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Correção da acidez do solo

Correção da acidez do solo

No Brasil, por questões geológicas, a grande maioria dos solos são ácidos.

A acidificação do solo cultivado é um processo contínuo e por tanto, a utilização de corretivos da acidez do solo é de grande importância para a produção agrícola.

O uso de calcário corrige a acidez e neutraliza o efeito tóxico de elementos como o alumínio e o manganês que, quando em concentrações elevadas no solo, são prejudiciais ao crescimento e desenvolvimento das culturas.

Além disso, a calagem eleva o pH do solo a um valor que aumenta a disponibilidade de nutrientes, incrementa a atividade microbiana, melhora a fixação de nitrogênio e estimula o crescimento das raízes.

A prática da calagem pode incrementar facilmente em 30% a produtividade dos cultivos em áreas de elevada acidez natural.

Desta forma, o presente artigo tem como objetivo abordar os principais aspectos envolvidos na correção da acidez do solo.

1. EFEITO DA CALAGEM SOBRE A DISPONIBILIDADE DE NUTRIENTES

 A faixa ideal de pH para o desenvolvimento das plantas é de 6,0 a 6,5. Solos ácidos representam problemas para o desenvolvimento das culturas, resultando em baixas produtividades.

O pH do solo entre 6,0 e 6,5 favorece o equilíbrio na disponibilidade de nutrientes. Conforme se pode observar na Figura 1, essa é a faixa em que se têm concentrações elevadas de todos os macronutrientes, nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S). Além de concentrações adequadas dos micronutrientes, como boro (B), molibdênio (Mo), cloro (Cl), ferro (Fe), cobre (Cu), zinco (Zn) e manganês (Mn). Por outro lado, a disponibilidade de nutrientes é muito pequena em solos ácidos, principalmente quando o pH é inferior a 5,5.

Os solos ácidos se caracterizam ainda pela presença de alumínio tóxico (Al), que é prejudicial às plantas, reduzindo o desenvolvimento do sistema radicular e prejudicando a absorção de água e nutrientes. Entretanto, a partir do pH 5,5 não existe mais alumínio tóxico (Figura 1) devido à sua precipitação na forma de óxido de alumínio. Por essa razão, a calagem é uma das principais práticas agrícolas necessárias em áreas de produção no Brasil.

Figura 1. Disponibilidade de nutrientes em função do pH do solo.

 

Segundo resultados de Fageria (2001), que avaliou, durante quatro anos, o efeito da calagem em um sistema de rotação de culturas na região do Cerrado (Latossolo Vermelho-Escuro distrófico com pH inicial de 5,3), essa prática proporcionou um incremento de produtividade da ordem de 21% para o feijoeiro, de 23% para o milho e de 31% para a soja.

A outra espécie avaliada no mesmo estudo, foi o arroz de terras altas, que não teve a sua produtividade influenciada pela calagem. Isso se deve ao fato de o arroz ser naturalmente uma cultura considerada bastante tolerante à acidez do solo em comparação às demais.

Natale et al. (2007), avaliaram os efeitos da calagem na fertilidade do solo e na nutrição e produtividade da goiabeira. Os autores, verificaram que a calagem promoveu, além da elevação do pH e dos teores de Ca, Mg, e da saturação por bases, a diminuição da acidez potencial. Efeitos sobre a fertilidade que proporcionaram um incremento de 29% da produção acumulada.

2. CRITÉRIOS PARA DETERMINAÇÃO DA NECESSIDADE DE CALAGEM

A necessidade de calagem é a quantidade de corretivo que necessita ser aplicada para neutralizar a acidez do solo. Para tanto, deve-se levar em conta a acidez inicial do solo e a condição que seria ideal para o crescimento e desenvolvimento da cultura.

No Brasil, os dois principais métodos para a definição da necessidade de calagem, com alguns ajustes para as diferentes regiões, são: o método da saturação por bases e o método do pH referência/índice SMP.

2.1. Saturação por bases

O método da saturação por bases (V%) é o mais utilizado. Esse método tem como princípio a relação existente entre o pH e a saturação por bases do solo.

Para a definição da necessidade de calcário, é necessário conhecer a capacidade de troca de cátions em pH 7,0 (CTCpH 7,0), que é informada no laudo da análise de solo. Mas, também pode ser calculada da seguinte forma: CTCpH 7,0 = Ca2+ + Mg2+ + K+ + Na+ + (H+ + Al3+).

A saturação por bases inicial (V1) é informada na análise de solo. Mas também pode ser calculada através da equação: V% = [(Ca2+ + Mg2+ + K+ + Na+) x 100] /CTC.

A partir dessas informações, obtidas através da análise de solo, aplicasse a seguinte fórmula (SBCS/NEPAR, 2017).

NC (ton/ha) = [(V2 – V1) x CTCpH 7,0] / PRNT do calcário

NC (ton/ha) = necessidade de calcário

V1 (%) = saturação por bases encontrado na análise do solo

V2 (%) = saturação por bases desejada, em função da cultura de interesse.

CTCpH 7,0 (cmolc dm-3) = capacidade de troca de cátions.

PRNT (%) = Poder Relativo de Neutralização Total do calcário.

O valor de saturação por bases desejado para cada grupo de espécies é apresentado na Tabela 1.

Tabela 1. Saturação por bases (V%) adequada para cada diferentes grupos de espécies (SBCS/NEPAR, 2017).

Culturas Tolerância à acidez V%
Eucalipto, Pinus spp. e erva-mate Alta 21-35
Arroz, braquiárias, campo nativo, gengibre e mandioca Média 36-50
Alfafa, ameixeira, amendoim, amoreira, aveia, azevém, bananeira, batata, café, camomila, cana-de-açúcar, canola, caquizeiro, cebola, cavada, chuchu, citros, feijão, goiabeira, melissa, milheto, milho, nectarineira, Panicum spp., pessegueiro, pupunha, seringueira, soja, sorgo, trigo, triticale e videira Baixa 51-70
Alfafa, almeirão, atemóia, beterraba, brócolis, cenoura, couve-flor, mangueira, maracujazeiro, morangueiro, salsa e tomate Não tolerante 71-80

2.2. pH referência – índice SMP

O pH referência é o valor do pH do solo mais adequado ao desenvolvimento das culturas. Acima desse valor não é observada resposta à calagem.

Este método é mais utilizado nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e baseia-se no índice SMP para a recomendação de calagem.

O primeiro passo é conhecer o pH recomendado para a cultura de interesse, que pode ser encontrado na Tabela 2. Em seguida, devemos verificar qual é o índice SMP do solo da área que será cultivada, informação que é obtida no laudo da análise de solo.

Tabela 2. Saturação por bases (V%) adequada para cada diferentes grupos de espécies (CQFS-RS/SC, 2004).

pH de referência Culturas
pH 6,5 Alfafa, aspargo, piretro
pH 6,0 Abacateiro, abóbora, alcachofra, alface, alho, almeirão ameixeira, amendoim, arroz de sequeiro, aveia, bananeira, batata-doce, beterraba, brócolo, cana-de-açúcar, camomila, canola, caquizeiro, cebola, cenoura, cevada, chicória, citros, consorciação de gramíneas e leguminosas de estação fria, couve-flor, crisântemo de corte, ervilha, estévia, feijão, figueira, fumo, girassol, hortelã, leguminosas forrageiras de estação fria, leguminosas forrageiras de estação quente, consorciação de gramíneas

e leguminosas de estação quente, linho, macieira, maracujazeiro, melancia, melão, milho, moranga, morangueiro, nectarineira, nogueira-pecã, painço, pepino, pereira, pessegueiro, pimentão, quivizeiro, rabanete, repolho, roseira de corte, rúcula, soja, sorgo, tomate, tremoço, trigo, triticale, urucum, vetiver, videira.

pH 5,5 Abacaxizeiro, acácia negra, alfavaca, amoreira-preta, arroz irrigado no sistema de semeadura em solo seco, batata, bracatinga, calêndula, camomila, capim elefante, cardamomo, carqueja, coentro, curcuma, erva-doce, eucalipto, funcho, gramíneas forrageiras de estação fria, gramíneas forrageiras de estação quente, gengibre, manjericão, pinus, salsa.
Sem correção da acidez Arroz irrigado no sistema pré-germinado ou com transplante de mudas, erva-mate, mandioca, mirtilo, pastagem natural, araucária.

Após sabermos qual é o pH ideal para a cultura de interesse (Tabela 2) e o índice SMP do solo da área a ser cultivada, utiliza-se a Tabela 3 para determinar a quantidade de calcário a ser aplicada.

Como exemplo, podemos utilizar a cultura da soja, que necessita de pH 6,0 para um desempenho satisfatório. Caso o solo na área a ser cultivado com soja apresente índice SMP de 5,5, a quantidade de calcário a ser aplicada será de 6,1 ton/ha.

Tabela 3. Quantidade de calcário necessária para elevar o pH em água do solo a 5,5, 6,0 e 6,5, estimadas pelo índice SMP (CQFS-RS/SC, 2004).

Índice SMP pH desejado
pH 5,0 pH 6,0 pH 6,5
————————- (ton/ha de calcário PRNT 100%) ————————-
<4,4 15,0 21,0 29,0
4,5 12,5 17,3 24,0
4,6 10,9 15,1 20,
4,7 9,6 13,3 17,5
4,8 8,5 11,9 15,7
4,9 7,7 10,7 14,2
5,0 6,6, 9,9 13,3
5,1 6,0 9,1 12,3
5,2 5,3 8,3 11,3
5,3 4,8 7,5 10,4
5,4 4,2 6,8 9,5
5,5 3,7 6,1 8,6
5,6 3,2 5,4 7,8
5,7 2,8 4,8 7,0
5,8 2,3 4,2 6,3
5,9 2,0 3,7 5,6
6,0 1,6 3,2 4,9
6,1 1,3 2,7 4,3
6,2 1,0 2,2 3,7
6,3 0,8 1,8 3,1
6,4 0,6 1,4 2,6
6,5 0,4 1,1 2,1
6,6 0,2 0,8 1,6
6,7 0 0,5 1,2
6,8 0 0,3 0,8
6,9 0 0,2 0,5
7,0 0 0,0 0,2
7,1 0 0 0

Independentemente do método utilizado para estimar a NC, o resultado obtido refere-se à quantidade de calcário com poder relativo de neutralização (PRNT) de 100%, a serem incorporados por hectare de solo, na camada de 0 a 20 cm (1ha = 2000 m3).

No caso de incorporação a 30 cm, por exemplo, há um acréscimo de 50% no volume de solo (1ha = 3000 m3). Por tanto, a dose de calcário deve ser aumentada na mesma proporção.

3. FREQUÊNCIA DE APLICAÇÃO

A calagem corrigi a acidez e eleva o pH do solo. Entretanto, os processos de acidificação do solo continuam, assim como, a extração de bases pelos cultivos e a lixiviação do Ca e Mg.

Em geral, o processo de acidificação é lento e leva de três a cinco anos. Desta forma, a cada três anos, deve-se realizar nova amostragem e análise do solo para avaliar a necessidade de nova aplicação.

4. QUALIDADE DOS CORRETIVOS

A eficiência do calcário depende de sua capacidade de corrigir a acidez do solo e da velocidade de correção.

A capacidade de correção da acidez depende do teor de carbonato de cálcio (CaCO3) e corresponde ao Poder de Neutralização (PN) do calcário. O carbonato de cálcio puro, possui PN = 100.

A velocidade de correção depende da granulometria (tamanho de partículas) do corretivo. Por tanto, a moagem do calcário é necessária para aumentar sua reatividade (RE).

A fração do calcário com diâmetro de 0,30 mm apresenta valor de RE igual a 100%, considerando-se um período de tempo de 12 a 36 meses. No mesmo período, as partículas com diâmetro entre 0,30 e 0,84 mm, apresentam RE = 60%. Já partículas mais grossas, com diâmetro entre 0,84 e 2,00 mm, apresentam RE de apenas 20%; e as com diâmetro maior que 2,00, não apresentam efeito corretivo nesse período de tempo.

Desta forma o PN e a RE expressam o Poder Relativo de Neutralização Total, ou PRNT, dos calcários.

5. APLICAÇÃO DOS CORRETIVOS DA ACIDEZ DO SOLO

 5.1. Época de aplicação

O calcário deve ser aplicado, preferencialmente, até seis meses antes da semeadura ou do plantio da cultura mais exigente, como as leguminosas, que são menos tolerantes à acidez e até três meses antes do plantio das demais culturas para obter os efeitos benéficos da calagem.

Depois de aplicado, o calcário deve ser incorporado por meio de aração ou gradagem para o sistema de cultivo convencional e superficialmente no sistema plantio direto.

Para melhor efeito da calagem, o solo deve estar com umidade superior a 80% da capacidade de campo.

5.2. Distribuição

É recomendado, efetuar tanto a distribuição como a incorporação o mais uniforme possível.

A eficiência dessa prática depende muito dos implementos agrícolas disponíveis, os distribuidores que aplicam o corretivo em linhas próximas da superfície do solo são os mais eficientes. A distribuição com caminhão-caçamba, geralmente, apresenta uma grande desuniformidade.

A distribuição do corretivo no solo deve ser evitada em períodos de vento forte.

5.3. Calagem na linha de semeadura

Consiste na aplicação de calcário na linha de semeadura para algumas culturas de grãos sensíveis à acidez, quando não for possível aplicar a quantidade recomendada de corretivo para toda a área.

Nesse caso, é indicado o calcário finamente moído conhecido como “filler”, com PRNT >90%.

É necessário que a semeadora possua caixa para calcário, pois a mistura com fertilizante prejudica a distribuição uniforme de ambos.

A quantidade a aplicar varia entre 200 e 300 kg/ha para solos de lavoura e de 200 a 400 kg/ha para solos de campo natural, optando-se pela dose maior em solos argilosos.

Quando a acidez for muito elevada (necessidade de calagem ≥7,0 ton/ha), a aplicação de calcário na linha deve ser usada somente se associada a uma calagem parcial em toda a área.

6. EFEITO RESIDUAL DA CALAGEM

Após a aplicação do corretivo, o pH do solo atinge um valor máximo em aproximadamente 3 a 12 meses, tendendo a diminuir após 3 a 5 anos.

O diagnóstico da acidez pela análise do solo amostrado em período inferior a quatro anos da aplicação do corretivo pode ser errado, pois parte do corretivo pode ainda estar reagindo. Isso indica que a reaplicação de corretivo só deverá ser feita após esse período com base em outra análise de solo.

Os resultados de pesquisa também mostram que as quantidades de corretivo a reaplicar, após cinco anos, são menores do que as iniciais, equivalendo a uma “manutenção” que varia, normalmente, entre 20 e 50% da dose inicialmente aplicada.

No entanto, alguns agricultores, por desconhecimento ou pelos bons resultados obtidos pela correção anterior da acidez do solo, aplicam corretivo a cada dois a três anos, o que provoca uma “supercalagem”, que é prejudicial, devido à ocorrência de desequilíbrios nutricionais e ao desenvolvimento de patógenos nocivos às plantas.

7. GESSO COMO CONDICIONADOR DE SOLO

O gesso agrícola (CaSO4.2H2O) não é um corretivo da acidez do solo, por tanto não substitui a calagem. O efeito benéfico ocorre em solos com baixos teores de S e Ca, em condições em que os teores de Al são altos em relação às bases trocáveis, e em regiões com ocorrência de déficit hídrico durante o crescimento das plantas.

O aumento do teor de Ca no perfil do solo reduz o efeito tóxico do Al às raízes, que podem explorar maior volume e profundidade do solo, tornando a planta mais resistente à períodos de seca.

O aumento de produtividade pela aplicação de gesso agrícola tem sido mais frequente em solos com saturação de Al superior à 20% e/ou quando a concentração de Ca é inferior a 0,5 cmolc dm-3. Nesses casos as doses de gesso agrícola sugeridas são apresentadas na Tabela 4.

Tabela 4. Dose de gesso agrícola a ser aplicada em função do teor de argila (SBCS/NEPAR, 2017).

Teor de argila (g/kg de solo) Dose de gesso agrícola (Kg/ha)
Até 200 700
200-400 1.200
400-600 2.200
>600 3.200

8. CONSIDERAÇÕES

O diagnóstico para a realização da calagem deve ser realizado a partir dos resultados da análise de solo. Nos casos em que se constatar a necessidade, a sua realização é fundamental para a produção agrícola da grande maioria das culturas.

A calagem é uma prática de custo relativamente baixo em relação aos seus benefícios. Áreas com pH ácido têm seu potencial de produção muito diminuído, pois limita a capacidade das plantas absorver nutrientes, além de apresentarem elementos tóxicos às plantas, como o alumínio.

Especial cuidado deve-se tomar na implantação do sistema plantio direto, pois é fundamental que a calagem seja realizada antes da sua implantação, uma vez que um dos principais pressupostos do plantio direto é o não revolvimento do solo.

BIBLIOGRAFIA E LINKS RELACIONADOS

– CQFS – Comissão de Química e Fertilidade do Solo – RS/SC. Manual de adubação e calagem para os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Porto Alegre, Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. 2004. 400p. Disponível em: http://www.sbcs-nrs.org.br/docs/manual_de_adubacao_2004_versao_internet.pdf

– FAGERIA, Nand Kumar. Efeito da calagem na produção de arroz, feijão, milho e soja em solo de cerrado. Pesq. agropec. bras. 2001, vol.36, n.11, pp.1419-1424. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-204X2001001100013&lng=en&nrm=iso

– SBCS/NEPAR – Sociedade Brasileira de Ciência do Solo/Núcleo Estadual Paraná. Manual de adubação e calagem para o estado do Paraná (2ª Edição). Curitiba: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, Núcleo Estadual Paraná. 2017. 482p.

– NATALE, W.; PRADO, R. de M.; ROZANE, D.E.; ROMUALDO, L.M. Efeitos da calagem na fertilidade do solo e na nutrição e produtividade da goiabeira. Rev. Bras. Ciênc. Solo, 2007, v.31, p.1475-1485. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-06832007000600024&lng=en&nrm=iso

 

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