A expansão do uso de bionsumos

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(Curadoria Agro Insight)

Na curadoria de hoje, trouxemos um texto da plataforma Visão de Futuro do Agro Brasileiro, sobre as Megatendências do Agro e que aborda as transformações geradas pela Biorrevolução com o uso de novos bioinsumos.

A biorrevolução é representada por avanços das ciências biológicas, que, associados ao desenvolvimento acelerado das tecnologias de informação e comunicação, terão impactos significativos nas economias, saúde, agricultura e energia (McKinsey Global Institute, 2020). Na agricultura, avanços biológicos têm sido utilizados para ganhos de produtividade, controle de pragas, geração de novas fontes de energia. As tecnologias de base biológica e recursos genéticos na agricultura e alimentos se destacarão por meio de técnicas avançadas de biotecnologia, biologia sintética, estudos variados de genômica e fenômica vegetal, animal e em microrganismos, edição de genes, desenvolvimento de biomoléculas, entre outros biossistemas. As novas aplicações biológicas já estão melhorando a resposta aos desafios globais, incluindo mudanças climáticas e pandemias (McKinsey Global Institute, 2020).

Novos insumos em expansão

No Brasil, nos últimos 10 anos, o número de empresas habilitadas a registrar produtos de base biológica saltou de algumas dezenas para mais de 150. Segundo o Radar AgTech (Dias et al., 2019), em 2020 foram iniciadas 200 startups ligadas ao agronegócio no Brasil e 78 destas, relacionadas aos bioinsumos. O volume de vendas de bioinsumos também aumentou. Por exemplo, as vendas de inoculantes (produtos contendo bactérias promotoras de crescimento de plantas, como os fixadores de nitrogênio), duplicaram nesse período (2010–2020), em especial para a cultura da soja, que representou cerca de 90% do consumo. A produção de bioinsumos tem como pressuposto o uso de recursos biológicos renováveis aproveitando o potencial da biodiversidade brasileira como matéria-prima. A substituição, diminuição ou eliminação da dependência por produtos de origem fóssil é parte da estratégia para o desenvolvimento de bioinsumos com impactos nas cadeias produtivas e é, um aliado para o desenvolvimento da economia verde. O uso combinado de componentes vivos e moléculas, assim como de microrganismos multifuncionais e de comunidades (naturais e sintéticas), a partir da análise de microbiomas, tem mostrado resultados promissores.

Tradicionalmente produzidos pelo setor industrial, os bioinsumos possuem uma vertente mais recente por meio da produção em biofábricas instaladas nas próprias fazendas, representando um campo abrangente de ações visando facilitar o acesso do produtor a tecnologias e produtos que tornem a atividade agrícola sustentável em todos os aspectos. Seja qual for a forma de produção de um bioinsumo, é obrigatório garantir a qualidade e eficácia deles, bem como tomar medidas sanitárias e de boas práticas de fabricação e de uso seguro.

Os avanços permitiram apontar os benefícios econômicos como, por exemplo, nos inoculantes para a cultura da soja, conforme o Balanço Social da Embrapa. Ao mesmo tempo é cada vez mais necessária a intensificação de parcerias público-privadas, em redes de cooperação (nacional e internacional), como as Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), academia, terceiro setor e governo, alicerçadas na promoção de assistência rural. Nesse âmbito, há campo fértil para o empreendedorismo e para a inovação científica e tecnológica, gerando empregos, renda e assegurando um agro cada vez mais sustentável.

Embora a produção de bioinsumos seja relevante para toda a agricultura brasileira, existem determinados setores de particular interesse. Destaca-se a agricultura orgânica e familiar, em razão do potencial que esses produtos têm de contribuir para a redução da dependência dos produtores rurais em relação aos insumos importados e à ampliação da oferta de matéria-prima para o setor (Brasil, 2020).

BIBLIOGRAFIA E LINKS RELACIONADOS

VISÃO de futuro do agro brasileiro: Transformações rápidas no consumo e na agregação de valor. Brasília, DF: Embrapa, 2022. 8 p., 2022.

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Programa Nacional de Bioinsumos é lançado e vai impulsionar uso de recursos biológicos na agropecuária. [Brasília, DF], 2020. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/programa-nacional-de-bioinsumos-e-lancado-e-vai-impulsionar-uso-de-recursos-biologicos-na-agropecuaria-brasileira. Acesso em: 2 set. 2021.

DIAS, C. N.; JARDIM, F.; SAKUDA, L. O. (coord.). Radar AgTech: Brasil 2019: mapeamento das startups do setor agro brasileiro. Brasília, DF: Embrapa, 2019. 80 p. Disponível em: https://radaragtech.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Radar-Agtech-Brasil-2020-2021-Embrapa-SP-Ventures-Homo-Ludens-Relatorio-Final.pdf. Acesso em: 2 set. 2021.

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Tags: Biodiversidade, Bioinsumos, biossistemas, cenários de mudanças climáticas, embrapa, genômica, gênomica de espécies nativas brasileiras, Megatendências, melhoramento de precisão, microbioma de animais, microbioma de plantas

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