Curadoria
0

Mercado de Hortaliças e Frutas

Mercado de Hortaliças e Frutas

A Companhia Nacional de Abastecimento – Conab publicou em janeiro, o Boletim Hortigranjeiro. O estudo analisa a comercialização exercida nos entrepostos públicos de hortigranjeiros, que representam um dos principais canais de escoamento de produtos in natura do país.

A conjuntura mensal é realizada para as hortaliças e as frutas com maior representatividade na comercialização efetuada nas Centrais de Abastecimento – Ceasas do país e que possuem maior peso no cálculo do índice de inflação oficial, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA. Assim, os produtos analisados são: alface, batata, cebola, cenoura, tomate, banana, laranja, maçã, mamão e melancia. Esta edição traz ainda, além da análise mensal, uma síntese da dinâmica da comercialização observada durante o ano de 2021 para cada um desses produtos.

HORTALIÇAS

Em dezembro, o movimento dos preços para as cinco hortaliças analisadas foi variável, tanto entre os produtos quanto entre os mercados analisados. Em destaque, a batata, com predomínio de declínio das suas cotações, e a cebola, que em razão da concentração de oferta, apresentou alta nas Centrais de abastecimento.

Alface

Preços com movimentos díspares entre as Ceasas. Maior oferta aos mercados atacadistas, especialmente à Ceagesp – São Paulo. Com as chuvas, a qualidade da hortaliça ficou comprometida. O aumento das temperaturas eleva a demanda por folhosas.

Batata

Oferta recorde nas Ceasas do país leva a queda de preços. O Paraná, principal abastecedor nesta época, foi o responsável por esse quadro. Com as chuvas constantes, os preços voltaram a subir neste início de ano.

Cebola

Nova alta de preços, com a concentração de oferta em Santa Catarina. A boa qualidade do bulbo catarinense também exerce pressão altista sobre os preços. Os novos níveis das cotações podem viabilizar as importações nos próximos meses.

Cenoura

Preços em declínio em algumas Ceasas, porém de pequena intensidade. A oferta nacional vem aumentando, impulsionada pela cenoura advinda de Minas Gerais. Com a intensificação da safra das águas a tendência seria de queda de preços, contudo as chuvas vêm provocando altas sensíveis neste começo de janeiro.

Tomate

Movimento de preços não uniforme entre os mercados. A oferta manteve-se estável. Em janeiro, já se observam altas sensíveis nas cotações nas Ceasas do Sudeste e do Nordeste. Como a produção é pulverizada, há constantes mudanças no direcionamento do produto.

FRUTAS

Em dezembro/21, dentre as frutas analisadas, destaca-se o predomínio na redução de preços para a melancia, enquanto banana e mamão demonstraram alta nas suas cotações. A laranja e a maça não apresentaram comportamento uniforme de preços Banana Aumento de preços e queda da comercialização. Menor produção da variedade prata (problemas climáticos). A qualidade dos lotes de banana ficou a contento. As exportações continuaram aquecidas.

Laranja

Oscilações nas cotações e queda da comercialização em boa parte das Centrais de Abastecimento. Chuvas, altas cotações anteriores (que começaram a inibir compras) e demanda retraída ajudaram a explicar tal resultado. As exportações caíram principalmente por causa da menor safra.

Maçã

Estabilidade dos preços na maior parte das Ceasas. Com a concorrência com frutas de caroço as cotações estagnaram ou caíram. As exportações fecharam o ano com grande volume de vendas.

Mamão

Elevação de preços na maioria das Ceasas e queda da oferta, principalmente do mamão formosa. Insumos para a produção também subiram. Ocorrência de doenças fúngicas em decorrência das chuvas. As exportações aumentaram novamente.

Melancia

Redução de preços na maioria das Ceasas. Maior oferta regional pela produção paulista e gaúcha. Chuvas muito intensas trouxeram dificuldades para a comercialização do produto oriundo do sul da Bahia. As exportações continuam mostrando excelentes resultados.

Exportação de Frutas

No ano de 2021 as exportações brasileiras de frutas foram superiores aos envios de 2020 – tanto em volume quanto em receita – e são, novamente, recordes. Segundo dados do Agroestat/Secex, o volume total de frutas frescas enviadas ao exterior foi de 1,24 milhão de toneladas, superior em 18,13% em relação ao mesmo período do ano anterior, com faturamento de pouco mais de US$ 1,21 bilhão, 20,39% acima daquilo que foi computado até dezembro de 2020.

Destaque para os envios de mangas, melões, limões e limas, melancias, bananas, maçãs, uvas e mamões. Demanda internacional aquecida, clima favorável para a produtividade e a qualidade de diversas culturas, novos acordos bilaterais liderados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA e a desvalorização do real (embora também encareça os insumos importados) foram fundamentais para o alcance desse resultado.

BIBLIOGRAFIA E LINKS RELACIONADOS

Conab – Boletim Hortigranjeiro Janeiro 2022

 

Espaço para parceiros do Agro aqui

Tags: , , , , , , , , , , ,

Posts Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir

maio 2022
D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
293031  
LinkedIn
YouTube
Instagram
Menu