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Panorama do comércio de frutas e hortaliças

Panorama do comércio de frutas e hortaliças

(Curadoria Agro Insight)

Olá Agronautas!

Na curadoria Agro Insight de hoje trouxe o panorama da comercialização de frutas e hortaliças. Para tal vamos compartilhar os principais pontos do  Boletim Hortigranjeiro Nº 09, Volume 7, da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

O estudo analisa a comercialização exercida nos entrepostos públicos de hortigranjeiros, que representam um dos principais canais de escoamento de produtos in natura do país.

As hortaliças e as frutas contempladas são aquelas com maior representatividade no comércio das Centrais de Abastecimento – Ceasas do país e que possuem maior peso no cálculo do índice de inflação oficial, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA. Assim, os produtos analisados são: alface, batata, cebola, cenoura, tomate, banana, laranja, maçã, mamão e melancia.

HORTALIÇAS

Em agosto, o movimento de preços da batata foi de altas significativas e só não ocorreu no Acre. Já para o tomate na maioria das Ceasas foram registrados percentuais negativos consideráveis. Alface, cebola e cenoura tiveram cotações tanto positivas como negativas, a depender do mercado. As baixas temperaturas e geadas dos últimos meses ainda estão refletindo na oferta e preços de alguns produtos.

Alface

A oferta foi menor que no mês anterior o que refletiu no preço em alguns mercados. Apesar da elevação das temperaturas em muitas regiões do país, que estimula o aumento do consumo, a demanda está desaquecida pelo baixo poder aquisitivo da população. Setembro registra estabilidade e quedas de preços.

Batata

Os aumentos significativos de preços nos mercados, com exceção do Acre, decorrem da menor oferta registrada em agosto. As geadas prejudicaram, principalmente, as lavouras que se encontravam em desenvolvimento e que abasteceriam os mercados neste período. Setembro ainda não se registra arrefecimento de preços.

Cebola

O mês de agosto foi de produção pulverizada, característica do segundo semestre. Os preços estão em patamares muito baixos, chegando a ser registrada rentabilidade negativa para produtores de algumas regiões. O mesmo cenário se apresenta no primeiro decêndio de setembro. A importação foi irrelevante, em decorrência dos baixos preços.

Cenoura

O movimento de preços oscilou entre altas e baixas. A oferta a partir da Região de São Gotardo (MG) aumentou em 20% e fez com que os preços cedessem em parte dos mercados, em especial no próprio estado de Minas Gerais. São Paulo também aumentou a oferta e registrou queda de preços. Para setembro o cenário tende a se repetir. Deficit hídrico pode vir a comprometer a produção.

Tomate

A oferta variou entre os mercados, entre quedas, ainda decorrentes das geadas e baixas temperaturas dos últimos meses, e aumentos, em especial no Centro-Oeste pelas elevadas temperaturas que aceleraram a maturação do fruto. Nos primeiros dias de setembro houve aumento de preços nos dias de paralisação dos caminhoneiros.

FRUTAS

No mês de agosto as frutas analisadas, de maneira geral, apresentaram movimento de elevação nos seus preços. Banana, mamão e melancia tiveram os maiores aumentos, seguido da laranja e, por fim, a maçã com leves variações.

Banana

Foi registrada alta de preços aliada à queda de oferta na maioria das Ceasas. As geadas no fim de julho diminuíram a taxa de maturação da banana nanica e provocaram sua valorização. Já a produção da banana prata não sofreu tanto. As exportações continuaram positivas.

Laranja

Ocorreu elevação de preços e da oferta na maioria das Ceasas. Geadas e estiagem influenciaram na produção de mais frutas menores e murchas em meio a uma demanda desaquecida. A indústria produtora de suco continuou absorvendo parte da produção, e a temporada das exportações foi iniciada de forma positiva.

Maçã

Houve oscilações nas cotações e elevação da oferta em diversas Ceasas, fruto dos estoques elevados nas classificadoras. Esse aumento da oferta em meio a uma demanda fraca ajudou a provocar queda de preços de maçãs mais caras (maiores calibres). As exportações continuaram elevadas e foram boa fonte de renda para diversos produtores.

Mamão

Ocorreram altas de preços junto à comercialização controlada por vários produtores em meio à diminuição da produção de mamão. Verificou-se oscilações de oferta nos entrepostos. Câmbio desvalorizado, boa demanda externa e aumento dos voos para o exterior são fatores animadores no que tange à continuidade do bom volume exportado.

Melancia

Pequenas elevações dos preços no atacado aliado ao aumento da oferta da fruta goiana e tocantinense, decorrente da boa produtividade (relacionada ao calor). A razoável demanda contrabalançou esse aumento da oferta e fez com que não ocorressem fortes pressões sobre os preços. A temporada de exportação iniciada trouxe boas perspectivas.

Exportação de Frutas

O volume exportado, na parcial do ano até agosto, foi 23,27% maior em relação ao mesmo período do ano passado, e o valor auferido foi 27,58% mais elevado. Destaque para os envios de mangas, limões, maçã, melões, bananas, mamões e melancias. Desvalorização cambial, boa qualidade das frutas, alguns acordos bilaterais firmados para abertura de novos mercados, executados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e demanda externa aquecida explicam os números positivos.

BIBLIOGRAFIA E LINKS RELACIONADOS

CONAB – COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Boletim Hortigranjeiro, Brasília, DF, v. 7, n.9, set. 2021.

 

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