Curadoria Semanal: Principais Informações do Mundo Agro! 08 a 12 de abril de 2024

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Curadoria Semanal: Principais informações sobre o mundo do agronegócio. Atualize-se e compartilhe!

GERAIS

Mapa implementa assinatura eletrônica para certificação sanitária nacional de produtos de origem animal

Mapa implementa assinatura eletrônica para certificação sanitária nacional de produtos de origem animal

Fonte da imagem: compre rural 10/04/2024

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) introduziu a assinatura eletrônica para a emissão de Certificados Sanitários Nacionais (CSN), visando facilitar o trânsito de produtos de origem animal no território nacional para exportação. Essa iniciativa, lançada pelo ministro Carlos Fávaro, busca agilizar e simplificar os serviços públicos, promovendo maior rastreabilidade e segurança tanto para os servidores quanto para as empresas.

A nova ferramenta, desenvolvida pela Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) e a Subsecretaria de Tecnologia da Informação (STI), integra o Sistema SIGSIF (Sistema de Informação Gerencial do Serviço de Inspeção Federal). Para os auditores fiscais federais agropecuários – médicos veterinários, a assinatura eletrônica representa maior agilidade, eliminando a necessidade de imprimir, carimbar e assinar fisicamente os certificados diariamente.

Para as empresas, a vantagem está na simplificação e desburocratização do processo, permitindo o acesso imediato aos documentos emitidos e sua impressão para apresentação aos órgãos de fiscalização do Brasil e dos países importadores. Além da assinatura eletrônica, os certificados são munidos de código de autenticidade e QR Code para verificação da autenticidade do documento. Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), destaca o impacto positivo dessa medida para as empresas, proporcionando ganhos de competitividade e eficiência.

A próxima fase dessa modernização envolve a extensão para a emissão de Certificados Sanitários Internacionais (CSI), sujeita às negociações e aceitação pelos países importadores.

CERTIFICADOS SANITÁRIOS

Para que as exportações de produtos de origem animal ocorram é necessário que o Brasil emita o Certificado Sanitário, que é o documento oficial que atesta o cumprimento dos requisitos sanitários do Brasil e do país importador, englobando a rastreabilidade, a inocuidade e a segurança do produto.

Esse procedimento é executado por servidores do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa. O objetivo é assegurar o cumprimento e a manutenção dos requisitos de saúde animal e de saúde pública, visando evitar a disseminação, o surgimento e o ressurgimento de doenças animais, bem como garantir que o alimento de origem animal seja seguro para o consumo da população brasileira e mundial.

Fonte textual: MAPA 10/04/2024

Portos do arco norte representam 31,6% das exportações de milho e soja, em março

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) revelou que as exportações de soja e milho em março de 2024 totalizaram 14,8 milhões de toneladas. Desse montante, 14,4 milhões de toneladas correspondem à soja e 430 mil toneladas ao milho. Embora esse volume represente uma queda de 14,6% em relação a 2023, é o segundo melhor desempenho para o mês.

Destaca-se o papel dos portos do Arco Norte, como Itacoatiara (AM), Santarém (PA), Santana (AP), Barcarena/Vila do Conde (PA), São Luiz (MA) e Salvador (BA), que responderam por 31,6% das exportações totais, em comparação com os 27,3% de 2020. De janeiro a março, foram exportadas 34,3 milhões de toneladas desses grãos, representando um aumento de 3% em relação ao mesmo período de 2023 e um aumento de 47% em comparação com 2020. A soja totalizou 27,3 milhões de toneladas, com um crescimento de 31%, enquanto o milho alcançou 7,0 milhões de toneladas, com uma queda de 27,8% em relação ao primeiro trimestre de 2023.

Os portos do Arco Norte movimentaram 11,5 milhões de toneladas, enquanto os portos tradicionais do Arco Sul, como Santos, Paranaguá, São Francisco do Sul, Imbituba, Rio Grande e Vitória, escoaram 22,8 milhões de toneladas. Com um terço das exportações de milho e soja pelo Brasil, os portos das Regiões Norte e Nordeste ganham importância no escoamento das safras, favorecendo a redução de custos para os produtores e a logística mais ágil, além de contribuírem para a redução da emissão de gases nocivos ao meio ambiente.

Uma inovação significativa do Arco Norte é a menor distância entre as áreas de produção, como no Mato Grosso, e os portos exportadores, o que também é observado na nova fronteira agrícola do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). A intermodalidade no transporte (rodo-hidroviário e rodoferroviário) também contribui para melhorar a competitividade na exportação e reduzir os custos logísticos.

Fonte da reportagem  e imagem: Gov.br 10/04/2024

Mapa intercepta carga de 20 mil litros de azeite fraudado em Foz do Iguaçu/PR

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) devolveu à Argentina uma carga de 20.400 litros de azeite de oliva falsificado, interceptada pela equipe de fiscalização da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) em Foz do Iguaçu/PR, durante a importação em março. A retirada do produto do mercado brasileiro ocorreu após análise laboratorial que constatou se tratar de óleo classificado como tipo lampante, impróprio para consumo e potencialmente perigoso.

Segundo o chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná, o azeite de oliva é exclusivamente obtido do fruto da oliveira, e qualquer mistura com outros óleos ou substâncias configura fraude. As fraudes de azeites no Brasil, geralmente realizadas por empresas clandestinas, utilizam óleos não comestíveis, como o lampante, que oferece riscos à saúde.

A fiscalização federal combate essas práticas por meio de coleta de amostras fiscais em envasadores, distribuidores e mercados, submetidas a análise nos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA). O Departamento de Inspeção de Origem Vegetal do Mapa coordena e fiscaliza o padrão oficial de classificação vegetal de alimentos, certificando produtos importados e estabelecendo procedimentos operacionais para a importação de azeite de oliva, incluindo a coleta de amostras para análise laboratorial, especialmente em cargas a granel, consideradas de alto risco para fraudes.

Fonte da reportagem:  MAPA 10/04/2024

Pesquisa vai estimar carbono nos solos de microbacias do Matopiba

Arquivo Pessoal -

Pesquisas sobre serviços ecossistêmicos do solo no Matopiba estão em andamento, lideradas pelo pesquisador Lauro Rodrigues Nogueira Junior, da Embrapa Territorial. Durante quase duas semanas, foram coletadas amostras de solo em 25 pontos, abrangendo diferentes usos da terra, como agricultura, pastagens, integração lavoura-pecuária, floresta e cerrado.

Foram obtidas 256 amostras de quatro camadas de solo, que serão utilizadas para calibrar e validar um modelo de mensuração de estoques de carbono na região, desenvolvido com o software Invest. Além da determinação de carbono, as amostras serão usadas para avaliar propriedades físicas e químicas do solo.

Essa atividade faz parte do projeto “Serviços ecossistêmicos do solo sob intensificação sustentável da agricultura: em busca de mapeamento e monitoramento inovadores em múltiplas escalas (SOIL-ES)”, aprovado em edital da plataforma EJP Soil da União Europeia. O projeto, desenvolvido em diversos países da América do Sul, tem como foco áreas de intensificação agrícola e pecuária, sendo no Brasil centrado no Matopiba. A Embrapa Solos e a Embrapa Cocais também participam dessa pesquisa.

Fonte textual: Embrapa 10/04/2024

 

PRODUÇÃO

Armadilhas sustentáveis e de baixo custo ajudam a controlar principal praga da bananeira

Marilene Fancelli - A armadilha do tipo cunha pode ser usada em sistema orgânico de produção associada ou não a controle biológico

Pesquisadores da Embrapa Mandioca e Fruticultura desenvolveram armadilhas sustentáveis e de baixo custo para controlar o besouro Cosmopolites sordidus, responsável pela broca-do-rizoma, uma praga comum na cultura da bananeira. As armadilhas são feitas com pedaços de pseudocaule ou rizoma cortado de bananeiras colhidas, atraindo o inseto pelo odor. Essa técnica pode ser utilizada em sistemas orgânicos de produção, podendo ser associada ao controle biológico com o fungo Beauveria bassiana.

O Cosmopolites sordidus é um besouro que causa danos significativos às bananeiras e plátanos, sendo ativo durante a noite e habitando ambientes úmidos e sombreados. As larvas do inseto afetam a absorção de água e nutrientes pelas plantas, tornando-as mais suscetíveis a doenças.

A solução proposta pela Embrapa é baseada na atração do inseto adulto pelo odor do pseudocaule ou rizoma cortado, utilizando-se dessas armadilhas para monitorar a população do besouro. Essa abordagem sustentável aproveita recursos disponíveis nas propriedades rurais e é eficaz para controlar a praga.

Fonte: Embrapa 10/04/2024

Pesquisadores adaptam técnica que acelera o crescimento do tambaqui

Siglia Souza - Além do crescimento mais rápido e do peso maior do tambaqui, a esterilidade provocada pela técnica de produção de peixes triploides é uma vantagem para a disseminação da piscicultura nativa

A Embrapa Pesca e Aquicultura está estudando uma técnica para aumentar o tamanho e o peso do tambaqui em cerca de 20%. Essa técnica envolve a produção de peixes triploides, que são estéreis e crescem mais rapidamente do que os peixes normais. A esterilidade dos peixes triploides é vantajosa para evitar a disseminação da espécie em regiões onde não é nativa, como o Pantanal, pois não representam risco de reprodução em caso de escapamento para a natureza.

Essa tecnologia, já utilizada no exterior em peixes como salmão e truta, foi adaptada para o tambaqui, a segunda espécie mais produzida no Brasil. O equipamento utilizado para os experimentos foi cedido pela empresa norueguesa Nofima e permite a aplicação de pressão nos ovos fertilizados para induzir a poliploidia cromossômica nos peixes, tornando-os triploides. Esse equipamento, único no Brasil, operou de forma automática durante os testes realizados de 2019 a 2023 na Embrapa Pesca e Aquicultura.

Fonte: Embrapa 10/04/2024

Sustentabilidade da soja paranaense é tema de painel na ExpoLondrina

Elizeo Garcia/Arquivo Embrapa - Vagem de sojaA Embrapa Soja e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) promoverão o painel “Produção Sustentável de Soja no Paraná” durante a ExpoLondrina, em 11 de abril, às 14h. O evento abordará temas como o retorno econômico das práticas sustentáveis, o uso de Inteligência Artificial na identificação de doenças da soja e o aperfeiçoamento do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Entre os palestrantes estão pesquisadores da Embrapa Soja e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Na safra 2022/23, o Paraná foi o segundo maior produtor de soja do Brasil, com cerca de 22 milhões de toneladas produzidas em uma área de aproximadamente 5 milhões de hectares.

PROGRAMAÇÃO 
– Retorno econômico e ambiental na adoção dos manejos sustentáveis (MIP-MID) e coinoculação na soja. André Prando (Embrapa Soja).
– Uso de Inteligência Artificial na identificação de esporos da ferrugem-asiática da soja. Renan Barzan (IDR-Paraná) | Fabrício Lopes (UTFPR).
– Aperfeiçoamento do ZARC e o impacto na gestão de riscos agroclimáticos. José Renato Bouças Farias (Embrapa Soja).

PAINEL – PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL DE SOJA NO PARANÁ
Data: 11/04/2024
Horário: 14h
Local: Pavilhão SmartAgro – Parque de Exposições Gov. Ney Braga – Londrina, PR
Inscrições gratuitas: embrapa.br/soja

Fonte – texto e imagem: Embrapa 10/04/2024

 Monitoramento semanal das condições das lavouras – atualizado em 08 de abril

Foto grátis diferentes tipos de sementes de feijão, lentilha, ervilhas em pratos no preto.

Destaques da semana

Arroz – A colheita atingiu 43,4% de progresso. No Rio Grande do Sul, apesar das chuvas impactarem o ritmo, a colheita avança com produtividade e qualidade satisfatórias. Em Santa Catarina, a colheita evolui com boa qualidade dos grãos, enquanto na região Sul as lavouras estão em enchimento de grãos. Na região Norte, a colheita já foi concluída em algumas áreas. No Maranhão, a colheita de arroz sequeiro ocorre na região central do estado, com as lavouras em boas condições. Em Goiás, as chuvas têm desacelerado a colheita nas áreas de tabuleiros, mas em São Miguel do Araguaia ela foi concluída. No Tocantins, 60% das áreas já foram colhidas. Em Mato Grosso, as chuvas têm beneficiado o desenvolvimento das lavouras.

Algodão  – O plantio de algodão atingiu 100%. Em Mato Grosso, as chuvas mantiveram o solo úmido, porém afetaram as operações de campo, mas as lavouras apresentam bom desenvolvimento. Em Goiás, as chuvas intercaladas com períodos de sol contribuíram para o desenvolvimento da cultura. Em Minas Gerais, o clima está favorável ao desenvolvimento da cultura. Em São Paulo, a colheita começou. No Piauí, as lavouras estão em boas condições.

Feijão 1ª safra – 63,9% da colheita foi concluída. Na Bahia, metade da área total já foi colhida, apesar das chuvas. As lavouras restantes estão amadurecendo e enchendo grãos. Em Minas Gerais, o excesso de chuvas prejudicou a conclusão da colheita e a qualidade dos grãos nas lavouras em amadurecimento. No Rio Grande do Sul, as chuvas no Planalto Superior dificultaram a colheita, que está ocorrendo lentamente. As lavouras estão enchendo grãos e amadurecendo, e a dessecação está em andamento nas lavouras em amadurecimento. No Piauí, a colheita avança, apesar das chuvas em algumas regiões. A maioria das lavouras está enchendo grãos e amadurecendo.

Milho 1ª Safra51% da colheita já foi realizada. Em Minas Gerais, a colheita continua apesar das chuvas frequentes. No Rio Grande do Sul, o ritmo da colheita diminuiu devido ao início da colheita da soja, mas as chuvas beneficiaram o desenvolvimento da cultura. Na Bahia, a colheita começou no Centro-Sul, mas os rendimentos estão abaixo do esperado. No Piauí, apesar da presença de lagartas, as lavouras estão se desenvolvendo bem. No Paraná, a redução das chuvas afetou as lavouras semeadas mais tarde. Em Santa Catarina, a colheita foi concluída no Extremo-Oeste. No Maranhão, as boas chuvas estão beneficiando as lavouras. No Pará, a cultura está começando a maturar.

Milho 2ª Safra99,5% da área destinada ao plantio de milho já foi semeada. Em Mato Grosso, as chuvas abundantes têm favorecido o desenvolvimento da cultura. No Paraná, a falta de chuvas e as altas temperaturas estão prejudicando o crescimento do milho, especialmente nas regiões Norte, Noroeste e Leste. Em Mato Grosso do Sul, as lavouras têm porte reduzido devido à escassez de água nas regiões Leste e Sudoeste, enquanto no Centro-Norte o desenvolvimento é ótimo. Em Goiás, as boas chuvas estão beneficiando as lavouras. Em São Paulo, o plantio foi concluído. Em Minas Gerais, o plantio ainda está em andamento e há uma alta incidência de cigarrinha. No Maranhão, a maioria das áreas está em fase vegetativa e em boas condições. No Piauí, o plantio foi finalizado e as lavouras estão se estabelecendo bem. No Pará, o plantio foi concluído em Santarém e Redenção, e as lavouras estão em boas condições.

Soja – 76,4% da colheita de milho já foi concluída. Em Mato Grosso, a colheita está concentrada em áreas que foram replantadas ou semeadas em janeiro. No Rio Grande do Sul, a maioria das lavouras está em fase de enchimento de grãos e maturação, com a colheita avançando, apesar de algumas paralisações devido às chuvas, e registrando boas produtividades. No Paraná, o clima seco está favorecendo a colheita. Em Goiás, as chuvas têm atrasado a colheita e prejudicado a qualidade dos grãos. Em Minas Gerais, as chuvas reduziram a velocidade da colheita e a qualidade dos grãos. Em Mato Grosso do Sul, a colheita está progredindo à medida que as lavouras atingem a maturação. Na Bahia, as produtividades estão superando as expectativas. Em São Paulo, a colheita foi finalizada com resultados abaixo do esperado. No Tocantins, a colheita já terminou em várias regiões. No Maranhão, a colheita está avançando, com interrupções devido às chuvas frequentes. No Piauí, as boas condições de desenvolvimento das lavouras estão refletindo em boas produtividades. No Pará, a colheita está ocorrendo em todo o estado, porém, o excesso de chuvas está prejudicando a evolução em algumas regiões.

Fonte: CONAB – Monitoramento Semanal das Condições das Lavouras. Atualizado em 08 de abril de 2024
Fonte da imagem: freepik 10/04/2024

MERCADO

 

ALGODÃO: PREÇOS OSCILAM NESTE INÍCIO DE ABRIL

Fotos Algodao, 426.000+ fotos de arquivo grátis de alta qualidadeCepea, 10/04/2024 – Os preços do algodão em pluma vêm oscilando neste início de abril. A média do Indicador CEPEA/ESALQ na parcial deste mês está na casa dos R$ 4/libra-peso, a menor desde janeiro deste ano. Segundo pesquisadores do Cepea, agentes indicam ter dificuldades em acordar preço e/ou qualidade dos lotes disponíveis no spot nacional. Enquanto vendedores seguem flexíveis, na tentativa de liquidar o saldo remanescente da safra 2022/23 e/ou captar recursos, indústrias ofertam valores ainda menores. Até mesmo as tradings já estão ofertando a fibra no mercado doméstico a patamares inferiores, diante das quedas internacionais. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br) Crédito imagem: freepik 03/04/2024

ARROZ: PREÇOS DO CASCA DIVERGEM ENTRE REGIÕES

Arroz Imagens – Download Grátis no FreepikOs preços do arroz em casca registraram movimentos distintos dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea na última semana. Enquanto em algumas, os valores subiram, com agentes visando repor estoques para suprir a necessidade de supermercados varejistas e atacadistas, noutras, as cotações permaneceram estáveis, em meio à demanda enfraquecida pela matéria-prima. O fato é que produtores, em sua maioria, se mantêm ausentes das negociações, focados nas atividades de campo. A variação no ritmo de colheita dentre as microrregiões do Rio Grande do Sul reforçou o cenário de oscilação nos preços. Embora o clima esteja favorável em grande parte do estado, permitindo um avanço dos trabalhos, as chuvas no final da semana interromperam esse progresso. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br) Crédito imagem: freepik 03/04/2024

MILHO: PREÇOS CAEM, PRINCIPALMENTE NO CENTRO-OESTE

Foto grátis campos de trigo dourados brilham ao pôr do sol gerados por iaO mercado doméstico de milho segue com baixa liquidez e preços em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, sobretudo nas do Centro-Oeste. Segundo pesquisadores deste Centro, consumidores postergam as aquisições de grandes lotes, pois acreditam em negócios mais atrativos nas próximas semanas, fundamentados na entrada da safra verão, no clima favorável à segunda safra do cereal no Brasil e na possível necessidade de liberação de espaço nos armazéns. Até o dia 31 de março, 98,7% da área nacional estimada para a segunda safra havia sido semeada, conforme dados da Conab. Quanto à safra verão, a colheita somava, até o dia 31 de março, 46,4% da área nacional, também de acordo com a Conab. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br). Crédito da imagem: freepik 03/04/2024

SOJA: EXPORTAÇÕES DO 1º TRIMESTRE ATINGEM RECORDE PARA O PERÍODO

Campos agrícolas coloridos de cima de centeio e milho de trigo girassol

As exportações brasileiras de soja em grão somaram 22,09 milhões de toneladas no primeiro trimestre, um recorde para o período e 15,7% acima do embarcado no mesmo intervalo de 2023 – dados Secex. Segundo pesquisadores do Cepea, o bom ritmo das vendas externas reflete as negociações de contratos a termo, realizados ainda em 2023. E agentes do setor acreditam que os embarques nacionais da oleaginosa devem seguir intensos, fundamentados na valorização do dólar frente ao Real. Já o preço médio recebido pelas vendas externas de soja no primeiro trimestre de 2024 foi de R$ 136,30/sc de 60 kg, o menor para o período desde 2019, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de mar/24). No spot nacional, consumidores estão limitando as aquisições, atentos à maior oferta na Argentina e à possível necessidade de produtores brasileiros de liberar espaço nos armazéns. Vendedores, por sua vez, seguem cautelosos nas negociações envolvendo grandes volumes, devido à menor produtividade e aos altos custos com a atual safra. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br) Crédito imagem: freepik 03/04/2024

ETANOL: PREÇOS INICIAM SAFRA 24/25 EM ALTA

Foto grátis poluição por óleo na água criada com a tecnologia generative aiOs preços dos etanóis no mercado spot do estado de São Paulo subiram na primeira semana da nova safra (2024/25) – a moagem começou oficialmente no dia 1º de abril. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso veio da postura firme de vendedores. Para o hidratado, o Indicador CEPEAE/SALQ fechou à média de R$ 2,3444/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins) entre 1º e 5 de abril, alta de 2,93% frente ao período anterior. No caso do anidro, o avanço foi ainda maior, de 9,5%, com o Indicador CEPEA/ESALQ a R$ 2,7043/litro (líquido de PIS/Cofins). De modo geral, a oferta ainda está baixa em SP, devido à ocorrência de chuvas em algumas regiões e ao foco na produção do açúcar. Mesmo com a entrada de produto de outros estados em bases paulistas, o volume ofertado não foi expressivo. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br). Crédito imagem: freepik 11/04/2024

TRIGO: PREÇOS CAEM, PRINCIPALMENTE NO CENTRO-OESTE

Foto grátis bela foto de um campo branco com céu nubladoOs preços do trigo iniciaram abril em alta na maioria das regiões consultadas pelo Cepea, refletindo o acirramento da disputa pelo produto de maior qualidade (PH 78). Além disso, a valorização cambial (que deixa o grão nacional mais atrativo aos consumidores) e a retração de triticultores brasileiros também sustentam as cotações do cereal. Por outro lado, o movimento de alta foi limitado na semana passada pelas vendas enfraquecidas das farinhas de trigo no Brasil. Segundo pesquisadores do Cepea, representantes de indústrias sinalizam dificuldade em repassar o valor da matéria-prima para os derivados, o que vem reduzindo a margem de lucro. Produtores, por sua vez, estão atentos ao clima, já avaliando sobre o cultivo da safra 2024/25 no País. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br). Crédito imagem: freepik 11/04/2024

CAFÉ: COM NOVOS RECORDES, ROBUSTA ULTRAPASSA OS R$ 1.000/SC DE 60 KG

Árvore de café com grãos de café vermelhos na plantação de café generative  ai | Foto PremiumNa casa dos R$ 1.000/saca de 60 kg desde o último dia 3, o preço do café robusta vem renovando recordes reais neste início de abril. Na quinta-feira, 4, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, fechou a R$ 1.037,42/sc de 60 kg, o maior valor real da série histórica do Cepea, iniciada em novembro/2001 para a variedade (deflacionamento pelo IGP-DI). Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário segue atrelado sobretudo às questões globais em relação à oferta. Os baixos estoques do Vietnã (maior produtor mundial de robusta), o clima desfavorável à produção daquele país e problemas no escoamento do grão para a Europa (maior consumidor mundial) – em função de conflitos no Mar Vermelho – têm trazido demandantes internacionais ao Brasil. Vale lembrar que neste momento de entressafra, os estoques da variedade estão reduzidos, e agentes aguardam ansiosamente pelos cafés do ciclo 2024/25, cuja colheita começou em parte das regiões de Rondônia. No Espírito Santo, os trabalhos devem iniciar entre esta e a próxima semana. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br). Crédito imagem: freepik 11/04/2024

AÇUCAR: OFERTA RESTRITA SUSTENTA CRISTAL NESTE INÍCIO DE SAFRA

Bacia De Acucar Imagens – Download Grátis no FreepikOs preços do açúcar cristal branco negociado no spot paulista iniciaram a safra 2024/25 firmes. Segundo pesquisadores do Cepea, o suporte vem da oferta restrita do Icumsa até 180. Mesmo com algumas usinas paulistas já moendo cana da nova temporada, a produção do cristal só deve se iniciar a partir da segunda quinzena deste mês. De acordo com colaboradores do Cepea, normalmente, os primeiros lotes de cana moídos são direcionados à produção de etanol ou de açúcar VHP. Entre 1º e 5 de abril, a média do Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, foi de R$ 146,26/saca de 50 kg, alta de 0,65% em relação à do período anterior. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br). Crédito imagem: freepik 11/04/2024

 

CLIMA

PREVISÃO DE CHUVA

 

CONFIRA O VÍDEO “Boletim do Tempocampo/Esalq”. Este vídeo traz uma análise agrometeorológica para a safra 23/24 em todo o Brasil, incluindo cenários climáticos e de El Niño para a safra 2024/25. O vídeo também traz uma visão para a safra de milho (2ª safra) para todo o Brasil.

 

Informações para a primeira semana – 08/04/2024 a 15/04/2024

 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) concluiu, nesta segunda-feira (8), a previsão do tempo para as próximas duas semanas. Na primeira, entre os dias 8 e 15 de abril, a semana poderá apresentar grandes acumulados de chuva, que poderão ultrapassar 80,0 milímetros (mm) – tons em vermelho na figura 1 – , especialmente no norte do País, devido à combinação do calor e alta umidade, além da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) que continuam influenciando as instabilidades na região e provocando chuvas intensas.

Na previsão para a primeira semana de abril (08/04/2024 a 15/04/2024), destacam-se as seguintes condições climáticas por região:

  • Região Norte: Previstas pancadas de chuvas com valores acima de 80,0 mm em áreas do Amazonas, Pará e Tocantins, podendo vir acompanhadas de raios, rajadas de vento e trovoadas. Roraima e noroeste do Pará devem ter ausência de chuva.
  • Região Nordeste: A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) provocará áreas de instabilidade, com chuvas acima de 80 mm no norte do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e interior da Paraíba. Na parte leste, são previstos acumulados maiores que 60 mm, enquanto na Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe não há previsão de chuva.
  • Região Centro-Oeste: Chuvas mais localizadas na parte oeste da região, com volumes superiores a 40 mm. No centro-sul de Mato Grosso do Sul, o total de chuva poderá ultrapassar os 70,0 mm. Nas demais áreas, são previstos menores volumes, principalmente no leste de Goiás e Distrito Federal.
  • Região Sudeste: Tempo quente e seco em grande parte da região, especialmente no norte de Minas Gerais. Pancadas de chuvas são previstas no sudeste e leste de São Paulo e Rio de Janeiro, com volumes acima de 60 mm, especialmente no final da semana.
  • Região Sul: Frente fria avançando sobre o oceano, provocando chuvas intensas sobre Santa Catarina e Paraná ao longo da semana. No Rio Grande do Sul, os maiores volumes de chuva devem ocorrer mais para o fim de semana, podendo vir acompanhados de raios, rajadas de vento, trovoadas e possíveis quedas de granizo. O acompanhamento diário das atualizações de previsão do tempo é recomendado.

Informações para a 2ª semana – 16/04/2024 a 24/04/2024:

Região Norte: são previstos acumulados maiores que 70,0 mm em grande parte da região, exceto no norte de Roraima, leste do Acre e do Tocantins, com volumes inferiores a 50 mm.

Região Nordeste: a previsão é de chuvas em forma de pancadas que podem superar os 70,0 mm no Maranhão, Piauí, norte do Ceará e Rio Grande do Norte, além da parte sul da Bahia. Nas demais áreas, são previstos menores acumulados de chuvas.

Regiões Centro-Oeste e Sudeste: são previstas pancadas de chuvas localmente fortes e que podem superar os 70,0 mm no norte das duas regiões. Nas demais áreas, a previsão é de volumes inferiores a 50 mm.

Região Sul: a previsão é de chuvas maiores que 50,0 mm no Rio Grande do Sul e oeste de santa Catarina. No restante da região, a previsão é de volumes menores, especialmente no noroeste do Paraná, onde os acumulados podem ficar abaixo de 20 mm.

EVENTOS E CURSOS AGRO

 

DATA DE INÍCIO: 18 de abril de 2024 08:00
CATEGORIA: Curso
Mais informações e inscrições: Agroagenda 10/04/2023
Evento online e grátis
DATA DE INÍCIO: 26 de abril de 2024 08:00
CATEGORIA: Curso
Mais informações e inscrições: Agroagenda 10/04/2023
Evento online e grátis
DATA DE INÍCIO: 26 de abril de 2024 08:00
CATEGORIA: Curso
Mais informações e inscrições: Agroagenda 10/04/2023
Evento online e grátis
DATA DE INÍCIO: 18 de abril de 2024 08:00
DATA DE TÉRMINO: 18 de abril de 2024 18:00
CATEGORIA: Congresso
ENDEREÇO: UNIVEM – Universidade Euripides | Marilia – Rua Hygino Muzy Filho,529 – Mirante, Marília – SP, 17525-901, Brasil
Mais informações e inscrições: Agroagenda 10/04/2023
Evento presencial 
                                                                                                                             
DATA DE INÍCIO: 23 de abril de 2024 08:00
DATA DE TÉRMINO: 25 de abril de 2024 18:00
CATEGORIA: Congresso
ENDEREÇO: Expo D. Pedro – Avenida Guilherme Campos, 500 – Bloco II – Jardim Santa Genebra, Campinas – SP, 13087-901, Brasil
Mais informações e inscrições: Agroagenda 10/04/2023
Evento Presencial 
DATA DE INÍCIO: 17 de abril de 2024 08:00
DATA DE TÉRMINO: 17 de abril de 2024 18:15
CATEGORIA: Simpósio
ENDEREÇO: Anfiteatro do Pavilhão da Engenharia Esalq/USP – Piracicaba/SP
Mais informações e inscrições: Agroagenda 10/04/2023
Evento Presencial e gratuito
Inscrição profissionais – R$100,00
Inscrição estudantes – R$50,00

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Tags: Açúcar, algodão, Arroz, Azeite, bananeira, boletim metereológico, Café, certificados sanitários, clima, Cursos e eventos agro, Etanol, Exportação, feijão, legislacao, mercado e economia, milho, monitoramento de lavouras, Previsão de chuva, Safra, soja, tambaqui, trigo

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