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Check list dos 8 itens fundamentais para o plantio de soja ideal

A soja é uma das culturas de maior importância econômica no mundo.

No Brasil, segundo estimativas da Conab (2020), a safra de 2020/21 será de aproximadamente 134,95 milhões de toneladas, aumento de 8,1% em relação à safra 2019/20.

A demanda interna para a safra 2020/21 deverá se manter aquecida em razão do crescimento da economia, do aumento da produção de carnes para exportação e da mistura do biodiesel que passará de B12 para B13.

A cotação média nacional de preços ao produtor para a safra 2019/20 fechou outubro em R$ 141,63, valorização mensal de 14,3%.

Neste contexto, é fundamental que os produtores aproveitem o momento de elevada demanda e bons preços.

Para tanto, é fundamental que o sistema de produção esteja alinhado com as exigências do mercado, sobretudo os aspectos de sustentabilidade enfatizados especialmente pelo mercado externo.

Atualmente, os sistemas de produção devem estar cada vez mais, focados na sustentabilidade social, ambiental e econômica. Além da qualidade dos produtos, os consumidores passam hoje a reivindicar e exigir práticas muito mais responsáveis em toda a cadeia produtiva.

No caso da produção no campo, essas exigências dão origem às chamadas Boas Práticas Agrícolas.

As Boas Práticas Agrícolas são um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas aplicadas à produção, ao processamento e ao transporte de insumos, matérias-primas e produtos, orientados à sustentabilidade.

Neste contexto, destacamos a seguir as principais Boas Práticas Agrícolas que devem ser empregadas no sistema de produção da soja.

 

  1. MANEJO E CONSERVAÇÃO DO SOLO

O preparo de solo, mediante uso excessivo de arações e/ou gradagens superficiais e continuamente na mesma profundidade, provoca desestruturação da camada arável e formação de duas camadas, a superficial pulverizada e a subsuperficial compactada.

Essas transformações reduzem a taxa de infiltração de água no solo e prejudicam o desenvolvimento radicular das plantas, resultando, respectivamente, em perdas de solo e de nutrientes por erosão e em redução do potencial produtivo da lavoura.

Nesse contexto, o Sistema Plantio Direto (SPD) é a principal forma de se obter altas produtividades de forma sustentável. O SPD compreende diversas práticas conservacionistas, como a mobilização de solo apenas na linha de semeadura, a manutenção de resíduos culturais na superfície do solo, e a diversificação de culturas, via rotação ou sucessão.

A consolidação do sistema plantio direto requer a implementação de ações integradas, entre as quais pode-se destacar: a sistematização da área, a correção da acidez e da fertilidade, a descompactação do solo, o planejamento do sistema de rotação de culturas e o manejo de restos culturais.

 

a) Sistematização da área

Por ocasião da adoção do sistema plantio direto, indica-se eliminar obstáculos, como sulcos e depressões no terreno, que concentram enxurrada, provocam transtornos ao tráfego de máquinas, promovem focos de infestação de plantas daninhas e constituem manchas de menor fertilidade de solo.

Além de evitar a mobilização do solo após adoção e consolidação do sistema plantio direto.

 

b) Correção da acidez e da fertilidade do solo

Calagem

A calagem objetiva reduzir a acidez do solo através da aplicação de corretivos, os mais utilizados são o calcário dolomítico e calcítico. De forma geral, o pH em água adequado para a cultura de soja situa-se entre 5,5 e 6,0.

Na região Sul do Brasil, a dose de corretivo a ser usada é determinada pelo índice SMP. A neutralização do Al3+ e suprimento de Ca2+ e Mg2+ é o método mais adequado para solos sob vegetação de Cerrados, nos quais ambos os efeitos são importantes. Outra possibilidade, independente da região, é a saturação por bases do solo, que consiste na elevação da saturação por bases trocáveis do solo.

Calcário na linha – Para a correção do pH em sistemas de plantio direto consolidados, pode-se realizar a aplicação na linha de semeadura de soja, de pequenas quantidades de calcário mineral finamente moído (filler). A quantidade varia de 200 a 400 kg/ha.

Fertilidade

A adubação com fósforo e potássio é realizada com base no resultado da análise de solo e de acordo com as recomendações técnicas de cada região do país.

As pesquisas indicam que não há necessidade de aplicar fertilizante nitrogenado para a cultura de soja, pois ela obtém a maior parte do nitrogênio que necessita através da fixação simbiótica que ocorre com bactérias do gênero Bradyrhizobium.

Em áreas de primeiro ano de cultivo, a resposta da planta de soja à inoculação é elevada, porque no solo não há, originalmente, rizóbio em quantidade e com eficiência suficientes.

Já em áreas com cultivo anterior de soja, os benefícios são menos expressivos. Contudo, a reinoculação deve ser feita de forma a favorecer as estirpes inoculadas, pois estas necessitam competir com as estirpes nativas do solo para formação de nódulos.

Procedimento de inoculação:

  • usar inoculantes com eficiência agronômica comprovada;
  • usar a quantidade de inoculante indicada pelo fabricante;
  • no caso de inoculantes turfosos, misturar primeiramente o produto com solução adesiva (10% de açúcar ou 20% de goma arábica ou solução de celulose substituída a 5% ou solução adesiva do fabricante).
  • misturar, uniformemente, o inoculante com as sementes e deixar secar à sombra, efetuando a semeadura no mesmo dia.
  • realizar a semeadura com umidade do solo adequada para manter a eficiência do inoculante;
  • por ocasião da semeadura, evitar que o reservatório de sementes seja aquecido em demasia, pois pode comprometer a eficiência da inoculação;
  • a aplicação conjunta de fungicidas e de inoculantes às sementes, de modo geral, reduz a nodulação e a fixação biológica de N. Havendo necessidade de efetuar a aplicação de fungicidas, esses devem ser aplicados antes do inoculante.

c) Descompactação de solo

A compactação do solo tem como consequência o desenvolvimento de um sistema radicular superficial, com maior sensibilidade à deficiência hídrica da soja, que podem ser evidenciados mesmo em situações de breve estiagem.

Para descompactar o solo, indica-se usar implementos de escarificação contendo hastes com ponteiras estreitas, reguladas para operar imediatamente abaixo da camada compactada.

A descompactação deve ser realizada em condições de solo com baixa umidade e transversalmente ao plano de declive do terreno.

d) Manejo de restos culturais

Na colheita de grãos das culturas que precedem a semeadura da soja, é importante que os restos culturais sejam distribuídos numa faixa equivalente à largura da plataforma de corte da colhedora, independentemente de serem ou não triturados.

e) Terraceamento

A cobertura de solo apresenta potencial para dissipar, em até 100%, a energia erosiva da gota de chuva, mas não de dissipar a energia erosiva da enxurrada.

Nesse contexto, o terraço é uma das principais alternativas para manter o comprimento do declive dentro de limites que mantenham a eficiência da cobertura vegetal, evitando o processo de erosão hídrica.

O terraço é uma estrutura que se constitui em uma barreira ao fluxo da enxurrada, aumentando a taxa de infiltração ou da condução para fora da lavoura.

 

  1. CULTIVARES

Após a publicação da Lei de Proteção de Cultivares, a clássica abordagem vigente no Brasil para descrever maturidade relativa em soja com ciclos superprecoce, precoce, médio, semi-tardio e tardio, começou a ser substituída por uma nova classificação em Grupos de Maturidade Relativa (GMR).

O GMR é a duração do ciclo de desenvolvimento da soja (semeadura até a maturidade fisiológica), sendo determinada pela resposta ao fotoperíodo, práticas de manejo e área geral de adaptação das cultivares de soja.

A partir desse trabalho, os programas de melhoramento genético de soja no Brasil utilizam “cultivares padrão” para classificar as cultivares que são lançadas anualmente no mercado de soja brasileiro, sendo as cultivares com menor GMR (4.0 a 7.0) recomendadas para a região Sul do Brasil, enquanto as cultivares com GMR de 8.0 a 10.0 indicadas para as regiões próximas da linha do Equador.

Desta forma, é importante que a escolha das cultivares leve em conta o GMR indicado para cada região do país.

Quando as cultivares são semeadas nas regiões onde estão recomendados o seu GMR, a duração do ciclo de desenvolvimento é próxima de 125 a 140 dias para todos os GMRs.

Mas, quando são semeadas cultivares com diferentes GMRs no mesmo local, espera-se que quanto maior o GMR, maior será a duração do ciclo de desenvolvimento da cultivar.

Porém, quando ocorre o atraso da época de semeadura observa-se uma redução da duração do ciclo do desenvolvimento, independente do GMR da cultivar.

 

  1. QUALIDADE DA SEMENTE

Na compra de sementes, indica-se que o agricultor conheça a qualidade do produto que está adquirindo.

Para isso, existem laboratórios oficiais e particulares de análise de sementes que podem prestar esse tipo de serviço ou através de consulta ao Boletim de Análise de Sementes, o Atestado de Origem Genética, o Certificado de Sementes, ou o Termo de Conformidade das sementes produzidas, que podem ser fornecidos pelo produtor ou comerciante das mesmas.

Ao consultar esses documentos, o agricultor deve prestar atenção às informações referentes ao vigor, germinação, pureza, material inerte (%) e outras sementes (%).

Tratamento de sementes com fungicidas – oferece garantia de melhor estabelecimento da população de plantas por controlar patógenos importantes transmitidos pelas sementes.

As condições desfavoráveis à germinação e emergência da soja, especialmente a deficiência hídrica, expõe as sementes por mais tempo a fungos do solo, como Rhizoctonia solani, Pythium spp., Fusarium spp. e Aspergillus spp., entre outros, que podem causar a sua deterioração ou a morte da plântula.

 

  1. INSTALAÇÃO DA LAVOURA 

a) Época de semeadura

A época de semeadura determina a exposição das plantas às variações na distribuição dos fatores climáticos e contribui fortemente para a definição da duração do ciclo, da altura da planta e da produção de grãos.

Resultados experimentais e dados de lavouras, obtidos nas regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, têm mostrado maiores rendimentos de grãos, na maioria dos casos, nas semeaduras de segunda quinzena de outubro e do mês de novembro.

 

b) População de plantas e espaçamento

A soja é uma espécie que apresenta uma grande plasticidade quanto à resposta ao arranjo espacial de plantas.

A altura de planta, o fechamento das entrelinhas e o acamamento das plantas, são influenciados pelos fatores que condicionam o crescimento das plantas, ou seja, local (clima), ano, época de semeadura, cultivar e fertilidade do solo. Portando, estes são os fatores que definem a resposta da soja à variação na população de plantas.

Nas regiões de clima temperado, onde se consegue maior volume de palha nas culturas de inverno, o sistema plantio direto possibilita uma volumosa palhada sobre o solo, que favorece a manutenção da umidade.

Em função disso e da soja apresentar, nessas regiões, período vegetativo mais longo que nas regiões mais quentes, as plantas apresentam maior crescimento em altura e, também por isso, mais acamamento.

Por essa razão, nessa região é comum a preferência por populações mais baixas (200-250 mil plantas/ha) e por cultivares que apresentam menos acamamento.

Em regiões mais quentes, onde a soja apresenta limitação de altura de planta, especialmente em semeaduras realizadas antes de meados de outubro ou depois de dezembro, populações em torno de 400 mil plantas/ha ou um pouco mais, podem contribuir para aumentar o porte das plantas e, principalmente, contribuir para o fechamento mais rápido das entrelinhas.

De modo geral, cultivares de porte alto e de ciclo longo requerem populações menores, e o inverso também é verdadeiro.

Quanto ao espaço entre fileiras de plantas, de modo geral, os resultados mais favoráveis são para os menores. Para melhor utilizar a barra ferramenta das semeadoras existentes no mercado, indica-se espaçamento entre 40cm e 50cm.

Espaçamentos menores de 40 cm resultam em sombreamento mais rápido entre as linhas, melhor controle das plantas daninhas e maior captação da energia luminosa incidente, mas não permitem a realização de operações de cultivo entre fileiras sem imprimir perdas significativas por amassamento das plantas.

 

c) Planejamento do sistema de rotação de culturas

A seleção de espécies deve basear-se na diversidade botânica. Plantas com diferentes sistemas radiculares, hábitos de crescimento e exigências nutricionais podem ter efeito na interrupção dos ciclos de pragas e doenças, na redução de custos e no aumento do rendimento da soja.

Em áreas onde ocorre o cancro da haste da soja, o guandu e o tremoço não devem ser cultivados, antecedendo a soja. O guandu, apesar de não mostrar sintomas da doença durante o estádio vegetativo, reproduz o patógeno nos restos de cultivo. Desse modo, após o consórcio milho-guandu, usar uma cultivar de soja resistente ao cancro da haste. O tremoço é altamente suscetível ao cancro da haste.

Na região do Cerrado, recomenda-se cultivar soja por dois anos contínuos em cada talhão, seguido por dois anos do cultivo de outras culturas (milho, arroz, algodão e sorgo). Eventualmente, pode-se ter três anos com soja, no máximo. Maior número de anos implicará em problemas mais sérios com pragas e doenças.

Em áreas infestadas com nematoides de galhas da soja, não devem ser usados tremoço e o feijão lab lab, por serem hospedeiros e fonte de inóculo desse patógeno.

No sul do Brasil, um dos sistemas de rotação de culturas compatíveis com a produção de soja, para um período de três anos, envolve a seguinte sequência de espécies: aveia/soja, trigo/soja e ervilhaca/milho.

                                                                                                 

  1. MANEJO INTEGRADO DE PLANTAS DANINHAS

O manejo integrado de plantas daninhas compreende a associação de vários métodos de controle.

O uso contínuo de um mesmo método de controle, ingrediente ativo ou herbicidas com o mesmo mecanismo, seleciona espécies tolerantes e/ou resistentes que poderão se constituir em problemas sérios, como são os casos de leiteira (Euphorbia heterophylla), poaia (Richardia brasiliensis), corriola (Ipomoea spp.), buva (Conyza bonariensis), trapoerabas (Commelina spp.) e azevém (Lolium multiflorum).

O período crítico de competição na cultura da soja ocorre dos 10 aos 50 dias após a emergência.

a) Prevenção

O uso de sementes certificadas deve ser sempre a primeira etapa de para evitar a introdução e a manutenção de infestações de plantas daninhas.

Mas uma das medidas preventivas mais eficientes para reduzir a infestação de plantas daninhas é evitar que essas plantas produzam sementes.

Outras medidas preventivas que devem ser consideradas são: realizar limpeza adicional das sementes; limpar cuidadosamente os equipamentos de uso agrícola; tomar cuidados especiais na movimentação e no manejo de animais de pastejo; praticar limpeza sistemática de terraços e de curvas de nível, linhas de cercas, beiras de estradas e canais de irrigação e drenagem; evitar movimentação de sementes, de palha ou de outros resíduos vegetais e de solo de uma área para outra.

 

b) Método cultural

Respeitadas as exigências culturais de cada cultivar, indica-se buscar o mais rápido fechamento de entrelinhas para possibilitar o sombreamento completo do solo. Para isso, indica-se empregar espaçamentos entrelinhas de 35 a 50 cm, respeitando a população indicada de plantas para cada cultivar de soja.

 

c) Controle químico

Para obter a máxima eficiência com o controle químico, é fundamental que o equipamento de aplicação esteja em perfeitas condições de uso, sem vazamentos, com uniformidade de bicos na barra e, fundamentalmente, bem regulado e calibrado.

Em condições de estresse, como secas, evitar aplicação de herbicidas dessecantes e de pós-emergência, pelo fato das plantas daninhas não se encontrarem em plena atividade fisiológica e, assim, a atuação do herbicida ficar prejudicada.

Os estádios iniciais de desenvolvimento das plantas daninhas são os mais suscetíveis à ação dos herbicidas de pós-emergência e, portanto, representam a época preferencial de tratamento.

 

  1. MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS

 

a) Tratamento de sementes

O tratamento deve ser realizado em equipamentos específicos para esse fim, observando-se as seguintes indicações:

– usar até, no máximo, 700 mL de água para 100 kg de semente, sendo este o volume final da calda com o fungicida;

– o fungicida deve sempre ser aplicado antes da inoculação com Bradyrhizobium japonicum;

– o tratamento deve ser realizado imediatamente antes da semeadura;

– a regulagem da semeadora deve ser feita com as sementes já tratadas.

 

b) Cultivares resistentes

Sempre que possível, deve-se utilizar cultivares resistentes.

 

c) Tratamento químico da parte aérea

No caso do uso de tratamento químico da parte aérea deve ser realizado com produtos registrados para a cultura da soja.

A aplicação deve ser realizada observando as condições ambientais de umidade relativa mínima de 55%, temperatura máxima de 30 ºC e velocidade do vento entre 3 e 10 km/h.

Para aplicações terrestres, indica-se utilização de pontas de pulverização e pressões de trabalho que produzam gotas de categorias fina (DMV de 150 a 250 μm) até média (DMV de 250 a 350 μm), com volume de calda entre 100 e 150 L/ha, considerando o estádio de desenvolvimento das plantas ou o índice de área foliar da cultura.

Como regra, gotas maiores requerem maiores volumes de calda por área. Da mesma forma, plantas com maior área foliar a ser protegida pelo fungicida necessitam de maior volume do que plantas menores.

Visando à redução de deriva, é indicada utilização de pontas de pulverização de jatos planos simples ou duplos.

A utilização de adjuvantes é prática indispensável para melhorar o desempenho da maioria dos fungicidas.

 

  1. CUIDADOS NO USO DE AGROTÓXICOS

O responsável pela manipulação e pelo uso dos agrotóxicos deve ser maior de idade, possuir capacitação e obedecer às recomendações técnicas e à legislação vigente.

Aquisição de agrotóxicos

Adquirir agrotóxicos registrados, de empresas idôneas e por indicação de receituário agronômico emitido por um profissional capacitado.

Preparo da calda

– Ler o rótulo do produto a ser utilizado, seguindo estritamente as instruções.

– O local para realizar o preparo da calda deve ser ventilado, distante de moradias, fontes de água e animais. Preferencialmente, realizar essa operação próxima ao local de pulverização ou em abastecedouro próprio ou comunitário.

– Os materiais de preparo da calda (copo medidor, balde, pano, balança e outros) devem ser exclusivos dessa operação.

– Utilizar sempre o conjunto completo do EPI: calça, jaleco, bota impermeável, máscara, viseira e luvas.

– Encher o tanque do pulverizador pela metade, sempre com água limpa, sem retirar o filtro principal (coador).

– Lavar os materiais utilizados, colocando o líquido da sobra dentro do pulverizador;

– Encher o tanque até o nível recomendado. Fechar bem a tampa do pulverizador e verificar se há vazamentos.

– Antes de deixar o local de preparo da calda, certificar-se que não há embalagens de produtos, restos de calda ou utensílios contaminados.

– Após o esvaziamento das embalagens rígidas, proceder à tríplice lavagem.

 

  1. COLHEITA

A colheita constitui uma importante etapa no processo produtivo da soja, principalmente pelos riscos a que está sujeita a lavoura.

A colheita deve ser iniciada tão logo a soja atinja o estádio R8, a fim de evitar perdas na qualidade do produto.

Fatores que afetam a eficiência da colheita:

Preparo do solo inadequado: desníveis no terreno provocam oscilações na barra de corte da colhedora, fazendo com que ocorra corte em altura desuniforme e muitas vagens sejam cortadas ao meio e outras deixem de ser colhidas.

Inadequação da época de semeadura, do espaçamento e da densidade: a semeadura, em época pouco indicada, pode acarretar baixa estatura das plantas e baixa inserção das primeiras vagens. O espaçamento e/ou a densidade de semeadura inadequada podem reduzir o porte ou aumentar o acamamento, o que, consequentemente, fará com que ocorram maior perda na colheita.

Cultivares não adaptadas: o uso de cultivares não adaptadas a determinadas regiões pode prejudicar a operação de colheita, decorrente de características como baixa inserção de vagens e acamamento.

Ocorrência de plantas daninhas: a presença de plantas daninhas faz com que a umidade permaneça alta por muito tempo, exigindo maior velocidade no cilindro de trilha, resultando em maior dano mecânico às sementes.

Retardamento da colheita: pode provocar a deterioração das sementes pela ocorrência de chuvas inesperadas e consequente elevação da incidência de patógenos.

Umidade inadequada: a soja, quando colhida com teor de umidade entre 13% e 15%, tem minimizados os problemas de danos mecânicos e perdas na colheita.

 

  1. CONSIDERAÇÕES

As boas práticas agrícolas na produção de soja, pela adoção de tecnologias que visam reduzir riscos e custos e aumentar a produtividade de forma sustentável, preservando o meio ambiente, tem importância fundamental no sucesso da atividade.

Além de aumentar a eficiência produtiva, as boas práticas agrícolas possibilitam ao produtor, alcançar mercados mais exigentes e mais rentáveis.

 

Links relacionados

– Manual de Segurança e Qualidade para a Cultura da Soja. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/25249/1/MANUALSEGURANCAQUALIDADEParaaculturadesoja.pdf

– Indicações técnicas para a cultura da soja no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, safras 2018/2019 e 2019/2020. Disponível em: https://logos.setrem.com.br/uploads/bibliografia_digital/35327.pdf

– Indicações Técnicas para a Cultura da Soja no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, safras 2012/2013 e 2013/2014. Disponível em: https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1067099/1/CNPT-ID-43975.pdf

– Tecnologias de Produção de Soja – Região Central do Brasil 2014. Disponível em: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/95489/1/SP-16-online.pdf

 

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