EspecialistasFitossanidadeMsc. Priscila Amaro
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Nematoides: Planejamento de manejo, por onde começar?

Precisamos saber com o que estamos lidando!

Quando o assunto é nematoides, ainda existem alguns mitos, que vou mencionar alguns exemplos a seguir: “nematoide é tudo igual”, “não estou vendo, então não existe”, “preciso de um produto para erradicar”, “não tenho mais nematoide na minha área”.

Todas essas frases são mitos, a realidade é bem diferente, os nematoides existem e causam perdas relevantes para qualquer tipo de cultura agrícola, e antes de adotar qualquer forma de manejo para essa doença, temos que saber com o que estamos lidando.

É praticamente impossível erradicar nematoides de uma área, um planejamento de convivência em longo prazo deve ser empregado na área, sempre buscando diminuir as densidades e aumentar a produtividade das culturas.

1. ANÁLISE NEMATOLÓGICA ANTES DO PLANEJAMENTO DE MANEJO

Mas antes de planejar o manejo a identificação do problema é essencial, amostras de solo e raízes devem ser enviadas a um laboratório de diagnose nematológica, com o laudo em mãos, obtemos as informações de quais espécies estão presentes na área e a densidade de cada uma.

Com essas informações conseguimos traçar nosso planejamento em longo prazo de convivência com os nematoides nessa área.

A área é recuperada aos poucos, porém os nematoides sempre estarão presentes, com as ferramentas adequadas, essas densidades ficarão mais baixas a ponto de não causar perdas severas para as culturas implantadas.

2. PLANEJAMENTO EM LONGO PRAZO

Para planejar o manejo integrado de nematoides numa área deve-se rotacionar as ferramentas (ver artigo sobre ferramentas de manejo: https://agroinsight.com.br/como-conviver-com-os-fitonematoides-ferramentas-de-manejo-integrado/) e também observar outros fatores que podem estar influenciando nas perdas, como: fertilidade do solo, acidez, índice de matéria orgânica, entre outros.

Corrigindo esses fatores que mencionei antes, as culturas implantadas têm uma condição melhor para tolerar a presença dos nematoides, vale à máxima, “planta bem nutrida, sofre menos com o ataque de doenças”.

3. AVALIAÇÃO DOS MANEJOS APLICADOS

Sempre verificar os resultados dos manejos empregados, através dos resultados de análises nematológicas periódicas e também se houve incremento positivo na produtividade.

– ÉPOCA IDEAL PARA ANÁLISE NEMATOLÓGICA

Sempre avaliar a densidade dos nematoides no florescimento das culturas (Imagem 1). Essa época é a ideal, pois é quando os nematoides estão em alta atividade, mostrando uma situação mais real da área, claro que levando em consideração a aplicação de uma ferramenta de manejo na implantação da cultura.

O planejamento em longo prazo em áreas com altas densidades e grandes perdas, deve adotar toda safra (incluindo safra principal e safrinha) alguma ferramenta de manejo (genético, biológico, químico ou cultural), sempre levando em consideração o funcionamento e capacidade de cada ferramenta.

Ao final de cada safra podemos cruzar os dados de produtividade com a densidade de nematoides, sempre da forma mais precisa possível, dividir a área em talhões é o ideal, independente do tamanho da propriedade.

4. RESULTADO POSITIVO NÃO SIGNIFICA QUE O PROBLEMA ACABOU!

O são essenciais para que as densidades e os danos não voltem a crescer nas áreas. É muito comum, por se tratar de um “inimigo invisível” que quando não estamos vendo sintomas (nas raízes ou parte aérea) acreditarmos que os nematoides foram erradicados, mas isso dificilmente acontece, devido a formas de sobrevivência e outros fatores.

Sempre sobram alguns juvenis, ovos, cistos que podem vir a causar problemas num futuro próximo, e as densidades se tornarem altas novamente.

Cuidado nunca é demais quando o assunto é nematoide!

5. CONSIDERAÇÕES

            O segredo para o sucesso no manejo está nos detalhes e no cuidado, saber com que você está lidando já é um grande passo.

BIBLIOGRAFIA E LINKS RELACIONADOS

– BROWN, D.J.F.; FERRAZ, L.C.C.B. Nematologia das plantas: fundamentos e importância. Manaus: Norma Editora, 2016. 251 p. Disponível em: http://www.nematologia.com.br/files/livros/1.pdf

– FERRAZ, S.; FREITAS, L.G.; LOPES, E.A.; DIAS-ARIEIRA, C.R. Manejo sustentável de fitonematoides. Editora UFV, 2010. 306p. Disponível para compra em: https://www.editoraufv.com.br/produto/manejo-sustentavel-de-fitonematoides/1108956

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