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Principais Notícias da Semana no Mundo Agro

ALGODÃO: Mercado mundial aquecido

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PRODUÇÃO

Monitoramento das lavouras de algodão

A safra de algodão está 27,2% colhida. Em MT, a colheita segue intensa. A produtividade das áreas recém colhidas apresentam aumento no rendimento. Na BA, no Extremo-Oeste, as lavouras de sequeiro seguem em fases de maturação e colheita. No Centro-Sul, a colheita das lavouras de sequeiro está finalizada e as lavouras irrigadas estão em fase de maturação e colheita. Em MS, as condições climáticas favorecem o desenvolvimento das lavouras de segunda safra que estão atingindo a maturação. A colheita na região Centro-Norte apresenta bons resultados, porém as regiões Leste e Sudoeste foram afetadas pela seca.

No MA, a colheita das lavouras de primeira e segunda safra apresentam boas produtividades. Em MG, a colheita avança pelo estado. Os rendimentos estão abaixo da expectativa inicial, devido ao longo período de estiagem. No PI, as condições climáticas são favoráveis à colheita. Em GO, a colheita evolui nas regiões Sul e Leste, principais produtoras do estado.

Fonte: Conab

 

Monitoramento das lavouras de milho 2ª safra

A safra encontra-se 49,2% colhida. Em MT, o clima seco favoreceu a manutenção da intensidade da colheita. Os rendimentos continuam elevados na maioria das regiões, exceto no Sudeste e Oeste, devido a falta de chuvas nos estágios de florescimento e enchimento de grãos.

No PR, a colheita, de forma geral, tem apresentado bons rendimentos. A velocidade dos trabalhos ainda é baixa devido a elevada umidade dos grãos. No MS, os produtores retardam as operações de colheita para reduzir os descontos de umidade nos grãos. Em GO, 40% da área já foi colhida. O avanço rápido da colheita nesta safra se dá em função do risco de tombamento devido ao ataque de cigarrinhas e de ventos fortes.

Em SP, a colheita segue lenta devido à alta umidade dos grãos. Em MG, a colheita avança nas áreas em que os grãos alcançam a umidade ideal. No TO, a colheita alcança 60% da área e as produtividades variam de acordo com data de plantio. No Sul do MA, a colheita avança, com boas produtividades. No PI, a maioria das lavouras encontram-se em maturação.

Fonte: Conab

Cerrado é destaque na produção sustentável de algodão

Com investimento em tecnologia e pesquisa e somente 8% da área plantada irrigada, o Brasil pode ser considerado o maior fornecedor de algodão sustentável do mundo, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Nas décadas de 1980 e 1990, o Brasil era um dos maiores produtores mundiais de algodão. Porém, com a chegada do bicudo, a principal praga da cultura nas Américas, a área plantada diminuiu mais de 60% e o país deixou de ser um grande exportador para ser o segundo maior importador de algodão do planeta.

No início dos anos 2000, houve uma retomada do cultivo. A cultura migrou das regiões Sul e Sudeste para o Centro-Oeste. Com a colheita mecanizada e investimento em pesquisa e novas tecnologias, o cenário mudou bastante. Rentável e sustentável. Assim é a produção de algodão no Cerrado.

É no centro do país que se encontra 90% das lavouras brasileiras de algodão e os protocolos de sustentabilidade envolvem boas práticas agrícolas, sociais e econômicas.

Fonte: Abrapa

Monitoramento das lavouras de trigo

As áreas de trigo foram 93,6% semeadas. No PR, a semeadura está sendo finalizada. As lavouras da região Norte e Oeste estão com o ciclo mais adiantado, especialmente no Extremo-Norte, que está com a cultura em floração. Na RS, a semeadura evolui, com exceção das regiões Sul e Campanha que foram afetadas pelas chuvas. As lavouras mais adiantadas estão em fase de desenvolvimento vegetativo, e os tratos culturais têm se intensificado. Em SC, as condições climáticas têm sido favoráveis para a semeadura.

Em GO, a colheita das lavouras de sequeiro está finalizada. Na região Leste, o baixo volume de chuvas prejudicou as lavouras e algumas áreas foram destinadas para cobertura do solo. As lavouras irrigadas estão em boas condições e na fase de maturação, com colheita prevista para o mês de agosto. Em MG, as condições climáticas são favoráveis ao desenvolvimento da cultura. Algumas lavouras iniciaram a fase de maturação. Na BA, as lavouras irrigadas desenvolvem-se normalmente, com algumas iniciando o enchimento de grãos.

Fonte: Conab

Brasil terá menos algodão na safra 21/22

Na safra 2019/20, o Brasil bateu o recorde da década, alcançando 3 milhões de toneladas de algodão. Em 2020/21, período marcado pelos efeitos da pandemia de covid-19, a produção recuou para 2,3 milhões de toneladas. Para a safra 21/22, que começa a ser colhida, a previsão que era de colher 2,8 milhões de toneladas foi revista e o Brasil terá menos algodão. “Faltou chuva no final do ciclo em Mato Grosso e Bahia”, explica Júlio Busato, presidente da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão).

Ainda que o país termine a temporada 21/22 com menos algodão que o previsto inicialmente, a safra atual será cerca de 10% maior que a anterior, mantendo o Brasil como o quarto maior produtor de algodão do mundo. Do total cultivado, apenas 700 mil toneladas permanecem no país, basicamente para abastecer a indústria têxtil. O grosso da produção é exportado. Quase 95% têm a China por destino, destaca Busato em entrevista ao GBLjeans.

Conforme o produtor, 84% do algodão brasileiro têm certificação ABR. Dos 2,33 milhões de toneladas da safra 20/21, 1,96 milhão de toneladas correspondem a algodão certificado. Quase todo o volume certificado também conta com licença BCI, de forma que 42% do algodão BCI do mundo são de algodão do Brasil, informou Márcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa em apresentação a jornalistas.

Para comparar, ele citou que os Estados Unidos participam com apenas 214 mil toneladas de algodão BCI.

Fonte: Abrapa

Embrapa e Venture Hub realizam o encerramento do programa de startups

Embrapa Agricultura Digital e a Venture Hub realizam no dia 26 de julho, a partir das 10 horas, o evento de encerramento do programa de inovação aberta e aceleração de startups TechStart Agro Digital. No Demo Day, cinco agtechs apresentarão seus modelos de negócios e as soluções digitais desenvolvidas para o setor agropecuário a um público formado por investidores, empresas, empreendedores e especialistas, com potencial para a promoção de novos negócios e parcerias. O evento é gratuito e será transmitido no canal da Venture Hub no YouTube.

As startups graduadas nesta terceira edição do programa possuem soluções para a detecção de doenças em bovinos leiteiros, monitoramento e gestão na piscicultura, agricultura urbana e produção de cogumelos, serviços para regularização ambiental e uso de inteligência artificial e IoT para o gerenciamento da propriedade. São elas: BIA Technology, Flora Pantanal Soluções Ambientais, Orbyt AI, Shimejito Urban Farms e Teletanque.

Criado com o objetivo de contribuir para a escalada de novas tecnologias para o campo, o TechStart Agro Digital oferece suporte tecnológico e de negócios às startups a partir de um processo estruturado, que conta com treinamentos e mentorias especializadas para desenvolvimento e validação de produtos, vendas e acesso ao mercado, além de oportunidades de conexão com instituições de pesquisa, corporações, investidores e outras startups.

Fonte: Embrapa

 

Características especiais identificadas habilitam o uso do trigo brasileiro na panificação industrial

O Brasil produz trigo de alta qualidade. É o que atesta a pesquisa conduzida pela Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), Embrapa Trigo (RS) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) com o trigo cultivado no Cerrado Mineiro. Além do desempenho tecnológico, mostra bom rendimento no campo e na agroindústria, com características especiais que habilitam seu uso na panificação industrial, segundo a Instrução Normativa nº 38/2010, do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A expectativa é que o resultado incentive ações de pesquisa e desenvolvimento para geração de novas cultivares adaptadas ao solo nacional e estimule políticas públicas de fomento à cadeia produtiva, reduzindo a dependência brasileira da importação do cereal.

Fonte: Embrapa

 2ª safra de milho provoca aumento nos preços do frete

O Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado no mês de julho, revela novos fatores para a alta nas cotações do transporte agrícola: a migração dos prestadores de serviços para o Centro-Oeste do país, atendendo a demanda da colheita do milho segunda safra daquela região. Este movimento, combinado com a elevação nos preços do diesel, reduz ainda mais a oferta de caminhões no país.

Com a previsão de recorde na segunda safra de milho, já se observa grande deslocamento nas áreas de produção devido às retiradas do produto das lavouras e o escoamento até as unidades armazenadoras situadas nas fazendas, tradings, cooperativas e armazéns gerais. Os aumentos de fretes mais expressivos foram aqueles identificados com destino aos portos de Santos, Santarém e Paranaguá, para atender contratos de exportação e o escoamento da safra de soja. Assim, mesmo com a safra do milho já em pleno curso, é esperado que em julho os preços se mantenham ou até mesmo apresentem elevações, decorrentes do conflito entre o escoamento da safra de soja e a colheita recorde de milho.

Os fretes para as rotas acompanhadas, partindo de Catalão e Cristalina/GO, subiram em média 15% com elevações maiores nas duas rotas de Minas Gerais. Já partindo de Bom Jesus de Goiás, os preços dos fretes variaram 3% em relação ao mês anterior.

No caso do Paraná, a frustração da safra brasileira de soja disponibilizou grande oferta de caminhões na região, fazendo com que os preços dos fretes caíssem.

Os fretes a partir de agora, tanto da soja quanto do milho, devem apresentar alta em todas as origens, já que os deslocamentos dos caminhões para o Centro-Oeste do país diminuíram a oferta no estado.

Na Bahia, os fretes estaduais continuaram apresentando elevação em relação ao mês passado, causada pela redução na oferta de caminhões sob impacto da migração de prestadores de serviços para o Centro-Oeste e pela elevação nos preços do diesel.

Fonte: Conab

Bactérias aumentam a eficiência de culturas como arroz, feijão e milho

Uma série de pesquisas realizadas com diferentes rizobactérias (atuantes na raiz) demonstrou que alguns microrganismos podem ser importantes aliados da agricultura. Eles atuam melhorando os processos fisiológicos da planta, promovendo melhor absorção de nutrientes ou facilitando a sua disponibilização. O resultado são plantas maiores, mais resistentes a doenças e com maior produtividade. Com fertilizantes importados cada vez mais caros, o uso desses insumos biológicos pode representar uma importante economia ao produtor. Os experimentos comprovaram ganhos importantes em lavouras de arroz, feijão e milho.

Fonte: Embrapa

Principais formas de controle do nematoide-das-galhas em cenoura

A presença de nematoides, micro-organismos que habitam o solo, principalmente os do gênero Meloidogyne, ou nematoide-das-galhas, tem sido geralmente o diagnóstico apontado na identificação do problema. As espécies de nematoide-das-galhas afetam especialmente o aspecto da raiz – parte comercializável da cenoura, o que representa perdas no valor de mercado da hortaliça.

Para identificar a presença desses micro-organismos – visíveis apenas com o uso de um microscópio -, basta observar a bifurcação das raízes, juntamente com a presença das galhas (daí o nome “nematoide-das-galhas”).

Com a confirmação da presença dos nematoides, o produtor terá que conviver com o problema, dada a impossibilidade de sua erradicação, mas a boa notícia é que há formas de controle, por meio de técnicas de manejo.

A primeira dessas técnicas seria o uso de matéria orgânica no preparo da área para o cultivo: A matéria orgânica – constituída por esterco bovino e de aves e capim moído – no solo estimula o desenvolvimento de micro-organismos naturais como fungos e bactérias que ajudarão a controlar os nematoides. Outra dica do pesquisador diz respeito à rotação de culturas para impedir a multiplicação e disseminação dos nematoides.

“Quando a planta que substitui o cultivo da cenoura não é hospedeira,  a exemplo de algumas cultivares do milho e milheto e certas espécies de crotalária, o nematoide não sobrevive por falta de alimento.

Escolher a variedade de cenoura a ser cultivada seria outra das medidas a serem consideradas, já que existem no mercado cultivares disponíveis que apresentam resistência e tolerância ao nematoides-das-galhas.

Foto: Jadir Pinheiro

Fonte: Embrapa

MERCADO

Mercado de hortaliças mantém queda de preços no atacado

De acordo com o 7º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), houve redução nas cotações praticadas no atacado para batata, cebola, cenoura e tomate no último mês. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (19) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Pelo segundo mês consecutivo, os preços da batata mantiveram-se em queda, depois de um período de alta no começo do ano. As boas condições de produção da safra da seca e o clima favorável para a colheita do tubérculo propiciaram bons níveis de oferta. A maior queda de preços foi registrada na Ceasa do Distrito Federal, com variação negativa de 56,19%, influenciada pelo incremento de 145% da oferta goiana, típico desta época. A tendência, para este mês, é de uma nova redução nas cotações.

No caso da cebola foi verificado o aumento da oferta do produto a partir da pulverização da produção. O Nordeste, principalmente Bahia e Pernambuco, teve representatividade de 18% na oferta total de cebola, Goiás 27%, Minas Gerais 17% e São Paulo com 13%. Esta maior oferta do bulbo reduz a entrada de cebola importada no país, e contribui para uma pressão de baixa nos preços.

Para o tomate, a safra de inverno, abastecedora dos mercados atualmente, vem ganhando força em todas as regiões produtoras, o que possibilita o movimento descendente de preços. Já no caso da cenoura, a entrada de produto registrada no mercado foi suficiente para atender a demanda, mesmo com uma leve redução de 5% se comparado com maio. No entanto, os níveis de oferta estão acima daqueles verificados no início deste ano.

Fonte: Conab

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

Soja

O crescimento nas demandas doméstica e externa por farelo de soja incentivou indústrias nacionais a elevarem as aquisições de soja em grão nos últimos dias. Cenário que acirrou a competitividade entre esses demandantes e importadores, os quais, por sua vez, foram atraídos pelo grão nacional, tendo em vista a valorização do dólar frente ao Real e a necessidade de completar cargas para embarque imediato. No entanto, a alta do frete rodoviário limitou as vendas do grão para exportação, uma vez que esse contexto tornou as comercializações em mercados regionais mais remuneradoras aos vendedores.

Milho

Os preços do milho iniciaram a semana passada em alta, mas voltaram a recuar no encerramento do período. No começo da semana, as cotações foram sustentadas pela alta nos valores externos, que, por sua vez, subiram diante de preocupações com o clima quente e seco nos Estados Unidos, que poderia atrapalhar o desenvolvimento das lavouras. Já a divulgação de dados de oferta e demanda do Estados Unidos voltou a pressionar as cotações internacionais e, consequentemente, brasileiras. E as quedas internas acabaram sendo acentuadas pelo bom ritmo da colheita de segunda safra, que fez com que produtores estivessem mais flexíveis nas negociações, especialmente os do Centro-Oeste, onde as atividades estão mais intensas. Do lado dos consumidores, muitos se mostram abastecidos ou no aguardo de recebimento de lotes adquiridos antecipadamente. Diante disso, as negociações seguem limitadas no spot.

Algodão

Depois de atingir a casa dos R$ 8 por libra-peso em meados de maio deste ano, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento 8 dias, passou a recuar com certa força nas semanas posteriores. Atualmente, os valores estão relativamente estáveis, operando na casa dos R$ 6/lp. A liquidez está baixa, com agentes focados no cumprimento de contratos. Cotonicultores estão mais firmes nos valores pedidos no spot, indicando ter boa parte da produção já comprometida. Quanto à nova safra, a colheita e o beneficiamento ainda estão no início, e a produtividade é incerta em algumas áreas, o que faz com que agentes aguardem uma intensificação das atividades para poder cumprir programações e, então, retomar as negociações. Muitos compradores, por sua vez, seguem fora de mercado, adquirindo apenas o necessário para manter as atividades e esperando a entrada de um volume maior. Entre 12 e 19 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento 8 dias, recuou 1,5%, fechando a R$ 6,0043/lp nessa terça-feira, 19. Na parcial de julho, o Indicador acumula baixa de 5,3%.

Trigo

Os negócios têm sido pontuais no mercado interno de trigo. Isso porque os agentes estão atentos à finalização da semeadura em muitas regiões e já aguardam a entrada da nova safra nacional, que deve ter produção recorde. Além disso, o setor nacional também está atento às estimativas indicando quedas nas produções mundial e da Argentina, que é a principal fornecedora do cereal ao Brasil. Segundo o USDA, a produção mundial 2022/23 está estimada em 771,6 milhões de toneladas, queda de 0,2% em comparação ao apontado em junho/22 e 0,9% menor que a da temporada passada. Na Argentina, a Bolsa de Comércio de Rosário estima que a área com trigo no país diminua de 6,2 milhões de hectares para 5,9 milhões de hectares na safra 2022/23. Assim, a produção argentina também foi reduzida, prevista agora em 17,7 milhões de toneladas. Quanto aos preços no Brasil, apesar da baixa liquidez, seguem firmes, operando acima dos R$ 2 mil por tonelada e apresentando apenas pequenas variações, sobretudo no mercado de balcão.

Etanol

Considerando-se os primeiros três meses da temporada 2022/23 (de abril/22 a junho/22), as médias mensais dos Indicadores CEPEA/ESALQ dos etanóis hidratado e anidro estão respectivamente 6,8% e 10,4% acima das registradas no mesmo período da safra anterior, em termos reais. Tratam-se, também, das maiores médias para esse período das últimas três temporadas. Com a possibilidade de a produção ser menor – por conta das condições climáticas desfavoráveis no último ano –, a cana, de forma geral, não apresentou o padrão necessário para a antecipação das atividades de moagem no ano safra 22/23, como ocorre na maioria das vezes, o que acabou influenciando as cotações do biocombustível – a quantidade de cana processada deve ter queda de mais de 11%, e a qualidade, de 4%, resultando em diminuição de 7% na produção de etanol, segundo dados da Unica.

Açúcar

Cálculos do Cepea mostram que as exportações de açúcar cristal voltaram a remunerar mais que as vendas no mercado spot paulista. Mesmo com o preço interno avançando na última semana e voltando à casa dos R$ 127,00/saca de 50 kg, as valorizações do demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures), do dólar e do prêmio médio de qualidade tiveram maior peso e foram responsáveis pela recuperação da vantagem das exportações – cenário que não era verificado desde o fim de abril de 2021. De 11 a 15 de julho, enquanto a média semanal do Indicador de Açúcar Cristal CEPEA/ESALQ foi de R$ 127,04/sc, a das cotações do contrato nº 11 da ICE Futures (vencimento Outubro/22) foi de R$ 132,83/sc. Assim, as vendas externas remuneraram 4,56% a mais que o spot paulista. Para esse cálculo, foram considerados US$ 50,80/tonelada de fobização, US$ 89,00/t de prêmio de qualidade e R$ 5,4106 de dólar. No mercado spot do estado de São Paulo, diante de um cenário de exportações mais atraentes, agentes de usinas estiveram firmes nos valores pedidos pelo cristal, sobretudo pelo Icumsa 150, cuja disponibilidade nesta temporada 2022/23 segue menor. Além disso, a demanda esteve mais aquecida, o que elevou a liquidez nos últimos dias.

Boi

A demanda doméstica por carne bovina segue enfraquecida. Segundo pesquisadores do Cepea, diante da inflação elevada, grande parte da população brasileira apresenta restrição orçamentária. Assim, muitos consumidores passam a procurar proteínas com valores mais competitivos, como as carnes suína e de frango e ovos, em detrimento do produto bovino. Dados do Cepea mostram que, quando comparadas as médias de junho e de julho (até o dia 19), observa-se valorização de 1,73% para a carcaça casada bovina negociada no atacado da Grande São Paulo, a R$ 20,90/kg neste mês. E a maior demanda pelas concorrentes é evidenciada pelo movimento de alta um pouco mais intenso que é registrado para as carnes suína e de frango – também comercializadas no atacado da Grande São Paulo –, que apresentam valorizações de 5,04% e de 5,57%, respectivamente. Em julho, a carcaça especial suína é negociada à média de R$ 9,85/kg, e o frango resfriado, de R$ 8,15/kg.

CLIMA

Previsão de chuva

Previsão de chuva – De 18 a 25 de julho de 2022

De acordo com o modelo numérico do INMET, os maiores acumulados são previstos para a faixa norte da Região Norte e menores acumulados em áreas da Região Sul e costa leste do Nordeste.

Região Norte

São previstos acumulados de chuva entre 20 e 80 mm no noroeste do Amazonas e do Pará, Roraima, e extremo norte do Amapá. Em Tocantins, Rondônia, leste do Acre e centro-sul do Pará não estão previstos acumulados de chuva. Nas demais áreas, os acumulados de chuva previstos são inferiores a 10 mm.

Região Nordeste

Não estão previstos volumes de chuva em grande parte da região. Entretanto, na costa leste o tempo segue instável, com acumulados previstos que podem superar 20 mm. No SEALBA os maiores acumulados de chuva são previstos em áreas do estado de Alagoas e Sergipe e com menor intensidade na costa leste da Bahia. Já na faixa norte da região, entre os estados do Maranhão, Piauí e Ceará, podem ocorrer pancadas de chuva de forma isolada.

Centro-Oeste e Sudeste

A predominância de uma massa de ar seco durante a semana continuará desfavorecendo a formação de chuva em praticamente todos os estados da região. No litoral do Rio de Janeiro e São Paulo, poderá ocorrer chuvas fracas e em pontos isolados.

Região Sul

A instabilidade pós frontal deixará o começo da semana com muitas nuvens e chuva entre os estados de Santa Catarina e Paraná, com acumulados previstos de até 30 mm. No fim de semana, a passagem de outro sistema frontal no estado do Rio Grande do Sul potencializará a formação de chuvas. Já nas demais áreas, não há previsão de chuva.

Figura 1. Previsão de chuva para 1ª semana (18/07/2022 e 25/07/2022). Fonte: INMET.

 

Previsão de chuva – De 26 de julho a 02 de agosto de 2022

Conforme o modelo de previsão numérica, a semana poderá apresentar maiores acumulados de chuva na faixa norte do país, na Região Norte e no leste da Região Sul.

Região Norte

São previstos acumulados maiores que 50 mm em grande parte de Roraima, noroeste do Amazonas e no extremo norte do Pará e Amapá. Nas demais áreas, os acumulados de chuva previstos não deverão ultrapassar os 40 mm e no estado do Tocantins, não estão previstas chuvas durante a semana.

Região Nordeste

Os maiores acumulados de chuva previstos concentram-se em áreas da costa leste da região e no centro norte do Maranhão, com acumulados de chuva previstos maiores que 30 mm em áreas do noroeste do estado. Nas demais áreas, não estão previstos acumulados de chuva.

 Regiões Centro-Oeste e Sudeste

Não há previsão de chuva em praticamente toda a região, exceto no Mato Grosso do Sul e oeste de Mato Grosso, com acumulados previstos de até 30 mm. Entretanto, em áreas do litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo podem ocorrer baixos acumulados de chuva em pontos isolados.

Região Sul

São previstos acumulados de chuva em grande parte da região, podendo ultrapassar 80 mm em áreas do centro norte do Rio Grande do Sul, grande parte de Santa Catarina e centro leste do Paraná.

Previsão de chuva para 2ª semana (26/07/2022 e 02/08/2022). Fonte: GFS.

CURSOS E EVENTOS

Selecionamos uma série de eventos importantes no mundo Agro e que podem interessar você. Todos online e sem custos!

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Data: 11/07 a 19/08/22

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Controle biológico: enfoque em manejo de lagartas com bioinseticidas

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Data: Contínuo

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Medidas de Prevenção, Monitoramento e Controle da Vespa-da-Madeira

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Data: Contínuo

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RENIVA – Introdução às estratégias de produção de materiais de plantio de mandioca

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Data: Contínuo

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Apicultura para Iniciantes

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Data: Contínuo

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Produção e Tecnologia de Sementes e Mudas

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Data: 17/02/22 a 31/12/22

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Produção de mudas de cajueiro – enxertia

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