita muito o resíduo da soja. Então, a quantidade de fertilizantes que se utiliza na 2ª safra é menor do que no cultivo da oleaginosa ou do milho 1ª safra.”

Conforme o último Boletim Logístico divulgado pela Conab, entre janeiro e setembro deste ano o Brasil importou 29,1 milhões de toneladas da categoria de insumos, entre adubos e fertilizantes. O volume representa um acréscimo de cerca de 20% em relação ao mesmo período de 2020, quando foi registrada a compra de 24,6 milhões de toneladas.

Mercado da carne

Além do compromisso na manutenção dos contratos de fertilizantes para o Brasil, o governo russo também acenou para um aumento na importação de carnes ao abrir, por seis meses, uma cota de 300 mil toneladas (200 mil toneladas de carne bovina e 100 mil toneladas de carne suína) com isenção tarifária. “A economia russa tem uma forte dependência de exportação de petróleo e de minerais. Como o mercado está bastante aquecido, temos uma oportunidade de crescimento de exportação porque os russos estão com renda melhor. Então cria-se a oportunidade de um ciclo virtuoso”, reforça o diretor da Companhia.

Até outubro deste ano, o Brasil já exportou para a Rússia 22 mil toneladas de carne bovina, 3,8 mil toneladas de suína e 87 mil toneladas de aves.

Fonte: Conab

Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF)

Entidades públicas e privadas ligadas à agricultura familiar interessadas em integrar a Rede do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (Rede CAF) podem solicitar a autorização ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF).

Dentre as entidades que podem integrar a rede estão, por exemplo, prefeituras, empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), entidades sindicais por intermédio de confederações, institutos com atuação na agricultura familiar ou área correlacionada e outros. Entidades de todo o Brasil que realizam a emissão da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) também precisam solicitar o ingresso na Rede CAF para ser um agente cadastrador.

A partir do dia 31 de dezembro deste ano, o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) substituirá a DAP de forma gradativa e será a principal ferramenta para o acesso às ações, programas e políticas públicas voltadas para geração de renda e fortalecimento da agricultura familiar.

Para ser um cadastrador da Rede CAF, é preciso atender alguns requisitos, como ter capacidade técnico-operacional para realizar o atendimento ao cidadão e operacionalizar o Sistema CAFweb, como também se comprometer com o gerenciamento, a transmissão, a guarda e o sigilo dos dados e informações envolvidas no procedimento de inscrição.

Agricultor Familiar

As DAPs emitidas até o dia 31 de dezembro de 2021 permanecerão válidas até o final de sua vigência. A partir daí, então, o agricultor fará a inscrição no CAF em caráter permanente, sendo a validade do seu registro renovada a cada dois anos.

Fonte: Mapa

 China autoriza entrada de carne bovina brasileira já certificada

A Administração Geral de Alfândegas da China comunicou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que os lotes de carne bovina brasileira que receberam a certificação sanitária nacional até o dia 3 de setembro de 2021 podem entrar no país.

As cargas de carnes já estavam em trânsito para a China, quando o Brasil identificou e comunicou ao país asiático dois casos atípicos da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), registrados em Nova Canaã do Norte (MT) e em Belo Horizonte (MG).

A OIE, que é a organização internacional que acompanha a saúde animal, analisou as informações prestadas em decorrência dos dois casos de EEB atípica e reafirmou o status brasileiro de “risco insignificante” para a enfermidade.

O Brasil já encaminhou todos os documentos solicitados pelas autoridades chinesas, que estão analisando as informações enviadas.

Ouça a matéria na Rádio Mapa:

Fonte: Mapa

Mapa buscará fortalecer a competitividade da produção e distribuição de fertilizantes no Brasil

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, reforçou nesta terça-feira (23) a atenção do Ministério para o abastecimento de fertilizantes para atender o final do plantio da atual safra 2021/2022 e da safrinha e para regularizar a importação do insumo para o próximo ano.

A ministra anunciou um grupo, a ser lançado no próximo dia 29, em reunião da Câmara Temática de Insumos Agropecuários para acompanhar o tema.

Após viagem à Rússia, na semana passada, para tratar do assunto com os maiores fornecedores de fertilizantes ao Brasil, Tereza Cristina também irá ao Canadá ainda este ano.

No país, a ministra se encontrou com os quatro maiores produtores e com o ministro do Desenvolvimento do país, que garantiram o fornecimento dos contratos vigentes.

O objetivo da viagem da ministra foi abrir negociação com os principais fornecedores de fertilizantes, produto essencial para a produção agropecuária que enfrenta restrições na oferta mundial.

Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), realizadora do Congresso, o Brasil consumiu 40 milhões de toneladas de fertilizantes em 2020. O valor representa crescimento de 12% em relação a 2019.

O país é o quarto maior consumidor de fertilizantes no mundo, o que equivale a 9% desse mercado. A Rússia representa cerca de 20% do total de fertilizantes importados pelo Brasil. Recentemente, o governo russo anunciou restrições às exportações de fertilizantes nitrogenados por meio de cotas de exportação pelo período de seis meses a partir de 1º de dezembro, com o objetivo de evitar escassez no mercado interno.

O Governo ainda desenvolve o Plano Nacional de Fertilizantes, que reunirá estratégias para reduzir a dependência externa a longo prazo bem como de curto prazo para mitigar efeitos eventuais e momentâneos choques de oferta. O objetivo é fortalecer políticas de incremento da competitividade da produção e da distribuição de insumos e de tecnologias para fertilizantes no país de forma sustentável, abrangendo adubos, corretivos, condicionadores e novas tecnologias.

O Grupo de Trabalho para o Plano Nacional de Fertilizantes é interministerial, sendo conduzido pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, da Presidência da República.

Fonte: Mapa

Mais um mercado se abre ao algodão brasileiro

Com a indústria têxtil aquecida, o Irã identifica no Brasil um importante fornecedor não apenas de soja e milho, mas também da pluma. O interesse foi formalizado esta semana,  em uma agenda de negócios que reuniu a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), a Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea), a Embaixada do Brasil em Teerã e empresas têxteis iranianas.

Atualmente, não há exportação direta de algodão do Brasil para o Irã, mas há potencial para a parceria. O mercado têxtil iraniano está em expansão e hoje a estimativa é de que as importações sejam de 120 mil toneladas da pluma por ano, o que posiciona o país entre os dez maiores importadores de algodão no mundo.  Já o Brasil é o quarto maior produtor mundial da fibra, ficando atrás apenas da Índia, China e Estados Unidos. Ao longo de 2021, os brasileiros se tornaram o segundo maior exportador mundial do produto.

As exportações brasileiras para o Irã se ancoram principalmente em soja em grão, farelo de soja e milho. Esse comércio movimenta anualmente mais de U$ 1,05 bilhão e é um motivo a mais para a aproximação com os cotonicultores.

Desde 2019, o Brasil passou a ter também no Irã um relevante fornecedor de ureia, insumo usado na fabricação de fertilizantes. Em 2021, de janeiro a agosto, os iranianos responderam por 4,5% do volume total de ureia importada pelo Brasil.

Fonte: Abrapa

PRODUÇÃO

Aprenda com fazer o preparo da calda bordalesa

A calda bordalesa é utilizada para controlar doenças fúngicas e repelir insetos, e o programa Terra Sul nos ajuda no preparo correto desse insumo tão importante, especialmente para as pequenas propriedades.

O Programa Terra Sul é resultado de uma parceria entre Embrapa Clima Temperado e escritório regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas/RS desde 1993.

Fonte: Embrapa

Clima favorece semeadura em Mato Grosso

A Embrapa Agrossilvipastoril (Sinop, MT) divulgou o primeiro Boletim Agrometeorológico da safra 2021/2022 em Mato Grosso. De acordo com a publicação, a distribuição das chuvas no estado tem sido favorável para a semeadura da soja em todas as regiões.

Os mapas de precipitação mostram que em setembro, quando termina o vazio sanitário da soja e começa a janela de semeadura, as chuvas foram bem distribuídas em quase todo estado. Somente na região sudeste o acumulado de chuva ficou abaixo do esperado.

Em outubro, quando começa a janela de semeadura com o menor risco estabelecido pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), as chuvas foram generalizadas e bem distribuídas em todo o estado, sendo que a região médio-norte teve uma concentração um pouco maior. O mesmo cenário persistiu nos 17 primeiros dias de novembro, sendo que, além da região médio-norte, a região nordeste também teve uma grande concentração de chuvas.

A maior concentração de chuvas pode ter causado alguns transtornos pontuais, mas, de maneira geral, não prejudicou o estabelecimento da safra, que neste ano está mais adiantada em relação ao ano anterior. Conforme o 2º Levantamento da Safra de Grãos 2021/2022 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o fim de outubro 84,3% das lavouras de soja já estavam semeadas. No mesmo período de 2020 o percentual era de 44,7%.

O Boletim Agrometeorológico também traz os dados pluviométricos da estação meteorológica automática da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop. Conforme os registros, em setembro houve 59,2mm de precipitação acumulada. Dos últimos cinco anos, somente em 2018 o volume havia sido maior.

Em outubro foram 115,1 mm, menor volume para este mês nos últimos cinco anos. Já nos dez primeiros dias de novembro foram registrados 365,2 mm, maior volume da série histórica, com o dobro do volume registrado em 2020. No somatório de agosto a outubro, 2021 tem a maior precipitação acumulada para o período nos últimos cinco anos, com 539,7 mm.

Acesse o Boletim completo clicando aqui

Fonte: Embrapa

Publicado o Zoneamento de Risco Climático da Canola

O novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da canola ampliou a indicação do cultivo para além do sul do Brasil. O zoneamento indica os períodos de semeadura e os municípios aptos para o cultivo de canola, no sistema sequeiro para os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, são Paulo, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Bahia, além do sistema irrigado para São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Bahia e Mato Grosso.

O Zarc atual inova pela ampliação das unidades da federação contempladas, reanálise do zoneamento antigo e inclusão do sistema irrigado que pode ser uma alternativa para os estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, caso do Oeste da Bahia.

Riscos à canola

A incidência de geada e o déficit hídrico são os principais riscos associados ao cultivo da canola no Brasil. Embora a canola seja uma espécie de clima frio, as plantas são sensíveis a geadas intensas, principalmente durante o estabelecimento das lavouras (primeiros 30 dias) e durante a floração.

No Zarc da canola de sequeiro, usou-se como primeiro fator de risco, o diagnóstico de risco de geada nos 30 dias após a semeadura da cultura e nos 20 dias após o início da floração, abarcando os três níveis de risco (20%, 30% e 40%) de ocorrência do evento, em função do período de semeadura e do grupo da cultivar utilizada.

A deficiência hídrica pode prejudicar a canola. O risco para perdas é maior em dois momentos: no estabelecimento da cultura e na floração/enchimento de grãos. Os problemas afetam diretamente o rendimento final da lavoura. Na análise hídrica o Zarc levou em consideração a variabilidade das chuvas, a evapotranspiração potencial, o ciclo da cultura e as fases fenológicas críticas, coeficientes de cultura e capacidade de armazenamento de água disponível conforme o tipo de solo.

Entrevista com o pesquisador Genei Dalmago sobre os danos por geada na canola.

Fonte: Embrapa

Como usar o Zarc para evitar perdas nos cultivos de arroz e feijão

O Prosa Rural desta semana fala sobre o uso do Zarc para evitar perdas nos cultivos de arroz e feijão.

O Zarc é o Zoneamento Agrícola de Risco Climático – uma ferramenta tecnológica imprescindível, de consulta rápida e eficiente, desenvolvida pela Embrapa e parceiros, que está sendo aplicada em todo Brasil como apoio a políticas públicas para o setor agrícola.

O Zarc utiliza parâmetros de clima, solo e ciclos de cultivares; e com base nas informações obtidas, os agricultores avaliam os riscos da produção no período, em função da variabilidade climática, dependendo do local de plantio. Participam do programa Hugo Borges Rodrigues e José Eduardo Monteiro, que integram a equipe que trabalha com o Zarc. Eles trazem mais detalhes para você, no Prosa Rural. O Prosa Rural é o programa de rádio da Embrapa.

Ouça a entrevista do Prosa Rural:

Fonte: Embrapa

Embrapa inaugura Estação Quarentenária

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), inaugurou nesta quarta-feira (24), a sua Estação Quarentenária, localizada na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em Brasília-DF.

A estação é composta por laboratórios para análises de qualquer tipo de praga que possa correr o risco de entrar no território nacional, como insetos, ácaros, fungos, bactérias, nematoides, plantas infestantes e vírus.

“A quarentena de plantas abrange ações voltadas a prevenir a introdução e disseminação de pragas agrícolas e, por isso, é prioridade para a Embrapa desde a sua criação, na década de 1970, porque sempre consideramos esse trabalho estratégico para a segurança nacional do país, justamente porque está diretamente relacionado com a segurança alimentar da população”, afirmou o presidente da Embrapa, Celso Moretti. Ele lembra que a entrada, em 2013, de apenas uma praga exótica, a lagarta Helicoverpa armigera, causou danos de cerca de 1,7 bilhão de dólares aos cofres nacionais. “Se multiplicarmos esse valor pelo número de pragas interceptadas, é possível estimar que o trabalho de quarentena desenvolvido pela Embrapa poupou centenas de bilhões de dólares à economia do País”, complementou, ressaltando que existem atualmente 400 pragas de enorme risco “batendo na porta” das fronteiras brasileiras.

Existem atualmente cerca de 500 pragas quarentenárias oficialmente reconhecidas como ausentes no território brasileiro, que incluem insetos, ácaros, nematoides, fungos, vírus e bactérias, com uma característica comum: são exóticas, não existem no País e, por isso, não há formas conhecidas para combatê-las. A priorização das pragas quarentenárias, feita pelo Ministério, é importante porque permite desenvolver um trabalho mais específico para evitar a sua entrada no Brasil ou na adoção de medidas para sua erradicação e controle, quando já identificada em alguma parte do país.

A Estação contribui, ainda, com a defesa fitossanitária do país respondendo a demandas técnicas do Mapa, como a revisão de normas internacionais de medidas fitossanitárias e apoio técnico na revisão da lista de pragas quarentenárias editada pelo Ministério.

Após o descerramento da placa de inauguração da Estação, as autoridades e imprensa farão uma visita guiada ao prédio, e conhecerão detalhes do funcionamento do Laboratório de Inspeção.

Fonte: Embrapa

Nova cultivar de melão adaptada ao Vale do São Francisco

O melão BRS Anton foi desenvolvido no âmbito do programa de melhoramento genético do meloeiro da Embrapa e posiciona-se como uma opção para esse nicho de produtores, contribuindo para a competitividade e sustentabilidade da cultura nas localidades que margeiam o rio.

A nova cultivar apresenta frutos doces, precocidade, boa produtividade e resistência a duas raças do fungo do oídio que ataca a planta. É resistente a danos causados durante o transporte e também ao frio, o que facilita sua refrigeração para a exportação.

Embora a indicação de plantio do melão BRS Anton seja para a região do Vale do São Francisco, a cultivar também apresenta boa adaptação nos tradicionais polos de cultivo de melão do Nordeste, como o Vale do Açu, no Rio Grande do Norte, e a região do Baixo Jaguaribe, no Ceará.

 

Fonte: Embrapa

SUSTENTABILIDADE

Brasil adere ao compromisso global para a redução das emissões de metano

O Brasil levou para a COP26 vários temas em que já trabalha para a sustentabilidade na agricultura e na pecuária e levou cases de realidades que já acontecem no nosso campo.

O Ministério da Agricultura apresentou a segunda etapa do Plano ABC+, com tecnologias de baixa emissão de carbono praticadas pela agropecuária brasileira e as metas para a próxima década.

Entre as estratégias que já são utilizadas para reduzir a emissão de metano na pecuária brasileira estão o melhoramento genético de pastagens para desenvolver alimentos mais digestíveis para os animais e o melhoramento genético dos animais, que permite o abate precoce. Também está em estudo a utilização de aditivos que podem ser agregados na alimentação animal, com substâncias como taninos e óleos essenciais.

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, disse que o Brasil aderiu ao acordo do metano para demonstrar ao mundo os programas nacionais que já existem, como o ABC+ e o Lixão Zero.  “O mundo não conhece as políticas nacionais, então queremos mostrar ao mundo que o Brasil é parte da solução, já temos programas, já fazemos essa atividade e por isso, nós tínhamos que estar dentro deste acordo, para trazer os outros países para esse desafio”, destacou Leite.

Fonte: Mapa

MERCADO

Preços das frutas e hortaliças

A produção da laranja brasileira ainda enfrenta os efeitos das precipitações abaixo da média nos meses de julho e agosto, e a ocorrência de geadas em importantes regiões produtoras. Mesmo com o início das chuvas, o preço da fruta mostrou aumento em todas as Centrais de Abastecimento analisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A questão climática comprometeu a oferta e afetou a qualidade dos produtos nos últimos meses. Com isso, o alto preço da laranja superou o recorde na série histórica dos últimos dois anos em alguns mercados. O maior percentual ocorreu em Fortaleza/CE, onde a média de preço da laranja chegou a R$ 2,42, um aumento de 18,56%. Em Curitiba/PR, a elevação foi de 15,68% e a fruta é vendida em média a R$ 2,31. O terceiro maior aumento foi em São Paulo/SP, com 11,83% e preço médio de R$ 2,76.

Outras frutas comercializadas na Ceagesp/SP se destacaram pela redução na média de preços, como o pêssego (32%), a nectarina (31%), a romã (28%), a acerola (26%), a ameixa (21%) e o limão (18%).

Segundo o estudo, as hortaliças seguem com o movimento preponderante de preços altos dos últimos meses, especialmente tomate e batata. As condições climáticas adversas em grande parte do país comprometeram o ritmo de colheita, reduzindo a disponibilidade dos produtos nos mercados. No caso do tomate, os preços seguem em patamares elevados e a oferta do fruto em outubro foi a menor do ano, com quedas desde junho.

Fonte: Conab

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

PRODUTO

COTAÇÃO

Soja

As valorizações externa e cambial nos últimos dias atraíram importadores de soja ao Brasil, o que resultou em alta nos preços internos da oleaginosa. Esse cenário e a expectativa de que a produção de 2021/22 entre de forma antecipada no mercado motivaram sojicultores a comercializar o remanescente da safra 2020/21.

Chamou a atenção o atípico aumento das negociações envolvendo lotes para entregas entre dezembro deste ano e janeiro de 2022. Entre 12 e 19 de novembro, o dólar se valorizou 2,7% frente ao Real, indo para R$ 5,604 na sexta-feira, 19. No mesmo comparativo, os Indicadores ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná avançaram expressivos 5,37% e 5,36%, com respectivos fechamentos a R$ 167,72/sc e a R$ 164,78/sc de 60 kg na sexta.

Algodão

Os preços do algodão seguem em alta no Brasil, renovando os patamares máximos nominais da série histórica do Cepea, tendo como suporte a paridade de exportação. Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo diante dos recordes nominais no Brasil, os valores da pluma para exportação ainda estão acima dos registrados no mercado doméstico, o que leva vendedores a permanecerem firmes nos preços pedidos para novas negociações. Do lado comprador, parte das indústrias se mantém recuada, trabalhando com a matéria-prima já contratada e/ou em estoque. Mas as unidades que necessitam repor estoques acabam cedendo nos valores pagos para conseguir efetivar novas aquisições. No acumulado da parcial de novembro (até o dia 23), o Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma registra elevação de 4,6%, fechando a R$ 6,2226/lp na terça-feira, 23.

Milho

O lento ritmo das exportações de milho na atual temporada e o bom andamento da semeadura da safra verão seguem pressionando as cotações internas do cereal. Compradores se mantêm afastados das negociações, na expectativa da continuidade das quedas, enquanto alguns vendedores, com necessidade de liberar espaço nos armazéns, negociam o milho a preços mais baixos.

Na parcial de novembro (até o dia 19), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas/SP) registra média de R$ 84,53/saca de 60 kg, a menor, em termos reais, desde setembro de 2020. Entre 12 e 19 de novembro, especificamente, Indicador ESALQ/BM&FBovespa recuou ligeiro 0,1%, fechando a R$ 82,84/saca de 60 kg na sexta-feira, 19.

Etanol

As quedas nos preços dos etanóis hidratado e anidro se intensificaram no mercado paulista na última semana. Entre 16 e 19 de novembro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou em R$ 3,6563/litro, recuo de 4,03% frente ao período anterior.

Para o anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou a R$ 4,3723/litro, baixa de 1,3%. Segundo pesquisadores do Cepea, além da sequência de poucos negócios sendo realizados no spot paulista, devido à baixa participação de compradores, a desvalorização do petróleo nas últimas semanas e a apreensão quanto a possíveis repasses por parte da Petrobrás influenciaram os recuos nos preços dos etanóis no estado de São Paulo.

Açúcar

Os preços médios do açúcar cristal seguem firmes no mercado spot do estado de São Paulo. De acordo com pesquisadores do Cepea, o suporte vem da baixa oferta do adoçante, que tem prevalecido ao longo desta atual temporada 2021/22.  No geral, muitas usinas paulistas encerraram a moagem de cana-de-açúcar em outubro, e, até o final de novembro, praticamente todas as unidades devem encerrar suas atividades. No acumulado da parcial de novembro (até o dia 22), o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, registra avanço de 1,02%, fechando a R$ 154,44/saca de 50 kg nessa segunda-feira, 22.

Arroz

Incertezas sobre a dinâmica do mercado nacional de arroz em casca nos próximos meses mantêm muitos agentes afastados do spot nacional. Pesquisadores do Cepea apontam que esse cenário tem pressionado as cotações no Rio Grande do Sul.

No geral, enquanto parte dos compradores aguarda o recebimento de lotes da matéria-prima já negociada em semanas anteriores, alguns orizicultores mostram intenção de comercializar apenas o arroz de rendimento inferior e estocar o produto de maior qualidade, à espera de maior remuneração. Na parcial deste mês (entre 29 de outubro e 23 de novembro), o Indicador ESALQ/SENAR-RS do arroz, referente ao cereal de 58% grãos inteiros e pagamento à vista, cedeu 6,05%, com a saca de 50 kg a R$ 64,17 na terça-feira, 23.

Boi

No acumulado da parcial deste mês (entre 29 de outubro e 24 de novembro), o Indicador CEPEA/B3 do boi gordo subiu expressivos 23,16%, fechando a R$ 316,65 nessa terça-feira, 24.

Os valores têm sido impulsionados pela baixa oferta de animais prontos para abate. Embora os pastos ainda não tenham se recuperado totalmente em muitas regiões, os bons volumes de chuvas registrados em outubro já favoreceram as pastagens, o suficiente para fazer com que alguns pecuaristas mantenham os animais no campo, restringindo ainda mais a oferta.

CLIMA

Clima impacta na produção de cana-de-açúcar

A estimativa da safra 2021/22 de cana-de-açúcar aponta para uma redução na produção de cana-de-açúcar. Os números, divulgados nesta terça-feira (23) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estimam que sejam colhidas 568,4 milhões de toneladas, um volume de matéria-prima 13,2% menor em relação à safra 2020/21. Os efeitos climáticos adversos da estiagem durante o ciclo produtivo e as baixas temperaturas registradas em junho e julho deste ano, com episódios de geadas em algumas áreas de produção, sobretudo em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, impactaram na produtividade das lavouras.

No Sudeste, principal região produtora do país, a previsão é de uma redução de 16,8% na produção, alcançando 356,7 milhões de toneladas, resultado da diminuição de 4,1% na área cultivada, além das adversidades climáticas. No Centro-Oeste, houve redução de 0,8% na área a ser colhida, num total de 1,8 milhão de hectares, e a produção estimada é de 132,2 milhões de toneladas, 5,4% menor que a obtida na safra anterior. Já no Nordeste, a redução está estimada em 13,6% na área a ser colhida, mas com uma estimativa de aumento de 4,6% na produtividade, o que deverá resultar em uma produção de 43,7 milhões de toneladas, 9,7% menor que àquela observada na última safra. Na região Norte, houve redução de 0,9% na área a ser colhida e incremento de 8,9% na produção, totalizando 3,8 milhões de toneladas. Já para a região Sul, há um pequeno aumento de 0,4% na área cultivada, mas com produção total estimada em 31,9 milhões de toneladas, uma redução de 6,6%, em comparação com a safra anterior, devido à diminuição na produtividade.

Fonte: Conab

Previsão de chuva

De acordo com o modelo numérico do INMET, as chuvas mais significativas devem ocorrer na Região Norte, partes das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

REGIÃO

PREVISÃO DE CHUVA

Sul

São previstos volumes de chuva entre 20 e 50 mm em grande parte da região, podendo ocorrer volumes de até 100 mm em algumas localidades da parte central do Paraná, oeste de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul.

Sudeste

Os maiores acumulados de chuva podem ocorrer no leste de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, no dia 27 de novembro, enquanto nos dias 28 e 29, as chuvas estarão mais concentradas na parte norte de Minas Gerais e Espírito Santo, com acumulados previstos acima de 50 mm por dia.

Centro-Oeste

São previstos acumulados de chuva acima de 50 mm em Mato Grosso e noroeste de Goiás, podendo ocorrer chuvas intensas ao longo da semana. Em grande parte do Mato Grosso do Sul e sul de Goiás, as chuvas serão inferiores a 20 mm.

Nordeste e MATOPIBA

Os maiores volumes de chuvas irão se concentrar no sul da Bahia e na área do MATOPIBA, com acumulados de chuva entre 40 e 70 mm. Não se descarta a ocorrência de chuvas bastante volumosas, com valores que podem ultrapassar os 100 mm, em áreas do Tocantins e sul da Bahia, e pode vir acompanhada de rajadas de vento.

Norte

Os maiores acumulados de chuva concentram-se nos estados do Amazonas, Acre e Rondônia, além do sul do Pará, com acumulados entre 50 e 80 mm. Algumas localidades destas áreas, podem alcançar volumes acima de 100 mm, com possibilidade de chuvas intensas acompanhadas de ventos fortes.

Previsão de tempo entre os dias 23 de novembro a 3 de dezembro.

Figura 1. Previsão de acumulado de chuva entre os dias 23 e 29 de novembro de 2021.

Espaço para parceiros do Agro aqui

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