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Planejamento agrícola: Previsão do clima para os próximos meses

lavoura sob por do sol

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(Curadoria Agro Insight)

Na curadoria Agro Insight de hoje, trouxemos uma análise do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) sobre as condições climáticas e previsão do clima para os próximos meses. Os dados são do Boletim Agroclimatológico para os meses de Novembro, Dezembro e Janeiro. Criado em 1967, o Boletim Agroclimatológico tem como objetivo levar até aos usuários uma informação meteorológica direcionada às atividades do campo.

Prognóstico Agroclimático para o período de novembro e dezembro de 2022 e janeiro de 2023

Região Norte

A previsão climática produzida com o método objetivo (multimodelo – cooperação entre INPE, INMET e FUNCEME) indica predomínio de chuvas acima da média climatológica em quase toda a região, ainda devido à atuação do fenômeno La Niña e da umidade advinda do oceano Atlântico que é carregada pelos ventos alísios na região equatorial. No sudoeste de Rondônia, leste do Acre e divisa com o Amazonas, a previsão é de chuvas próximas e ligeiramente abaixo da média durante o trimestre.

A temperatura média do ar deverá prevalecer ligeiramente acima da climatologia no Acre, Amazonas, sul de Roraima, Rondônia e nordeste do Pará. Nas demais áreas, a previsão é de temperatura próxima da normal climatológica. A previsão do balanço hídrico indica a manutenção de áreas com armazenamentos elevados no Amazonas, Acre, Rondônia e Tocantins para o mês de novembro. Nos meses seguintes, a previsão de chuva dentro e acima da média em grande parte da região será responsável pela elevação dos níveis de água no solo nas demais áreas, como no Pará e Amapá. Entretanto, no norte da região de Roraima, mesmo com previsão de chuvas acima da média, os níveis de água no solo poderão continuar baixos.

Região Nordeste

A previsão indica chuvas próximas e ligeiramente acima da média em toda a região. Assim como na Região Norte, estas chuvas poderão ser consequência ainda dos impactos da La Niña, além do padrão de águas ligeiramente mais aquecidas próximo à costa. Quanto a temperatura do ar, deve ser ligeiramente abaixo da média histórica no centrossul da Bahia, enquanto no Maranhão e oeste do Piauí, a previsão indica temperaturas ligeiramente acima da média. Nas demais áreas, as temperaturas devem ser próximas da climatologia nos próximos meses.

A redução das chuvas, que é característica nos últimos meses, contribuiu para expansão da área com baixos níveis de armazenamento, chegando a valores abaixo de 30% em praticamente toda a região. No entanto, mesmo com a previsão de chuvas dentro ou ligeiramente acima da média nos meses de novembro e dezembro, os níveis de água no solo ainda continuarão baixos, com exceção de áreas do MATOPIBA, como oeste da Bahia e sul do Maranhão e Piauí, onde há previsão da elevação do armazenamento de água no solo será benéfico para o início da safra e poderá favorecer o estabelecimento e as fases inicias das culturas.

Região Centro-Oeste

A previsão do multi-modelo indica tendência de a precipitação ser próxima e ligeiramente acima da média histórica no centro-norte do Mato Grosso e de Goiás, por conta da canalização de umidade oriunda da Região Norte que pode causar dias consecutivos com chuva, assim como em áreas da Região Sudeste. Para o restante da região, são previstos totais de chuvas ligeiramente abaixo da climatologia do trimestre, principalmente no oeste do Mato Grosso do Sul. As previsões indicam que as temperaturas devem ser próximas e ligeiramente acima da climatologia nos próximos meses, principalmente no oeste do Mato Grosso do Sul.

Durante o mês de outubro, tem-se observado o retorno gradual das chuvas que tem elevado gradativamente os níveis de água no solo e, segundo a previsão do INMET, a partir do mês de novembro, as chuvas ocorrerão próxima e acima da média em grande parte da região, o que contribuirá para a elevação e manutenção do armazenamento hídrico no solo. Este cenário será benéfico para o estabelecimento das fases iniciais das culturas de verão no campo, como a soja, milho, feijão e algodão. Entretanto, em áreas do oeste de Mato Grosso do Sul e sudoeste de Mato Grosso, as chuvas previstas dentro ou abaixo da média nos próximos meses poderão impactar negativamente os níveis de água no solo.

Região Sudeste

São previstas chuvas próximas e ligeiramente acima da média no centro-norte de Minas Gerais e no Espírito Santo. No sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, a previsão indica totais de chuvas abaixo da climatologia do trimestre.

A temperatura do ar deve ser abaixo da média histórica no Espírito Santo, nordeste de Minas Gerais e norte do Rio de Janeiro, enquanto no oeste de São Paulo, a previsão indica temperaturas ligeiramente acima da média. Nas demais áreas, as temperaturas deverão permanecer próximas à média.

Assim como na Região Centro-Oeste, as chuvas ocorridas em outubro contribuíram para uma ligeira recuperação da umidade no solo, bem como o estabelecimento da estação chuvosa em novembro será responsável pela manutenção do armazenamento em grande parte da região, sendo favorável para o estabelecimento da safra de verão 2022/23. No entanto, em janeiro de 2023, o modelo climático aponta para chuvas abaixo da média em grande parte de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o que poderá impactar negativamente os níveis de água no solo, principalmente em áreas do norte de Minas Gerais e do Rio de Janeiro e no Espírito Santo, com valores previstos abaixo de 60%.

Região Sul

Para a Região Sul, a previsão é de chuvas abaixo da média climatológica em toda a região, principalmente no estado do Rio Grande do Sul, são previstos totais de chuvas mais baixos em decorrência dos impactos que o fenômeno La Niña pode causar.

A temperatura do ar deverá prevalecer próxima e ligeiramente acima da média histórica, principalmente no oeste do Rio Grande do Sul. Considerando que há previsão da continuidade de condições de La Niña nos próximos meses e a possível irregularidade e/ou redução das chuvas em grande parte da região em novembro e dezembro, principalmente no estado do Rio Grande do Sul, a diminuição nos níveis de água no solo poderá impactar negativamente as culturas que se encontrarem em fases fenológicas mais sensíveis. Entretanto, em grande parte do Paraná e Santa Catarina, os grandes volumes de chuva observados nos últimos meses mantêm os níveis de água no solo elevados, e as chuvas abaixo da média previstas pelo modelo poderão contribuir para a redução do excedente hídrico, o que pode favorecer as culturas de verão como soja, milho e feijão. Já para as culturas de inverno, como o trigo e a aveia, o tempo seco poderá favorecer as fases finais, como a maturação e a colheita.

Condições oceânicas observadas e tendências

O modelo de previsão de ENOS do APEC Climate Center (APCC), centro de pesquisa sediado na Coréia do Sul, aponta para uma probabilidade entre 60 e 70% de que as condições de La Niña de intensidade fraca irão permanecer durante a primavera e início do verão 2022/2023. A previsão também indica uma possível transição do La Niña para a fase de Neutralidade entre os meses de fevereiro e abril/2023. Desta forma, é fundamental acompanhar as atualizações destas previsões em nossos próximos boletins.

BIBLIOGRAFIA E LINKS RELACIONADOS

Boletim Agroclimatológico / Instituto Nacional de Meteorologia. – v.57 n.11 – (2022) – Brasília: Inmet, 2022.

 

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