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PRINCIPAIS NOTÍCIAS DA SEMANA (11/06/21 a 17/06/21)

Noticias Agropecuária

Veja as principais notícias da semana no mundo Agro.

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GERAIS

Exportações do Agronegócio batem recorde de 13,94 bilhões de dólares

O resultado recorde do mês de maio representou um amento de 33,7% em relação a maio de 2020.

De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as vendas foram influenciadas pelo incremento nos preços internacionais das commodities. O índice de preço dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil aumentou 24,6%.

Outro fator importante na equação foi a pandemia, que precipitou uma nova era de uso intensivo de commodities.  Além disso, a forte demanda chinesa permanece pressionando os preços de grãos, como milho e oleaginosas, destinados à recomposição e ampliação dos rebanhos suíno e de frango na China.

 Produção Agropecuária de 2021 deve aumentar 11,8%

As lavouras e a pecuária obtiveram em 2021 o maior Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em 32 anos. As lavouras tiveram um aumento do VBP de 15,8% e a pecuária de 3,8%.

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento.

O VBP de maio deste ano atingiu o valor de R$ 1,11 trilhão, resultado 11,8% superior ao obtido em 2020, que foi de R$ 993,9 bilhões.

Os produtos que tiveram os maiores acréscimos do VBP foram arroz (5,7%), milho (20,3%), soja (31,9%) e trigo (35,1%). Com crescimento mais modesto, encontram-se cacau e cana-de-açúcar.

Por outro lado, alguns produtos tiveram contribuições negativas ao crescimento da agropecuária, como a batata-inglesa, café, feijão, laranja, tomate, uvas e na pecuária, leite, suínos e ovos. Principalmente, devido a efeitos de menores preços ou de menores quantidades produzidas.

Os dados regionais do VBP continuam mostrando a liderança de Mato Grosso com participação de 17,2% no valor, Paraná 13,2%, São Paulo 11,2%, Rio Grande do Sul 10,8%, e Minas Gerais 10%.

Palha da cana-de-açúcar pode ser fonte de um material nobre, os nanocristais

Pesquisadores da Embrapa extraíram nanocristais de lignocelulose (LCNCs) da palha da cana-de-açúcar, um resíduo ainda pouco explorado, mas com elevado potencial para a sustentação futura de biorrefinarias.

Atualmente, é possível se produzir etanol de segunda geração, mas o estudo da Embrapa demonstra que ela também pode ser usada como matéria-prima para obtenção dos chamados greens materials (materiais verdes), provenientes de fontes renováveis e sustentáveis, de alto valor agregado.

Os nanocristais de celulose (CNCs), também conhecidos como whiskers, podem substituir alguns produtos da indústria petroquímica, com potencial de aplicações que variam de medicamentos a dispositivos eletrônicos, produtos de consumo, sensores, aerogéis, adesivos, filtros, embalagem de alimentos, engenharia de tecidos, entre outros.

O artigo completo pode ser acessado em: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/62872051/cientistas-obtem-nanocristais-da-palha-da-cana-de-acucar

PRODUÇÃO

Técnica de plantio sulco-camalhão: aumento de 26 sacas por hectare na produção de grãos em Terras Baixas

A técnica de plantio sulco-camalhão foi capaz de garantir uma ótima produtividade da soja em áreas caracterizadas por solos com deficiência em drenagem natural.

No sistema sulco-camalhão, a cultura é plantada no trecho mais elevado (camalhão) e os sulcos laterais servem para escoamento da água de drenagem e irrigação e por onde passam os rodados das máquinas.

A técnica sulco-camalhão reduz estresse hídrico em período da seca e evita encharcamento em épocas com excesso de chuva, permitindo estabilidade na produção, permitindo a viabilidade econômica na cultura de grãos da região, caracterizada por solos rasos.

Embrapa apresenta o AdubaTec, aplicativo para recomendação de calagem e adubação

O AdubaTec é um aplicativo web, que também pode ser acessado por meio de celular e tablet, desenvolvido pela Embrapa, para recomendação de calagem e adubação.

Trata-se de uma ferramenta que tem o objetivo de facilitar a vida do agricultor, ajudando nas recomendações de calagem e adubação para as culturas da mandioca, abacaxi, acerola, banana, laranja, tangerina, limão, mamão, manga e maracujá, podendo ainda ser adaptado para qualquer cultura.

Para saber todos os detalhes sobre o aplicativo, segue abaixo o áudio do Prosa Rural, programa de rádio da Embrapa.

 Áudio Prosa Rural

Soja em sistema de Integração Lavoura-Pecuária proporciona desenvolvimento regional

Em Abaeté, Minas Gerais, um projeto da Embrapa possui o intuito de priorizar sistemas de produção que visam melhorar a eficiência no uso do solo e aumentar a produção de alimentos nas propriedades. Para tanto, na safra 2020/2021, foram implantadas Unidades Demonstrativas (UDs) com tecnologias para produção de soja em áreas de pastagens degradadas com sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

Através dessas unidades, foi possível verificar, além da viabilidade agronômica da cultura, a alta rentabilidade e a facilidade de comercialização da produção. Também se destacou a alta produtividade das cultivares (de até 4.690 quilos por hectare). Além disso, os materiais apresentaram resistência às principais doenças, boa adaptação às condições climáticas e ciclo precoce (de 105 dias e 110 dias), mais uma característica favorável a impulsionar a soja na região.

O pesquisador Miguel Gontijo destaca que a Integração Lavoura-Pecuária é uma ferramenta extremamente interessante e viável, além disso, a soja pode ser utilizada nessa integração com vantagens sobre outras culturas de lavoura, pois apresenta alguns mecanismos compensatórios (como, por exemplo, compensação de estande) e a tolerância ao veranico, que às vezes ocorre na região.

Assista ao vídeo onde pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo e produtores falam sobre o projeto de produção de soja em sistema ILP.

Novo zoneamento agrícola de risco climático para girassol

No dia 16 de junho, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou as Portarias de Nº 176 a 202, que atualizam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do girassol no Brasil.

Foram definidos áreas e períodos de semeadura para o cultivo com probabilidades de perdas de rendimento inferiores a 20%, 30% e 40%, devido à ocorrência de eventos meteorológicos adversos.

Novos fatores de risco foram considerados, associando questões hídricas, térmicas e fitossanitárias.

O girassol é pouco influenciado pelas variações de latitude e de altitude, apresenta tolerância a baixas temperaturas e é relativamente resistente à seca. Com relação às necessidades de água, o ideal seria em torno de 500 a 700 mm de água disponível, bem distribuídos ao longo do ciclo.

As fases mais sensíveis ao déficit hídrico ocorrem durante a semeadura e a emergência das plantas e, principalmente, do início da formação do capítulo ao começo da floração seguida da formação e enchimento de grãos.

Outro fator considerado como um dos parâmetros no Zarc foi a podridão branca, causada pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, e que está associada às condições frias e úmidas. Por outro lado, a mancha de alternaria, causada pelo fungo Alternaria helianthi, é decorrente de altas temperaturas e chuvas excessivas.

Saiba com funciona o Zoneamento de risco climático:

MERCADO

Alta do preço dos fertilizantes eleva o custo de produção das hortaliças

O câmbio e a maior demanda por insumos elevaram o preço daso fertilizantes, impactando no custo de produção das hortaliças.

Dentre os insumos utilizados nas culturas de tomate e de cebola, a valorização dos fertilizantes se destaca. A alta no preço desse produto, por sua vez, esteve atrelada, especialmente, aos elevados patamares do dólar e do petróleo e às demandas nacional e internacional bastante aquecidas, sobretudo por fosfatados.

Segundo levantamento da equipe do Cepea, a propriedade típica de tomate de pequena escala de produção de Caçador (SC) registrou o maior aumento nos custos com fertilizantes em dois anos (de expressivos 62,5%), seguida pela da praça paulista de Mogi Guaçu (com aumento de 29,8%) e da catarinense de Lebon Régis (27,3%). Para os próximos meses, o recente enfraquecimento do dólar frente ao Real e a possível menor demanda por fertilizantes – já que boa parte das compras foi antecipada – podem impedir, ou ao menos frear, novos reajustes ainda em 2021.

Fonte: www.cepea.esalq.usp.br

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

Produto

Panorama da última semana

Soja O preço da soja tem apresentado tendência de queda. No mês de junho, a variação foi de -6,73% para o indicador ESALQ/BM&FBOVESPA (Paranaguá).
Algodão Os preços do algodão em pluma estiveram relativamente estáveis no Brasil na primeira quinzena de junho, mas ainda em patamares elevados. Inclusive, os valores internos da pluma operam acima dos de exportação há cerca de dois meses, indicando a atratividade das vendas domésticas em detrimento das externas. Entretanto, o mercado brasileiro deve absorver apenas 17% da disponibilidade interna, o que exige exportações de altos volumes. Por enquanto, os embarques caminham para um novo recorde mensal. Em apenas oito dias úteis, foram exportadas 83,2% do volume total escoado em junho/20 (21 dias úteis). A média diária de embarques está atualmente em 5,9 toneladas, 7,5% acima da média diária de maio/21.
Milho O milho apresentou cotação em queda de 8,46% no mês junho (indicador ESALQ/BM&FBOVESPA).
Açúcar O açúcar atingiu R$ 117,23/saca de 50 kg na última quinta-feira, 10, o maior valor nominal de toda série histórica do Cepea.

A demanda um pouco mais aquecida, o atraso do início da moagem no Centro-Sul do Brasil e a menor produtividade dos canaviais mantêm em alta os preços do açúcar cristal.

A baixa produtividade dos canaviais brasileiros também influencia as altas nas cotações do açúcar no mercado internacional.

Arroz Os preços do arroz estão em queda no Rio Grande do Sul. Na parcial deste mês caiu 8,25%, fechando a R$ 72,80/sc de 50 kg na terça-feira, 15, o menor patamar desde o dia 10 de agosto do ano passado.

Vendedores têm resistido a comercializar a preços mais baixos, e, assim, limitam a oferta do cereal. Apenas alguns orizicultores disponibilizam um volume um pouco maior. Compradores, por sua vez, tentam reduzir as cotações, alegando proximidade entre os valores atuais e os da paridade de importação. Ainda assim, a pressão de demandantes predomina e mantém os valores em queda.

Boi O preço do boi gordo apresentou uma leve alta (1,11%) na média do mês de junho, segundo o indicador CEPEA/B3.

Fonte: www.cepea.esalq.usp.br

CLIMA

Saiba como será o clima nos meses de inverno

Região Norte

A previsão indica chuvas ligeiramente acima da média sobre o norte da região, principalmente sobre os estados de Roraima e Amapá. Nas demais áreas, existe uma tendência de as chuvas ficarem próximas e abaixo da média, principalmente no sul da região amazônica, onde normalmente chove abaixo de 300 mm nos meses de julho a setembro.

A temperatura média do ar nos próximos meses deve permanecer acima da média. Ressalta-se que, as condições de falta de chuvas, alta temperatura e baixa umidade relativa do ar, favorecem a incidência de queimadas e incêndios florestais, muito comuns na metade do inverno e início da primavera. Por outro lado, isto não descarta a ocorrência de eventuais episódios de friagens no sul desta região, devido à passagem de massas de ar frio mais continentais.

Região Nordeste

A previsão indica o predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas próximas a média, principalmente no interior da região, onde os próximos meses corresponde ao período seco da região. Em algumas áreas, como o norte do Maranhão e do Ceará, leste do Rio Grande do Norte e do Paraíba, as chuvas em julho ainda poderão ocorrer ligeiramente acima da média.

Em relação a temperatura, a previsão indica o predomínio de temperaturas próximas e acima da média em grande parte da região, exceto no centro-leste da Bahia, onde as temperaturas previstas podem ser ligeiramente abaixo da durante o mês de setembro.

Região Centro-Oeste

O período seco já teve início e a tendência é de haver diminuição da umidade relativa do ar nos próximos meses, com valores diários que podem ficar abaixo de 30% e picos mínimos abaixo de 20%. Desta forma, a previsão para o inverno indica alta probabilidade de as chuvas ocorrerem dentro e abaixo da média em grande parte da região, exceto no centro-sul do Mato Grosso do Sul, onde as chuvas deverão ser ligeiramente acima da média durante o mês de setembro.

As temperaturas deverão permanecer acima da média, devido a permanência de massas de ar seco e quente, principalmente nos meses de agosto e setembro, favorecendo a ocorrência de queimadas e incêndios florestais.

Região Sudeste

Assim como na região Centro-Oeste, o trimestre de junho a agosto corresponde ao período mais seco da região, especialmente no norte de Minas Gerais. Deste modo, a previsão do INMET para o inverno na Região Sudeste indica que as chuvas devem permanecer próximas ou ligeiramente abaixo da média, porém não se descarta a ocorrência de chuvas próximas ao litoral da Região Sudeste no mês de julho, devido a passagem de frentes frias.

As temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte da região, com exceção do norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, onde as temperaturas podem ser próximas ou ligeiramente abaixo de seus valores climatológicos.

Região Sul

O prognóstico indica predomínio de chuvas próximas e abaixo da média em grande parte da Região Sul. Em algumas áreas localizadas sobre o sul e leste do Rio Grande do Sul e sudeste de Santa Catarina, a tendência é de que ocorram chuvas abaixo da média, principalmente no mês de setembro.

A maior frequência das frentes frias contribuirá para maiores variações nas temperaturas ao longo deste trimestre, com a previsão de temperaturas médias próximas e acima da média em grande parte da Região Sul. As temperaturas médias mais elevadas estão previstas para o mês de setembro, principalmente no Paraná. Temperaturas abaixo da média são previstas para o leste de Santa Catarina e do Paraná, além do nordeste do Rio Grande do Sul, pois a incursão de massas de ar de origem polar pode provocar declínio nas temperaturas possibilitando a ocorrência de geadas em localidades, especialmente de maior altitude.

Previsão de chuva para os próximos dias

De acordo com o modelo numérico do INMET, as chuvas deverão ser mais significativas em parte das regiões Norte e Sul do Brasil.

Região Previsão
Sul São previstos acumulados de chuva nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do sul, variando de 20 mm a 40 mm, podendo alcançar 80 mm áreas na faixa litorânea do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
Sudeste Não há previsão de chuva em grande parte da região, exceto na faixa litorânea, onde os acumulados de chuva previstos serão abaixo de 10 mm.
Nordeste Os maiores acumulados estão previstos para o noroeste do estado do Maranhão, com volumes até 50 mm, enquanto na faixa litorânea são previstos acumulados inferiores a 20 mm.
Centro-Oeste Os acumulados de chuva serão abaixo de 10 mm ou ausência de chuva em algumas localidades.
Norte Os acumulados de chuvas podem chegar a 100 mm em áreas ao norte da região, nos estados de Roraima e noroeste do Amazonas. Nas áreas ao noroeste do Pará e estado do Amapá, são previstos volumes de chuva entre 20 mm e 70 mm.
MATOPIBA Na área do MATOPIBA, não há previsão de chuva durante a semana.

*Informativo Meteorológico Semanal N° 23 (previsão de 15 a 30 junho de 2021).

Veja a previsão de chuva para os próximos dias na sua região clicando aqui.

Espaço para parceiros do Agro aqui

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