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Canola, uma nova opção para a diversificação no Cerrado

Canola, uma nova opção para a diversificação no Cerrado

(Curadoria Agro Insight)

Olá pessoal do Agro!
Hoje trouxemos uma novidade para o Cerrado! Trata-se da cultura da canola, que geralmente é cultivada em locas frios, mas que está sendo avaliada (com sucesso) pela Embrapa no Cerrado brasileiro.
A canola, originária de países frios, já é produzida no Cerrado com alta produtividade, alcançando uma média de 3 mil quilos por hectare, mais que o dobro da média brasileira de 1.300 kg por hectare. No vídeo Canola no Cerrado, a Embrapa Agroenergia explica como isso foi possível.
A planta é uma espécie anual de ciclo muito curto, entre 90 e 120 dias, sendo por isso uma excelente opção de cultivo de safrinha no Cerrado, em sucessão à cultura da soja ou do milho.
O óleo de canola tem sido utilizado em vários segmentos do mercado, especialmente para fins alimentícios. É considerado um dos mais saudáveis para a alimentação humana, por ser rico em ômega 3. Seu farelo tem entre 34% e 38% de proteína, o que o torna ideal para uso como ração animal.
O óleo de canola se destaca ainda como alternativa para a produção de biocombustíveis, como biodiesel e o bioquerosene.

 

(Transcrição vídeo)

Pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Agroenergia com o objetivo de tropicalizar a canola, mostraram que é possível cultivar a planta no cerrado brasileiro e obter ótimos resultados.

Nos campos experimentais do Brasil Central, os cientistas já chegaram a registrar produtividade de até 3.000 kg por hectare, número que o trapaça o dobro da Média Nacional, de 1300 kg por hectare, observada na safra de 2017 pela companhia Nacional de abastecimento.

Terceira oleaginosa mais importante no mundo, ficando atrás apenas do dendê e da soja, a canola é uma espécie anual de ciclo muito curto, entre 90 e 120 dias, e uma excelente opção de cultivo de safrinha no cerrado, em sucessão a cultura da soja e do milho, por exemplo.

Atualmente o Brasil vem implantando cerca de 40 mil hectares por ano com grande potencial de crescimento. O óleo de canola tem sido utilizado em vários segmentos do mercado, especialmente para fins alimentícios e para a produção de biocombustíveis, como o biodiesel e o bioquerosene.

A equipe de pesquisadores da Embrapa Agroenergia está desenvolvendo o projeto ‘Pro Canola’ para validar o sistema de cultivo da canola aqui no cerrado.

Ao todo foram avaliadas três cultivares comerciais da planta em sistema de safrinha, que é o plantio na entressafra de uma outra cultura, como a soja ou milho.

Cinco produtores da região participaram da primeira fase do projeto, no qual foram implantados 106 hectares. A colheita começou no mês de julho de 2021. Com diversas vantagens identificadas na canola, como o óleo rico em ômega 3 e o farelo rico, com cerca de 35% de proteína, a Embrapa postou na tropicalização deste cultivo, originalmente uma cultura de clima frio, com origem no Canadá.

A Embrapa optou por trabalhar o desenvolvimento da cadeia produtiva da canola de ponta a ponta, ou seja, não só dando apoio técnico, mas também validando o sistema de produção e dando apoio às fases industrial e mercadológica.

O projeto Pro Canola tem por propósito, o desenvolvimento da cadeia produtiva da canola no cerrado. Para isso, estão sendo desenvolvidas uma série de ações em parceria com os agricultores da Cooperativa Agrícola do Rio Preto, para validar o sistema de produção e as cultivares que já foram avaliadas nos nossos experimentos, na Embrapa. Com esses resultados, queremos que no futuro a canola possa ser mais uma opção viável para o produtor, como uma opção de rotação de culturas junto à soja e ao milho e esperamos, com todas essas ações, que o produtor possa ter aí um complemento na sua rentabilidade. E mais uma cultura como opção viável para ser utilizada na propriedade agrícola.

Pesquisas indicam que o Brasil tem potencial de cultivar 9 milhões de hectares de canola apenas otimizando a área agrícola, ou seja, sem precisar derrubar árvores ou converter áreas de pastagem para produção de grãos.

A cultura nesse momento, está com espaço bastante grande, o mercado vem crescendo, estamos agora nesse ano de 2021, atendendo apenas 50% do mercado de óleos comestíveis do Brasil. Então temos um caminho bastante grande pela frente, que primeiro precisa atender o mercado de óleos comestíveis e posteriormente atender outros mercados, como o de biocombustíveis. E também o mercado externo, que hoje tem uma demanda bastante grande e é um mercado amplo. Claro que para isso, a gente tem que buscar um crescimento sustentável. Então o produtor precisa atentar-se ao trabalho de pesquisa da Embrapa ao trabalho de assistência técnica, trabalhar com sementes de qualidade, e isso claro que nós da ABRASCANOLA temos aí um papel importante também de fazer as orientações, buscar que o produtor tenha acesso à sementes de qualidade e à assistência técnica, que são muito importantes para esse caminho.

No Sul do Brasil a cultura da canola recebe o nome de soja do inverno, já que as condições de plantio ideais são baixas luminosidade e baixas temperaturas. O rendimento de 1300 kg por hectare, em média, dos cultivos comerciais da Região Sul, tem revertido em bom resultado econômico aos produtores, com custos de produção menores em comparação aos demais cereais de inverno. A produção Brasileira de 2018 foi de cerca de 50 mil toneladas, de acordo com a ABRASCANOLA, principalmente na região Sul do Brasil, no Rio Grande do Sul, onde as baixas temperaturas e pouca luminosidade favorecem a cultura da canola.

BIBLIOGRAFIA E LINKS RELACIONADOS

Vídeo Canola no Cerrado

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