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Panorama atual do mercado de Hortifrutigraneiros

(Curadoria Agro Insight)

Os preços das hortaliças mais consumidas nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país tendem a manter o comportamento de queda. De acordo com o 7º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), houve redução nas cotações praticadas no atacado para batata, cebola, cenoura e tomate no último mês.

Pelo segundo mês consecutivo, os preços da batata mantiveram-se em queda, depois de um período de alta no começo do ano. As boas condições de produção da safra da seca e o clima favorável para a colheita do tubérculo propiciaram bons níveis de oferta. A maior queda de preços foi registrada na Ceasa do Distrito Federal, com variação negativa de 56,19%, influenciada pelo incremento de 145% da oferta goiana, típico desta época. A tendência, para este mês, é de uma nova redução nas cotações.

No caso da cebola foi verificado o aumento da oferta do produto a partir da pulverização da produção. O Nordeste, principalmente Bahia e Pernambuco, teve representatividade de 18% na oferta total de cebola, Goiás 27%, Minas Gerais 17% e São Paulo com 13%. Esta maior oferta do bulbo reduz a entrada de cebola importada no país, e contribui para uma pressão de baixa nos preços.

Para o tomate, a safra de inverno, abastecedora dos mercados atualmente, vem ganhando força em todas as regiões produtoras, o que possibilita o movimento descendente de preços. Já no caso da cenoura, a entrada de produto registrada no mercado foi suficiente para atender a demanda, mesmo com uma leve redução de 5% se comparado com maio. No entanto, os níveis de oferta estão acima daqueles verificados no início deste ano.

Seguindo o comportamento registrado pelas hortaliças, a laranja também ficou mais barata em junho. A queda é influenciada pela maior quantidade da fruta nas lavouras aliada a uma oscilação da comercialização nas Ceasas, inclusive com redução na demanda nos principais centros consumidores do Centro-Sul do país por causa do tempo mais frio.

Na contramão, banana e mamão registraram aumento nos preços praticados. A queda nas temperaturas refletiu na diminuição da disponibilidade da banana, atrasando a maturação e comprometendo a qualidade e o tamanho das frutas em algumas das principais regiões produtoras do país. Para o mamão houve o registro de menor quantidade comercializada nos entrepostos atacadistas devido ao maior controle de oferta nas principais regiões produtoras, influenciando na alta.

HORTALIÇAS

Em junho, o movimento preponderante de preços para a batata, cebola, cenoura e tomate foi de queda na maioria das Centrais de Abastecimento. Já a alface, apresentou variações distintas pela sua característica da produção estar relativamente mais próxima aos centros consumidores e oferta pulverizada.

Alface

Movimento oscilou entre altas e quedas de preços. Chuvas no Nordeste afetaram a produção com elevação de preços em Recife/PE. Oferta diminuiu na maioria dos mercados. A demanda encontra-se reduzida pelas baixas temperaturas e pelos preços estarem bem superiores ao do ano passado.

Batata

Preços em queda depois de um período ascendente desde o início do ano. Boas condições de produção da safra da seca propiciaram bons níveis de oferta. Maior queda de preços foi registrada na Ceasa/DF (-56,19%), pelo incremento de 145% da oferta goiana, típico desta época.

Cebola

Queda de preços em todos os mercados analisados, depois do movimento ascendente durante 2022. Maior queda na Ceasa/DF – Brasília de 36,78%. A produção pulverizada provocou esta queda de preços. A oferta que estava concentrada na Região Sul diminuiu, assim como diminuíram as importações.

 Cenoura

Continuidade do movimento descendente de preços iniciada em abril. Oferta em níveis suficientes para atender a demanda atual. Mesmo que não tenha aumentado em relação a maio, a oferta está acima das verificadas em fevereiro, março e abril, meses que ocorreram os menores patamares desta variável e maiores preços.

Tomate

Movimento descendente de preços em junho. Oferta em recuperação pela intensificação da safra de inverno. Preços caíram na maioria das Ceasas analisadas, exceção foram as Ceasas do Nordeste, Recife/PE e Fortaleza/CE, onde o aumento de preço foi provocado pelas menores ofertas da própria região.

FRUTAS

No mês de junho, dentre as frutas analisadas maçã e melancia não tiveram um comportamento uniforme nos preços. A laranja apresentou tendência de baixa nos preços, enquanto que a banana e o mamão tiveram tendência de alta.

Banana

Ocorreu diminuição da oferta de banana e elevação dos preços nas Ceasas nas principais regiões produtoras e consumidoras do Centro-Sul do país. Isso ocorreu em decorrência do frio, que atrasou a maturação e comprometeu de certa forma a qualidade das frutas.

Laranja

Queda das cotações na maior parte das Ceasas, com aumento da oferta nas lavouras, oscilação da comercialização e diminuição da demanda, que junto ao aumento da absorção de laranjas pela indústria paulista contrabalançou o aumento da oferta nos pomares. Espera-se melhor desempenho das exportações na próxima temporada.

Maçã

O mercado esteve desaquecido, com queda da comercialização e pequenos aumentos de preços. A procura continuou fraca, principalmente para as maçãs graúdas. O raleio e a poda começaram em fins de junho, a fim de preparar as macieiras para o período de dormência. As exportações estão em queda devido à quebra de safra e as importações em alta.

Mamão

Ocorreu elevação das cotações e queda da quantidade comercializada nas Ceasas, notadamente por causa do maior controle de oferta nas principais regiões produtoras proporcionado pela queda da temperatura, que atrasou o amadurecimento do mamão. As exportações também caíram em decorrência da menor produção atual.

Melancia

A oferta, centrada em Goiás e em menor grau no Tocantins, caiu mais do que a demanda, que se encontra fraca, o que resultou na pressão altista sobre os preços. As exportações do primeiro semestre foram satisfatórias.

Exportação Total de Frutas

O volume exportado de frutas, considerando o primeiro semestre, foi de 437,2 mil toneladas, 12,95% menor em relação ao mesmo período do ano passado, com valor auferido de US$ 395,7 milhões, 16,2% menor na mesma comparação. Destaque para os aumentos consideráveis nas exportações de melões, limões/limas e melancias. Já as mangas e maçãs tiveram reduções expressivas na quantidade exportada. As exportações de maçãs, concentradas principalmente no primeiro semestre, tiveram um grande crescimento em 2021, sendo a maior dos últimos anos. Em 2022, as exportações de maçãs recuaram principalmente devido a questões climáticas que reduziram a safra.

BIBLIOGRAFIA E LINS RELACIONADOS

CONAB – COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Boletim Hortigranjeiro, Brasília, DF, v. 8, n. 7, jul. 2022.

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