Principais Notícias da Semana no Mundo Agro (27/05/2023-02/06/2023)

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GERAIS

Marco temporal para demarcação das terras indígenas (TIs) foi aprovado pela Câmara

Nesta terça-feira (30/05) o projeto de lei sobre o marco temporal para demarcação das terras indígenas (TIs) foi aprovado pela Câmara dos Deputados (PL 490/07) . Agora a proposta segue para o Senado. O projeto restringe a demarcação de terras indígenas àquelas já tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da nova Constituição federal.

O PL foi aprovado na forma de um substitutivo do relator, deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA). Segundo o texto, para serem consideradas para demarcação, as terras ocupadas tradicionalmente, será preciso que se comprove, de forma objetiva, que elas, na data de promulgação da Constituição, já se encontravam, ao mesmo tempo, habitadas em caráter permanente, usadas para atividades produtivas e necessárias à preservação dos recursos ambientais e à reprodução física e cultural.

Dessa forma, se a comunidade indígena não ocupava determinado território antes desse marco temporal, independentemente da causa, a terra não poderá ser reconhecida como tradicionalmente ocupada e, portanto, demarcada.

O substitutivo prevê ainda:

  • permissão para plantar cultivares transgênicos em terras exploradas pelos povos indígenas;
  • proibição de ampliar terras indígenas já demarcadas;
  • adequação dos processos administrativos de demarcação ainda não concluídos às novas regras; e
  • nulidade da demarcação que não atenda a essas regras.

Supremo

Em sessão marcada para o dia 7 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) pode votar uma ação sobre o tema, definindo se a promulgação da Constituição pode servir como marco temporal para essa finalidade, situação aplicada quando da demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. O STF já adiou por sete vezes esse julgamento. A última vez ocorreu em junho de 2022.

O relator do PL 490/07, deputado Arthur Oliveira Maia, explicou que o projeto se apoiou na decisão do próprio Supremo e disse esperar que o STF paralise o julgamento sobre o tema. Segundo o deputado, o projeto aprovado hoje vai garantir segurança jurídica para os proprietários rurais, inclusive para os pequenos agricultores. “O País não pode viver num limbo de insegurança”, afirmou.

No Plenário da Câmara, parlamentares contrários ao projeto alertaram sobre ameaças aos direitos dos povos indígenas e sobre prejuízos ao meio ambiente. “O marco temporal vai na contramão do que é discutido internacionalmente, na contramão da preservação ambiental e da defesa de povos originários”, disse o líder do Psol, deputado Guilherme Boulos (Psol-SP).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Influenza aviária acende alerta no Brasil

A doença conhecida como influenza viária acende alerta no Brasil. A produção agropecuária do Brasil está mais uma vez em estado de alerta. Desta vez o foco são aves, que estão em risco com a proximidade da influenza aviária, doença causada por subtipos de vírus altamente patogênicos. O Ministério da Agricultura e Pecuária declarou emergência zoossanitária devido ao problema. Trata-se de uma doença grave, causada por um vírus, e letal para o plantel. Por isso, é de notificação obrigatória e imediata aos órgãos oficiais nacionais e internacionais de controle de saúde animal. A doença já foi diagnosticada no Brasil no dia 15 de maio, em duas aves marinhas da espécie trinta-réis-de-bando e em uma ave migratória da espécie atobá-pardo, no litoral do Espírito Santo. No final de semana, outros casos foram registrados, incluindo um no Rio de Janeiro.

Especialistas reforçam que, mesmo com a presença do vírus nas aves marinhas, o Brasil não afeta a condição de país livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade e o comércio internacional deve ser mantido. Porém, o estado de alerta também deve ser mantido e as medidas devem ser reforçadas.

O alerta se deve especialmente ao impacto da doença na avicultura, tanto em termos econômicos para o País quanto, e especialmente, para pequenos avicultores. “Se a doença chegar aos plantéis comerciais do Brasil, pode impactar significativamente a produção e a vida de produtores. A influenza aviária não é um tema específico da avicultura industrial. É um tema de toda a avicultura, porque é uma doença letal para as aves”, alerta o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe. “Quem produz frango, ovos ou aves de reprodução deve estar ciente da gravidade da situação. E os pequenos avicultores podem perder sua produção, o que muitas vezes significa perder sua subsistência”.

Atualmente, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil é o maior exportador de carne de frango para o mundo, atendendo 145 países. Só em 2022, o país exportou 4,822 milhões de toneladas de carne de frango. Em produção de carne de frango, o Brasil é o segundo maior no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com 14,524 milhões de toneladas em 2022. “A avicultura é uma atividade que emprega muita gente. Então, a avicultura precisa de muita atenção neste momento e as barreiras contra o vírus devem ser de responsabilidade de todos”, enfatizou Krabbe.

Então, como evitar a entrada da doença no país e proteger nossa produção e nossos avicultores? Essa é uma das perguntas mais respondidas pelos especialistas da Embrapa Suínos e Aves nas últimas semanas. E a palavra-chave de tudo é biosseguridade, que prevê uma série de estruturas e ações que visam a proteção dos plantéis, diminuindo os riscos sanitários na granja. Regras que valem para todos os sistemas de produção: do comercial, industrial ao colonial. “São medidas e estruturas destinadas a prevenir ou controlar a disseminação de doenças em uma propriedade ou criatório, fundamental para garantir a saúde animal e a segurança alimentar do produtor”, falou Luizinho.

As medidas

A primeira ação do produtor é a de proteção da granja, definindo os limites de acesso, que são considerados a área “suja”, a de interface e a “limpa”.  A área suja é todo o espaço fora da granja, onde o produtor tem dificuldade de controle no fluxo de pessoas, veículos, aves e outros agentes transmissores. Já a área de interface é aquela que compreende a portaria da granja e todo o perímetro em volta. É nessa área que estão também os vestiários, escritório, portão de acesso e arco de desinfecção.

A área limpa é a parte interna da granja, protegida e que o produtor consegue aplicar as normas e regras de biosseguridade. Entre os itens de proteção estão o isolamento da área de produção, a instalação de telas antipássaro, uso de um único acesso às granjas e áreas de desinfecção e controle de visitantes, uso de água potável de qualidade livre do acesso direto ou indireto de aves e cloração da água com no mínimo 3ppm de cloro livre, manter os reservatórios bem vedados.

Pequena escala ou subsistência

As orientações de biosseguridade não são apenas para as granjas comerciais. Elas valem também para produção de pequena escala ou de subsistência, pois protegem e evitam que doenças se proliferem. “O cuidado em pequena escala é tão ou mais importante. Pois, se uma doença afeta a produção, isso afeta o sustento e a qualidade de vida do produtor e sua família”, explica o pesquisador. “Neste momento, a criação de aves de pequena escala deve levar em consideração todas as regras de biosseguridade e ainda observar outras, como a compra de aves somente com Guia de Trânsito Animal (GTA) e Nota Fiscal. Isso garante a procedência e saúde das aves”, enfatiza.

Outro ponto crítico e que deve ser foco dos pequenos produtores é que em criações coloniais, ou com acesso das aves à área externa, esses os piquetes precisam ser mantidos protegidos com cercado. Esta cerca deve estar afastada pelo menos cinco metros do perímetro limite dos piquetes. Também não deve ser permitido que as aves se desloquem livremente pela propriedade, ou seja, devem ser mantidas em um perímetro de controle e cercado.

Os pesquisadores orientam ainda, que os produtores evitem a entrada de novos exemplares de galinhas e frangos no sistema de produção. Quando isso for necessário, deixe estes animais em quarentena, isolados dos demais. “Outro item importante é que o acesso das galinhas e frangos de corte a locais de outras criações, como patos, marrecos ou aves exóticas e de vida livre, deve ser evitado, uma vez que essas aves aquáticas são hospedeiras e transmissoras do vírus”, explicou Luizinho.

Orientação

Os principais sintomas que identificam a doença no plantel é a repentina mortalidade de muitas aves na criação e em curto espaço de tempo (menos de 48 horas). As aves apresentam ainda, falta de coordenação motora (sintomas nervosos), andar cambaleante, não sustentação da cabeça, que pende para o lado e inchaço na região dos olhos, da cabeça e do pescoço, bem como nas juntas das pernas. Também apresentam inchaço da crista e barbela que adquirem uma coloração roxa-azulada ou vermelho-escuro, além de sinais de apatia.

Ao identificar alguns desses sinais, o produtor deve comunicar o Serviço de Defesa Agropecuária Oficial da sua região. Se as aves estiverem no piquete, imediatamente devem ser fechadas no aviário e nenhum equipamento ou utensílio deve ser retirado do local. Qualquer pessoa que tiver contato com as aves, deve trocar de roupas, calçados e tomar banho. As roupas e calçados contaminados devem ser colocados em saco plástico fechado até a orientação do profissional da Defesa Sanitária. “O importante é não manipular as aves ou fazer qualquer ação sem a orientação da equipe da Defesa Sanitária”, explicou.

Para orientar produtores e a sociedade em geral, a Embrapa preparou uma página especial no seu Portal (https://www.embrapa.br/suinos-e-aves/influenza-aviaria), com documentos, vídeos, publicações, links úteis, telefones de emergência e materiais didáticos.

Fonte: Embrapa

Ministérios debatem ações conjuntas de enfrentamento à influenza aviária

Diversos ministérios debatem ações conjuntas de enfrentamento à influenza aviária. A realização de ações conjuntas para evitar a disseminação da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAPP) no Brasil foi discutida nesta sexta-feira (26) entre o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e a ministra da Saúde, Nísia Trindade. Em reunião no Ministério da Saúde, eles falaram sobre a organização dos Centros de Operação de Emergência nas três pastas para a realização de medidas de enfrentamento à doença, registrada pela primeira vez no Brasil em aves silvestres em maio deste ano.

O ministro Carlos Fávaro destacou que o Brasil é reconhecido pela qualidade do seu sistema de defesa agropecuária e que o trabalho conjunto com outras pastas vai garantir a segurança no enfrentamento à IAAP. “A unificação de padronização de procedimentos vai nos dar mais segurança no enfrentamento a essa crise sanitária, para que o Brasil saia dela sem nenhum maior risco comercial, nem da saúde humana para que possamos ter tranquilidade e continuar com o status de país livre de gripe aviária”, disse Fávaro.

O Secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, também participou da reunião e reforçou a importância de ações conjuntas para organizar a operação na estratégia de combate à influenza aviária. “Até o momento seguimos somente com detecção em aves silvestres e é chave neste momento a capacidade de detectar rapidamente e conter os focos de aves silvestres, o que inclui uma ação intergovernamental entre estados e federação muito forte”.

Na última segunda-feira (22), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, declarou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional em função da detecção da infecção pelo vírus da influenza aviária de alta patogenicidade em aves silvestres no Brasil. A doença não é transmitida pelo consumo de carne de aves e nem de ovos. As infecções humanas pelo vírus da Influenza Aviária podem ser adquiridas, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas (vivas ou mortas). Por isso, a população deve evitar o contato com aves doentes ou mortas.

Fonte: Mapa

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) lançou campanha para promoção de produtos orgânicos

​A produção orgânica é caracterizada por ser uma produção sustentável ao longo de toda a cadeia. E é com objetivo de reforçar os princípios da produção à população brasileira que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou campanha para promoção de produtos orgânicos, nesta segunda-feira (29/05). Trata-se da  XIX Campanha Anual de Promoção do Produto Orgânico.

Fonte: Imagem disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sustentabilidade/organicos/semana-dos-organicos/2023/. Acesso em 19/06/2023

O Mapa realiza a campanha desde 2005, trazendo temas relacionados aos benefícios do produto orgânico para ser amplamente debatido, discutido e levado ao conhecimento do grande público. Desta vez, o tema escolhido para o ano de 2023 é “Produto Orgânico, Amigo do Clima”.

Segundo a Coordenação de Produção Orgânica (CPOR) da pasta, o objetivo é ressaltar os benefícios do alimento orgânico como instrumento de preservação do meio ambiente e opção resiliente frente às mudanças climáticas, em alinhamento a um dos principais compromissos firmados pelo governo federal junto à sociedade brasileira e internacional.

Para o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, essa é uma oportunidade anual de lembrar que não existe uma única agricultura para alimentar o mundo. “Não existe solução única para vencer o desafio da fome e da distribuição igualitária de alimentos. Trabalhamos também com agricultura orgânica, que é um modelo fantástico de agricultura”. O secretário lembrou dos pilares da construção da agricultura orgânica, que são a certificação, a rastreabilidade, a conformidade, além de outros pilares característicos de inclusão social por meio dessa agricultura.

Representando o ministro Carlos Fávaro no evento, o secretário-executivo do Mapa, Irajá Lacerda, ressaltou que a produção orgânica é uma demanda da sociedade brasileira.

Também participaram do evento o presidente da Câmara Temática de Agricultura Orgânica, Luiz Carlos Demattê Filho; a secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli; e o coordenador da Comissão Nacional de Produção Orgânica, Thiago Viana.

Campanha

Durante a Campanha Anual de Promoção do Produto Orgânico são desenvolvidas atividades de divulgação nos estados ao longo de todo o ano, assim como a integração com diversos eventos e outras campanhas relacionadas com a temática da produção orgânica, da qualidade de vida, da sustentabilidade, da agrobiodiversidade, entre outros.

“Queremos, com esse evento, chamar atenção dos consumidores para sua responsabilidade na escolha dos produtos que consomem e que fazem a mudança do processo produtivo, dando maior relevância para os produtos orgânicos e toda a sua contribuição pro clima. Então a campanha traz esse tema, exatamente para mostrar todos os benefícios sociais, econômicos e climáticos que ele traz para sociedade brasileira como um todo”, destacou a coordenadora de Produção Orgânica, Virgínia Mendes.

Virgínia ainda destaca o trabalho desenvolvido pelas Comissões da Produção Orgânica nas Unidades da Federação – CPOrg-UF que atuam e representam o setor nos estados, contribuindo para o controle da qualidade orgânica e para a formulação e implementação das políticas públicas. (Para saber mais: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sustentabilidade/organicos/comissoes-da-producao#:~:text=As%20Comiss%C3%B5es%20de%20Produ%C3%A7%C3%A3o%20Org%C3%A2nica,entidades%20governamentais%20e%20n%C3%A3o%20governamentais )

Por meio da iniciativa, os consumidores podem entender sobre os mecanismos de controle que são utilizados no Brasil para a garantia da qualidade orgânica, de maneira que identifiquem esses produtos no mercado e como podem participar do processo de controle social. Sendo possível, assim, evitar as fraudes, que prejudicam tanto os produtores como os consumidores.

Certificação

Ao contrário do que muitos pensam, os produtos orgânicos não são apenas os vendidos nas feiras. Considera-se produto orgânico, seja ele in natura ou processado, aquele que é obtido em um sistema orgânico de produção agropecuária ou oriundo de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local. (Para saber mais: https://ciorganicos.com.br/biblioteca/com-o-tema-produto-organico-amigo-do-clima-mapa-lanca-xix-campanha-anual-de-promocao-do-produto-organico/)

Para serem comercializados, os produtos orgânicos deverão obter certificação por organismos credenciados no Ministério da Agricultura e Pecuária, sendo dispensados da certificação somente aqueles produzidos por agricultores familiares que fazem parte de organizações de controle social cadastradas no Mapa, que comercializam exclusivamente em venda direta aos consumidores.

Em dezembro de 2023 completará 20 anos da publicação do marco legal da Produção Orgânica no Brasil e os resultados encontrados no final de 2022 demonstram uma evolução. Registram-se 24.205 produtores orgânicos inscritos no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, atuação de Comissões de Produção Orgânica em funcionamento em 24 unidades da federação, que envolvem a participação de mais de 300 instituições, a realização de 19 campanhas anuais de promoção do produto orgânico realizadas, 12 instituições certificadoras, 31 Organismos Participativos de Avaliação da Conformidade- OPAC e 384 Organizações de Controle Social.

Programação completa da Semana dos Orgânicos: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sustentabilidade/organicos/semana-dos-organicos/2023/programacao

Fonte: Mapa

PRODUÇÃO

Sorgo como cultura estratégica para o Brasil

O seminário “Sorgo como cultura estratégica para o Brasil – desafios e oportunidades” reuniu especialistas na Embrapa Milho e Sorgo, durante a 15ª Semana de Integração Tecnológica, em Sete Lagoas-MG. Na oportunidade foram apresentados aspectos técnicos e oportunidades de mercado para a cultura do sorgo, assim como o programa de incentivo a cultura, Movimento + Sorgo.

A cultura está em plena evolução no território brasileiro. Atualmente, é possível distinguir um cinturão do sorgo granífero no Brasil, sobretudo nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Tocantins, além do Distrito Federal.  É o quinto cereal mais produzido no mundo, após o milho, o trigo, o arroz e a cevada.

A ideia central do Movimento + Sorgo é fazer uma mobilização perene, sem divisas e fronteiras, voltada para o estímulo ao cultivo e à diversificação de uso e consumo sustentáveis do sorgo nos mais variados segmentos agropecuários e agroindustriais. O projeto está sendo estruturado no âmbito da Embrapa, em parceria com a Latina Seeds, e prevê a participação e a adesão de empresas e de organizações públicas e privadas interessadas no crescimento e no fortalecimento da cultura.

“O sorgo proporciona segurança, quando é plantado na segunda safra, ou safra de inverno, principalmente quando consideramos o Zoneamento Agrícola de Risco Climático”, frisou o diretor-executivo da Latina Seeds, William Sawa. Em sua palestra ele abordou o “Consumo e cultivo: O que o mercado demanda e o que o sorgo pode oferecer?”.

“Uma das melhores ferramentas para o produtor diversificar é o sorgo, o quinto cereal mais cultivado no mundo. Como invariavelmente ele tem um ciclo mais curto e suporta melhor o estresse hídrico, ele pode, tranquilamente, fazer uma dobradinha, sendo semeado em períodos nos quais a entrada do milho se mostra mais arriscada. O recomendado é que o produtor faça uma análise da sua propriedade e da sua região, observando a janela climática, o custo e os riscos. E com a orientação de um técnico faça o planejamento escolher a melhor cultura”, disse Sawa.

Frederico Botelho, agrônomo da Embrapa e coordenador do Movimento + Sorgo, destacou que o sorgo é uma das melhores oportunidades para ter sistemas de produção e cadeias produtivas de grãos mais sustentáveis. “O sorgo possui múltiplos usos, tanto para alimentação animal e humana, quanto para a produção de etanol e vassouras. O programa pretende promover capacitações para atualizar o conhecimento dos multiplicadores, técnicos e produtores, em relação às boas práticas de manejo da cultura”, pontuou.

Fonte: Embrapa

Safra dos Cafés do Brasil corresponderá a 32% da produção mundial

​A produção total dos Cafés do Brasil foi estimada em um volume físico equivalente a 54,7 milhões de sacas de 60kg para a safra 2023. Com esse resultado a safra dos cafés do Brasil corresponderá a 32% da produção mundial. Tal estimativa inclui obviamente a produção de 37,9 milhões de sacas da espécie de Coffea arabica, as quais equivalem a 69,3% da produção nacional, e, adicionalmente, 16,8 milhões de sacas de Coffea canephora, espécie no caso que contempla os cafés conilon e robusta, que correspondem a 30,7% da safra nacional total.

Fonte: Imagem disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/81017373/safra-dos-cafes-do-brasil-correspondera-a-32-da-producao-mundial. Acesso em 19 de junho de 2023.

Em nível mundial a produção da cafeicultura deverá atingir o equivalente a 171,3 milhões de sacas de 60kg, das quais 98,6 milhões de sacas serão da espécie de C. arábica, que corresponderão a 57,5% da safra global, e 72,7 milhões de sacas de C. canephora, que representarão em torno de 42,5% da produção mundial no ano-cafeeiro 2022-2023.

Neste mesmo contexto, vale também destacar que a safra estimada para os Cafés do Brasil, caso tais números se confirmem, corresponderá a 32% da produção global, incluindo obviamente as duas espécies citadas. E, especificamente, que a produção de café arábica no Brasil equivalerá a aproximadamente 38,5% da produção de café arábica em nível mundial, e, ainda, que a produção brasileira de C. canephora corresponderá a 23% da produção dessa espécie (robusta+conilon) em nível mundial.

Outro ponto que merece destacar nesta análise é que a área da cafeicultura, cujas lavouras estão de fato produzindo nesta safra 2023 no Brasil, totaliza 1,87 milhão de hectares, sendo que 1,48 milhões de hectares são destinados ao café arábica, e aproximadamente 390 mil hectares são de canephora (robusta e conilon), o que permite estimar que a produtividade média total dos Cafés do Brasil será de 29,2 sacas por hectare, considerando a safra total de 54,7 milhões de sacas citada anteriormente, com as duas espécies de cafés cultivadas no País.

Vale salientar que os dados ora em destaque dos Cafés do Brasil da safra 2023 foram extraídos do Acompanhamento da Safra Brasileira de Café – maio 2023, da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB, assim como do Relatório sobre o mercado de Café – abril 2023, da Organização Internacional do Café – OIC, os quais estão disponíveis na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Em relação ao mercado mundial de café, conforme consta do Relatório da OIC citado, “O consumo mundial de café aumentou 4,2%, para 175,6 milhões de sacas, no ano cafeeiro de 2021/22, após um aumento de 0,6% no ano anterior. A liberação da demanda reprimida acumulada durante os anos da COVID-19 e o forte crescimento econômico global de 6,0% em 2021 explicam a recuperação do consumo de café no ano cafeeiro 2021/22. A desaceleração das taxas de crescimento econômico mundial para 2022 e 2023, juntamente com o aumento dramático do custo de vida, terá um impacto no consumo de café para o ano cafeeiro 2022/23. Espera-se que cresça, mas a uma taxa de desaceleração de 1,7%, para 178,5 milhões de sacas. A desaceleração global deverá vir de países não produtores, com o consumo de café da Europa previsto para sofrer a maior queda entre todas as regiões, com taxas de crescimento caindo para 0,1% no ano cafeeiro 2022/23, ante uma expansão de 6,0% no ano cafeeiro 2021/22. Como resultado, o mercado mundial de café deverá passar por mais um ano de déficit, de 7,3 milhões de sacas.” (Trecho disponível em:  http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/consorcio/separador2/observatorio-do-cafe. Acesso em 19 de junho de 2023.)

E especificamente em relação ao nosso País cuja produção total dos Cafés do Brasil, que é de 54,7 milhões de sacas de 60kg, caso seja estabelecido um ranking dos seis maiores estados produtores, em ordem decrescente, verifica-se o seguinte: Minas Gerais, em primeiro lugar, com 27,8 milhões de sacas, performance que corresponde a aproximadamente 51% da produção nacional;  Espírito Santo, em segundo, com 13,6 milhões de sacas (25%); São Paulo, em seguida, com 4,9 milhões de sacas (9%); Bahia, 3,6 milhões de sacas (6,6%), Rondônia, 3,1 milhões de sacas (5,7%), e Paraná, sexto estado produtor, com 1,2%, produz 686,7 mil sacas. Demais estados produtores dos Cafés do Brasil completam os 100% da safra nacional.

Fonte: Embrapa

Bactérias substituem adubação nitrogenada em lavouras de feijão-de-corda no Amazonas

Pesquisa realizada pela Embrapa Amazônia Ocidental (AM) aponta que bactérias substituem adubação nitrogenada e lavouras de feijão-de-corda no Amazonas, ou seja, que a inoculação da bactéria rizóbio em feijão-caupi pode substituir a adubação nitrogenada no Sistema de Plantio Direto (SPD), uma vez que mantém a mesma produtividade de cerca de 1,5 mil kg por hectare. Nesse processo, as sementes são revestidas pelo inoculante, um produto comercial que contém bactérias benéficas denominadas rizóbios. Elas são capazes de aproveitar o nitrogênio presente no ar e disponibilizá-lo para as plantas. No estudo em questão, a utilização da bactéria Bradyrhizobium spp. permitiu reduzir 20% dos custos, com produtividade semelhante à aplicação de 40 kg por hectare de nitrogênio em solos do tipo latossolos do estado do Amazonas.

Tendo como base o preço dos insumos, em dezembro de 2022, nas condições de Manaus, no Amazonas, a economia usando o inoculante em vez de adubação nitrogenada fica em torno de 560 reais por hectare, conforme cálculo feito pelo pesquisador Inocencio de Oliveira.

Fonte: Embrapa

Monitoramento das lavouras

Milho (2ª safra) 0,4% colhido

Sobre o monitramento das lavouras podemos destacar que em Mato Grosso – MT, a colheita de milho está no início, com bons resultados obtidos. No Paraná – PR, considera-se que as lavouras estão 91% boas e 9% regulares. A maioria das lavouras encontram-se em boas condições. Em Mato Grosso do Sul – MS, grande parte das lavouras estão em fases críticas, sendo necessário precipitações para a manutenção da produtividade. Em regiões de solos mistos, as lavouras apresentam requeima das folhas baixeiras. Em Goiás – GO, as lavouras avançam para a fase de enchimento de grãos e início da maturação. Em São Paulo – SP, a cultura está em diferentes estágios de desenvolvimento e a falta de precipitações influencia o potencial produtivo. Em Minas Gerais – MG, as lavouras semeadas no início do período recomendado mostram bom desempenho. No entanto, as mais tardias, estão com o desenvolvimento comprometido devido ao deficit hídrico. No TO, as lavouras semeadas mais cedo seguem para os estágios finais. As áreas semeadas fora da janela ideal apresentam queda no potencial produtivo devido à redução das chuvas. No Maranhão – MA, as lavouras se encontram em boas condições. A maioria delas está em floração e enchimento de grãos. No Piauí – PI, há perda de produtividade em algumas áreas devido ao déficit hídrico. No Pará – PA, o clima continua favorável, com regime de chuvas equilibrado.

Soja – 99,2% colhido

Sobre a soja, no Rio Grande do Sul – RS, o clima tem colaborado para o avanço da colheita. A dessecação está sendo realizada para adiantar a maturação e reduzir a retenção foliar causada pelo deficit hídrico. Na Bahia – BA, a colheita foi finalizada com ótimos resultados de produtividade.

No Maranhão – MA, as regiões de Imperatriz e Pindaré se aproximam do final da colheita. Na região Leste, a colheita segue em ritmo normal. Em Santa Catarina – SC, a colheita está quase finalizada, restando menos de 1% de lavouras a serem colhidas. As baixas temperaturas, tem tornado a velocidade da operação mais lenta. Esta condição climática dificulta a redução da umidade dos grãos e a debulha das vagens. Contudo, de forma geral, a cultura encerra esta safra com bons resultados em comparação com a safra passada.

Algodão – 0,3 % colhido

A respeito do algodão, em Mato Grosso – MT, apesar da redução das chuvas, o solo mantém umidade suficiente para a formação das maçãs. Na Bahia – BA, as lavouras de sequeiro estão em fase de formação das maçãs, maturação e colheita. As áreas irrigadas estão em formação de maçãs. No Centro-Sul, as lavouras seguem em fase de colheita, com atraso em relação à safra passada. Em Mato Grosso do Sul – MS, a colheita na região Sul está finalizada, afetadas pelo excesso de chuva em fevereiro e março. As culturas do Leste iniciaram a colheita. Os cultivos do Norte e Nordeste estão evoluindo para a maturação.

Em Goiás – GO, as plantações estão em fase de abertura de capulhos e em boas condições. No Sul do Maranhão – MA, as lavouras estão em maturação e em enchimento de maçãs. Em Minas Gerais – MG, as lavouras apresentam bom desenvolvimento e as mais adiantadas iniciam o manejo para a colheita. Em São Paulo – SP, registra-se que a estiagem tem acelerado a colheita, com boa qualidade de pluma. No Piauí – PI, as lavouras estão em boas condições e em maturação.

Feijão (2ª safra)

No Paraná – PR, a temperatura reduziu na última semana em muitas regiões produtoras, mas sem registro de geada. Não há sinalização de perdas e a maioria das áreas apresentam boas condições. A colheita segue em andamento. Na Bahia – BA, a colheita foi iniciada. As lavouras de sequeiro estão afetadas pela restrição hídrica. Nas áreas irrigadas o cenário é mais favorável, com uso da irrigação suplementar. Em Minas Gerais – MG, as lavouras concentradas nas regiões do Triângulo e no Alto Paranaíba vêm apresentando boas condições, gerando boas perspectivas de rendimento. Na região Sul, a escassez de chuvas, especialmente na floração e enchimento de grãos, diminuiu o potencial produtivo. No Rio Grande do Sul – RS, o clima tem sido mais estável e permitiu avanço considerável na colheita. As produtividades obtidas são satisfatórias. Em algumas lavouras, houve germinação de grãos na vagem, o que diminuiu a qualidade do produto. Em Santa Catarina – SC, as lavouras no Meio-Oeste estão em plena dessecação. No Extremo-Oeste, a colheita está recém iniciada. Nas demais regiões, a maioria das lavouras está em maturação e poucas áreas em fase de enchimento de grãos. As condições gerais são boas.

Trigo – 34,6% semeado

No Rio Grande do Sul – RS, as regiões da Fronteira Oeste, Missões e Alto Uruguai iniciaram a semeadura. As poucas lavouras germinadas apresentam boa emergência e sanidade. No Paraná – PR, as áreas semeadas encontram-se em desenvolvimento vegetativo e estão em boas condições. Em Santa Catarina – SC, foi iniciado o plantio na região Oeste. No Planalto, as áreas devem permanecer em pousio até meados de junho. Na Bahia – BA, a semeadura está concluída e as lavouras tem sido favorecidas pela permanência das boas condições de temperatura e luminosidade. As lavouras estão com boa qualidade. Em Goiás – GO, a semeadura das lavouras de sequeiro e irrigada está finalizada. As lavouras de sequeiro estão em enchimento de grãos, enquanto as irrigadas estão em desenvolvimento vegetativo. Em Mato Grosso do Sul – MS, grande parte das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, sendo necessário precipitações para o perfilhamento e alongamento das plantas. Em São Paulo – SP, metade das lavouras estão em estágio reprodutivo. Em Minas Gerais – MG, a semeadura está finalizada. As lavouras desenvolvem-se bem e as mais precoces estão em fase reprodutiva.

Fonte: Conab

MERCADO 

Indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada

Soja

De acordo com os indicadores Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, com a valorização do dólar frente ao Real, a liquidez no mercado interno de soja voltou a crescer, à medida que atraiu importadores ao Brasil. Segundo pesquisadores do Cepea, vendedores também foram estimulados a negociar, neste caso, diante da elevação dos prêmios de exportação. Contudo, as altas nos prêmios e nos preços domésticos foram limitadas pelos estoques elevados no País, uma vez que a colheita da safra 2022/23 segue para a reta final. Ressalta-se que, embora o ritmo de negócios tenha se aquecido nos últimos dias, a comercialização desta temporada está inferior ao de safras passadas.

Milho

Os Indicadores Cepea indicam que a colheita da segunda safra de milho já foi iniciada em Mato Grosso, mas pesquisadores do Cepea indicam que as dificuldades de armazenagem, devido à elevada produção de grãos nesta temporada, e os baixos preços preocupam agricultores do estado. Demandantes, por sua vez, se mantêm afastados das aquisições, à espera de desvalorizações mais intensas do cereal. No campo, o percentual de lavouras em maturação vem aumentando, e os trabalhos começam a avançar, favorecidos pela atual baixa umidade. No geral, contudo, a colheita só deve ser intensificada a partir de meados de junho, quando a maior parte das regiões apresentará lavouras em final de desenvolvimento.

Algodão

Após quatro meses de queda, os valores do algodão em pluma subiram em maio. Segundo indicadores do Cepea, a elevação veio sobretudo da postura mais firme de vendedores, que estiveram atentos às altas no valor externo do algodão e da paridade de exportação. Diante dessa reação, e com a proximidade da entrada de um maior volume da safra 2022/23, alguns vendedores aproveitaram para negociar lotes da pluma. Do lado comprador, houve maior interesse para negócios de pronta-entrega e/ou de contratos a termo já envolvendo a safra 2022/23.

Arroz

Os preços do arroz em casca estão em queda no mercado sul-rio-grandense, com baixas em praticamente todos os dias de maio. De acordo com indicadores do Cepea, esse contexto está atrelado à necessidade de caixa de produtores, à menor paridade de exportação (diante da desvalorização do dólar frente ao Real nos últimos dias) e também da pressão de outras commodities, como soja e milho. Quanto à movimentação no mercado, está enfraquecida. Compradores aguardam novas quedas de preços, enquanto vendedores estão retraídos, de modo geral.

Trigo

A semeadura da nova safra do trigo está avançando no Brasil. Quanto à demanda, de acordo com indicadores do Cepea, o interesse de compra por parte de moinhos segue baixo, já que a procura por derivados está fraca. Neste contexto, o ritmo de negócios está lento; porém, o movimento de queda nos preços tem sido menor nos últimos dias. Levantamento do Cepea mostra que, na última semana, os valores do trigo pagos ao produtor e no mercado de lotes (negociações entre empresas) continuaram em baixa no Rio Grande do Sul, no Paraná, em São Paulo e em Santa Catarina. 

Açúcar

As médias de preços do açúcar cristal branco oscilaram pouco na semana passada no mercado spot paulista, variando nas casas de R$ 148,00 a R$ 149,00 por saca de 50 kg, segundo indicadores do Cepea. Quanto à liquidez, esteve baixa nos últimos dias. A oferta dos lotes do Icumsa até 180 está restrita para as vendas domésticas, uma vez que, para as usinas, as exportações estão mais atrativas. Além disso, a demanda na pronta-entrega não tem dado sinais de aquecimento – alguns compradores que normalmente negociavam no spot optaram por garantir o recebimento do açúcar por meio de contratos.

Etanol

As vendas de etanol anidro nas usinas do estado de São Paulo dobraram na semana passada frente à anterior, segundo indicadores do Cepea. Em relação aos preços, entre 22 e 26 de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ do anidro foi de R$ 2,9204/litro, valor líquido de impostos (PIS/Cofins), pequena queda de 0,59% sobre a semana anterior. Vale lembrar que os preços desse biocombustível registraram quedas entre 3,44% e 4,6% nas quatro semanas anteriores. UNICA – Na primeira quinzena de maio, de acordo com dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o total vendido de etanol anidro combustível foi de 504,28 milhões de litros, volume próximo dos 531,63 milhões de etanol hidratado. Os números semelhantes nas saídas podem tratar de provável recomposição de estoques do biocombustível em função da alta demanda por gasolina C, o que, por sua vez, se deve à perda de competitividade do hidratado nas bombas.

Boi

Os valores de toda a cadeia pecuária nacional – bezerro (de 8 a 12 meses), boi gordo para abate e carne (carcaça casada) – recuaram com certa força ao longo de maio. Segundo indicadores do Cepea, este cenário está atrelado sobretudo à maior oferta de animais neste final de safra. A maior disponibilidade de gado em 2023 – especialmente de fêmeas –, por sua vez, é resultado de investimentos realizados pelo setor pecuário nos últimos anos.

CLIMA

Como será o clima no Brasil em junho?

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê que o clima do Brasil em junho presenciará a ocorrência de chuvas acima da média no noroeste da Região Norte, Amapá, nordeste do Pará, além de áreas pontuais do extremo norte e da costa leste da Região Nordeste (tons em azul na figura 1a), com volumes que podem ultrapassar 200 milímetros (mm).

No interior do Nordeste, Acre, Rondônia, sul do Amazonas e sudeste do Pará, são previstas chuvas próximas e ligeiramente abaixo da média (tons em cinza e amarelo na figura 1a), principalmente no Matopiba (região que engloba o Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), onde existe uma redução das chuvas nesta época do ano, com predomínio de dias consecutivos sem chuva.

Para as regiões Centro-Oeste e Sudeste, a previsão indica chuvas próximas e ligeiramente abaixo da média, porém, não se descartam volumes mais localizados no litoral da Região Sudeste devido a passagem de frentes frias pelo oceano, que podem causar instabilidades nestas áreas. Com a redução das chuvas na parte central do País, ocorre a diminuição da umidade relativa do ar, elevando as temperaturas máximas no decorrer dos dias. Para a Região Sul, são previstas chuvas próximas e ligeiramente abaixo da média, com volumes que podem variar entre 100 mm e 200 mm. Assim como no Sudeste, a passagem de frentes frias poderá causar pancadas de chuva em alguns dias do mês.

O prognóstico climático do Inmet para o mês de junho de 2023 e seu possível impacto na safra de grãos 2022/23 para as diferentes regiões produtoras indica que em áreas do Matopiba pode haver uma redução das chuvas e dos níveis de água no solo, principalmente, em parte do oeste da Bahia, Tocantins e sul do Piauí, o que poderá ser favorável para as fases finais dos cultivos de primeira e segunda safra, porém, persistirá a restrição hídrica aos cultivos que estiverem em fases reprodutivas. Nas áreas produtoras do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, os níveis de água do solo também poderão ficar em níveis satisfatórios. Entretanto, em áreas centrais da Bahia e oeste do Sealba (região que engloba os estados de Sergipe, Alagoas e Bahia), mesmo que ocorram chuvas dentro da média, o armazenamento de água no solo ainda poderá continuar baixo e impactar negativamente as culturas na região, como o feijão e o milho terceira safra.

Em grande parte da região central do Brasil, o estabelecimento da estação seca será responsável pela redução do armazenamento de água no solo, principalmente, em áreas do centro e norte de Minas Gerais e entre os estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, podendo afetar as culturas agrícolas, especialmente, as de segunda safra e as de inverno que já estiverem em estádios fenológicos sensíveis ou sob deficiência hídrica.

Na Região Sul, os níveis de água no solo podem continuar em níveis satisfatórios, com exceção de áreas do norte do Paraná, onde pode ocorrer uma ligeira redução da umidade no solo. Porém, a redução das temperaturas poderá influenciar na redução da evapotranspiração e consequente redução do déficit hídrico em grande parte da região, favorecendo as fases finais dos cultivos de segunda safra e o estabelecimento dos cultivos de inverno. Em áreas do Rio Grande do Sul, há previsão de recuperação do armazenamento de água no solo, o que será importante para o plantio e o desenvolvimento inicial dos cultivos de inverno.

Temperatura

Quanto às temperaturas, a previsão indica que deverão ser acima da média na parte central do País, bem como no interior da Região Nordeste (tons em amarelo e laranja na figura 1b), onde as temperaturas podem variar entre 22ºC e 26ºC.

Nas demais áreas, são previstas temperaturas próximas e ligeiramente abaixo da média (tons em cinza e azul na figura 1b). Vale ressaltar que podem ocorrer incursões de massas de ar frio, provocando queda acentuada da temperatura do ar, resultando em valores médios inferiores a 14ºC sobre a parte leste da regiões Sul e Sudeste do Brasil, principalmente, em áreas de maior altitude.

Fonte: Imagem disponível em: https://portal.inmet.gov.br/noticias/junho-como-ser%C3%A1-o-clima-no-brasil. Acesso em 19 de junho de 2023.

Figura 1. Previsão de anomalias de (a) precipitação (chuva) e (b) temperatura média do ar do modelo climático do INMET para de junho de 2022.

Fonte: INMET

Previsão de chuva

Previsão para a 1ª semana (29/05/2023 a 05/06/2023)

Os maiores volumes de chuva são previstos no noroeste do País, principalmente em áreas do noroeste do Amazonas, além de áreas centrais de São Paulo (tons em vermelho e rosa na figura 1).

Já em grande parte da região central do Brasil, interior da Região Nordeste e sul da Região Sul, há previsão de predomínio de tempo seco na maioria dos dias (tons em branco e azul na figura1).

Região Norte

São previstos volumes de chuva maiores que 30 milímetros (mm) em grande parte do centro e norte da região, que podem ultrapassar 80 mm em áreas centrais e do noroeste do Amazonas, além de áreas pontuais do Acre e noroeste do Pará, devido ao calor e alta umidade. Nas demais áreas, como em Rondônia e Tocantins haverá predomínio de tempo seco e sem chuvas.

Região Nordeste

Há previsão de acumulados de chuva superiores a 40 mm no noroeste do Maranhão. Já em áreas do litoral de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte podem ocorrer pancadas de chuva no início da semana, devido ao transporte de umidade vindo do oceano. No Matopiba (área que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e interior da região, a previsão e de tempo estável e seco em toda a semana. No norte do Ceará podem ocorrer chuvas isoladas ao longo da semana.

Centro-Oeste

A previsão é de tempo seco e baixa umidade em grande parte da região, principalmente no Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Em áreas de Mato Grosso do Sul, a passagem de uma frente fria poderá ocasionar acumulados de chuva maiores que 30 mm, podendo ultrapassar 50 mm em áreas centrais do estado.

Região Sudeste

Predomina o tempo seco e sem chuvas, principalmente em áreas do centro e norte de Minas de Gerais. Entretanto, a passagem de um sistema frontal poderá causar temporais e volumes de chuva superiores a 30 mm em grande parte de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, entre quarta e quinta-feira. Em áreas centrais e do oeste de São Paulo, os acumulados de chuva podem ultrapassar 60 mm.

Região Sul

Podem ocorrer acumulados de chuva maiores que 30 mm por conta da passagem de um sistema frontal (frente fria) em áreas do norte do Paraná. Nas demais áreas da região, há previsão de tempo seco e sem chuvas em praticamente toda a semana.

Figura 1. Previsão de chuva para 1ª semana (29/5/2023 a 5/6/2023). Fonte: INMET.

Previsão para a 2ª semana (06/06/2023 a 13/06/2023)

Na 2ª semana, entre os dias 6 e 13 de junho, a previsão indica grandes acumulados de chuva maiores que 80 milímetros (mm) em áreas do extremo norte da Região Norte, litoral da costa leste do Nordeste e no centro-sul do Rio Grande do Sul. Já em grande parte do Brasil Central, interior do Nordeste e norte da Região Sul há previsão de tempo seco e sem chuvas ao longo da semana. (figura 2) 

Região Norte

Para a região Norte são previstos para a 2ª semana de junho acumulados maiores que 30 mm em praticamente todo o centro e norte da região, com volumes superiores a 80 mm em áreas do noroeste do Amazonas, norte de Roraima e do Amapá. Em áreas do sul da região, não há previsão de acumulados de chuva significativos.

Região Nordeste

Os acumulados de chuva podem ultrapassar 80 mm em áreas do litoral da costa leste. No Matopiba (área que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e no interior da região, não há previsão de chuvas, havendo predomínio de tempo seco. Em áreas do litoral norte, podem ocorrer pancadas de chuva e baixos acumulados que não devem ultrapassar 40 mm.

Centro-Oeste e Sudeste

A previsão é de tempo seco e sem chuvas em praticamente toda a semana, com exceção de áreas do extremo norte de Mato Grosso onde podem ocorrer pancadas de chuva e baixos acumulados.

Região Sul

Há previsão de acumulados de chuva significativos, maiores que 80 mm, no centro-sul do Rio Grande do Sul. Já em áreas ao norte do estado e, em Santa Catarina, podem ocorrer baixos volumes de chuva, menores que 50 mm. Nas demais áreas, principalmente no Paraná a previsão é de tempo seco e sem chuvas.

Figura 2. Previsão de chuva para 2ª semana (06/06/2023 a 13/06/2023). Fonte: GFS.

Fonte: INMET

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