Agricultura Digital e o avanço da tecnologia

Agricultura Digital e o avanço da tecnologia

Se rememorarmos grande parte da história da humanidade, perceberemos que a agricultura tem papel fundamental ou até mesmo se confunde com a própria trajetória do ser humano. Quando falamos em atividades agrícolas, na maioria das vezes o gatilho disparado em nossa mente é o da alimentação, porém, gerar alimento para o homem deixou de ser somente o trabalho empregado para o sustento da vida, no sentido fisiológico e individual de cada ser, tornando-se também um dos pilares do desenvolvimento das sociedades modernas.

O avanço de técnicas e recursos que no campo facilitaram o trabalho do homem, sempre foi um fiel retrato de quão evoluída é a ciência e a tecnologia de um povo. Imagine poder fazer uma viagem no tempo e testemunhar que a domesticação de um animal aliado a um aparato mecânico poderia trazer um melhor resultado ao cultivo de uma determinada planta, e que o revolvimento do solo permitiria uma melhor interação e desenvolvimento das raízes, fazendo a produção crescer ao ponto de permitir que seu excedente fosse trocado por outro produto, que até então não era cultivado por aquele agricultor.

A descrição dessa atividade nos parece simples. O uso de um arado de tração animal, que hoje tem seu uso escasso até mesmo na agricultura de subsistência, foi em outrora um grande passo tecnológico em algum momento da história da agricultura. O fato é que desde então o campo não parou de inovar e a busca do homem pela otimização do trabalho e o aumento da produtividade é intensa, promovendo uma corrida tecnológica cada vez mais intensa e competitiva. Sendo o Brasil hoje consolidado como país líder do agronegócio, promovemos e desenvolvemos também as maiores inovações tecnológicas para o setor, tanto nos campos da genética, quanto em aplicações de soluções para uma imensa quantidade de atividades ligadas aos sistemas produtivos. Isso explica porque o Brasil é líder em produção e exportação de soja, suco de laranja, café, carne, tabaco, diversas frutas e vários outros produtos.

A tecnologia e a agricultura agora são fatores inseparáveis. O agro é cada vez mais dependente de recursos tecnológicos para que se alcancem números expressivos de produtividade que garantam a sustentabilidade da atividade e o interesse pelos seus atores em continuar explorando um mercado que hoje sustenta a economia do país.
Desde o final dos anos 80, já buscamos pela agricultura de precisão, uma vez que com o fim da guerra fria o acesso a dados de satélite, sem a finalidade militar, passou a ser viável à agricultura brasileira. O geoprocessamento através de bancos de dados SIGs, Sistemas de Informação Geográfica, permitiu então que o país avançasse na automatização da mecanização permitindo assim evitar uma série de desperdícios e melhor alocação dos recursos, como por exemplo, no trabalho com taxas variáveis nas adubações. A partir desse momento a história do primeiro setor da economia deu mais um grande salto histórico e tecnológico. Surgiu a Agricultura Digital e suas ferramentas para auxiliar no processo de Agricultura de Precisão e rapidamente ganhou espaço nos sistemas produtivos atuais em diversas outras áreas das atividades agrícolas e pecuárias.

A Agricultura de Precisão foi um grande avanço, mas agora a bola da vez é a Agricultura Digital. É a era do AGRO 4.0, uma oportunidade cheia de mercados novos a serem explorados por Engenheiros Agrônomos e demais profissionais das ciências agrárias, mas também com grandes desafios pela frente. Mas afinal o que é o agro 4.0 ou Agricultura Digital? É o conjunto de soluções tecnológicas que por meio de processamento de dados, levantados por big datas, sensoriamento remotos ou softwares, auxiliam na otimização dos processos e nas tomadas de decisão do agricultor, visando sempre o resultado mais assertivo. Em pesquisa realizada em 2020 pela Embrapa, Sebrae e INPE, percebeu-se a forte adesão a Agricultura digital e que ela já é uma realidade consolidada no país. A pesquisa mostrou que cerca de 84% dos produtores brasileiros já usam algum tipo de tecnologia, seja ela uma plataforma de gestão, um aplicativo que faça a medição de uma determinada área e os clássicos aplicativos que auxiliam nas previsões meteorológicas, ajudando a prever as benditas chuvas tão necessárias à semeadura.

Os números também mostram que 67% dos produtores ainda se assustam com os valores de investimentos em algumas soluções, porém a tendência é que estes produtos se tornem cada vez mais acessíveis, sendo a demanda cada vez maior em se ter literalmente na palma da mão o controle da produção. O desafio fica ainda por conta do setor da infraestrutura já que a pesquisa revela que o gargalo do setor se dá pela conectividade com internet ainda precária na zona rural.
O futuro dessa área é promissor, já testemunhamos grandes avanços da Agricultura Digital, fornecendo sistemas de gestão rural, irrigação, uso de drones e veículos não tripulados, tecnologias de aplicação de defensivos agrícolas, cálculo e aplicação de taxas variáveis de adubação, monitoramento por imagens de NDVI, Inteligência Artificial e IoT já são realidades nos campos brasileiros.

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