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Principais Notícias da Semana no Mundo Agro

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GERAIS

Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2023 é estimado em R$ 1,216 trilhão

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2023, com base nas informações de safras de abril, é estimado em R$ 1,216 trilhão, 4,7% superior em relação ao valor de 2022, que foi de R$ 1,161 trilhão.

As lavouras têm previsão de faturamento de R$ 868,96 bilhões, que é o maior VBP desde 1989. O crescimento real do VBP das lavouras é de 8% em relação a 2022.

A previsão para a pecuária é de faturamento de R$ 347,9 bilhões, com retração de 2,6% em relação ao ano passado.

Um conjunto de produtos formado por cana-de-açúcar, feijão, laranja, milho,soja e tomate, apresenta neste ano recorde de faturamento. Entre estes, milho, soja e cana-de-açúcar, representam 72,8% do VBP das lavouras.

Outros produtos que têm apresentado bom desempenho são amendoim (11,2%), banana (14,0%), cacau (8,2%), cana-de-açúcar (10,1%), mandioca (37,3%), milho (6,5%), soja (10,5%), tomate (13,3%), feijão (20,9%) e laranja (28,3%).

A Pecuária mostra-se favorável para suínos, ovos e leite. Carne bovina e de frango têm apresentado retração do VBP neste ano. Na pecuária, os preços estão em alta para suínos, leite e ovos.

Os preços agrícolas mostram-se acima dos vigentes no ano passado para vários produtos relevantes, como amendoim, arroz, banana, cacau, cana-de-açúcar, feijão, laranja, mandioca e tomate.

Exportações

O mercado internacional gerou uma receita de exportações de U$ 50,6 bilhões de janeiro a abril (Agrostat, 2023). A tendência é de beneficiar os produtos exportados e dessa forma trazer uma significativa contribuição à Balança Comercial.

Foram particularmente beneficiados com o comércio internacional, os estados de Mato Grosso. com, 21,4% das exportações, São Paulo 15,3%, Paraná. 10,81%, Rio Grande do Sul 9,17% e Minas Gerais 8,58%.

Fonte: Mapa

Exportações do agronegócio batem recorde

Nos primeiros  quatro meses deste ano, as exportações brasileiras do agronegócio alcançaram recorde de US$ 50,6 bilhões, o que representa um crescimento de 4,3% na comparação com o mesmo período em 2022, quando as vendas foram de US$ 48,53 bilhões.

De acordo com a análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa) a expansão se deu em função do aumento da quantidade exportada (+2,3%), bem como do índice de preço dos produtos (+1,9%).

O aumento na quantidade exportada de milho (+6,05 milhões de toneladas) e soja em grãos (+1,05 milhão de toneladas) foi o que mais contribuiu para a expansão no índice de quantum.

O agronegócio representou quase metade das vendas externas totais do Brasil em 2023, com participação de 49%. No ano anterior o share do agronegócio na pauta exportadora brasileira foi de 47,7%. A exportações totais registraram crescimento de 1,6%, como resultado do crescimento do agronegócio, uma vez que os demais setores tiveram queda de 0,8% no período.

As exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo), carne de frango e suína, milho, celulose e etanol foram recordes no quadrimestre.

Resultados de abril

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 14,7 bilhões em abril deste ano. Os principais recordes no mês foram para soja em grãos, carne de frango e carne suína.

A participação do agronegócio nas exportações totais brasileiras subiu para 53,9% em abril. Os demais produtos exportados pelo Brasil registraram exportações de US$ 12,61 bilhões (-10,7%).

Soja em grãos – A soja em grãos registrou exportações de 14,34 milhões de toneladas em abril (+25,0%). A safra 2022/2023 com previsão de produção de 154,81 milhões de toneladas (+23,3%), impacta favoravelmente este resultado.

De acordo com a análise da SCRI, trata-se de um dos maiores volumes já exportados pelo Brasil, somente ultrapassado por três vezes em toda a série histórica (abril de 2020, com 14,85 milhões de tonelada; abril de 2021, com 16,11 milhões de toneladas e maio de 2022, que teve 14,97 milhões).

Os preços médios de exportação, porém, caíram de US$ 589,03 por tonelada em abril/2022 para US$ 540,30 por tonelada em abril/2023 (-8,3%). A queda dos preços reflete as perspectivas de oferta da oleaginosa nesta safra, que apresenta o maior nível de produção mundial da história, com boas perspectivas para a produção nos Estados Unidos, China, Índia e recorde histórico no Brasil, mesmo com a forte quebra de safra na Argentina.

Com o expressivo volume exportado, o valor atingiu US$ 7,75 bilhões (+14,6%), novo recorde mensal das exportações de soja em grão. A China é a principal importadora do Brasil, adquirindo 70% do volume exportado da oleaginosa.

Carnes de frango e suína – Apesar da redução mensal das exportações de carne bovina em abril, com reflexos para todo o setor de proteína animal, as exportações brasileiras de carne bovina, suína e de frango devem ter ganhos importantes ao longo de 2023.

Segundo a SCRI, apesar da queda nas vendas externas de carne bovina, as exportações de carne de frango subiram de US$ 801,38 milhões em abril/2022 para US$ 826,63 milhões em abril/2023 (+3,2%), com incremento do quantum exportado em 4,7% e queda de 1,5% no preço médio de exportação. A China foi o país responsável pelo aumento das vendas externas de carne de frango, com alta de 62,7% no volume importado do Brasil.

Também houve incremento das vendas de carne suína, com embarques de US$ 249,40 milhões (+30,5%), com aumento da quantidade exportada (+16,4%) e do preço médio de exportação (+12,1%).

A China continua sendo a maior importadora da carne suína brasileira, com aquisições de US$ 86,15 milhões

As carnes de frango e suína produzidas no Brasil se beneficiam de limitações de oferta na Ásia por problemas sanitários locais (principalmente Peste Suína Africana e Influenza Aviária).

Fonte: Mapa

Brasil registra primeiros casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade

Diante da detecção dos primeiros casos do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade – H5N1 em três aves silvestre no litoral do Espírito Santo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que:

  1. Na quarta-feira (10), o Serviço Veterinário Oficial (SVO) iniciou a investigação de suspeita de influenza aviária após notificação recebida pelo Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos de Cariacica (Ipram), no Espírito Santo

  2. Foram resgatadas duas aves marinhas da espécie Thalasseus acuflavidus (nome popular Trinta-réis-de-bando), uma localizada no município de Marataízes e outra no bairro Jardim Camburi, em Vitória, ambas no litoral do Espírito Santo. Nesta segunda-feira, após o fim das investigações epidemiológicas, foi confirmada também a detecção da IAAP em uma terceira ave migratória da espécie Sula leucogaster (atobá-pardo) que já se encontrava no Ipram

  3. Material para diagnóstico, amostras biológicas foram colhidas pelo SVO e enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), unidade de referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA), que confirmou se tratar de Influenza Aviária de Alta Patogenicida (IAAP) de subtipo H5N1. Esses foram os primeiros casos de IAAP registrados no Brasil

  4. Cabe destacar que a notificação da infecção pelo vírus da IAAP em aves silvestres não afeta a condição do Brasil como país livre de IAAP e os demais países membros da OMSA não devem impor proibições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros

  5. A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves silvestres e domésticas. Atualmente o mundo vivencia a maior pandemia de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e a maioria dos casos está relacionada ao contato de aves silvestres migratórias com aves de subsistência, de produção ou aves silvestres locais

  6. A depender da evolução das investigações e do cenário epidemiológico, novas medidas sanitárias poderão ser adotadas pelo Mapa e pelos órgãos estaduais de sanidade agropecuária para evitar a disseminação de IAAP e proteger a avicultura nacional

  7. Ao mesmo tempo, as ações de comunicação sobre a doença e as principais medidas de prevenção serão intensificadas no sentido de conscientizar e sensibilizar a população em geral e os criadores de aves, em particular, com destaque para a imediata notificação de casos suspeitos da doença e o reforço das medidas de biosseguridade na produção avícola, incluindo orientações aos diferentes segmentos da sociedade, tanto no meio rural quanto urbano

  8. Infecções humanas pelo vírus da Influenza Aviária podem ser adquiridas, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas (vivas ou mortas). Deste modo, lembramos a toda população que, ao avistar aves doentes, acione o serviço veterinário local ou realize a notificação por meio do e-Sisbravet. Não se deve tocar e nem recolher aves doentes. A doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves e nem de ovos.

  9. O Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa já notificou a OMSA a respeito da detecção, bem como responderá aos questionamentos da sociedade, como usualmente o faz
  10. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, declara estado de alerta para aumentar a mobilização do setor privado e de todo o serviço veterinário oficial para incrementar a preparação nacional, aumentando a vigilância sobre a pandemia de IAAP.

Fonte: Mapa

Mapa entrega bioinsumo para o controle da vassoura-de-bruxa

Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou a entrega para a produção comercial do bioinsumo Tricovab (Trichoderma stromaticum) à empresa BioFungi. Essa foi a primeira tecnologia licenciada pela Ceplac para o controle da vassoura-de-bruxa do cacaueiro, doença causada pelo fungo moniliophthora perniciosa, responsável por graves prejuízos nas lavouras de cacau da Bahia e do Espírito Santo.

Quando utilizado de forma correta, a eficiência do Tricovab pode chegar a 87% no controle dessa praga. O bioinsumo é resultado de estudos desenvolvidos pela equipe da Coordenação-Geral de Pesquisa e Inovação da Ceplac, comandada pelo engenheiro agrônomo José Marques Pereira.

Segundo a diretora da Ceplac, Lucimara Chiari, o momento representa muito para o produtor, que poderá contar com um fungicida natural e eficaz para o controle de uma praga que tem assolado plantações de cacau em diferentes regiões. “O Tricovab sai da prateleira da pesquisa para auxiliar milhares de cacauicultores neste país”, ressaltou.

Durante a solenidade destacaram o papel da equipe que trabalhou da descoberta ao produto final, e registraram o agradecimento, in memoriam, aos precursores das pesquisas sobre controle biológico na Ceplac nas décadas de 70 e 80, os doutores João Maria de Figueiredo e Cleber Novais Bastos.

Cacau convencional e orgânico

Embora o registro do Tricovab seja de 2012, ele foi obtido pela via convencional, e não com base na especificação de referência nº 8, o que impede que ele seja enquadrado automaticamente como um “produto fitossanitário com uso aprovado para a agricultura orgânica”. No entanto, com as alterações produzidos pelo Decreto nº 10.833/2021 no Decreto nº 4.074/2002, existe a possibilidade de o Mapa conceder o uso desta denominação, mediante análise de solicitação da empresa.

Vale ressaltar que, como o ingrediente ativo do Tricovab tem uso autorizado na agricultura orgânica, ele pode ser usado na produção tanto de cacau convencional quanto de cacau orgânico.

Fonte: Mapa

PRODUÇÃO

Drones aumentam precisão no monitoramento de pastagens

Pesquisas da Embrapa apontam que o uso de drones para o monitoramento da cobertura e altura de pastagens alcançou 66% de acurácia no Cerrado baiano. Os experimentos, realizados entre 2019 e 2021, reforçam a qualificação dessa ferramenta de sensoriamento remoto para aumentar a eficiência da agropecuária, com otimização do tempo, produtividade do trabalho no campo e ampliação da capacidade de observação e controle da produção rural.

Para Manoel Filho, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo, a integração de tecnologias que aumentem a eficiência dos monitoramentos da propriedade rural tem sido uma busca constante na produção agropecuária moderna, visando auxiliar a gestão e execução dos processos produtivos em um cenário de escassez de mão de obra. O oeste da Bahia, onde o estudo vem sendo realizado, é caracterizado pela produção em grandes extensões e um estreito período de produção nos sistemas de sequeiro. Nessa realidade, o emprego de métodos práticos, de grande alcance e confiáveis de monitoramento, como o uso de drones, torna-se fundamental.

Fonte: Embrapa

Árvores melhoram a qualidade da pastagem

O Sistema de Integração Pecuária-floresta, o chamado Sistema Silvipastoril, ajuda na produtividade da pastagem e na melhoraria da qualidade da madeira remanescente, além de a forragem ali presente, apresentar teor elevado de proteína bruta, quando comparada a um modelo pecuário tradicional, sem a presença do componente arbóreo, o que significa maior qualidade de alimento aos animais.

Pecuária brasileira pode reduzir emissão de metano entérico por litro de leite

Estudos recentes mostram também que, entre 2000 e 2020, bovinos Girolando emitiram 39% menos de metano por quilograma de leite. A produção desse alimento, no mesmo período, aumentou 60%. Esses dados, aliados ao conforto térmico apresentado por aqueles animais e ao seu histórico de melhoramento genético, apontam a raça como promissora para o enfrentamento das mudanças climáticas e a redução de gases de efeito estufa.

Os melhoristas explicam que o ótimo desempenho da raça para tolerância ao calor, mantendo a produtividade elevada, resulta do cruzamento do Gir Leiteiro com a raça Holandesa. O primeiro, de origem indiana (Bos indicus), soma séculos de seleção natural para suportar o clima tropical. E, desde 1985, o Programa de Melhoramento Genético do Gir Leiteiro, também coordenado pela Embrapa, intensificou a seleção para características de produção, de reprodução e de adaptabilidade. Já a raça Holandesa, de origem europeia (Bos taurus), foi selecionada tendo como objetivo a alta produção de leite. A soma de ambas as características por meio do cruzamento deu origem ao Girolando, reconhecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como raça sintética nacional, desde 1996.

O conforto térmico do Girolando chama a atenção dos produtores das regiões tropicais, que têm de lidar com extremos de calor e de umidade em períodos do ano devido às mudanças climáticas. A Figura 1, abaixo, ilustra os limites de conforto térmico de cada uma das principais composições raciais do Girolando. Na mesma imagem, é possível comparar o limite de conforto térmico identificado na raça Holandesa, utilizando a mesma metodologia.

“Podemos observar a superioridade dos animais Girolando para tolerância ao estresse térmico, uma vez que a diferença pode chegar a 10 °C quando comparamos os limites extremos de tolerância ao calor”, diz Renata Negri, doutora em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e bolsista da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando.

 

Fonte: Embrapa

Monitoramento da safra

Arroz – 25,3% semeado

No PR, a semeadura atinge 39% da área total prevista. As lavouras estão localizadas nas mesorregiões Sudoeste, Oeste, Centro-Ocidental e Norte Paranaense; onde as altitudes são menores. De maneira geral, as lavouras semeadas estão em boas condições. Em GO, o trigo de sequeiro está totalmente semeado, enquanto na região Leste a semeadura do trigo irrigado avança. As lavouras estão em boas condições. Em MS, apesar da baixa ocorrência de precipitações, a umidade no solo é considerada boa e a semeadura evoluiu significativamente. Na BA, a semeadura está sendo favorecida pela redução na temperatura noturna e pela alta luminosidade. A lavouras estão com ótima qualidade.

Milho (2ª safra)

Em MT, as condições climáticas favoráveis têm contribuído para o bom desenvolvimento das lavouras e, em algumas áreas, a colheita foi iniciada. No PR, 92% das lavouras são consideradas boas e 8% regulares, visto que parte das áreas foram semeadas em época de muita chuva. Em MS, mesmo com a redução das precipitações, a umidade do solo é adequada para o desenvolvimento das lavouras. Em GO, as condições das lavouras continuam satisfatórias devido ao bom armazenamento hídrico do solo. Em SP, as lavouras estão em diferentes estágios de desenvolvimento e apresenta boas condições. Em MG, as lavouras se desenvolvem bem em função das chuvas e umidade do solo favoráveis. No TO, a maioria das áreas estão na fase reprodutiva e as precipitações favoreceram as lavouras semeadas tardiamente. No MA, as lavouras da região de Balsas estão em enchimento de grãos e apresentam bom desempenho. Nas demais regiões, estão em desenvolvimento vegetativo e em boas condições. No PI, as lavouras se estabeleceram em condições favoráveis. No PA, o clima tem favorecido o desenvolvimento em todas as regiões e a colheita iniciou na região Sudoeste.

Feião (2ª safra)

No PR, a maioria das lavouras está em boas condições fitossanitárias. A colheita avançou de forma tímida, especialmente em razão das chuvas registradas em algumas regiões produtoras. Na BA, o cenário continua desfavorável às áreas de produção em sequeiro, principalmente pela escassez de chuvas nas últimas semanas, durante o período reprodutivo. Para as lavouras irrigadas, as condições climáticas têm favorecido o controle de pragas. Em MG, a maioria das lavouras se encontra em boas condições. No RS, a colheita avançou moderadamente, mesmo com a ocorrência de chuvas.

Soja – 97,2% colhida.

No RS, a colheita evoluiu pouco, devido aos volumes de chuva aliado às baixas temperaturas. Na BA, a colheita se aproxima da finalização e verifica-se ótimos resultados de produtividade. No MA, na região Sul, a colheita foi finalizada. Nas demais regiões a colheita está avançada, próxima da sua conclusão. No PA, a colheita está finalizando nos Polos de Paragominas e Santarém. Em SC, a região do Extremo-Oeste finalizou a colheita, obtendo bons resultados. Na região do Meio-Oeste, cerca de 85% das lavouras estão colhidas, com ótimas produtividades. No entanto, as lavouras mais tardias foram afetadas pela incidência de doenças, principalmente a ferrugem.

Algodão – 0,2 % colhido

Em MT, o clima ensolarado e as chuvas isoladas de baixa intensidade tem favorecido a reserva de água no solo, assim como o desenvolvimento reprodutivo. Na BA, as lavouras de sequeiro, na região do Extremo-Oeste, estão em fase de formação de maçãs e maturação. As lavouras irrigadas estão em fase de formação de maçãs. As lavouras apresentam boa qualidade. A redução das chuvas tem favorecido a qualidade da pluma, mas limita a produtividade potencial. No Centro-Sul, as lavouras seguem em fase de colheita, obtendo-se baixa produtividade devido à irregularidade das chuvas durante o período de formação das maçãs. Em GO, a maioria das lavouras está em formação de maçãs. Em MS, a baixa precipitação manteve a umidade no solo e favoreceu a maturação, assim como a colheita na região Sul. No Sul do MA, as lavouras de primeira e segunda safras desenvolvem-se bem e estão nas fases de formação de maçãs. Em MG, as lavouras apresentam bom desenvolvimento e a colheita deverá iniciar a partir do final deste mês. Em SP, a colheita está em andamento.

Fonte: Conab

MERCADO

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

Soja

A colheita da soja está praticamente finalizada no Brasil. Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo com os armazéns cheios com o grão, os sojicultores brasileiros estão cautelosos nas vendas da safra 2022/23 no mercado spot. Isso porque, uma parcela dos agricultores tem preferência por fazer operação barter (troca de saca de soja por insumos e fertilizantes para a safra 2023/24). Além disso, produtores nacionais têm expectativas de maior demanda externa pela soja do Brasil, fundamentados na quebra de safra na Argentina. No campo, relatório divulgado neste mês pela Conab indica que a colheita no Brasil deve somar 154,81 milhões de toneladas da oleaginosa, 23,3% a mais que na safra anterior.

Milho

Os preços do milho estão em queda diária consecutiva desde o dia 27 de março deste ano, operando atualmente nos menores patamares nominais desde setembro de 2020. De acordo com pesquisadores do Cepea, o desenvolvimento das lavouras de segunda safra está satisfatório, e estimativas oficiais seguem apontando colheita recorde do cereal em 2022/23. Nesse cenário, vendedores estão mais flexíveis nos valores de negociações, enquanto compradores postergam as aquisições, à espera de desvalorizações mais intensas. Assim, do encerramento de março até essa sexta-feira, 12, a queda do Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) é de mais de 30%, que já opera abaixo dos R$ 60/sc, o que não era observado desde 22 de setembro de 2020, em termos nominais. No campo, a Conab estima que a segunda safra some 96,13 milhões de toneladas, 12% a mais que a anterior.

Algodão

Os valores internos do algodão em pluma sinalizaram certa reação nos últimos dias, mas a liquidez segue baixa, tendo em vista a dificuldade entre os agentes ativos em acordar os preços e a qualidade dos lotes. Segundo pesquisadores do Cepea, do lado vendedor, cotonicultores, sobretudo, estão mais firmes em suas ofertas, e outros vendedores mostram interesse por contratos para escoar a pluma ao mercado externo – uma vez que as cotações domésticas ainda operam abaixo da paridade de exportação –, o que segue limitando a disponibilidade do algodão no spot nacional. Compradores, por sua vez, estão cautelosos, adquirindo somente o essencial para uso imediato e/ou para repor estoques. Apesar da recente reação nos preços, na primeira quinzena de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma, com pagamento em 8 dias, ainda acumula baixa, de 3%.

Arroz

Nem mesmo o final da colheita no Rio Grande do Sul aumentou o ritmo de negócios envolvendo o arroz em casca. Segundo pesquisadores do Cepea, a baixa liquidez se deve sobretudo à disparidade entre os preços para compra e venda do cereal.  No front externo, as exportações de arroz voltaram a crescer em abril enquanto as importações caíram, cenário que favoreceu o resultado da balança comercial brasileira. Segundo a Secex, as exportações somaram 140,2 mil toneladas em abril/23, em equivalente arroz em casca, 21,1% acima das de março/23 e 107% maiores que as de abril/22 – os embarques brasileiros vêm se mantendo acima de 100 mil toneladas desde junho de 2022. Do lado das importações, chegaram aos portos brasileiros 112,7 mil toneladas de arroz (base casca) em abril/23, volume 17,5% menor que o de março/23 e 35,6% abaixo do de abril do ano passado.

Trigo

Após os expressivos recuos nos primeiros dias de maio, as variações nos preços do trigo foram mais leves na última semana. Levantamento do Cepea mostra que, na semana passada, o valor do trigo pago ao produtor caiu 0,43% em Santa Catarina e 0,34% no Rio Grande do Sul, com alta de 0,41% no Paraná. No mercado de lotes (negociações entre empresas), as cotações recuaram 0,78% em Santa Catarina e 0,7% em São Paulo, com elevações de 1,15% no Rio Grande do Sul e de 0,46% no Paraná. Quanto à nova safra, dados divulgados neste mês pela Conab indicam que a área do cereal no Brasil deve aumentar 7% em 2023, para 3,3 milhões de hectares, puxada especialmente pelo crescimento de 12,5% previsto para o Paraná. No entanto, a produção nacional pode ficar inferior ao recorde registrado em 2022, devido à possibilidade de menor produtividade na nova safra. 

Açúcar

O preço do açúcar cristal praticado no mercado spot do estado de São Paulo voltou a cair na última semana. Segundo pesquisadores do Cepea, mesmo que muitas usinas ainda priorizem a entrega do açúcar previamente contratado, alguns poucos lotes de cristal da nova temporada 2023/24 já começam a ser disponibilizados no mercado spot. Assim, compradores estão mais resistentes em pagar os altos preços pedidos por agentes de usinas.

Etanol

Os valores dos etanóis hidratado e anidro caíram no spot paulista na semana passada – trata-se da terceira semana consecutiva de baixa nos preços do biocombustível. Diante disso, o ritmo de negócios tem sido lento. De acordo com colaboradores do Cepea, agentes de distribuidoras adotaram uma postura mais retraída, adquirindo volumes pontuais. A possibilidade de recuos maiores quando a oferta de etanol se intensificar inibe compras envolvendo volumes maiores. Entre 8 e 12 de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou a R$ 2,6373/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), baixa de 4,67% frente ao do período anterior. Para o etanol anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou a R$ 3,0762/litro, valor líquido de impostos (PIS/Cofins), queda de 4,6% no mesmo comparativo. Em três semanas, as desvalorizações chegam a expressivos 14,7% para o hidratado e a 11,5% para o anidro, segundo levantamento do Cepea.

Boi

No acumulado deste ano (de dezembro/22 até a parcial de maio/23), o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (estado de São Paulo) registra baixa de 6,34%, com a média atual (até o dia 16 de maio) a R$ 270,17. Trata-se da menor média mensal desde outubro de 2019, em termos reais (as médias foram deflacionadas pelo IGP-DI). Segundo pesquisadores do Cepea, um fator de pressão sobre os valores da arroba em 2023 tem sido a recuperação da oferta de animais para abate, resultado de investimentos de pecuaristas em anos recentes. Dados preliminares do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados neste mês, evidenciam o crescimento na oferta neste ano. De acordo com o Instituto, de janeiro a março de 2023, foram abatidos no Brasil 7,31 milhões de animais, número 5,11% superior ao do mesmo período de 2022 e a maior quantidade para um primeiro trimestre desde 2019.

CLIMA

Previsão de chuva

Previsão para a 1ª semana (15/05/2023 a 22/05/2023)

Entre os dias 15 e 22 de maio, são previstos maiores volumes de chuva (tons em laranja, vermelho e rosa no mapa da figura 1), com acumulados superiores a 70 milímetros (mm), em áreas da Região Norte e no norte dos estados do Maranhão e Piauí devido à combinação do calor e a alta umidade com a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Região Norte

A previsão indica volumes de chuva maiores que 50 mm em grande parte da região, podendo ultrapassar 100 mm em áreas centrais e no noroeste do Amazonas, Roraima, parte do Amapá e em pontos do Pará. Já no Acre, Rondônia, sul do Pará e no Tocantins, a chuva deve ser inferior a 30 mm.

Região Nordeste

Estão previstos acumulados entre 50 mm e 80 mm no norte do Maranhão e do Piauí e entre 10 mm e 30 mm no litoral da Bahia até Alagoas. Nas demais áreas, não deve chover, mas podem ocorrer volumes pontuais inferiores a 10 mm.

Região Centro-Oeste

O tempo seco vai prevalecer em grande parte da região, com chuvas mais localizadas e em forma de pancadas sobre o extremo norte de Mato Grosso, com valores de até 20 mm.

Região Sudeste

O tempo quente e seco também vai predominar durante a semana, com pequena possibilidade de chuva fraca e isolada em áreas próximas ao litoral do Espírito Santo.

Região Sul

Áreas de instabilidade podem provocar chuva no oeste e sul do Rio Grande do Sul, com volumes acumulados de, no máximo, 20 mm. Não há previsão de chuva em Santa Catarina e no Paraná.

Figura 1. Previsão de chuva para a 1ª semana (15 a 22/05/2023). Fonte: INMET.

Previsão para a 2ª semana (23/05/2023 a 30/05/2023)

Na segunda semana, entre os dias 23 e 30 de maio de 2023, a previsão do Inmet indica acumulados de chuva superiores a 60 mm (tons em laranja na figura 2) em parte da Região Norte e no litoral do Nordeste. Nas demais áreas, haverá pouca ou nenhuma chuva.

Região Norte

São previstos acumulados maiores que 60 mm na faixa norte e no extremo oeste, podendo ultrapassar 90 mm entre Roraima e Amapá. Já em áreas do sul do Amazonas, Rondônia, Tocantins e centro-sul do Pará, a chuva deve ser inferior a 20 mm.

Região Nordeste

Na faixa litorânea do Maranhão até o Ceará, os volumes podem variar entre 20 mm e 60 mm. Já na faixa litorânea entre o Rio Grande do norte e o sul da Bahia, os acumulados devem variar entre 30 mm e 70 mm. No semiárido, o tempo ficará seco.

Região Centro-Oeste

O tempo seguirá seco em praticamente toda a região, podendo ocorrer chuvas isoladas, mas com acumulados menores que 10 mm em Mato Grosso do Sul.

Região Sudeste

A previsão é a mesma do Centro-Oeste, mas com possibilidade de acumulados menores que 10 mm no litoral do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Região Sul

Volumes menores que 20 mm podem atingir parte do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, os acumulados devem ser menores que 10 mm. No Paraná e em Santa Catarina, pode não chover no período.

Figura 2. Previsão de chuva para a 2ª semana (23 a 30/05/2023). Fonte: GFS.

CURSOS E EVENTOS

Selecionamos uma série de eventos importantes no mundo Agro e que podem interessar você. Todos online!

Batata-doce: da produção de mudas à pós-colheita

Instituição promotora: Embrapa

Data: Contínuo

Inscrição: Clique aqui

 

Produção Integrada de Folhosas

Instituição promotora: Embrapa

Data: Contínuo

Inscrição: Clique aqui

 

Biogás: da produção à viabilidade econômica

Instituição promotora: Embrapa

Data: Contínuo

Inscrição: Clique aqui

 

Cultivo do algodoeiro em sistemas orgânicos no semiárido

Instituição promotora: Embrapa

Data: Contínuo

Inscrição: Clique aqui

 

Medidas de Prevenção, Monitoramento e Controle da Vespa-da-Madeira

Instituição promotora: Embrapa

Data: Contínuo

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RENIVA – Introdução às estratégias de produção de materiais de plantio de mandioca

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