Culturas
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Bioinseticida para o controle da cigarrinha-do-milho

Bioinseticida

(Curadoria Agro Insight)

Olá pessoal do Agro!

Na curadoria Agro Insight de hoje, temos uma ótima notícia para os produtores de milho. É possível que nas próximas safras esteja disponível um bioinseticida para o controle da cigarrinha-do-milho.

Por que o controle da cigarrinha -do-milho é importante?

A cultura do milho vem sofrendo nos últimos dois anos com ataques severos e constantes da cigarrinha, cujas ninfas e adultos sugam a seiva da planta, causando danos diretos à cultura, além de ser também um vetor de doenças sérias que podem levar à perda de até 90% da produção. Trata-se, atualmente, de uma das pragas mais importantes do milho.

Problemas causados pela cigarrinha-do-milho:

  • Os enfezamentos são transmitidos por esse inseto: as plantas infectadas têm internódios (região do caule que fica entre dois nós sucessivos) mais curtos, menos raízes, e produzem menos grãos que as plantas sadias;
  • A cigarrinha pode transmitir a virose conhecida por Maize Rayado Fino Virus (MRFV);
  • O ciclo é rápido, em 27 dias a cigarrinha-do-milho completa seu ciclo, podendo ter de cinco a seis gerações por ano, dependendo da temperatura;
  • Combate por Manejo Integrado de Pragas (MIP) ajuda a controlar outras pragas da cultura como corós rizófagos, larva-alfinete, lagarta-do-cartucho, lagarta elasmo, lagarta-rosca, broca-da-cana, mosca-branca e percevejo barriga-verde, todos insetos que causam prejuízos ao produtor de milho;
  • Elevação do preço dessa commodity motivou os produtores a intensificarem o seu cultivo, inclusive com duas safras por ano. Essa prática de cultivo sucessivo aumenta o índice de pragas e doenças, como ocorre em qualquer cultura. Como consequência desse cultivo escalonado, a cigarrinha tem causado prejuízos econômicos crescentes.

Atualmente, o controle da cigarrinha do milho é realizado através de inseticidas químicos que apresentam impactos negativos nos agroecossistemas.

Fonte: Embrapa

Bioinseticida natural

Através de um trabalho de pesquisa desenvolvido em colaboração entre pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), Embrapa Meio Ambiente (SP) e Universidade de Copenhague (KU), na Dinamarca, foi desenvolvido um bioinseticida natural que controla a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis).

A tecnologia utiliza um método de fermentação líquida do fungo Metarhizium robertsii que resulta em leveduras chamadas blastosporos. Essas células podem ser diluídas e veiculadas com água, são tolerantes à dessecação e controlam adultos da cigarrinha após pulverização, pois rapidamente germinam e infectam o inseto pela cutícula, matando-o em poucos dias. Como é específico para a praga-alvo, preserva a fauna e a flora locais.

Entre as principais vantagens do bioinseticida, está a ausência de impactos ao ambiente e à saúde humana.

A metodologia de produção de fungos biocontroladores de pragas é barata, eficiente e produz grande quantidade de blastosporos em apenas dois dias de cultivo.

O método já foi aprovado em testes em laboratório e agora aguarda pesquisas em escala piloto para a validação em escala industrial. A Embrapa e a unidade Embrapii/Esalq procuram parceiros para fazer essa etapa de finalização da pesquisa.

De acordo com o analista da Embrapa Gabriel Mascarin, o bioinseticida deverá ser utilizado em conjunto com outras práticas de um programa de manejo integrado de pragas (MIP) do milho. Essa prática leva em consideração várias outras medidas de controle, incluindo variedades resistentes, inseticidas químicos seletivos, inimigos naturais como parasitoides e predadores, uso de feromônios, práticas culturais e outras.

O objetivo do MIP é impedir que a praga atinja o nível de dano econômico na cultura do milho mediante uso integrado ou combinado de várias medidas de controle capazes de manter a população das pragas em um nível tolerável e sem prejuízo ao produtor.

Fonte: Embrapa

BIBLIOGRAFIA E LINKS RELACIONADOS

Guia de boas práticas para o manejo dos enfezamentos e da cigarrinha-do-milho.

Espaço para parceiros do Agro aqui

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