Dessecação em pré-colheita da soja

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(Curadoria Agro Insight)

A dessecação em pré-colheita da soja é uma prática que deve ser utilizada somente com o objetivo de controlar as plantas daninhas ou uniformizar as plantas com problemas de haste verde/retenção foliar. Se essa prática for necessária, deve-se observar a época apropriada para executá-la. Aplicações realizadas antes da cultura atingir o estádio reprodutivo R7 provocam perdas de produtividade. Esse estádio é caracterizado pelo início da maturação, quando a planta apresenta uma vagem amarronzada ou bronzeada na haste principal (Fehr; Caviness, 1977).

Com a retirada do herbicida paraquate do mercado, diquate continuará a ser a opção. Outra alternativa é o glufosinato de amônio, entretanto com especificações que diferem de diquate as quais devem ser observadas pelo usuário. Quando houver predominância de folhas largas, principalmente corda-de-viola (Ipomoea grandifolia), utilizar o diquate. Outra
alternativa é o glufosinato de amônio. Para evitar que ocorram resíduos no grão colhido, deve ser observado o intervalo mínimo de sete dias entre a aplicação desses produtos e a colheita da soja.

Não devem ser realizadas aplicações de glifosato no período de pré–colheita em campos de produção de sementes. Essa prática ocasiona problemas de fitotoxicidade nas plântulas, resultando em redução do vigor, da germinação, no comprimento das raízes primárias e aborto das secundárias (Tecnologias…, 2013). Esse alerta é válido para as cultivares convencionais e transgênicas.

Aplicação de herbicidas e descarte de embalagens

Qualquer produto deve ser prescrito conforme as informações contidas na bula. O não atendimento dessas condições pode acarretar problemas para quem prescreve e/ou para quem usa esses produtos. Ao se aplicar herbicidas pós-emergentes, é necessário evitar a presença de muito orvalho ou fazer a aplicação imediatamente após  as chuvas. As condições do ambiente devem ser adequadas, evitando umidade relativa inferior a 60%, temperatura superior a 30 °C e velocidade do vento superior a 8 km/h. O uso de baixo volume de calda (mínimo de 100 L/ha) pode ser feito desde que as condições climáticas estejam favoráveis e que as indicações do fabricante sejam observadas.

Os herbicidas devem ser aplicados com água limpa, que é condição essencial principalmente para o glifosato e o diquate. Quando as plantas estiverem sob condições de estresse hídrico, as aplicações devem ser suspensas. Existem várias alternativas de bicos, os quais devem ser utilizados conforme indicação do fabricante. Verificar a uniformidade
de volume de pulverização, podendo ser toleradas variações máximas de 10% entre bicos. Em solos arenosos e com baixos teores de argila, a utilização de herbicidas pré-emergentes podem provocar fitotoxicidade na soja. Para tais situações, recomenda-se reduzir as doses ou não utilizá-los.

É obrigatório usar equipamento de proteção individual (EPI) em todas as etapas de manuseio dos agrotóxicos (abastecimento do pulverizador, aplicação e lavagem de equipamentos e embalagens), a fim de evitar intoxicações.
A mistura em tanque, de dois herbicidas, ou de um herbicida com outro(s) agrotóxico(s), é um procedimento permitido segundo a Instrução Normativa do Mapa n. 40, de 11 de outubro de 2018. Embora seja uma prática comum no campo, exige cuidados e conhecimentos em razão da complexidade do assunto, tendo em vista que um componente da formulação de um determinado produto pode agir sobre a formulação do outro produto, criando diversos tipos de problemas, inclusive na redução da eficiência de controle.

No prazo de um ano após a compra do produto, é preciso devolver as embalagens vazias ao posto de recebimento indicado na nota fiscal de compra, conforme legislação do Mapa (Lei 9.974, de 06 de junho de 2000 e Decreto 4.074, de 04 de janeiro de 2002). Antes, porém, deve ser feita a tríplice lavagem das embalagens de produtos líquidos. É importante conhecer as especificações e necessidades do produto a ser aplicado, como o estádio de desenvolvimento das plantas, a necessidade de adjuvantes e a presença de resíduos para as culturas que serão utilizadas em sucessão. No caso de produtos de período residual longo no solo podem ocorrer diferentes respostas da cultura em sucessão, em
função das características genéticas de cada material. Quando da aplicação de herbicidas em pós-emergência, respeitar o período de carência do produto (entre a data de aplicação e a colheita da soja).

BIBLIOGRAFIA E LINKS RELACIONADOS

FEHR, W. R.; CAVINESS, C. E. Stages of soybean development. Ames: State University of Science and Technology, 1977. 11 p. (Special report, 80).

GAZZIERO, D. L. P.; ADEGAS, F. S.; FORNAROLLI, D. A.; LÓPES-OVEJERO, R. F. Capim-amargoso resistente ao glifosato. Londrina: Embrapa Soja, 2013. 1 folder.

HEAP, I. International survey of herbicide resistance weeds. Disponível em: http://www.weedscience.com/Filter/Filter.aspx>. Acesso em: 15 out. 2019.

TECNOLOGIAS de produção de soja – Região Central do Brasil 2014. Londrina: Embrapa Soja, 2013. 265 p. (Embrapa Soja. Sistemas de Produção, 16).

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Tags: dessecação, herbicida, Paraquat, soja

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