Atualização da Safra de Grãos 2023 (Junho)

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(Curadoria Agro Insight)

Hoje, a curadoria Agro Insight traz um panorama da safra das culturas do Algodão, do Arroz, do Milho, da Soja, do Trigo e do Feijão, no Brasil. O levantamento faz parte do Boletim da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Resumo

Os produtores brasileiros deverão colher 315,8 milhões de toneladas na safra de grãos 2022/2023. A nova estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta terça-feira (13), aponta para novo recorde de produção podendo registrar um crescimento de 15,8%, o que representa um volume 43,2 milhões de toneladas superior ao estimado no ciclo anterior, como revela o 9º Levantamento da Safra de Grãos. De acordo com o documento, a área destinada para o plantio apresenta um crescimento de 4,8% em relação ao ciclo 2021/22, sendo estimada em 78,1 milhões de hectares.

“Esta estimativa marca um recorde na produção de grãos no nosso país, reafirmando o campo agrícola como um setor fundamental para o desenvolvimento brasileiro”, destaca o presidente da Conab, Edegar Pretto. “Vamos manter e aprimorar o trabalho de inteligência da Conab, focado na agricultura brasileira”, completou.

A soja se destaca com o maior crescimento neste ciclo. Com a colheita praticamente finalizada, chegando a 99,9% da área semeada, a estimativa é de um volume de 155,7 milhões de toneladas. O resultado supera em 24% a produção da temporada passada, ou seja, cerca de 30,2 milhões de toneladas colhidas a mais. Mato Grosso, principal estado produtor, registra um novo recorde para a safra da oleaginosa, com produção estimada em 45,6 milhões de toneladas. Bahia também é um destaque com a maior produtividade do país com 4.020 kg/ha. “Nos dois casos, o resultado é reflexo do bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis neste ciclo”, ressalta o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.

Para o milho, a projeção também é de um novo recorde com produção estimada em 125,7 milhões de toneladas, somando-se as 3 safras do cereal ao longo do ciclo, é 11,1% acima do volume produzido em 2021/22, o que representa 12,6 milhões de toneladas. Na primeira safra do grão, a colheita está quase finalizada com uma produção de 27,1 milhões de toneladas. Já para a segunda safra, em fase inicial de colheita, estima-se uma produção de 96,3 milhões de toneladas. “As condições climáticas têm sido favoráveis para o desenvolvimento da cultura até o momento”, pondera Vasconcellos.

Outra importante cultura de 2ª safra, o algodão tem uma colheita estimada de 2,98 milhões de toneladas apenas da pluma. As lavouras apresentam um bom desenvolvimento, e predominam os estádios de formação de maçãs e maturação, com a colheita já iniciada em áreas da Bahia e Mato Grosso do Sul. Para o arroz, a expectativa é que sejam colhidas cerca de 10 milhões de toneladas na safra 2022/23. Já para o feijão, é esperada uma produção em torno de 3 milhões de toneladas, somando-se as três safras da leguminosa.

Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. A área semeada do cereal já atinge 46,9% no país, o que representa um crescimento de 9,7% na área plantada, com a cultura podendo alcançar 3,4 milhões de hectares, o que resulta em uma produção de 9,8 milhões de toneladas.

Neste 9º levantamento, a Conab manteve estáveis as projeções do quadro de suprimentos da safra 2022/23 para os principais produtos analisados. Com isso, ainda se espera um volume recorde para as vendas internacionais de milho e soja no país. Os bons volumes projetados de produção para milho e soja no Brasil permitem embarques em torno de 95,6 milhões de toneladas para a oleaginosa e 48 milhões de toneladas para o cereal. “No entanto, ainda é preciso estar atento a alguns importantes fatores externos como a safra norte-americana, que ainda pode ser impactada por questões climáticas, bem como a demanda do mercado chinês, a possibilidade de uma recessão mundial, entre outros fatores que afetam os preços e a demanda dos produtos”, analisa o gerente de Estudos Econômicos, Estatísticos e Política Agrícola da Companhia, Allan Silveira.

Podcast

Algodão

Mato Grosso: o aumento de produção esperada, em relação ao levantamento anterior, foi ao encontro da elevação da produtividade no estado. Houve volume de chuvas em maio, porém a umidade do solo se manteve suficiente para o desenvolvimento das lavouras.A redução das chuvas não foi prejudicial para manter o desenvolvimento reprodutivo do algodoeiro, inclusive, nas áreas semeadas fora da janela ideal de cultivo.

A condição climática favorável à cultura é oportuna para a formação das maçãs, estádio predominante nas lavouras mato-grossenses. Quanto ao controle de pragas, devido à redução das chuvas, houve uma diminuição na incidência de pragas e doenças, entretanto os cuidados continuam com foco principal na contenção do bicudo, pulgões, mosca-branca e ácaro. A relação positiva do clima, associada às tecnologias voltadas para a cultura, está permitindo expectativa de um bom rendimento de pluma na presente temporada.

Bahia: a melhor distribuição das chuvas nesta safra, em relação à safra passada, proporciona um aumento previsto da produção. As chuvas registradas em março estimularam a expansão vegetativa das lavouras de algodão e a formação de novas maçãs, atrasando o início da fase de colheita. A redução de chuvas em maio sinaliza o fim da estação chuvosa e o início da estação seca. A cultura apresenta boas condições de desenvolvimento. As lavouras de sequeiro ocupam a maioria das áreas cultivadas, e estão em fase de formação das maçãs, maturação e colheita. As lavouras irrigadas estão em fase de formação das maçãs.

A colheita foi iniciada no fim de maio e deve prolongar até setembro, com operações sincronizadas de colheita e destruição das soqueiras, visando o controle do bicudo. Não há perdas devido ao ataque de pragas e doenças, mas com o prolongamento do ciclo da cultura são intensificadas as medidas de controle contra a infestação do bicudo. Houve a redução do cultivo de sequeiro, perdendo espaço para a soja e ampliação do cultivo irrigado, ocupando áreas de milho.

Mato Grosso do Sul: a produtividade das lavouras das regiões leste e sudoeste foram afetadas pelos altos volumes de chuvas de fevereiro até meados de abril devido ao apodrecimento de maçãs. Ao final de abril, a chuva de granizo inviabilizou a colheita de 100 hectares na região centro-norte e impactou na produtividade de áreas adjacentes. Em maio, só ocorreram chuvas no centro-oeste do estado, o que foi adequado, pois houve um bom armazenamento de água no solo, permitindo o desenvolvimento fenológico das lavouras. As áreas cultivadas na região sudoeste foram totalmente colhidas, e essa operação agrícola está em execução no cultivo do leste estadual. No centro-norte, que concentra mais de 90% dos cultivos, ainda foram necessárias intervenções com inseticidas durante maio para controle da mosca-branca e principalmente do pulgão-do-algodoeiro. Os talhões mais adiantados começam a ser desfolhados, e a colheita desta região deve iniciar na segunda quinzena de junho.

Goiás: a expectativa de aumento de produção de algodão em comparação ao levantamento passado ocorre devido ao acréscimo de produtividade. Em maio, o período chuvoso no estado chegou ao fim. Poucas precipitações ao longo do mês foram registradas, e quando ocorreram, os volumes foram insignificantes. A elevação de armazenamento de água no solo, em relação à safra anterior, beneficia as lavouras. As condições de desenvolvimento das lavouras estão em estado satisfatório, resultando em uma expectativa de produtividade esperada. As lavouras de algodão no sudoeste goiano estão atualmente passando pela formação de maçãs e abertura de capulhos, indicando o processo de maturação e, de forma geral, não foram registrados problemas graves relacionados a pragas e doenças. No município de Chapadão do Céu, principal produtor da região, muitos capulhos já se encontram abertos, entretanto parte das lavouras foi prejudicada pelas chuvas intensas ocorridas em janeiro e fevereiro, juntamente com a baixa luminosidade característica dessa época na região.

Esses fatores adversos impactaram o desenvolvimento adequado do sistema radicular das plantas, resultando em produção um pouco abaixo do esperado. Consequentemente, estima-se que as operações de colheita serão antecipadas em cerca de um mês, com previsão de início a partir da segunda quinzena de junho.

Na região leste do estado, as lavouras cujo plantio foi concluído em dezembro, estão atualmente passando pela fase de abertura de capulho no terço inferior das plantas, enquanto o restante se encontra em formação de maçãs. As lavouras semeadas em janeiro estão na fase de formação de maçãs, sem terem iniciado a abertura de capulhos. A cultura apresenta bom desenvolvimento e não apresentam grandes problemas relacionados a condições climáticas, pragas ou doenças. Além disso, a umidade ainda está presente na camada do solo em que as raízes alcançam, o que é promissor para o desenvolvimento saudável das maçãs.

Maranhão: a estimativa de produção se manteve constante em relação ao levantamento anterior. A colheita da primeira safra está prevista para iniciar a partir da segunda quinzena do de junho, destacando que as lavouras se encontram no estádio de abertura de capulhos.

O algodão segunda safra teve uma relativa redução em sua área devido à limitação da janela ideal de plantio por conta do atraso ocorrido na semeadura e consequente colheita da soja na região sul do estado, especificamente no município de Balsas. As lavouras de segunda safra foram semeadas na primeira quinzena de fevereiro de 2023 devido ao atraso da colheita da soja. As lavouras se encontram em boas condições, em floração e formação de maçãs. A previsão de início de colheita é para a segunda quinzena de julho, estando as duas safras separadas por um período de 30 dias em todas as suas fases evolutivas.

Minas Gerais: a redução da estimativa de produção, em comparação ao levantamento anterior, é influenciada pela diminuição da produtividade. As lavouras entram em fase final de maturação, com as maçãs do baixeiro e terço médio abertas. Nessa fase, os produtores estão aplicando dessecantes e maturadores para programar a colheita, que deve ganhar ritmo nos próximos 30 dias no noroeste do estado. Na região Norte de Minas, a colheita iniciou, principalmente em municípios com clima mais seco. A redução na produtividade ocorre devido a lavouras que foram afetadas por enchentes. Em relação à produtividade e qualidade, as expectativas são boas.

São Paulo: não houve alteração na produção estimada de algodão em relação ao levantamento anterior. As lavouras em Holambra se encontram em fase de colheita. A qualidade da pluma de algodão é boa.

Piauí: em comparação ao levantamento anterior, não houve mudanças na estimativa de produção do estado. Até o final de maio, a intenção total de plantio foi de 65% efetivamente semeada devido à baixa precipitação, sobretudo entre o início de fevereiro e a segunda quinzena de março. O aumento da pluviosidade após a segunda quinzena de março estimulou o preparo do solo e o plantio logo no início de abril, com a semeadura se concentrando nos municípios com influência das chuvas do litoral. As condições das lavouras estão entre boas a regulares, com sua grande maioria em desenvolvimento vegetativo.

Rondônia: o aumento da expectativa de produtividade em relação ao levantamento anterior reflete no acréscimo da produção de algodão. O regime de chuvas propício favorece o desenvolvimento vegetativo da cultura. As lavouras estão em boas condições e em fase de maturação dos frutos.

Tocantins: a produção esperada mantém-se estável em comparação ao levantamento anterior. Na porção centro-norte do estado, incluindo as regiões de Campos Lindos e Miracema, as chuvas foram essenciais para o bom desenvolvimento das lavouras, que estão em fase de maturação e formação de maçãs. De maneira geral, as lavouras estão em boas condições de desenvolvimento. Os baixos volumes de chuvas favorecem a qualidade da pluma.

Ceará: as chuvas em março foram superiores à média histórica em todas as regiões. Em abril, as chuvas ficaram na média, entretanto foram mal distribuídas entre as regiões. A cultura se encontra, em maior parte, em estado de desenvolvimento vegetativo. O aumento de área, verificado neste levantamento, ocorreu pela entrada de novos produtores na cotonicultura.

Paraná: o clima chuvoso e com pouca luminosidade de fevereiro e início de março alongou o ciclo da cultura e limitou a entrada de máquinas para as aplicações fitossanitárias, prejudicando o controle de pragas. As condições climáticas mais secas das últimas semanas estão beneficiando a cultura, em especial, devido à necessidade de clima mais seco para a abertura dos capulhos e conservação da qualidade da pluma. Assim, o clima em março, abril e maio, associado aos bons níveis de água no solo, têm sido favoráveis à cultura. A colheita iniciou em maio e conta atualmente com 60% de área colhida.

Paraíba: a ocorrência de chuvas com volume e distribuição regular em quase toda a região produtora, durante todo o desenvolvimento das lavouras, favoreceram o estabelecimento da cultura. As boas condições climáticas são determinantes para a expectativa de obtenção de boa produtividade. As lavouras estão em boas condições, na sua maioria, e em maturação.

Rio Grande do Norte: apesar da redução de produtividade, o aumento da área semeada impulsionou a produção, que é maior em relação ao levantamento anterior. Maio encerrou com precipitações pluviais abaixo da média, na maior parte do estado, o que desfavoreceu o desenvolvimento da cultura no campo, além de elevadas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e solos muito duros quando secos. Em algumas áreas é perceptível o baixo desenvolvimento da cultura, com plantas pouco desenvolvidas e muito pequenas já florindo, sinal de baixa produtividade.

OFERTA E DEMANDA

Com a safra 2022/23 já se consolidando, onde mais de 70% das lavouras se encontram em fase de maturação e com bom desenvolvimento devido a condições climáticas favoráveis e sem problemas com pragas, a expectativa é que a produção atinja 2,97 milhões de toneladas, de acordo com o levantamento realizado pela Conab para o nono levantamento de safra 2022/23. Isso significa um incremento na oferta em razão do crescimento de 16,6% da produção nacional em relação à safra 2021/22. Esses números foram alcançados graças ao aumento de 2,2% de área e, principalmente, o aumento da produtividade de 14,1%.

Em maio de 2023, foram exportadas 60,3 mil toneladas de algodão, ao valor médio de US$ 1.842,8 a tonelada, conforme informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Em relação a maio de 2022, este volume é 26,1% menor e, em termos financeiros, a perda é de 20,5%. No acumulado do ano, foram exportadas 364,2 mil toneladas. Este volume está bem abaixo do esperado, sendo um dos piores desempenho dos últimos quatro anos. Os grandes compradores de pluma como Bangladesh, Vietnã, Turquia e China reduziram bastante suas aquisições.

Para o ano, a demanda das indústrias locais por pluma de algodão está fraca, visto que o consumo dos produtos derivados da fibra caiu. Compradores retraídos e evitando ampliar seus estoques têm adquirido apenas o suficiente para suas necessidades imediatas. Diante deste cenário, a expectativa é que o consumo interno da pluma fique em 710 mil toneladas. Deste modo, com a queda do consumo, com o crescimento da safra e com a redução das exportações, o estoque final de algodão deve atingir 1.905 mil toneladas, crescimento de 31,84%. Estes valores implicam em uma relação estoque consumo de 268,31%.

Arroz

Rio Grande do Sul: a colheita do arroz irrigado foi concluída. A qualidade dos grãos é boa, e a produtividade um pouco melhor em relação à safra passada, apesar dos níveis dos reservatórios terem se mantido baixos em períodos críticos de estiagem durante o desenvolvimento da cultura, mas ainda considerado satisfatório diante da situação. Já está sendo realizado, em algumas áreas de produção, o preparo do solo para a próxima semeadura.

Tocantins: a colheita está finalizada, e a produtividade média das lavouras chegou a 108 scs/ha. Houve registro na queda de qualidade do produto em áreascolhidasqueforamatingidasporenchentesduranteodesenvolvimento da lavoura, na região da Lagoa da Confusão.

Quanto ao arroz de sequeiro, a colheita será finalizada nos próximos dias, e a produtividade média das lavouras pode variar, principalmente em áreas de abertura para a cultura da soja na safra 2023/24, onde o grau de investimento do produtor foi maior. Houve uma retração da área cultivada do arroz total no estado devido, principalmente, à elevação no preço dos insumos.

Maranhão: na safra 2022/23, a área total de arroz irrigado corresponde a 3,1 mil hectares, com redução de 41,5% em relação à safra anterior, em razão de redução de área de plantio em alguns municípios devido ao menor recurso de investimento do produtor em consequência de perda significativa da produção de arroz de sequeiro na safra 2021/22. A produtividade média do arroz irrigado alcançada foi de 6.000 kg/ha, e a produção estimada é de 18,6 mil toneladas de arroz. A comercialização do arroz produzido é realizada no mercado local, para as indústrias de beneficiamento do estado. Quanto ao arroz de sequeiro, a colheita atinge mais de 90% da área total semeada e segue adiantada nas áreas de produção de arroz de sequeiro, apresentando boas condições, beneficiadas pelo clima favorável, na maior parte do ciclo.

A área de arroz de sequeiro é estimada em 91,5 mil hectares, com redução de 6,9% em relação à safra anterior devido à redução de área da agricultura familiar em diversos municípios, w estimativa de 1.859 kg/ha de produtividade. As lavouras de arroz de sequeiro têm demonstrado redução significativa devido aos preços praticados para o produtor, dificuldades de cultivo devido às exigências climáticas e preços melhores no cultivo de outras culturas.

Mato Grosso: a colheita foi concluída com o produto em boa qualidade e volume acima de 55% de grãos inteiros. Houve redução da área destinada ao cultivo de arroz, sendo substituído principalmente pelo milho.

Amazonas: não houve intercorrências que comprometessem as condições do cultivo. A perspectiva de produtividade do arroz, para a região de Humaitá e do Sul de Canutama, está em 70 scs/ha.

Rondônia: as chuvas regulares beneficiaram o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo das culturas da primeira safra, que já foram colhidas, em sua maioria, e corresponderam às expectativas de produtividade, enquanto as áreas de segunda safra estão se desenvolvendo satisfatoriamente e com perspectiva de uma boa colheita. As áreas implantadas com a lavoura safrinha apresentam-se em bom desenvolvimento, ainda que o plantio tenha sido realizado de forma tardia.

Pará: as lavouras de arroz de sequeiro se encontram com 80% colhidas e os 20% restantes no estádio de maturação. Na região sudoeste, as lavouras estão com 90% colhidas e os 10% restantes estão em fase final de maturação, para serem colhidos.

Ceará: a cultura se encontra na fase de colheita, e a expectativa é de bom rendimento, embora a área plantada seja pouco expressiva. Há relatos sobre substituição na atividade produtora de grãos para a carcinicultura.

Paraíba: a semeadura do arroz encontra-se próxima ao total previsto. Cerca de 80% das lavouras encontram-se em boas condições, com 51,2% já em fase de maturação e 25,8% já colhidos, mantendo-se a expectativa de produtividade. Como tradição da região, utilizou-se semente crioula (arroz vermelho).

Piauí: o arroz de sequeiro está na fase de enchimento de grãos. As lavouras apresentam boas condições. A agricultura empresarial tem reduzido consideravelmente a área de cultivo, em virtude do pouco emprego da cultura do arroz na abertura de novas áreas.

Rio Grande do Norte: houve um período de estiagem secando algumas áreas alagadas de arroz, mas o retorno das chuvas com periodicidade significativa aumentou a reserva de água nos solos e diminuiu a temperatura melhorando as condições para o desenvolvimento da cultura.

As lavouras estão em bom desenvolvimento, apresentam algumas falhas de plantio e outras áreas estão com muita vegetação espontânea junto da lavoura. Outro fator é a diminuição das áreas devido aos baixos preços e elevados custos de produção.

OFERTA E DEMANDA

A Conab estima que a safra brasileira 2022/23 de arroz será 7,2% menor que a safra 2021/22, projetada em 10 milhões de toneladas. Este resultado é reflexo principalmente da estimativa de significativa redução de área em meio à reduzida rentabilidade projetada para o setor, com a menor atratividade financeira do setor orizícola em relação às culturas concorrentes por área, como a soja e o milho.

Especificamente sobre o quadro de oferta e demanda do arroz, neste nono levantamento, estima-se uma queda do consumo nacional para 10,3 milhões de toneladas nas safras 2021/22 e 2022/23, em razão da perspectiva de recuperação econômica, dado o fato do arroz possuir uma elasticidade- renda negativa.

Mais especificamente sobre a balança comercial, as exportações, na safra 2021/22, apresentaram um significativo volume comercializado, e encerrou o ano de 2022 com 2,1 milhões de toneladas vendidas, em razão da boa competitividade do grão no mercado internacional e quebra da safra norte- americana.

Para a safra 2022/23, em meio a um cenário projetado de menor disponibilidade do grão e de prováveis melhores preços internos, projeta- se uma retração do volume comercializado com o mercado externo para 1,5 milhão de toneladas, sendo este valor próximo da média comercializada ao longo dos últimos anos, com exceção do último ano que apresentou movimentação atípica. Ainda neste cenário, a estimativa é de mais um incremento do montante importado pelo país, sendo estimado 1,3 milhão de toneladas internalizadas pelo Brasil ao longo do ano de 2023. Em meio aos números apresentados, a projeção é de retração do estoque de passagem para 1,9 milhão de toneladas ao final de 2023.

Milho primeira safra

A colheita chega em sua reta final, na maioria das regiões produtoras, alcançando 83,4% da área semeada. A redução nas precipitações, aliada ao tempo seco em grande parte do país, favoreceram a perda natural de umidade dos grãos e aceleraram a retirada do cereal do campo. Ela se estenderá até ao final de julho no Maranhão e Piauí em virtude da época de semeadura do cereal, que é mais tardia nessas regiões.

As produtividades médias aferidas neste levantamento confirmam a tendência dos anteriores, com elevadas produtividades no Nordeste e Centro-Oeste,e queda de rendimento no Rio Grande do Sul,que mais uma vez teve sua produtividade reduzida. Mesmo assim, a produção total estimada ficou em 27.076,2 mil toneladas, 8,2% superior à da safra 2021/22, apesar da redução, e 2,6% da área de cultivo, que ficou em 4.431,4 mil hectares.

Rio Grande do Sul: o clima seco e a finalização da colheita da soja contribuíram para a evolução da colheita do milho no estado, que chegou a 95% da área semeada, restando 4% da área em maturação e 1% em enchimento de grãos. As lavouras que restam no campo são da safra de alguns agricultores empresariais (região do Planalto Superior), da safrinha (distribuídas em praticamente todo Rio Grande do Sul, mas com maior representatividade no Norte e Noroeste). Do ponto de vista sanitário, cabe destaque para o controle da cigarrinha nesta safra, pois o manejo e controle foram realizados com maior eficiência por parte dos produtores. A área semeada foi de 831,5 mil hectares, e a expectativa de produtividade média final foi reduzida para 4.488 kg/ha.

Paraná: cultura praticamente colhida, chegando a 98% da área, restando áreas apenas nas regiões de Curitiba e União da Vitória. A safra esperada é 28% maior que a obtida na anterior, resultado de incremento de área e um bom rendimento, dentro da normalidade e potencial produtivo da cultura.

Santa Catarina: as condições climáticas foram favoráveis ao bom desenvolvimento da cultura em praticamente todo o ciclo. A colheita foi concluída em 95% da área semeada, e a safra foi considerada boa, com rendimentos superiores aos da última safra.

Minas Gerais: safra praticamente finalizada, restando apenas 1% das áreas cultivadas para colher. A temporada foi marcada pelas boas condições climáticas para o cereal e pela redução de área para a cultura da soja. O decréscimo na área foi na ordem de 6,9% em relação à safra anterior, o que resultouemumaáreacultivadade 781,6 milhectares.Comumaprodutividade média estimada em 6.566,8 kg/ha, teremos uma produtividade média recorde para o estado.

São Paulo: apesar das oscilações climáticas ocorridas durante o ciclo da lavoura, as produtividades médias alcançadas, de 6.880 kg/ha, foram 16% superiores às obtidas na safra passada.

Goiás: a interrupção das chuvas beneficiou o progresso da colheita do milho de verão durante maio. A colheita na região sudoeste está finalizada e se aproxima do fim na região leste do estado. Nessa região foi observada uma redução na produtividade atribuído ao plantio tardio em áreas arenosas e menos férteis, pois os agricultores optaram por reservar as áreas mais férteis e argilosas para o cultivo da soja.

Distrito Federal: a colheita foi encerrada na área cultivada de 16,1 mil hectares, semelhante à safra anterior. Devido às boas precipitações ocorridas durante o ciclo da lavoura e ao bom manejo por parte dos agricultores, a produtividade alcançada foi de 9.518 kg/ha.

Bahia: registrou-se um aumento de 13,5% da área total cultivada, como milho primeira safra em relação à safra passada, mesmo com o aumento dos custos de produção. Grande parte deste aumento é devido à expectativa de frustração da safra de milho do Sul do país e tendência de alta nas cotações, que não se confirmou.

O produtor investiu na expansão do cultivo, crescendo basicamente em áreas de pousio e pastagem. Com o avanço da colheita, pode-se constatar uma perspectiva de aumento na produtividade na ordem de 11,8% em relação à safra anterior, mesmo com o quadro de deficit hídrico que atingiu as regiões centro-sul e centro-norte. A redução das precipitações, em maio, permitiu o avanço da colheita em todas as regiões do estado, e os resultados obtidos superaram as expectativas iniciais.

Piauí: as lavouras se desenvolveram em boas condições, confirmando boas produtividades com o andamento da colheita, que já alcança 38% da área cultivada, estando o restante em maturação fisiológica. Para a safra 2022/23 houve novamente aumento da área de cultivo no estado.

Maranhão: a colheita da cultura está em andamento desde abril e já alcançou 36%, até este levantamento. Em maio foi finalizada a colheita de milho verde, especialmente oriundo da produção da agricultura familiar, e agora está ocorrendo a colheita de grãos secos na faixa centro-sul do estado. O milho de primeira safra tem apresentado bons índices de produtividade devido às boas condições climáticas ocorridas e aos pacotes tecnológicos utilizados.

Pará: a colheita do milho primeira safra já está encerrada, e os bons volumes de chuva registrados, durante o ciclo da cultura, favoreceram o desenvolvimento do cereal, com boas produtividades alcançadas.

Tocantins: o clima mais firme e seco contribuiu para a conclusão da colheita do milho primeira safra, com bons índices de produtividade alcançados.

Rondônia: as lavouras foram favorecidas por um bom regime de chuvas em sua implantação. O veranico, em novembro, não trouxe impactos maiores na produtividade das lavouras implantadas. A regularização, ainda que tardia, das chuvas, também colaborou para um melhor desenvolvimento das áreas semeadas. A primeira safra já foi colhida, mas foi observada uma atipicidade na condução das lavouras em virtude do atraso na regularização das chuvas no período de setembro a novembro, com isso, nas regiões mais ao norte, teremos uma redução das áreas destinadas à safrinha.

Milho Segunda Safra

A colheita foi iniciada, timidamente, em Mato Grosso. A diminuição das temperaturas, aliada a algumas precipitações, têm atrasado os trabalhos de campo. Maio foi marcado pela redução das precipitações em todas as regiões produtoras, com influências negativas maiores nas regiões semeadas tardiamente. Em Mato Grosso, essa redução não chegou a causar danos de produtividade, pois a maioria das áreas foi semeada na janela de plantio ideal. Já no Piauí, Goiás e Paraná, a redução da disponibilidade hídrica causou redução no potencial produtivo destas lavouras. Mesmo assim, ainda é estimada uma produção para a cultura de 96.309,6 mil toneladas, 12,1% superior ao registrado na última safra, semeados em 17.077,4 mil hectares, sendo ambos os resultados recordes da série histórica.

Mato Grosso: ao a colheita do milho ainda está na fase inicial em Mato Grosso, atingindo 0,9% do espaço dedicado à cultura. Para as lavouras ainda em desenvolvimento, o regime de chuvas, mesmo que mínimo ao longo de maio, foi suficiente para que a maioria das áreas concluísse integralmente o enchimento dos grãos. O vigor das plantas está excelente, apresentando espigas bem formadas, com grãos dentro do padrão. Diante do quadro positivo para a cultura, as perspectivas para uma safra cheia estão cada vez mais evidentes em todo o estado, inclusive para a maior parte dos talhões semeados fora de janela.

Mato Grosso do Sul: devido ao atraso na semeadura do milho ocorreu novo ajuste da área cultivada em alguns municípios. As condições da cultura são boas, e a incidência de pragas é considerada baixa nesta safra, quando comparada às passadas.

Após as elevadas precipitações em março e abril, ocorreram 30 dias sem precipitações significativas em praticamente todo o Mato Grosso do Sul. Apesar disso, a umidade acumulada, somada aos dias curtos e temperaturas amenas, restringiram os danos por estresse hídrico, e o retorno de chuvas gerais, a partir do dia 29 de maio, retomaram as condições hídricas ideais para a evolução das lavouras. Essas precipitações garantem a produtividade adequada de aproximadamente 60% das lavouras do estado, quando se leva em consideração somente a disponibilidade de umidade para fechamento do ciclo do milho.

Goiás: as abundantes chuvas registradas durante o verão deste ano resultaram em uma ótima reserva de água no solo, proporcionando condições favoráveis para o desenvolvimento saudável da cultura do milho de segunda safra. Na região sudoeste, as lavouras estão em fase de finalização de ciclo, com diferentes níveis de enchimento de grãos e maturação. Prevê-se que a colheita comece a partir da segunda quinzena de junho, intensificando-se no início de julho. A queda nas temperaturas tem sido apontada como um fator que pode retardar a maturação e a secagem dos grãos para a colheita. Em geral, as lavouras semeadas dentro da janela ideal de plantio, até o final de fevereiro, estão em boas condições para a conclusão do ciclo. No entanto, aquelas plantadas no início ou até meados de março, enfrentaram uma interrupção abrupta das chuvas e, provavelmente, terão sua produtividade impactada. No entanto, essas áreas não representam a realidade da maioria das lavouras da região. As lavouras estão com 68% em boas condições, 25% em condições regulares e 7% em condições ruins.

A cigarrinha, um inseto que causou grandes perdas na safra anterior, não tem apresentado grandes problemas nesta safra.

Já na região leste de Goiás, as lavouras se encontram em estágio reprodutivo mais avançado, com a maior parte em enchimento de grãos. Em alguns municípios da região, as lavouras enfrentaram uma grande pressão da cigarrinha, mas as aplicações de defensivos têm sido eficazes no controle dessa praga. Além disso, o bom regime de chuvas na fase inicial da cultura ajudou a inibir o ataque desta praga. As lavouras semeadas dentro da janela ideal estão em condições bastante satisfatórias.

Paraná: o clima mais seco, em fases mais suscetíveis da cultura, já afeta uma parte das lavouras no estado. A cultura está em fases críticas, em sua maioria nos estádios reprodutivos, o que pode, caso este cenário de baixa umidade no solo permanecer, reduzir o potencial produtivo. A produção estimada ainda permanece dentro da normalidade, com produtividades altas, apesar da redução de área decorrente do atraso do ciclo da soja e do temor dos produtores em relação aos ataques de cigarrinha, que na safra passada causaram prejuízos.

Distrito Federal: a área cultivada nesta safra sofreu uma redução motivada pelo encurtamento da janela de plantio. As lavouras se encontram, em sua maioria, na fase reprodutiva, já sentido os efeitos da ausência de chuvas, o que pode comprometer a produtividade esperada.

Minas Gerais: as lavouras de milho safrinha se desenvolvem bem em todas as regiões produtoras. As condições climáticas favoráveis, principalmente o prolongamentodoperíodochuvoso,atéofinaldeabril,foramdeterminantes para a manutenção da umidade do solo no período de plantio que, em algumas regiões, ocorreu com certo atraso devido à finalização da colheita da soja. É notório o vigor da maioria das lavouras, que já alcançaram a fase de enchimento de grãos. No entanto, ressaltamos que, com a redução das precipitações de maio, poderá haver redução do potencial produtivo inicial das lavouras, uma vez que a maioria delas está na fase de enchimento de grãos.

O panorama atual das lavouras está bem melhor que as duas últimas safras, onde as chuvas cessaram em março, em que os produtores estavam semeando suas áreas, forçando as plantas passarem todo ciclo sem a quantidade necessária de umidade no solo para completar seu desenvolvimento.

São Paulo: houve redução da área cultivada com o cereal devido ao atraso na colheita da soja, o que encurtou a janela ideal de semeadura do milho, fazendo com que os agricultores procurassem alternativas de cultivo, como o sorgo e o trigo. As áreas semeadas se encontram, majoritariamente, nos estádios reprodutivos, mas uma boa parcela, a semeada tardiamente, ainda está em desenvolvimento vegetativo. A redução das precipitações em maio tem afetado o desenvolvimento do cereal em muitas áreas, principalmente nas de solo arenoso.

Bahia: a redução nas precipitações em maio já compromete o potencial produtivo das lavouras de milho, que estão, em sua maioria, no estádio de enchimento de grãos, com desenvolvimento de regular a ruim, conforme a distribuição espacial das chuvas e o manejo realizado pelo produtor. Houve redução da área semeada devido à expansão do cultivo do sorgo, tendo a preferência sobre o milho devido à limitação hídrica pelo fim da estação chuvosa.

Ceará: em abril, as chuvas ficaram na média, contudo, foram mal distribuídas entre as regiões. Em maio, as chuvas ficaram bem abaixo da média, o que pode comprometer a produtividade de muitas áreas.

Maranhão: as lavouras de safrinha foram favorecidas pelas boas condições climáticas, notadamente a partir de janeiro e fevereiro, quando o período chuvoso se estabeleceu de forma mais regular.

O atraso no plantio da soja, no final de 2022, no entanto, deverá afetar negativamente a parte do milho safrinha que não foi semeado dentro da janela ideal de cultivo. Para essas áreas, existe uma estimativa de baixa produtividade ou ainda de produtividade a um nível excessivamente baixo, que sequer compense financeiramente a realização da colheita.

Pernambuco: com o reestabelecimento das chuvas a partir de março e a consolidação de grandes lavouras tecnificadas, observadas durante o levantamento, elevou a previsão de rendimento. As lavouras do oeste sertanejo estão em estágio de maturação de grãos e em boas condições. Já na porção do leste sertanejo, estão no estágio reprodutivo. A área para milho segunda safra foi reduzida devido à elevação dos custos de produção. Contudo, as boas condições das lavouras e o aumento de lavouras tecnificadas apontam para alta no rendimento.

Piauí: as condições climáticas apresentadas, nesta safra, sobretudo o regime de chuvas, favoreceu a implantação da cultura, cuja semeadura teve início no último decêndio de fevereiro e foi finalizada no estado em março. Porém, a redução das precipitações a partir da segunda quinzena de abril, e em maio, comprometeram o potencial produtivo de muitas áreas, principalmente das semeadas tardiamente.

Rio Grande do Norte: após um bom estabelecimento inicial das lavouras, a redução das chuvas de maio já começa a refletir no desenvolvimento das lavouras. Percebeu-se, a campo, que as lavouras estão com sintomas de deficit hídrico, com baixo desenvolvimento e pendoamento, com baixa estatura devida à estiagem que assola o estado. Alguns agricultores, que possuem irrigação, conseguiram salvar algumas áreas, entretanto, a maior parte terá perdas significativas.

Paraíba: com o aumento da precipitação e da uniformidade da distribuição das chuvas, o plantio chegou a 78% do total previsto para a safra 2022/23, sendo a semeadura na zona da mata ocorrendo em momento posterior ao plantio no Sertão e Vale do Piancó. As lavouras se encontram em condições de boas a regulares, estando desde o estádio de desenvolvimento vegetativo até maturação.

Tocantins: as lavouras entraram em fase reprodutiva, atingindo o estágio de maturação naquelas áreas semeadas durante o início de fevereiro. O produtor que estendeu o plantio do milho após o fechamento da primeira quinzena de março terá produtividade reduzida devido a veranicos que acometeram a cultura durante sua fase crítica (floração e enchimento de grãos). De forma geral, as lavouras estão em boas condições de desenvolvimento, favorecidas pelas chuvas ocorridas no estado durante este mês.

Pará: o milho segunda safra foi semeado em quase todas as regiões que praticam agricultura empresarial, em sucessão à soja, principalmente. As condições das lavouras estão satisfatórias, sem relatos de problemas fitossanitáriosecomprecipitaçõessuficientesparaumbomdesenvolvimento do cereal. Na região oeste,muitas lavouras já entraram em maturação, e uma pequena parcela começou a ser colhida, com produtividades superiores às expectativas iniciais.

Acre: o excesso de chuvas em março provocou um leve atraso no desenvolvimento das lavouras, que se encontram nos estádios de frutificação e maturação, apresentando bom desenvolvimenvolvimento.

Rondônia: a safrinha está bem desenvolvida e próxima da colheita em muitas áreas, pois recebeu chuvas regulares durante o período de desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, com lavouras em todas as fases de desenvolvimento, a partir da emergência. É observada uma atipicidade na condução das lavouras em virtude do atraso na regularização das chuvas e, com isso, nas regiões mais ao norte, uma redução significativa das áreas destinadas à segunda safra.

Milho Terceira Safra

O plantio do milho terceira safra ainda continua em algumas regiões produtoras, e se estenderá durante junho. Houve redução da área estimada em virtude do aumento no custo de produção, porém aumento na produtividade devido à permanência de produtores mais tecnificados na atividade. É estimado uma redução de 2,8% na área semeada em relação à safra 2021/22, porém com um aumento na expectativa de produção, que está em 2.329,9 mil toneladas, 5,3% superior à obtida na última safra.

Alagoas: as precipitações regulares favoreceram a semeadura do milho, proporcionando um estabelecimento inicial satisfatório nas lavouras e um bom desenvolvimento das lavouras. Embora o preço dos fertilizantes e outros insumos continuem em alta, impactando nos custos de implantação da cultura, o preço do grão no mercado local permanece em alta, o que tem mantido o estímulo para os produtores que investem em tecnologia.

Pernambuco: com o início do período chuvoso, a semeadura foi concluída, e as boas previsões climáticas apontam melhora na produtividade. As lavouras se encontram em boas condições, em estágios iniciais de emergência e desenvolvimento vegetativo. A alta nos custos de produção tem selecionado os produtores mais tecnificados a permanecerem no setor, além de investimentos do setor avícola, o maior do Norte-Nordeste, que tem assumido grandes áreas para produção de grãos, com alta tecnologia. Houve redução na área semeada, porém há expectativa de melhores produtividades devido à melhoria do pacote tecnológico usado.

Bahia: estima-se redução na produtividade devido ao atraso das chuvas e da elevação das temperaturas em maio. Essas condições foram desfavoráveis para o desenvolvimento das lavouras implantadas em abril e início de maio. As lavouras estão em fase de emergência e desenvolvimento vegetativo, com qualidade razoável, muito por conta da estiagem de maio. Houve relatos de infestação por lagarta do cartucho, com provável queda da produção, mesmo após o tratamento químico.

Sergipe: em virtude de alguns contratempos ocorridos no presente ano- safra, principalmente em relação à irregularidade das chuvas, temos 49% das áreas de milho semeadas. Apesar do atraso considerável nos plantios, a ocorrência de chuvas mais intensas e regulares, a partir da segunda quinzena de maio, possibilitou o avanço da semeadura nos últimos dias, possibilitando o plantio das áreas dentro da janela de plantio, evitando- se, com isso, os impactos futuros na redução das precipitações durante o ciclo da cultura. As precipitações mais volumosas ocorridas tornaram as condições favoráveis para preparo do solo nas novas semeaduras, dando melhores condições para a continuidade e encerramento dos plantios em junho. De maneira geral, apesar dos veranicos ocorridos, a cultura apresenta bom desenvolvimento, fruto da realização correta de todos os tratos culturais, sem que houvesse qualquer impedimento para a aplicação de insumos e defensivos, conferindo boa sanidade e nutrição às lavouras observadas.

OFERTA E DEMANDA

Para a safra 2022/23, a Conab prevê uma produção total de 125,7 milhões de toneladas, um aumento esperado de 11,1%, comparada à safra anterior. Esse aumento na produção total é resultado do aumento de área de milho segunda safra em conjunto com uma recuperação da produtividade projetada em campo das três safras. Cabe destacar que a Conab projeta um aumento de 2,6% na área plantada e de 8,3% na produtividade do setor.

Em relação aos dados da demanda doméstica, a companhia acredita que 79,4 milhões de toneladas de milho, da safra 2022/23, deverão ser consumidos internamente ao longo de 2023, ou seja, um aumento de 6,5% comparativamente à safra anterior.

Sobre a balança comercial, a Conab projeta uma redução do volume de importação total para a safra 2022/23, projetada em 1,9 milhão de toneladas do grão, em razão da perspectiva de maior produção nacional. Para as exportações, com a projeção de aquecida demanda externa pelo milho brasileiro produzido na safra 2022/23, a Conab estima que 48 milhões de toneladas sairão do país via portos. Nesta conjuntura, acredita-se que o aumento da produção brasileira, alinhado à maior demanda internacional, deverão elevar o volume de exportações do grão em 2023. Com isso, o estoque de milho em fevereiro de 2024, ou seja, ao fim do ano-safra 2022/23, deverá ser de 8,4 milhões de toneladas, aumento de 3,3%, comparando-se à safra 2021/22.

Soja

Com mais de 99% da área semeada já colhida, os trabalhos de campo para a retirada da oleaginosa se concentram em áreas pontuais no Sul do país e, principalmente,noMaranhão,ondeelaseestenderáatéjunho.Asprodutividades obtidas seguiram as tendências dos últimos levantamentos e estão estimadas em 3.537 kg/ha, 24% superior à da safra 2021/22, com produtividades recordes em vários estados.

Foi realizado novo ajuste,para cima,da área cultivada em Mato Grosso,Rondônia e Piauí devido a novas informações de mapeamentos realizados.

O Brasil deverá colher nesta safra 155.736,5 mil toneladas,24% superior ao obtido na última safra, em uma área cultivada de 44.031,7 mil hectares, confirmando, novamente, recordes históricos de área de plantio, produtividade e produção.

Mato Grosso: a colheita já foi finalizada, e as boas condições climáticas registradas durante o desenvolvimento das lavouras, aliadas aos investimentos dos produtores, resultaram em uma produtividade de 3.773 kg/ha, recorde para o estado. Neste levantamento foi elevada, novamente, a área de plantio devido a novas informações de mapeamento. Assim, a área cultivada no estado alcançou 12.086 mil hectares.

Paraná: a cultura está praticamente colhida em todas as regiões, e as produtividades alcançadas superaram as estimativas iniciais.

Rio Grande do Sul: a safra de soja está praticamente colhida no estado, restando apenas algumas áreas de safrinha. A produtividade ficou prejudicada em razão da estiagem ocorrida, pelo segundo ano consecutivo, em regiões produtoras como Noroeste e Central, que estão fechando com médias entre 20 scs/ha e 25 scs/ha. A média geral do estado foi favorecida pelo melhor desempenho obtido, principalmente, na região Nordeste, no Planalto Superior. Já nas regiões da Campanha, Sul, Missões e Fronteira Oeste foram observadas as piores produtividades do estado, com algumas áreas colhendo menos de cinco sacos por hectare. A colheita está praticamente concluída. Diante das informações coletadas neste levantamento, a produtividade foi mantida em 2.214 kg/ha.

Santa Catarina: colheita finalizada em grande parte das áreas plantadas, restando apenas algumas lavouras tardias. Não houve variação significativa em termos de produtividade, comparando-se ao levantamento anterior. De forma geral, a cultura encerra esta safra com bons resultados em comparação com a safra passada.

Minas Gerais: a colheita já foi finalizada. De maneira geral, auxiliadas pelo clima favorável, a cultura se desenvolveu bem, apesar do atraso do plantio em algumas regiões devido às precipitações tardias e ocorrência de dias nublados com pouca luminosidade no período que as lavouras se encontravam na fase reprodutiva. Para esta safra, estima-se que a produção mineira gire em torno de 8.346,5 mil toneladas,10% superior ao verificado na safra passada,confirmando- se como safra recorde da série histórica da Conab.

Bahia: a colheita já foi finalizada, e o produto colhido apresentou boa qualidade. Os rendimentos indicam que a safra terá recorde de produtividade. O aumento de área cultivada segue o ritmo da expansão agrícola com a incorporação de novas áreas, ano a ano. Já o aumento de produtividade foi devido à melhor distribuição das precipitações e ao contínuo investimento na melhoria do manejo agrícola.

Maranhão: a semeadura aconteceu entre outubro de 2022 e fevereiro de 2023. Desse modo, a colheita foi iniciada em fevereiro e ocorrerá até junho de 2023. Em maio, a colheita de soja atingiu 95% da área total semeada no estado. As lavouras restantes estão em maturação e em boas condições, com boa expectativa de produtividade, uma vez que, durante o desenvolvimento da cultura, as precipitações foram adequadas, sem excessos, e favoreceram o acúmulo de matéria seca. As pragas e doenças, como lagartas e nematoides, ocorreram na região, mas foram controladas e não afetaram a produção da cultura.

Ceará: a soja de sequeiro, que corresponde a 45,5% da área, é cultivada na Serra da Ibiapaba, região com regime pluviométrico mais regular, quando comparada à maior parte do estado, e, portanto, favorecendo ao desenvolvimento da cultura. Quanto à soja irrigada no município de Limoeiro do Norte, devido a características do solo, ocorreu alagamento em março devido ao excesso de chuvas, o que pode afetar a produção. A cultura está prestes a ser colhida, e a expectativa é de bom rendimento.

Alagoas: as condições climáticas favoráveis,com ocorrência de chuvas regulares, têm permitido um bom estabelecimento inicial das lavouras. O plantio já ocorreu em 79% da área prevista, e a maioria delas está em desenvolvimento vegetativo.

Tocantins: a colheita da primeira safra já foi finalizada. Segue ainda o cultivo de soja segunda safra, nas regiões de várzea do estado. Ele é feito em sucessão à colheita do arroz, em sua maioria, e se destina exclusivamente para a produção de sementes. As lavouras estão em fase de desenvolvimento vegetativo, e o calendário de plantio encerrou-se no final de maio.

Pará: o estado ainda colhe o restante das lavouras de soja no sudeste, no Polo de Paragominas. Esse atraso foi devido a problemas pontuais com o excesso de precipitações. Nas outras regiões do estado a colheita está encerrada. As condições climáticas foram favoráveis para um bom desenvolvimento das lavouras durante a maior parte do ciclo, apesar de problemas pontuais de veranicos, no início do plantio, e de excesso de chuvas durante a colheita.

Rondônia: a ocorrência de veranicos no início da implantação das lavouras resultou na necessidade da prática de replantio, no entanto, o percentual foi insignificante e apresentaram um reduzido impacto sobre a cultura. A regularidade posterior das chuvas proporcionou um ganho em produtividade, que marcam essa como uma grande safra, tanto em área cultivada, que sofreu um acréscimo neste levantamento, como em produção.

Acre: a cultura se encontra com 99% da área colhida. Devido ao alto volume pluviométrico no início da safra, houve atraso no plantio em algumas áreas e, consequentemente, o período de colheita foi estendido.

Amazonas: o início da colheita da soja no Amazonas não se deu de forma uniforme, sendo o primeiro relato de início de colheita em Humaitá, no início de janeiro. Não houve ocorrência significativa de problemas que venham a comprometer a qualidade do produto, porém com a intensificação da quadra invernosa, os dias propícios para a entrada das máquinas para a colheita estão bem reduzidos, o que vem atrasando a sua conclusão.

A Conab eleva a estimativa de produção brasileira, para a safra 2022/23, em 926 mil de toneladas, passando de 154,81 milhões de toneladas para 155,74 milhões de toneladas, motivado por aumentos de áreas e produtividades em relação ao último levantamento. Com isso, há um ajuste de 9 mil toneladas de perdas e sementes.

Como na estimativa de exportação é levado em consideração o percentual médio de exportação em relação ao produzido, as exportações têm um aumento de 568 mil toneladas em relação ao último relatório, passando de 95,07 milhões de toneladas para 95,64 milhões de toneladas. Há um aumento na estimativa de exportações de farelo de soja para a safra 2022/23. Gerando, portanto, um aumento de esmagamentos para 2023 de 388 mil toneladas em relação ao último relatório. Assim, os estoques finais de 2023 passam de 7,54 milhões de toneladas para 7,51 milhões de toneladas.

FARELO DE SOJA

Com o aumento da estimativa de esmagamentos, a produção de farelo é aumentada em 314 mil toneladas, passando de 39,75 milhões de toneladas para 40,05 milhões de toneladas. O aumento dos esmagamentos e elevação da produção de farelo são motivados pelo aumento das estimativas de exportações de farelo em 338 mil toneladas, passando de 20,66 milhões de toneladas para 21 milhões de toneladas. Assim, os estoques de finais de farelo de soja passam de 2,34 milhões de toneladas para 2,31 milhões de toneladas.

ÓLEO DE SOJA

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) divulgou, em maio, os números de venda de óleo diesel e de produção de biodiesel, com aumento de 0,4% de venda de diesel nos quatro primeiros meses de 2023, em relação ao mesmo período de 2023, e um aumento de produção de biodiesel nos quatro primeiros meses de 2023 de 4,59%, comparando-se ao mesmo período de 2022. Porém, a produção de biodiesel do quadrimestre está abaixo do estimado e, assim, há uma pequena redução da estimativa de consumo doméstico, que passa de 8,21 milhões de toneladas para 8,19 milhões de toneladas. Além disso, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) reduziu o percentual de conversão de grãos para óleo de soja e, assim, a produção de óleo passa de 10,58 milhões de toneladas para 10,55 milhões de toneladas.

Não há mudanças nas estimativas de exportações de óleo de soja, que continuam em 2,6 milhões de toneladas. Ademais, os estoques finais de óleo de soja para 2023 continuam em 324 mil toneladas.

Trigo

Paraná: Com o início da semeadura da sfra de inverno 2023, a previsão para a produtividade dessas lavouras leva em consideração um estudo da série histórica, indicando rendimentos de safras normais.

Em o aumento da área de cultivo, para a safra atual, impulsiona a estimativa de produção de trigo. Mais da metade da área já foi semeada, e boa parte das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e uma pequena parcela em floração. Algumas regiões estão com mais de 30 dias sem chuvas volumosas e abrangentes. Diante disso, as lavouras estão sentindo a baixa umidade do solo, e em algumas áreas estão apresentando desenvolvimento inicial desuniforme.

Rio Grande do Sul: a estimativa de área semeada é semelhante à da safra passada. A semeadura iniciou pela Fronteira Oeste, seguida por Missões e Alto Uruguai, intensificando com o início do período indicado pelo ZARC em 20 de maio de 2023. Em alguns municípios destas regiões o percentual semeado já passou de 20%, mas no estado, essa área representa 7% do total. Nas demais regiões, a operação está apenas iniciando. Das áreas semeadas, a maioria ainda está em emergência, enquanto as demais iniciam o desenvolvimento vegetativo.

Santa Catarina: a estimativa é de redução da produção, quando comparada à safra passada. A expectativa de uma menor área cultivada, bem como a redução da produtividade, colabora para esse resultado. A possibilidade de ocorrência do fenômeno climático El Niño, que geralmente bloqueia as frentes frias sobre a Região Sul e causa excessos de chuva nos meses de inverno e primavera, afetando diretamente os cereais de inverno, influencia na decisão do produtor ao cultivar o cereal. A semeadura será intensificada em junho.

São Paulo: a expectativa de aumento da produção, em relação ao levantamento anterior, deve-se à expansão da área semeada. A cultura está principalmente em fase de desenvolvimento vegetativo, estando algumas áreas em enchimento de grãos.

Mato Grosso do Sul: o aumento esperado de produção em relação ao levantamento anterior é reflexo do aumento da área semeada. As chuvas ocorridas até o final de abril garantiram a umidade no solo, a germinação e o desenvolvimento das lavouras de trigo durante maio. Alguns produtores decidiram investir tardiamente na cultura, aumentando a área cultivada, realizando semeaduras no final do mês, quando não havia mais umidade suficiente para germinação das sementes. Contudo, com retorno das chuvas a partir do dia 29, espera-se que ocorra a emergência do trigo nesses talhões sem intercorrências. A cultura tem apresentado boa sanidade, até o momento, além de afilhamento adequado e início de alongamento do colmo nas primeiras lavouras semeadas nesta safra.

MinasGerais:em relaçãoaolevantamentoanterior,há estimativadeaumento de produção do cereal, acompanhando o aumento da área semeada. Vários fatores impulsionam o aumento das áreas cultivadas, entre eles podemos destacar: materiais desenvolvidos para a região do Brasil Central com excelente adaptabilidade, menor necessidade hídrica e melhor relação risco retorno. Há uma tendência de aumento de área nas regiões Noroeste, Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro, em áreas que o milho safrinha era cultivado. A maioria das lavouras se encontra em desenvolvimento vegetativo, visto que as mais adiantadas já iniciaram a maturação. De maneira geral, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, favorecidas pelo clima, e apresentam boas expectativas de produção. As lavouras no Sul de Minas estão mais adiantadas, em transição da fase vegetativa para a reprodutiva. No Noroeste de Minas e Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, as lavouras desenvolvem-se bem e estão, em sua maioria, na fase vegetativa.

Goiás: oaumentoesperadodeproduçãoemrelaçãoaolevantamentoanterior é resultado do acréscimo de área. As abundantes chuvas resultaram em níveis elevados de água nas barragens,garantindo um suprimento adequado para a irrigação. O período de ar seco, que se seguiu ao término das chuvas, proporciona condições sanitárias favoráveis. Na região leste, a semeadura do trigo irrigado foi concluída. Todas as lavouras estão atualmente em fase de desenvolvimento vegetativo, e apresentam boas condições fitossanitárias.

Na região sudoeste, o plantio do trigo foi realizado em abril, e as lavouras se encontram em boas condições e em fase de desenvolvimento vegetativo.

Distrito Federal: não houve aumento na expectativa de produção em relação ao levantamento anterior. O cereal está em fase inicial de desenvolvimento vegetativo e perfilhamento, apresentando boas condições fitossanitárias, podendo expressar produtividades acima da média das safras anteriores.

Bahia: o aumento de produção em relação à safra anterior é conduzido pelo acréscimo na área e estimulado pela organização da cadeia produtiva na região e com a construção de moinho de beneficiamento.A alta luminosidade favorece o desenvolvimento da lavoura. As lavouras estão concentradas em fase de plantio e desenvolvimento vegetativo, com ótima qualidade. As lavouras são conduzidas por grandes produtores, com o cultivo de grandes áreas e o emprego de alta tecnologia, realizando as operações agrícolas de forma mecanizada. É observado também intensa preocupação com o manejo conservacionista, sendo realizado o plantio direto e a rotação de cultura com lavouras de soja, feijão, milho e sorgo.

OFERTA E DEMANDA

Em maio de 2023, o desequilíbrio observado entre a oferta e a demanda (ampla oferta e indústria abastecida, sem necessidades de compras imediatas) seguiu pressionando as cotações no mercado doméstico. Além disso, os outros dois vetores formadores de preços do mercado interno também se apresentavam baixistas – mercado internacional e cotação cambial. Diante deste cenário, os produtores focavam suas atenções ao progresso da semeadura iniciada nos principais estados produtores nacionais: Paraná e Rio Grande do Sul. A média observada em maio de 2023 no Paraná foi de R$ 68,47 saca de 60 quilos, apresentando desvalorização mensal de 13,14%. Já no Rio Grande do Sul, a média mensal foi de R$ 67,69 a saca de 60 quilos, com desvalorização de 10,49%.

No mercado internacional,a ampla oferta global,impulsionada pelo excedente russo, a baixa demanda pelo trigo norte-americano e o clima favorável nos Estados Unidos, corroboraram para a desvalorização mensal de 1,37%, sendo a média mensal cotada a US$ 372,80 a tonelada.

Os dados preliminares, referentes à Balança Comercial para maio de 2023, apontam que o país importou 177,4 mil toneladas de trigo em grãos. Em relação às exportações, foram embarcadas 50,7 mil toneladas. Importante ressaltar que a prévia contempla 14 dias úteis.

Com a retração do volume importado nos últimos meses, foi reajustado o montante estimado de importações para a safra vigente, que passou de 5.200 mil toneladas para 5.000 mil toneladas. Já para a safra vindoura, que será iniciada em agosto de 2023 e finalizada em julho de 2024, a Conab ajustou os números de área, produção e produtividade. A estimativa é que sejam plantadas uma área de 3.384,5 mil hectares (+9,7%) e colhidas 9.773,7 mil toneladas (-7,4%), com a produtividade média de 2.888 kg/ha (-15,6%).

O incremento de área a ser plantada se deve ao fato que, em alguns estados, o atraso do plantio da soja impossibilitou o plantio de milho devido à janela ideal de plantio e, com isso, optou-se pela semeadura do trigo. Com a alteração de área plantada, alterou também o consumo, no que se refere ao uso para sementes. Com as mudanças supracitadas, a estimativa é que a safra atual encerre com estoque de passagem de 1.082,8 mil toneladas e na próxima safra com 1.424,3 mil toneladas.

Feião 2ª safra

 FEIJÃO-COMUM CORES

Paraná: a colheita avançou, aproximando-se de um terço da área total, até o final de maio.

As condições gerais das lavouras são consideradas boas, visto que aquelas que tiveram algum dano significativo estão mais associadas aos períodos de estiagem em parte do ciclo, até mesmo tendo um pequeno período no último mês, ou pela redução na temperatura, mesmo sem apresentar condições mais severas, como geadas, postergou o ciclo da cultura no campo e torná-la mais susceptível a eventuais intempéries. Assim, houve pequena redução no potencial produtivo em comparação ao levantamento anterior, porém mantendo a perspectiva de produtividade média superior à visualizada em 2022.

Minas Gerais: colheita iniciada em maio e com boa evolução, até o momento. Apesar do clima mais seco, registrado no último mês, boa parte das lavouras já se encontrava em fase fenológica avançada, como na maturação, o que minimizou as perdas de potencial. As lavouras localizadas mais ao sul do estado foram aquelas que enfrentaram um período maior de estiagem e, por consequência, obtiveram maiores restrições. Contudo, a média estadual para a produtividade ainda estima incremento em comparação à temporada passada, que foi bem afetada por intempéries climáticas.

Outro fator destacável é a boa qualidade do produto colhido até então, reforçando que o clima mais seco na maturação auxilia na secagem e evita danos fisiológicos (ou favorecimento de patologias) relacionados ao excesso de umidade nessa etapa pré-colheita.

Bahia: colheita recém-iniciada, porém a maior parte das lavouras ainda segue em enchimento de grãos e maturação. Mesmo com a recente escassez de chuvas não houve danos sobre o potencial produtivo do feijão-comum cores, já que o manejo utilizado lança mão de irrigação. Alta luminosidade, redução das temperaturas noturnas e diminuição na incidência de pragas foram alguns dos fatores visualizados sobre o cultivo ao longo desse período de menos precipitações, que favoreceram a cultura.

Mato Grosso do Sul: apesar das poucas precipitações em maio, a umidade acumuladanossolosduranteosmesesanterioresgarantiuodesenvolvimento adequado das lavouras. As chuvas ocorridas na última semana do mês foram de extrema importância para a manutenção das perspectivas produtivas do cultivo, pois aproximadamente 70% das lavouras estaduais atingiram as fases reprodutivas, quando o deficit hídrico causaria forte impacto produtivo. Com temperaturas moderadas e ocorrências de alto período de molhamento provocado pela formação de orvalho, os produtores têm realizado o manejo preventivo com aplicações de fungicidas na pré-floração, com foco principal na antracnose (Colletrotrichum lindemuthianum), que é a doença com maiores registros nesse ciclo.

Mato Grosso: Houve ajuste na área plantada em relação à estimativa do levantamento anterior. Registrou-se redução na área prevista em virtude da substituição de lavouras antes destinadas ao feijão para o cultivo de milho, tanto por questões mercadológicas quanto por um melhor aproveitamento da janela ideal de plantio que, no caso do cereal, é maior. A colheita está recém-iniciada, e as condições gerais das lavouras e dos grãos, até então obtidas, são boas.

FEIJÃO-COMUM PRETO

Paraná: mesmo tendo um plantio tradicionalmente um pouco mais tardio que o do feijão-comum cores, as operações de colheita também avançaram nas lavouras de feijão-comum preto, chegando, até o final de maio, a um quarto da área total colhida.

As condições gerais das lavouras são consideradas boas, visto que aquelas que tiveram algum dano significativo estão mais associadas aos períodos de estiagem em parte do ciclo, mesmo tendo um pequeno período no último mês, ou pela redução na temperatura que, mesmo sem apresentar condições mais severas, como geadas, postergou o ciclo da cultura no campo e torná- la mais susceptível a eventuais intempéries. Assim, houve pequena redução no potencial produtivo em comparação ao levantamento anterior, porém mantendo a perspectiva de produtividade média superior à visualizada em 2022.

Santa Catarina: um quarto da área já foi colhido até o fim de maio. Das lavouras remanescentes em campo, a maioria está em maturação. As condições fitossanitárias gerais estão entre boas e regulares. O clima no último mês apresentou certa escassez de chuvas em algumas regiões produtoras, além de queda significativa na temperatura em virtude de períodos de frentes frias. Assim, houve certa redução no potencial produtivo, impactando na estimativa de rendimento médio.

Rio Grande do Sul: a colheita evoluiu bastante no último mês, chegando a três quartos da área total. A previsão é que as operações se estendam até a segunda quinzena de junho. No início de maio, algumas lavouras foram impactadas pelas chuvas volumosas e dias consecutivos de alta umidade (algumas regiões produtoras registram volumes de chuva acima dos 100 mm em curto espaço de tempo). Houve ocorrência de germinação dos grãos na vagem e, por consequência, redução na qualidade do produto a ser colhido. Em contrapartida, após o período de nebulosidade, os dias foram secos e de temperaturas amenas a quentes, evitando a proliferação da antracnose, uma das principais doenças da cultura. Nas lavouras irrigadas, as condições são consideradas muito boas, e devem ajudar a melhorar a média do rendimento para a cultura.

FEIJÃO-CAUPI

Ceará: mesmo com a redução no volume de chuvas a partir de maio, as condições gerais das lavoras são boas, gerando perspectiva de melhores rendimentos em comparação à temporada passada.

A colheita segue em andamento e deve avançar ainda mais com o fim do período chuvoso nas principais regiões produtoras.

Mato Grosso: por ocasião das chuvas escassas no último mês, houve redução na umidade do solo, mas ainda capaz de promover o enchimento dos grãos adequadamente. A colheita foi iniciada e vem ocorrendo em ritmo satisfatório. A qualidade do grão obtido também vem em bom nível. Houve ajuste nas estimativas de área plantada, acarretando em um leve aumento em comparação ao levantamento passado.

Bahia: a alta tolerância que a cultura apresenta ao estresse hídrico é um trunfo para o cultivo, que mesmo tendo enfrentado períodos de baixa ou nula precipitação, vem mantendo desenvolvimento regular. A perspectiva ainda é de uma safra com resultados superiores àquela alcançada em 2021/22.

Pernambuco: a maioria das lavouras está em fase de enchimento de grãos. De maneira geral, o ciclo apresentou oscilação climática, especialmente no aspecto pluviométrico. A variação de grandes volumes de chuva intercalados por veranicos e alta temperatura propiciou o surgimento de pragas, principalmente a mosca da semente (Delia platura), que trouxe danos ao rendimento dos grãos. Muitas das regiões produtoras (cultivo concentrado no Sertão pernambucano) demonstraram lavouras com alguma perda de potencial produtivo em virtude dessa irregularidade no clima e dos eventuais ataques de pragas.

Paraíba: lavouras mais precoces já começaram o plantio, porém ainda há áreas em plena implantação, especialmente na região da zona da mata, e desenvolvimento inicial, já que a janela de plantio é vasta e em regiões distintas. De maneira geral, as condições das lavouras vão de boa a regular.

Rio Grande do Norte: a escassez de chuvas nas últimas semanas impactou algumas das regiões produtoras, especialmente aquelas onde a cultura estava em fases fenológicas críticas para o expressar do potencial produtivo.

O indicativo de produtividade média sofreu redução em relação ao último levantamento, porém o ciclo ainda está em andamento, até mesmo com a maioria das lavouras em enchimento de grãos e floração (colheita também já foi iniciada em algumas áreas), podendo apresentar novas variações, a depender das condições vindouras.

Ressalta-se que houve alguns ajustes na estimativa de área plantada em relação ao levantamento anterior (previsão de uma área maior que se esperava), mas que ainda mantém uma expectativa de redução na área total em comparação à temporada 2021/22.

Maranhão: o plantio ainda vem ocorrendo em algumas regiões do estado, e há locais que cultivam em sucessão à colheita do arroz, enquanto em outras, que tiveram a semeadura mais precoce, a colheita já está em andamento. A janela de semeadura é extensa para o feijão-caupi na região e se dispõe por diversas localidades no estado. Assim, a cultura está em variados estádios fenológicos atualmente e, de maneira geral, apresenta condições favoráveis, mesmo com algumas oscilações climáticas em parte do ciclo.

Tocantins: as boas chuvas registradas no mês contribuíram para o desenvolvimento das lavouras que atingiram a fase de enchimento de grãos. No geral, a cultura vem apresentando boas condições, e os produtores vêm realizando os manejos necessários, incluindo as adubações e a aplicação dos defensivos, em tempo oportuno.

 FEIJÃO-COMUM CORES

Bahia: o plantio evoluiu no último mês, mesmo em meio às oscilações climáticas, tendo períodos de escassez de precipitações em algumas das regiões produtoras no nordeste baiano, especialmente nos dois primeiros decêndiosdemaio.Asaltastemperaturastambémforamfatorespreocupantes, principalmente para o desenvolvimento inicial da cultura.

As chuvas vieram nos últimos dias do mês e foram importantes para amenizar as restrições e viabilizar a germinação e emergência de muitas lavouras.

Além disso, as operações de semeadura também foram favorecidas, devendo estender-se até a segunda quinzena de junho.

Pernambuco: desde o início do período chuvoso,entre abril e maio,as condições para a implantação e desenvolvimento inicial das lavouras se tornaram favoráveis. Isso viabilizou a conclusão da semeadura e vem garantindo um cenário otimista para a evolução do ciclo. A maioria das lavouras ainda está em fase de desenvolvimento vegetativo, mas o cenário edafoclimático e fitossanitário é considerado bom, até o momento.

Vale destacar que a alta nos custos de produção impactou bastante na adesão do produtor ao cultivo da leguminosa, tendo, por consequência, uma diminuição expressiva na área semeada, em comparação com a temporada anterior.

Mato Grosso: plantio em andamento e com perspectiva de incremento na área total semeada em comparação ao ano anterior, principalmente em razão dos preços mais atrativos do grão em 2023.

A cultura é manejada sob irrigação e, tradicionalmente, apresenta bons rendimentos e boa qualidade.

As lavouras já implantadas vêm dispondo de ótimas condições nesse desenvolvimento inicial.

Goiás: as boas condições climáticas, apesar da diminuição das temperaturas, e de mercado geram uma expectativa de incremento na área implantada em comparação à temporada anterior. O plantio da cultura segue em andamento, aproximando-se da fase final e apresentando cenário favorável, tanto para a implantação das lavouras quanto para o desenvolvimento inicial da cultura.

A irrigação suplementar também é um fator benéfico e propicia perspectivas satisfatórias para a produção estadual nesse período.

As lavouras estão em diferentes estágios fenológicos, desde a germinação até o enchimento de grãos, e as temperaturas noturnas mais amenas têm favorecido principalmente aquelas áreas em floração, resultando baixas taxas de aborto floral.

No aspecto fitossanitário, as populações de mosca-branca (Bemisia tabaci), principal praga da cultura, têm se mantido em níveis baixos, garantindo adequado cenário, até o momento.

Alagoas: plantio chegando à fase final, sendo favorecido pelas boas condições climáticas gerais nas regiões produtoras, especialmente no aspecto pluviométrico. Das lavouras já implantadas, a maioria segue em emergência e desenvolvimento vegetativo, apresentando índices fitossanitários benéficos.

São Paulo: cultivo concentrado na região norte do estado, especialmente nas regiões de Guaíra, Barretos e Miguelópolis, e que tradicionalmente traz boas produtividades, lançando mão de irrigação suplementar.

O uso de variedades mais precoces é bastante comum nesse período, justamente para evitar perdas por oscilações climáticas, comuns nesse período, entre outono e inverno, e viabilizar a colheita dentro de uma janela ideal a fim de realizar normalmente a semeadura das culturas de primeira safra do próximo ano-safra.

FEIJÃO-COMUM PRETO

Pernambuco: assim como no feijão-comum cores, a semeadura está finalizada, e as condições gerais encontradas atualmente são favoráveis ao desenvolvimento da cultura, especialmente no aspecto pluviométrico, já que no ano passado, a safra enfrentou problemas por excesso de chuvas em algumas regiões produtoras do Agreste pernambucano durante períodos importantes do ciclo. As lavouras se encontram em boas condições, e sua grande maioria está em fase de desenvolvimento vegetativo.

Paraíba: com o aumento da precipitação e da uniformidade da distribuição das chuvas no último mês, o plantio avançou bem, visto que tal semeadura está concentrada, predominantemente, na região de Curimataú e no Agreste paraibano. As lavouras já implantadas se encontram em boas condições e nas fases fenológicas mais distintas, desde emergência até à floração.

FEIJÃO-CAUPI

Pernambuco: o plantio avançou consideravelmente e já se encontra finalizado em final de maio. As boas condições climáticas registradas nas últimas semanas favoreceram as operações e viabilizaram essa evolução.

Atualmente, as lavouras estão, majoritariamente, em fase de emergência e desenvolvimento vegetativo, apresentando bons índices fitossanitários. O indicativo recente é de pequena redução na área plantada em relação a 2021/22 em razão do aumento no custo de produção e menor estímulo por parte dos produtores ao cultivo da leguminosa.

Bahia: o cultivo se concentra na região do nordeste baiano e vem enfrentando certas limitações na implantação das lavouras e no desenvolvimento inicial da cultura em virtude da escassez de chuvas na localidade, especialmente nos dois primeiros decêndios de maio. Os últimos dias do mês ainda reservaram precipitações que amenizaram as restrições e viabilizaram tanto o avanço da semeadura quanto à germinação e emergência das lavouras recém- plantadas. A perspectiva é de manutenção dessas chuvas para conclusão do plantio/evolução da cultura em melhores condições edafoclimáticas.

Alagoas: assim como o feijão-comum cores no estado, as operações de semeadura ainda estão em andamento, encaminhando-se para conclusão. Nas lavouras já implantadas, as condições gerais são boas e a maioria delas já se encontra em estádio de desenvolvimento vegetativo.

FEIJÃO-COMUM CORES

No atacado, em São Paulo, o mercado permanece calmo, com sucessivas reduções de preços, principalmente dos tipos superiores. Este comportamento é atribuído à maior oferta do produto, por conta da continuidade das colheitas na Região Centro-Sul do país e da retração nas compras pelos empacotadores.

A expectativa dos agentes de mercado para junho é de sucessivas quedas dos preços, à medida que vai avançando a colheita no país. Diante deste quadro, os compradores estão mais precavidos, adquirindo pequenos lotes ou buscando algum diferencial de preço nas fontes de produção.

Cabe esclarecer que, mesmo com os baixos preços no atacado e ao produtor, a demanda não reage, e nas redes de supermercados o giro do produto continua lento, significando menor reposição da mercadoria no varejo. Desta maneira, a sustentação dos preços continua ameaçada pela quantidade ofertada do grão, que segue acima do interesse de compras.

É importante frisar que a produção brasileira está bem ajustada com a demanda, e como o volume estimado de feijão-carioca é equilibrado entre as três safras, conclui-se que a segunda sofre maior pressão de oferta de feijão novo, por ser cultivada em todas as Unidades da Federação, e ter um período de meses menor (abril, maio, junho) para atender com a sua produção.

A tendência, no momento, é de preços mais em conta com a intensificação das colheitas no país, pois os empacotadores estão adquirindo apenas o necessário para honrar os seus compromissos, devido às dificuldades encontradas no repasse de preços ao setor varejista e este aos consumidores.

Os bons volumes esperados para a segunda safra no país tendem a pressionar os preços para baixo, especialmente em maio, junho e julho, períodos de maior oferta, com destaque para Paraná e Minas Gerais, principais fornecedores.

Doravante,paraumamelhoravaliaçãoquantoàformaçãodopreço,aatenção estará voltada para o clima, principalmente na Bahia. A região nordeste daquele estado é um forte polo produtor, representando, juntamente com Alagoas e Pernambuco, cerca de 20% da produção prevista para a safra de inverno. A semeadura é realizada no regime de sequeiro, e está sendo implementada com certa morosidade devido ao atraso das chuvas.

FEIJÃO-COMUM PRETO

Omercadocontinuafraco,compoucosnegócios,apresentandosignificativas quedas de preços ao produtor e no atacado. Apesar da redução no plantio, nesta segunda safra, as boas condições climáticas durante o ciclo vegetativo das lavouras estão contribuindo para um bom volume de produção. Como consequência, a partir de junho, com o ápice da colheita no Paraná, principal estado produtor, e a entrada da oferta da safra Argentina, os preços que já se encontram em queda tendem a ficar ainda mais pressionados. Por se tratar de um mercado com forte regionalização, qualquer excedente de oferta gera dificuldades para a colocação alternativa do produto, o que, por sua vez, exerce forte pressão baixista nos preços.

BIBLIOGRAFIA E LINKS RELACIONADOS

CONAB – COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, Brasília, DF, v. 10, safra 2022/23, n. 9 oitavo levantamento, maio 2023.

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Tags: algodão, Arroz, milho, Safra 2023, soja

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