Curadoria Semanal: Principais Informações do Mundo Agro! 27 de abril a 03 de maio de 2024

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Curadoria Semanal: Principais informações sobre o mundo do agronegócio. Atualize-se e compartilhe!

GERAIS

Mapa promove interação entre governo e setor produtivo de árvores cultivadas

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Fonte: freepik 01/05/2024

A ideia é identificar as sinergias e integrar atividades que contribuam com o desenvolvimento florestal nos biomas brasileiros. Para entender os desafios e as iniciativas em andamento que impactam social e ambientalmente a cadeia de florestas plantadas, a Secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária, Renata Miranda, iniciou uma série de visitas a empresas do setor florestal privado.

O objetivo dessa iniciativa é estreitar a relação entre o governo e o setor produtivo de árvores plantadas, buscando compreender a dinâmica atual e apresentar as ações propostas pelo Plano Floresta+Sustentável (F+S) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A meta é contribuir para a construção de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável da cadeia florestal nos diferentes biomas brasileiros, atendendo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A primeira visita foi à Bracell, uma empresa brasileira produtora de celulose e celulose solúvel, que está entre as maiores do mundo e cuja prática sustentável está alinhada com metas globais. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial dessa matéria-prima, e a produção florestal é o terceiro produto agrícola mais exportado do país, destacando sua importância no cenário internacional.

“Nosso país tem grande potencial e oportunidades para expandir a cadeia de florestas plantadas em todos os segmentos, e a Bracell é um exemplo global de que é possível produzir de forma sustentável, gerando prosperidade em seu entorno”, comentou a secretária.

Fonte do texto: MAPA 01/05/2024

Marrocos amplia relações comerciais com o Brasil após missão do Mapa

 

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Fonte: freepik 01/05/2024

Uma delegação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) esteve no Marrocos para compartilhar as boas práticas do agronegócio brasileiro e fortalecer os laços comerciais com o país norte-africano. Em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), representantes do Mapa e empresários brasileiros participaram do Salão Internacional de Agricultura no Marrocos (Siam), um dos maiores eventos agrícolas do continente africano, que atrai cerca de um milhão de visitantes de mais de 70 países.

A comitiva, liderada pelo secretário-adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Julio Ramos, reuniu-se com autoridades marroquinas para discutir acordos bilaterais e promover a abertura do mercado marroquino para produtos brasileiros, incluindo lácteos, mel, produtos apícolas, couros e material genético bovino. Também discutiram questões tarifárias para importações de carne bovina e de aves, considerando que as tarifas marroquinas chegam a 200% para carne bovina congelada e 100% para carne de frango in natura. Além disso, o Brasil concordou em permitir a importação de tangerinas do Marrocos.

O secretário-adjunto Julio Ramos destacou a importância da liderança do ministro Carlos Fávaro, do secretário Roberto Perosa e do Itamaraty para a expansão do comércio agrícola brasileiro no cenário internacional, ressaltando a credibilidade do Brasil em relação à política externa e ao bom controle sanitário. O Marrocos é um dos cinquenta países que abriram mercados para o Brasil nos últimos 16 meses, e em 2023, foi o quarto maior destino das exportações brasileiras para a África, totalizando US$ 1,23 bilhão. O comércio total entre os dois países chegou a US$ 2,65 bilhões.

Fonte: MAPA 01/05/2024

Não erradicar a fome e a má nutrição tem um custo superior ao das soluções

Selective focus of poor African american children begging alms on urban street

Fonte: stock 01/05/2024

Um relatório conjunto da FAO, CEPAL, WFP e IICA alerta que o custo de não combater a fome e a má nutrição na América Latina e no Caribe é mais alto do que o custo das soluções para resolver o problema. Intitulado “Financiamento para a Segurança Alimentar e Nutrição na América Latina e no Caribe”, o estudo destaca que a inação diante desses problemas resulta em uma perda média de 6,4% do PIB nos países analisados.

Em comparação, o custo médio para resolver a insegurança alimentar com transferências de renda para garantir acesso a alimentos saudáveis é de 1,5% do PIB, sem incluir despesas de gestão e implementação. O relatório identifica várias fontes de financiamento para a segurança alimentar e nutrição na região, como: financiamento do consumo e produção de alimentos; gasto público em agropecuária e proteção social; fluxos internacionais de desenvolvimento; e financiamento do sistema bancário e dos mercados de capitais.

O documento ressalta a importância de investir na agricultura para abordar a insegurança alimentar, observando que o problema não é a falta de alimentos, mas sim o acesso inadequado devido a barreiras físicas e econômicas, especialmente em áreas rurais pobres. O relatório destaca a necessidade de calcular os custos para implementar políticas e programas de segurança alimentar, bem como de melhorar a coleta de dados sobre os fluxos de financiamento.

Mario Lubetkin, da FAO, afirmou que é essencial alinhar políticas sociais, econômicas e comerciais para melhorar a segurança alimentar, especialmente quando os gastos com alimentos representam 22% do PIB regional. Ele sugere intervenções abrangentes, como apoio à agricultura familiar, sistemas de compras públicas e regulamentações para rótulos nutricionais, para fortalecer os sistemas alimentares.

José Manuel Salazar-Xirinachs, da CEPAL, apontou que a pobreza extrema na região alcançou 11,4% em 2023, afetando mais de 70 milhões de pessoas. Ele ressaltou a necessidade de políticas públicas inclusivas e gastos públicos melhor direcionados para atender às populações mais vulneráveis. Lola Castro, do WFP, destacou que a América Latina e o Caribe têm a alimentação saudável mais cara do mundo, e que é inaceitável que populações vulneráveis paguem tão caro pela má nutrição em um continente que produz alimentos suficientes para todos. Por fim, Manuel Otero, do IICA, enfatizou a necessidade de análises nacionais para fortalecer e melhorar os sistemas alimentares, propondo uma abordagem ampla com foco nos principais fluxos financeiros para garantir uma resposta eficaz à insegurança alimentar e à má nutrição.

Fonte: FAO 01/05/2024

GT de Agricultura do G20 faz primeira reunião presencial e avança em acordos entre os países

 

O Grupo de Trabalho (GT) de Agricultura do G20, composto pelas 19 maiores economias do mundo e dois blocos regionais, realizou sua primeira reunião presencial sob a presidência brasileira nos dias 29 e 30 de abril, em Brasília, no Serpro. O evento, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), reuniu representantes de 30 países, membros do G20, convidados e organizações internacionais para discutir soluções que promovam a sustentabilidade e a prosperidade na agricultura e nos sistemas alimentares.

No primeiro dia, o foco foi o papel da agricultura familiar no combate à fome e pobreza, a mecanização sustentável para aumentar a produção de alimentos e a transformação dos sistemas alimentares. O segundo dia foi dedicado à análise da minuta da declaração ministerial, a ser assinada na reunião final do GT em setembro. A agenda também incluiu visitas a armazéns da Conab, a estabelecimentos de agricultores familiares e a uma cooperativa de laticínios, para mostrar o impacto das políticas públicas brasileiras no setor agrícola.

O GT de Agricultura inclui representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do MDA, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Embrapa. O grupo, liderado por Roberto Perosa e copresidido por Fernanda Machiaveli, aborda segurança alimentar, agricultura sustentável, inovação tecnológica, adaptação às mudanças climáticas e combate à fome e pobreza.

O encontro serviu como preparação para a Reunião Ministerial em setembro, no Mato Grosso, e para a Cúpula de Líderes do G20 em novembro, no Rio de Janeiro. A próxima reunião do GT será em junho, em Brasília, antecedida por um encontro de cientistas organizado pela Embrapa em maio. O Brasil assumiu a presidência temporária do G20 em dezembro de 2023 e planeja mais de 100 reuniões de grupos de trabalho e cerca de 20 reuniões ministeriais durante seu mandato, culminando com a Cúpula de Chefes de Governo e Estado em novembro de 2024, no Rio de Janeiro. Essa é a primeira vez que o Brasil ocupa a presidência do G20 no formato atual do grupo.

Fonte da reportagem: MAPA 01/05/2024

PRODUÇÃO

Nova versão de sensor para irrigação gera economia e aumenta a produtividade da lavoura

Maria Borges - O sensor atende a agricultores irrigantes em horticultura, fruticultura, floricultura, cereais e culturas anuais em geral, e pode ser utilizado em diversos sistemas como os de aspersão, gotejamento e inundação.

O sensor IGstat é um dispositivo de baixo custo projetado para reduzir o consumo de energia e água na irrigação, ajudando a aumentar a produtividade. Sua versão mais recente foi aprimorada em termos de fabricação e controle, sendo utilizado tanto em ambientes protegidos quanto em campo aberto. A automatização do sensor ajusta a irrigação com base na umidade do solo, garantindo eficiência no uso da água.

O IGstat foi desenvolvido pela Embrapa Instrumentação em parceria com a Tecnicer Tecnologia Cerâmica Ltda. e é comercializado pela startup Pitaya Irrigação. Uma vantagem do sensor é sua capacidade de irrigar sem a necessidade de informações técnicas complexas sobre o solo ou sobre coeficientes de irrigação. Ele é versátil e pode ser usado em diferentes tipos de irrigação, como aspersão, gotejamento e inundação, e em diversas culturas e tamanhos de áreas.

Para garantir a qualidade do sensor, foi criado um painel pneumático que testa e calibra até dez sensores automaticamente. Isso assegura robustez e confiabilidade. Mais de 600 sensores IGstat já foram testados em várias culturas no Brasil e até na Arábia Saudita.

O sensor mede 6 cm de comprimento e 2 cm de diâmetro, consistindo de uma cápsula porosa com um núcleo de microesferas de vidro e duas mangueiras para entrada e saída de ar. Quando o solo está úmido, o ar não passa pelo sensor. Ao atingir um nível crítico de umidade, o ar passa, reduzindo a pressão e acionando a irrigação. A irrigação é interrompida automaticamente quando o solo recupera a umidade, aumentando a pressão de ar.

Os sensores são customizados para cada cultura, ajustando-se ao nível crítico de umidade. O IGstat é uma alternativa mais acessível aos sensores importados, contribuindo para melhorar a eficiência do uso da água na agricultura, setor que consome cerca de 70% da água global, segundo a FAO.

Fonte: Embrapa 01/05/2024

Robô gera economia de 37 toneladas de ração por ano na suinocultura brasileira

O uso de um robô distribuidor de ração na suinocultura brasileira está trazendo benefícios significativos, como economia de ração e redução do esforço físico dos criadores, além de aumentar a eficiência na gestão das granjas. Desenvolvido em parceria entre a Embrapa Suínos e Aves e a empresa Roboagro, esse robô pode economizar mais de 37 toneladas de ração por ano, permitindo que os produtores rurais se concentrem mais na administração das granjas e menos nas tarefas manuais.

O robô não substitui a presença humana, mas permite que os criadores dediquem mais tempo para observar e gerenciar os animais, em vez de alimentar manualmente. Bruna Brandão, que opera um desses robôs em uma granja de suínos no Paraná, explica que o robô não só poupa tempo, mas também aumenta a precisão da distribuição de ração, melhorando a eficiência da produção.

O robô distribui ração em instalações de suínos em terminação, repetindo essa tarefa várias vezes ao dia. Essa automação ajuda a controlar e medir a ração fornecida, evitando desperdícios e otimizando a conversão alimentar dos suínos, fator crucial para a suinocultura. Osmar Dalla Costa, da Embrapa, destaca que a automação precisa ser complementar ao trabalho humano, com a supervisão dos produtores para garantir que tudo funcione corretamente.

O robô também gera relatórios diários sobre o consumo de ração, ajudando a detectar anomalias e permitindo uma abordagem mais preventiva no gerenciamento dos lotes de suínos. Os criadores podem ajustar a quantidade de ração conforme as necessidades específicas de cada baia ou em diferentes horários do dia.

Os estudos da Embrapa indicam que a economia de ração é resultado do controle do desperdício e do melhoramento na conversão alimentar dos suínos. A distribuição controlada reduz em média 5% o consumo de ração em comparação com sistemas que oferecem ração à vontade. O robô também permite maior homogeneidade na distribuição, proporcionando uma alimentação mais uniforme para os animais.

Com mais de mil robôs em operação, a Roboagro destaca que essa tecnologia pode transformar produtores em gestores mais eficientes, já que a automação libera tempo para tarefas mais estratégicas. Além disso, o robô oferece a vantagem de distribuição precisa e programada, reduzindo custos e melhorando a eficiência no processo de criação de suínos.

Fonte: Embrapa 01/05/2024

Avaliação positiva para o Programa Cotton Brazil

 

...O programa Cotton Brazil, que visa promover a exportação de algodão brasileiro, tem alcançado sucesso no aumento da presença do produto nos mercados-alvo. Durante uma reunião do Conselho Gestor do Projeto Setorial de Promoção de Exportações do Algodão Brasileiro, realizada na terça-feira, 30 de abril, representantes das instituições participantes do programa discutiram o cumprimento de metas e o planejamento para o futuro.

O programa conta com a participação da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Segundo Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa, a reunião faz parte de uma agenda periódica para avaliar o progresso e planejar as próximas etapas. Desde o início do projeto, em 2020, os resultados têm sido positivos, tornando o Cotton Brazil um dos programas mais bem organizados e bem-sucedidos do Brasil.

Em 2024, o Cotton Brazil planeja realizar 12 missões internacionais para promover o algodão brasileiro. De acordo com Alexandre Schenkel, presidente da Abrapa, essas missões têm contribuído para a crescente aceitação do algodão brasileiro nos mercados internacionais, resultando em um aumento na participação do produto nas importações das indústrias de fiação dos países-alvo. O programa se concentra em dez países: China, Bangladesh, Vietnã, Turquia, Paquistão, Indonésia, Índia, Tailândia, Coreia do Sul e Egito.

Embrapa e MDA ampliam atividades com a cultura da mandioca

 

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A Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária, marca o lançamento do Termo de Execução Descentralizada (TED) da Rede de multiplicação e transferência de materiais propagativos de mandioca (Reniva). 

A Embrapa recebeu cerca de 1,6 milhão de reais do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) para expandir o Reniva para nove estados das regiões Norte e Nordeste (Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Paraíba, Rondônia, Roraima e Tocantins). O projeto terá uma duração de 24 meses e contará com o apoio das unidades da Embrapa nesses estados.

Uma das principais inovações do projeto é a construção de câmaras térmicas automatizadas em cada um desses estados. Essas câmaras térmicas são estufas de aço galvanizado, cobertas com plástico selado, ocupando cerca de 25 m², e utilizam termoterapia para produzir plantas de mandioca de alta qualidade, livres de patógenos sistêmicos como vírus e bactérias. A técnica foi desenvolvida pelo Centro Internacional para Agricultura Tropical (Ciat), na Colômbia, e aprimorada pela Embrapa Mandioca e Fruticultura.

Marenilson Batista da Silva, diretor do MDA, destaca que a parceria com a Embrapa através do Reniva é estratégica para fortalecer a agricultura familiar, especialmente nas comunidades indígenas do norte do país. Aldo Vilar Trindade, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa, ressalta que a expansão do Reniva é um esforço colaborativo, envolvendo várias unidades da Embrapa e parceiros importantes como a Bahiater. O projeto visa melhorar a qualidade do plantio de mandioca, reduzir custos e apoiar a agricultura familiar.

 

Monitoramento semanal das condições das lavouras – atualizado em 29 de abril

 

Foto feijão seco misto

Destaques da semana

Arroz – A colheita está 78,7% concluída em nível nacional. No Rio Grande do Sul (RS), a colheita teve pouco progresso devido às chuvas, mas a qualidade do grão colhido é boa. Em Santa Catarina (SC), a colheita está praticamente finalizada na região Norte e restam poucas áreas a serem colhidas na região Sul. No Maranhão (MA), a colheita está lenta por conta do excesso de chuvas. Em Goiás (GO), a colheita está avançando tanto em áreas irrigadas sob pivô quanto em áreas de sequeiro. No Tocantins (TO), 70% da colheita está concluída. Já no Mato Grosso (MT), a menor intensidade das chuvas favoreceu a colheita.

Algodão  – A semeadura está 100% concluída. No Mato Grosso (MT), a redução nas precipitações ajudou a realizar tratos preventivos nas lavouras. Na Bahia (BA), as lavouras estão em ótimas condições. No Maranhão (MA), as lavouras de primeira safra estão em fase de floração, enquanto as de segunda safra estão na formação das maçãs. De modo geral, a cultura apresenta boa condição. No Mato Grosso do Sul (MS), a colheita está no início. O sol pleno ajudou as plantas após um período chuvoso que causou apodrecimento em algumas maçãs.

Feijão 1ª safra – A colheita está 83,3% concluída. Na Bahia (BA), cerca de 82% da área total já foi colhida. No Centro-Sul, as operações estão mais avançadas, e os grãos colhidos são de boa qualidade. No Rio Grande do Sul (RS), a colheita foi concluída, mas as chuvas afetaram a qualidade dos grãos, especialmente em relação à coloração. Em Santa Catarina (SC), a colheita está sendo finalizada. No entanto, mesmo as chuvas esparsas causaram prejuízos, reduzindo a qualidade dos grãos.
Feijão 2ª safra – No Paraná (PR), o clima mais quente e seco favoreceu tanto a colheita quanto o manejo fitossanitário das lavouras. Em Santa Catarina (SC), a semeadura foi finalizada e a colheita já começou nas lavouras mais precoces, com as lavouras apresentando boas condições. No Rio Grande do Sul (RS), a ausência de chuvas permitiu o avanço da colheita. Em Minas Gerais (MG), as lavouras estão se desenvolvendo bem. Na Bahia (BA), o plantio do caupi foi finalizado, e a semeadura do feijão cores irrigado deve ser concluída em maio.

Milho 1ª Safra – A colheita atingiu 59,8% de conclusão. Em Minas Gerais (MG), a colheita progrediu, alcançando 60%. No Rio Grande do Sul (RS), a baixa luminosidade afetou as lavouras em fase de enchimento de grãos, e a colheita avançou lentamente devido à elevada umidade do ar, prejudicando a qualidade dos grãos. Na Bahia (BA), embora as lavouras apresentem bom desenvolvimento, o avanço da colheita na região Centro-Sul mostrou baixo rendimento. No Paraná (PR), o clima mais quente e seco facilitou a colheita. Em Santa Catarina (SC), a colheita está na fase final e avançando bem. No Maranhão (MA), as lavouras estão em boas condições, e a colheita começou na região Sul. Em Goiás (GO), a colheita continua progredindo. No Pará (PA), a colheita foi concluída.

Milho 2ª Safra – A semeadura está 100% concluída. No Mato Grosso (MT), as condições são favoráveis, com a maioria das lavouras em floração e enchimento de grãos. No Paraná (PR), a maioria das lavouras está na fase reprodutiva, com clima propício para o manejo. No Mato Grosso do Sul (MS), a boa umidade do solo garante o pleno desenvolvimento das lavouras. Em Goiás (GO), as condições climáticas são favoráveis, especialmente para lavouras semeadas mais cedo. Em Minas Gerais (MG), a maioria das lavouras está se desenvolvendo bem, embora a menor umidade do solo esteja prejudicando algumas lavouras tardias. No Maranhão (MA), as lavouras estão em boas condições. No Piauí (PI), as lavouras continuam se desenvolvendo bem, com chuvas favorecendo o crescimento. No Pará (PA), a falta de luminosidade em algumas regiões prejudica o desenvolvimento das lavouras.

Soja – A colheita está 90,5% concluída. No Mato Grosso (MT), a colheita já foi finalizada. No Paraná (PR), o clima favoreceu o avanço da colheita, que está quase terminada. No Rio Grande do Sul (RS), pouco mais da metade das áreas está colhida. O clima continua instável, com a colheita ocorrendo durante períodos de ausência de chuvas. Em áreas mais tardias com excesso de umidade, houve relatos pontuais de germinação de vagens. No Mato Grosso do Sul (MS), a colheita está na fase final. Chuvas excessivas e aumento do ataque de percevejos impactaram negativamente a qualidade dos grãos nos últimos talhões. Na Bahia (BA), as lavouras estão com bom desempenho, restando poucas áreas para serem colhidas. No Tocantins (TO), a colheita ainda ocorre na região Sul. No Maranhão (MA), apesar da falta de chuvas no início do plantio, as lavouras estão em boas condições, embora a colheita esteja atrasada em relação à safra anterior. No Piauí (PI), a colheita foi retomada após um período menos chuvoso, com quase 90% da área já colhida. No Pará (PA), fortes chuvas em algumas regiões têm dificultado o avanço da colheita, com o excesso de umidade causando danos nos grãos.

Fonte: CONAB – Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras. Atualizado em 29 de abril de 2024

MERCADO

INDICADORES CEPEA
Foto grátis campos de trigo dourados brilham ao pôr do sol gerados por ia

MILHO/CEPEA: PREÇOS CAEM PARA NÍVEIS DE OUTUBRO/23: Os preços do milho seguem em queda no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem da postura retraída de muitos compradores, do avanço da colheita da safra verão e do bom desenvolvimento da segunda safra em boa parte das regiões. Em algumas praças acompanhadas pelo Cepea, os valores atuais do cereal já são os menores desde outubro/23. Consumidores relatam ter estoques e realizam novas aquisições no spot apenas quando têm necessidade. Do lado vendedor, pesquisadores do Cepea apontam que, enquanto boa parte se mostra mais flexível nas negociações, devido à necessidade de fazer caixa, outros estão afastados do mercado, à espera de recuperações nos próximos meses, fundamentados nas recentes valorizações do dólar – contexto que pode elevar a paridade de exportação – e na possibilidade de uma segunda safra não tão volumosa. De fato, a Conab indica área 8% menor e produção de 85,61 milhões de toneladas, 16% inferior à da temporada 2023/24. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br). Crédito da imagem: freepik 03/04/2024

Campos agrícolas coloridos de cima de centeio e milho de trigo girassol

SOJA/CEPEA: ABRIL AVANÇA COM AS MAIORES MÉDIAS DO ANO:  O Levantamentos do Cepea mostram que os preços da soja estão mais firmes no mercado brasileiro, sustentados pela valorização externa. As médias de abril (até o dia 25) dos Indicadores ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná estão respectivos 2,2% e 2,9% acima das de março e já são as maiores desde janeiro/24 –  naquele período, preocupações com o clima sobre as lavouras da América do Sul impulsionavam os valores internos. Em relação à colheita de soja no Brasil, acompanhamento do Cepea aponta que as atividades se aproximam da reta final. Segundo a Conab, 86,8% da área cultivada havia sido colhida até o dia 21 de abril, aumento semanal de 3,6 p.p., mas abaixo dos 89% há um ano. Esse menor ritmo dos trabalhos de campo se deve a precipitações no Sul do País e em parte do Nordeste, ainda conforme analisam pesquisadores do Cepea. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)Crédito imagem: freepik 03/04/2024

Foto grátis poluição por óleo na água criada com a tecnologia generative aiETANOL/CEPEA: INDICADOR DO HIDRATADO CAI 6% NA SEMANA: Após cinco semanas em alta, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado voltou a cair no mercado paulista. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio sobretudo do aumento da oferta do biocombustível no spot. Além da normalização da moagem e da volta das atividades industriais, algumas usinas tiveram necessidade de realizar novas vendas. Ainda conforme pesquisadores do Cepea, compradores até estiveram mais ativos, adquirindo volumes maiores – a participação foi principalmente de distribuidoras de diferentes portes. Entre 22 e 26 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado teve média de R$ 2,2981/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), recuo de 6,42% frente à do período anterior. No caso do anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 2,7175/litro (líquido de PIS/Cofins), queda de 1,35%. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br). Crédito imagem: freepik 11/04/2024

Foto grátis bela foto de um campo branco com céu nubladoTRIGO/CEPEA: APÓS CRESCER 70% NAS ÚLTIMAS QUATRO SAFRAS, ÁREA PODE DIMINUIR : Após aumentar nas últimas quatro safras, com salto de mais de 70% entre 2019 e 2023, a área dedicada ao trigo sinaliza queda neste ano. Segundo pesquisadores do Cepea, os menores patamares de preços do cereal somados a incertezas climáticas e aos altos custos explicam a possível redução no cultivo. A Conab projeta recuo médio de 4,7% na área semeada com a cultura em relação à temporada anterior, pressionada pelo Sul, com queda estimada em 7%. No Paraná, o Deral aponta forte redução de 19% na área destinada ao trigo, para 1,14 milhão de hectares. Apesar disso, a produção deverá crescer 4% no mesmo comparativo, atingindo 3,8 milhões de hectares no estado, em decorrência da maior produtividade. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br). Crédito imagem: freepik 11/04/2024

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AÇÚCAR/CEPEA: MENOR DEMANDA PRESSIONA COTAÇÕES DO CRISTAL: Os preços médios do açúcar cristal caíram na última semana no mercado spot do estado de São Paulo. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar da oferta do tipo Icumsa até 180 ainda reduzida, o recuo da demanda pressionou as cotações. O clima de safra atrelado à desvalorização internacional do açúcar demerara têm feito com que compradores aguardem novas baixas. De modo geral, pesquisadores do Cepea apontam que a colheita e a moagem da cana-de-açúcar da safra 2024/25 seguem sem interrupções, devido ao clima seco em SP. Porém, usinas estão priorizando a entrega dos contratos do cristal, o que reduz a disponibilidade para as negociações no mercado à vista. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br). Crédito imagem: freepik 11/04/2024
Ovos Imagens – Download Grátis no FreepikOVOS/CEPEA: DEMANDA ENFRAQUECIDA MANTÉM COTA EM QUEDA: As cotações dos ovos tipo extra tiveram novas baixas nas praças acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias. De acordo com parte dos colaboradores consultados, com a proximidade do fim do mês, a demanda pela proteína se enfraqueceu de forma significativa, movimento comum para o período. Dessa forma, pesquisadores do Cepea explicam que agentes passaram a realizar negociações a preços menores, para garantir a liquidez do produto e evitar sobras nos estoques. Ainda conforme levantamentos do Cepea, a expectativa é que, com a virada do mês, as negociações passem a envolver volumes maiores, porém, a preços estáveis ou ligeiramente superiores. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br). Crédito imagem: freepik 01/05/2024

 

CLIMA

PREVISÃO DE CHUVA

 

Informações para a primeira semana – 22/04/2024 a 29/04/2024

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) concluiu, nesta segunda-feira (29), a previsão do tempo para as próximas duas semanas. Na primeira, entre os dias 29 de abril e 6 de maio, a semana poderá apresentar grandes acumulados de chuva, que poderão ultrapassar 70,0 milímetros (mm) – tons em vermelho – especialmente no norte do País, devido à combinação do calor e alta umidade, além da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) que continuam influenciando as instabilidades na região, provocando chuvas intensas.

A previsão ainda indica grandes volumes de chuva no Rio Grande do Sul e Santa Catarina devido à atuação de um sistema frontal no Sul do País.

O Inmet monitora estas condições e reforça a importância do acompanhamento diário das atualizações da previsão do tempo e emissão dos avisos meteorológicos especiais no portal.

Previsão para a 1ª semana (29/04/2024 a 06/05/2024):

Região Norte: são previstas pancadas de chuva no decorrer da semana, com valores maiores que 70,0 mm em áreas do norte do Amazonas, do Pará e de Roraima, bem como no Amapá, que podem vir acompanhadas de raios, rajadas de vento e trovoadas. Nas demais áreas, não se descartam pancadas de chuva isoladas com menores acumulados.

Região Nordeste: a aproximação da ZCIT ainda irá provocar chuva na faixa norte da região. Na costa leste, são previstos acumulados que podem superar 40 mm, principalmente em áreas do Sealba (área que abrange estados de Sergipe, Alagoas e Bahia). Destaque para o litoral da Bahia, onde ainda persistem as instabilidades na região devido ao transporte de umidade do oceano para o continente. Já no interior da região, a previsão é de tempo quente e sem chuva.

Regiões Centro-Oeste e Sudeste: terão tempo quente e seco, exceto em áreas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde deve ocorrer chuva rápida e passageira.

Região Sul: a semana se inicia com tempestade devido uma área de baixa pressão atmosférica que deve favorecer a formação de instabilidades em áreas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Porém, entre a quarta e quinta-feira, um sistema frontal sobre o oceano intensifica a chuva nestas áreas, com volumes significativos e mais abrangentes, acompanhados de trovoadas e rajadas de vento. Desta forma, o Inmet destaca a importância de acompanhar as atualizações da previsão do tempo e avisos meteorológicos especiais no site e nas redes sociais.

Figura 1: Previsão para a 1ª semana (29/04/2024 a 06/05/2024):

Previsão para a 2ª semana (07/05/2024 a 15/05/2024):

Na segunda semana, entre os dias 7 e 15 maio de 2024, a semana poderá apresentar volumes de chuva maiores que 70,0 mm no norte e sul do País.

Previsão para a 2ª semana (07/05/2024 a 15/05/2024):

Região Norte: são previstos acumulados maiores que 70,0 mm em grande parte da região, exceto em áreas do Acre, Tocantins, Rondônia e centro-sul do Pará, com volumes inferiores a 20 mm.

Região Nordeste: a previsão é de chuva em forma de pancada que pode superar os 60,0 mm no norte dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará e na faixa leste da região. Nas demais áreas, são previstos menores acumulados de chuvas.

Regiões Centro-Oeste e Sudeste: a previsão é de tempo seco e quente em grande parte das regiões, exceto no Espírito Santo, que deve ocorrer chuva rápida e passageira.

Região Sul: a previsão é de pancada de chuva que pode superar 80,0 mm no norte do Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina. No restante da região, a previsão é de menores acumulados.

Figura 2: Previsão para a 2ª semana (07/05/2024 a 15/05/2024):

Fonte: Inmet 01/05/2024

EVENTOS E CURSOS AGRO

 

DATA DE INÍCIO: 7 de maio de 2024 07:30
DATA DE TÉRMINO: 16 de junho de 2024 20:00
CATEGORIA: curso
Mais informações e inscrições: Agroagenda 01/05/2024
Preço de inscrição: R$49,90
Evento on-line 
DATA DE INÍCIO: 7 de maio de 2024 – 08:00
CATEGORIA: Curso
Mais informações e inscrições: Agroagenda 01/05/2024
Evento on-line 
DATA DE INÍCIO: 8 de maio de 2024 08:00
CATEGORIA: Conferência
ENDEREÇO: 583 Park Avenue – 583 Park Ave, New York, NY 10065, Estados Unidos
Mais informações e inscrições: Agroagenda 24/04/2024
Evento presencial . Preços no quadro abaixo:
DATA DE INÍCIO: 8 de maio de 2024 – 08:00
CATEGORIA: Curso
Mais informações e inscrições: Agroagenda 01/05/2024
Evento on-line e grátis
                                                                                                                             
DATA DE INÍCIO: 8 de maio de 2024 08:30
DATA DE TÉRMINO: 8 de maio de 2024 18:00
CATEGORIA: Congresso
ENDEREÇO: Unique Palace – St. de Clubes Esportivos Sul Trecho 2 CJ 42 – Brasília, DF, 70297-400
Mais informações e inscrições: Agroagenda 10/04/2023
E-MAIL – [email protected]
TELEFONE – (42) 3231-9000
Evento Presencial e gratuito 
DATA DE INÍCIO: 7 de maio de 2024 09:00
DATA DE TÉRMINO: 10 de maio de 2024 18:00
CATEGORIA: Feiras Agro
ENDEREÇO: EXPOSOJA – Parque da Exposoja Distrito – Nova Santa Rosa, Uruçuí – PI, 64860-000
TELEFONE(89) 98141-9017
Mais informações e inscrições: Agroagenda 01/05/2024
Evento Presencial 

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